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  Inspiração Juvenil 2017 – Siga o Mestre!

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

VINÍCIUS MENDES-SIGA O MESTRE-INSPIRAÇÃO JUVENIL 2017

Se em algum momento você já se sentiu perdido, sem saber a direção a seguir, saiba que não está sozinho. Desde que o pecado entrou no mundo, essa é a condição de todo ser humano. Felizmente, Jesus não nos deixou em um beco sem saída. Ele não apenas aponta a direção, mas acompanha você em cada passo.

 

Para que, neste ano, Jesus seja seu guia e companheiro, este livro irá conduzi-lo em uma emocionante jornada pelos evangelhos. Você será convidado a visitar as cenas de banquetes, milagres, sermões inesquecíveis e grandes maravilhas. Também será desafiado a olhar para a agonia do Getsêmani, a intensa dor do Calvário e a brilhante manhã da ressurreição.
A cada dia, a vida e os ensinamentos de Jesus irão lhe indicar o trajeto seguro para a casa do Pai. Você não precisa se perder por atalhos perigosos. Apenas siga o Mestre.

Vinícius Mendes, graduado em Teologia e em Letras, é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atuou como Pastor de igreja no Espírito Santo. Casado com Ariane, é pai de Ana Clara.


Inspiração Juvenil – Siga o Mestre – Janeiro/2017


Domingo 01 de Janeiro 2017 – Palavra inicial


Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. João 1:1

“Se uma imagem vale mais do que mil palavras, então diga isto com uma imagem”, brincou Millôr Fernandes. Deus conseguiria. Ele fez muito mais do que isso ao traduzir milhões de letras e caracteres por meio da imagem de si mesmo e, assim, revelar o que pensa e é. Por esse motivo, Jesus é a “Palavra”.

A linguagem de Deus não se limita a pensamentos formados por conexões de neurônios articulados por meio da fala. É muito mais do que isso. A Palavra de Deus, em primeiro lugar, é uma Pessoa, a segunda da Trindade.

Por isso, quando Deus fala, um poder criativo sem limites entra em cena. Por exemplo: não foram anjos eletricistas que acenderam a luz no mundo ao ligarem fios, conectados a uma usina hidrelétrica formada da imensidão da água turbulenta do mundo pré-semana da criação. Nada disso! Deus disse: “Haja luz e houve luz.” Simples assim.

Jesus é a encarnação da Palavra divina, e a Bíblia é Deus revelado em linguagem escrita. E isso traz resultados incríveis: (1) Deus é onipotente. Então, o estudo sincero da Bíblia tem poder de fazer o impossível na vida de uma pessoa. A Palavra de Deus pode nos fazer vencer qualquer pecado “invencível”. (2) Deus é onisciente. Isso significa que nada fica escondido dele. As pessoas podem atuar no palco da vida e enganar as outras, mas diante da Palavra de Deus, os pensamentos e propósitos do coração são revelados (Hebreus 4:12). (3) Deus é onipresente. A implicação dessa verdade é que não há lugar em que alguém possa se esconder da presença do Espírito Santo e, por isso, estamos sempre seguros. No mais distante ponto deste planeta, escondidos sob a mais escabrosa caverna, a influência da Palavra de Deus, ativada pelo Espírito Santo, pode nos alcançar. (4) Deus é eterno, e sua Palavra também. Logo, ela é definitiva em relação a qualquer assunto da vida. Você pode confiar em tudo o que Deus disser.

Com isso em mente, tome hoje a Palavra de Deus. Ela é a revelação disponível mais aprimorada do Senhor. Ao estudá-la, perceba a maravilhosa imagem de Jesus se formar diante de seus olhos. Isso sempre acontece com os estudantes sinceros da Bíblia e não existe maneira melhor de começar, continuar e terminar um ano. Essa imagem de Jesus vale mais do que um trilhão de palavras humanas. Então, vá à Bíblia e veja você mesmo.


Milagre – 2 de janeiro 2017


Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37

Pense em uma pessoa que não consegue entender matemática de jeito nenhum. Multiplique por mil. Exageros à parte, esse era eu no sexto ano do ensino funda­mental. Porém, um “milagre” ocorreu em minha vida naquela série. Tudo começou quando a nova professora de matemática entrou na sala. Era uma senhora agradável e bem didática. Ela começou a explicar o conteúdo, e, mesmo sem entender muita coisa, passei a prestar atenção. Numa das aulas, ela fez uma pergunta bem simples, estilo “dois + dois”. Sentindo-me um Einstein dos anos 90 por saber aquela resposta “dificílima”, levantei a mão para responder. A atitude dela mudou minha relação com a matemática naquele ano. Ela disse: “Está certo, Vinícius! Você é um excelente aluno!”

Resolvi acreditar nela, e o “milagre” aconteceu. Tornei-me um dos melhores alu­nos de matemática de minha turma naquele ano. Como isso ocorreu? Simples: de­cidi fazer o que os bons alunos fazem. Comecei a prestar bastante atenção às aulas e deixei de dormir ou “viajar” na hora da explicação, passei a fazer os exercícios de casa e, finalmente, entendi que precisava estudar para as provas. Os números vira­ram minha paixão! Tudo bem que, no fim daquele ano, “apostatei” da matemática, mas a lição de como os milagres acontecem ficou gravada em minha mente.

Em relação ao maior milagre do mundo – o nascimento virginal de Jesus -, o detalhe mais importante foi a disposição de Maria em ouvir e praticar a mensagem divina. Ela entendeu que, nas coisas de Deus, a parte humana é acreditar com uma crença tão real que as atitudes evidenciem a fé.

Neste ano, Deus também deseja fazer grandes milagres em você. A cada dia, Ele quer revolucionar sua vida. O Senhor tem poder de comunicar pureza, amor, hones­tidade, disciplina e felicidade. E a lista é mais longa do que você imagina. Os milagres que ocorrerão serão tão incríveis como o que Deus fez em Maria. Lembre-se: para Ele não existe impossível!

Você está disposto a acreditar nos milagres de Deus? Maria creu e entrou para a história como a mulher mais importante que existiu. Ela entendeu que entre o ver­dadeiro sucesso e o fracasso habita uma pequena palavra de significado enorme: fé. Creia em tudo o que Deus lhe disser. Se você fizer como Maria, Jesus também vai nascer em seu coração. Para isso, diga a cada dia deste ano: “Estou aqui, Senhor, que se cumpra em mim a sua palavra.”


Bênção – 3 de janeiro 2017


Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse. Lucas 1:45

O que significa dizer que uma pessoa foi abençoada? Em geral, associamos bênçãos com coisas que queremos muito. Ser aprovado na escola, fazer uma viagem ou comprar um celular novo, por exemplo. Porém, esse não é o sentido principal dessa expressão. Bênção vem de bem-dizer; portanto, o significado desse termo tem que ver também com palavras pronunciadas. Então, podemos dizer que uma pessoa é realmente abençoada quando ouve com atenção as boas palavras que Deus tem falado.

Deus espera que estejamos antenados àquilo que Ele nos diz, pois o resultado disso serão coisas boas para nós. Na língua hebraica, a palavra ouvir tem o mesmo significado de obedecer. Em nosso idioma também, dependendo da situação. Por exemplo, pense em sua mãe pedindo para você fazer alguma coisa e arrematando com aquela pergun­ta cheia do tom que só as mães conseguem dar: “Você está ouvindo?” Em outras palavras, o que sua mãe está dizendo é um sonoro: “Obedeça!” Se você não obedecer…

Muitos preferem ouvir as maldições do inimigo de Jesus e, por isso, não são abençoados. Enquanto Deus pronuncia suas bênçãos na Bíblia, o inimigo fala por meio de filmes, sites, “amigos”, pessoas mal-intencionadas, etc. Deus abençoa assim: “Você será puro, filho. Confie em mim. Eu o ajudarei.” Por sua vez, o inimigo amal­diçoa: “Pureza é coisa de careta. Viva a vida louca. Você é o dono do próprio nariz.”

Fique atento, pois o inimigo tem falado muito e de formas bastante coloridas e “legais”. Só ouvindo essas coisas, muita gente nem sabe o que Deus tem falado. Infelizmente, grande parte das pessoas tem trocado as lindas bênçãos de Deus por maldições disfarçadas.

Outra coisa: não dê atenção a palavras que só servem para colocar você para baixo. Existe gente por aí que é especialista em depreciar os outros. Por isso, não dê ouvidos a frases como: “Você não consegue nunca!”, “Você não muda mesmo, hein!” “Você não tem jeito!”

No texto de hoje, vimos que Maria foi abençoada porque acreditou no que Deus falou. Ela só pôde acreditar, porque estava atenta. E você? O que tem escuta­do ultimamente? Lembre-se: o que você vê, escuta e lê declara bênção ou maldição em sua vida. Quer ser abençoado como Maria? Escute com atenção a voz de Deus e acredite em tudo o que Ele disser.


Reputação – 4 de janeiro 2017


Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Mateus 1:19

“Você conhece a Maria? Aquela ali já namorou com todo mundo. Dê uma olhada nas fotos que estão rolando no grupo de Whatsapp da turma para ver a última ‘conquista’ dela.” O comentário acima é uma tentativa clara de difamar uma pessoa.

A internet virou o palco para o “show” difamatório de muita gente. Indiretas, diretas, fotos e vídeos comprometedores (inclusive manipulados) circulam diaria­mente pela rede destruindo vidas e satisfazendo o desejo sádico de gente que tem prazer em acabar com a imagem dos outros. O aumento desses crimes é resultado da ilusão de que na web existe anonimato.

No texto bíblico de hoje, no entanto, vemos uma atitude oposta. José resolveu não difamar Maria, mesmo com a hipótese de ela não ter feito uma coisa certa; afinal, antes “do casamento, ela ficou grávida” (Mateus 1:18). Imagine um dramático diálogo entre os dois:

–  Maria, nosso casamento está chegando. Estou preparando tudo!

– José, preciso lhe falar uma coisa.

– Diga.

– Estou grávida.

– O quê?!

– É do Espírito Santo, José.

– Como assim?

Não deve ter sido nada fácil essa conversa. No entanto, a decisão de José de não difamar Maria é muito digna. Naquele tempo, durante o noivado, o casal era considerado legalmente marido e mulher, mas a união física só se concretizava no casamento. Para desfazer o noivado, era necessária uma espécie de divórcio. José tentou fazer isso da forma mais discreta possível para tentar preservar a reputação de Maria.

José foi escolhido para ser o pai humano de Jesus também por essa característica. Pessoas direitas não difamam as outras. Por isso, analise com bastante cuidado o que vai falar, escrever e postar sobre alguém. Não difame ainda que a pessoa te­nha cometido erros. Quando alguém erra, precisa mesmo é de ajuda para levantar. O convite de Deus para você hoje é: use suas palavras somente para abençoar.


Detalhe – 5 de janeiro 2017


Esse casal vivia a vida que para Deus é correta, obedecendo fielmente a todas as leis e mandamentos do Senhor. Lucas 1:6

Antes de Jesus começar seu trabalho aqui, alguém precisava preparar seu ca­minho. A pessoa que o Céu havia escolhido para isso ainda não havia nascido. Deus queria alguém que levasse a sério essa grande missão e fosse preparado para ela desde o nascimento. Já que tinha que ser assim, o jeito era escolher bem o casal que criaria o futuro mensageiro.

é aí que entra o sacerdote Zacarias. Ele era um homem de Deus e resolveu casar com uma mulher que acreditava nos mesmos princípios que ele: Isabel era descen­dente de sacerdotes (Lucas 1:6).

A decisão do casamento precisa ser tomada com muito cuidado, levando em consideração a orientação de Deus. Não dá para namorar, muito menos casar, com alguém que não compartilha a mesma fé. Em geral, quando essa orientação não é seguida, as consequências são desastrosas

Além de passarem nesse teste, Zacarias e Isabel viviam “a vida que para Deus é correta, obedecendo fielmente a todas as leis e mandamentos do Senhor.” Não podia haver ninguém melhor! Os dois eram fiéis em tudo. Aprovados! Porém, havia um “detalhe”.

Isabel não podia ter filhos. Coisa “pouca”, você não acha? Realmente, isso não é nada para Deus. Para o Senhor, o critério mais importante é o caráter. Por isso, Zaca­rias e Isabel foram escolhidos, ainda que estivessem fora do “padrão de qualidade” biológica. Para Deus, isso não é nada!

O Senhor também deseja usar você no serviço dele. Às vezes, a gente acha que para ser útil para Cristo é preciso ter talentos fora do comum. Os dons são importan­tes, mas o essencial mesmo é a disposição de fazer a vontade de Deus.

Não espere ser o melhor cantor da igreja para louvar a Jesus nem ser a pessoa mais carismática do mundo para falar de Cristo para alguém. Receba o amor de Deus no coração, seja obediente a tudo o que a Bíblia ensina e deixe o resto com o Espírito Santo. Como fez com Zacarias e Isabel, Deus também pode resolver os “detalhes” de sua vida, se hoje você se colocar à disposição dele.


Previsão do tempo – 6 de janeiro 2017


Não tenha medo, Zacarias, pois Deus ouviu a sua oração! Lucas 1:13

Muita gente tem o costume de, antes de sair de casa, dar uma olhada na previ­são do tempo no aplicativo do celular. Isso pode evitar que alguém se encapote todo e passe o dia inteiro sentindo calor ou carregando a blusa de frio na mão. Ou o contrário, que pode ser ainda pior: sair de casa com roupa leve e perceber, na metade do dia, uma queda brusca de temperatura e ficar se encolhendo todo ao tentar esticar a roupa. Ou ainda sair sem guarda-chuva, e o dilúvio se repetir bem em cima da cabeça. Mesmo que as previsões climatológicas não sejam infalíveis, penso que vale a pena tomar conhecimento delas para o dia a dia.

Você sabia que existe um aplicativo de previsão do tempo infalível? Quem o se­gue jamais é surpreendido por nada que ocorre no mundo. Antes que você pare de ler esse texto e vá para internet tentar baixá-lo, deixe-me dizer que ele é gratuito e está disponível na interface da vida. O download já foi feito, e você pode, ao estudar a Bíblia, conhecer, sem erro, os detalhes da história do mundo, para trás e para frente.

Zacarias era “viciado” nesse aplicativo já no primeiro século da era cristã. Ele estudou o livro de Daniel e descobriu uma previsão do tempo (profecia) chamada de 70 semanas. Em sua pesquisa, Zacarias aprendeu muita coisa, mas o mais im­portante foi perceber que, exatamente em seu tempo, o Messias nasceria. O que ele fez com essa informação? Passou a orar para que ele e sua família estivessem preparados para o cumprimento da profecia, ou seja, que eles não se enganassem a respeito de quem seria o Cristo e que, de alguma maneira, pudessem ajudar no trabalho do Senhor.

Respondendo a essa oração, Deus enviou o anjo Gabriel para falar com Zacarias. O mensageiro disse: “Zacarias, sua oração foi ouvida.” Como assim? O que aquele anjo estava dizendo era que o Messias realmente estava para nascer, e que Zacarias e a esposa teriam um filho que seria o grande divulgador da chegada do Messias.

Veja como é bom conhecer a previsão do tempo que a Bíblia releva. Além de evitar surpresas sobre o que vai ocorrer, podemos até mesmo ser úteis para Deus. Por que você não toma hoje a decisão de conhecer mais as profecias da Bíblia? Se fizer isso, você não será surpreendido com o presente e o futuro, e, o melhor, Deus poderá contar com você como divulgador da mensagem que Ele está comunican­do para toda a humanidade.


Mensagem recebida – 7 de janeiro 2017


Não tenha medo, Zacarias, pois Deus ouviu a sua oração! Lucas 1:13

Todos os dias, milhões de pessoas usam o WhatsApp para trocar mensagens. O aplicativo permite aos usuários ter a certeza de que a mensagem enviada foi recebida e lida. Os dois tiques azuis não deixam dúvida.

No Rio de Janeiro, uma menina de 16 anos livrou-se de um abuso sexual dentro de um ônibus ao enviar para o pai uma mensagem no Whatsapp. Ele estava próxi­mo de onde o coletivo passava, chamou a polícia e conseguiu deter o molestador. A garantia de que o pai estava lendo as mensagens certamente estimulou a menina a continuar enviando os textos para ele.

Na oração, as coisas não são muito diferentes. Nosso Pai celestial está sempre conectado, e nada pode impedir que Ele receba nossos pedidos de socorro.

Como ter a certeza disso? A primeira coisa a fazer é alinhar nosso pensamento com a mente divina. Pedindo o que Deus planejou para nós, a resposta é certa. O pai de João Batista, Zacarias, orava para que Deus cumprisse a promessa de enviar Jesus para salvar a humanidade. Deus nunca deixa de atender uma oração assim.

A oração também precisa expressar humildade e dependência de Deus. Toda pes­soa que ora e é atendida faz uma análise realista do coração e percebe o quanto precisa de salvação. Para se livrar do desespero da vida sem Deus, o cristão clama e é atendido.

Quem ora precisa saber também que Deus, muitas vezes, atenderá nosso pedi­do de modo diferente do que esperamos. Ele não dá o que queremos, mas aquilo que precisamos.

Ao orar pelos outros, é importante saber também que Deus pode conceder as bênçãos que solicitamos por meio de nós mesmos. Por exemplo: muitas vezes tenho orado pelo caráter em formação de minha filha e tenho percebido que, para dar a ela uma personalidade melhor em resposta à minha oração, Deus espera que eu seja um pai diferente e exemplifique, com minhas atitudes, o tipo de caráter que ela precisa ter.

Às vezes, a resposta de Deus à oração vai ser um sonoro (ou mesmo silencioso) “não”. O que fazer quando isso ocorrer? Confiar que Deus sempre sabe o que é melhor é a atitude certa. O Senhor é sábio demais para enganar-se e muito bom para negar o que precisamos. Então, por que não parar tudo agora e “enviar uma mensagem” para Deus? Pode ter certeza de que Ele vai receber sua mensagem e responder a você da melhor maneira.


Sucesso – 8 de janeiro


O que será que esse menino vai ser? Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele. Lucas 1:66

“O que você vai ser quando crescer?” Já ouviu essa pergunta alguma vez? Lembro-me da formatura de meu irmão na pré-escola. Os alunos estavam todos na frente da igreja, arrumados com as becas de quem tinha a ilusão de já estar pronto para a vida. A professora perguntava aos formandos diante da plateia de pais e familiares o que aqueles meninos e meninas seriam quando crescessem. “Advo­gado, professora”, respondeu com convicção o primeiro. “Médico, tia”, disse o outro com a ousadia de um vitorioso. Um a um foi respondendo, desfilando um leque de profissões de alto nível. Até que chegou a vez do meu irmão. “E você, rapazinho”, perguntou a professora. Suspense na família. O que ele vai responder? Engenheiro, dentista, pastor. . . No alto de seus seis anos, ele disse sem titubear: “Professor de karatê, tia.” Meu irmão certamente pensava na alegria de ganhar dinheiro, ensinando criancinhas a se defender de “meninos maus” na hora do recreio. Risos na plateia e uma interrogação engraçada na família.

Deus nos criou diferentes uns dos outros. A sociedade é um retrato multicolorido, cheio de diversidade e beleza. Deus chama pessoas para serem pastores, médi­cos, construtores e para todas as profissões dignas que existem. O mais importante de tudo é servir e glorificar a Deus em qualquer ramo de atuação.

O versículo de hoje fala que o poder divino estava com João Batista. Ele tinha a grande missão de preparar o mundo para a vinda de Jesus. Ele foi bem-sucedido nessa tarefa e se tornou uma das pessoas mais importantes que o mundo conheceu.

Você já escolheu sua profissão? As coisas que gosta de fazer, seus dons e ha­bilidades podem ser um indicativo de qual é a sua vocação. Certamente, uma das muitas profissões que existem hoje estará adequada a suas características. Se quiser saber mesmo “o que você vai ser quando crescer”, você precisa pedir orientação a Deus e ouvir os conselhos de sua família e de gente que tem experiência e boa intenção. Depois de identificar o ramo que deseja seguir, estabeleça-o como meta e prepara-se adequadamente para alcançá-la.

Não importa se você será médico, engenheiro, advogado ou construtor. Se a vocação maior de sua vida for falar de Jesus para os outros, você será muito feliz e realizado.


Máscaras – 9 de janeiro


Vão e procurem informações bem certas sobre o menino. E, quando o encontrarem, me avisem, para eu também ir adorá-lo. Mateus 2:8

A falsidade é uma característica muito comum. Muita gente usa máscaras para esconder o que realmente pensa. O pior da falsidade é que, às vezes, ela es­conde inimigos disfarçados de amigos. O que faz uma pessoa ser falsa? Para respon­der a essa pergunta, vamos dar uma olhada no personagem bíblico que pronun­ciou a falsidade que está relatada no versículo de hoje.

Herodes era o rei de Israel no tempo do nascimento de Jesus. Ele sabia que não tinha as características básicas de um rei, mas se mantinha na função com cor­rupção e violência. Ingenuamente, os reis magos o procuraram para saber onde o novo rei havia nascido, pois queriam adorá-lo. Como Herodes vivia inseguro com o próprio reinado, aquela visita o perturbou muito. Com objetivos malignos, ele disse que também queria saber onde estava Jesus.

Insegurança. Esse foi um dos motivos que levaram Herodes a ser tão falso como foi no diálogo com os reis magos. Gente insegura sobre si mesma e sobre a posição que ocupa na vida precisa “lutar” para manter seu espaço. Na tentativa de agradar todo mundo, pessoas assim mentem, falam apenas o que os outros querem ouvir e fazem dos amigos degraus para chegar aonde pensam que precisam ir.

A falsidade é também filha da inveja. Sabe aquela infelicidade com o sucesso dos outros ou aquele desejo violento de ter o que não tem? O nome disso é inveja. Herodes não podia suportar o fato de alguém ser rei em seu lugar e se carcomia com a realidade de que havia uma pessoa que, de fato, era digna de reinar. Por isso, pronunciou uma das frases mais falsas que foram registradas na Bíblia. Sua insegu­rança e inveja forjaram a máscara terrível que ele usou.

Se você não quer ser falso como Herodes, preste atenção nas dicas a seguir. Policie seu coração. Sempre questione seus pensamentos e os motivos de suas pa­lavras. Exponha-se sempre à verdade. A falsidade é sempre mãe de outra falsidade. A principal verdade que precisa saber é que Deus ama você. Por isso, não seja in­seguro. Não enxergue os outros como concorrentes. Ame as pessoas e se alegre com a felicidade delas. Nunca use ninguém como escada. Seja sempre verdadeiro e nunca use máscaras.


Visão de raio X – 10 de janeiro


Pois eu já vi com os meus próprios olhos o tua salvação. Lucas 2:30

A visão de raio X é uma das características mais marcantes do Superman. Com ela, o homem de aço consegue ver através de paredes e desvendar mistérios que os olhos normais não podem. Imagine como seria sua vida se você pudesse ver o que outras pessoas não conseguem. A Bíblia apresenta a história de um homem que viu o que ninguém mais estava vendo.

Era o dia da apresentação de Jesus no templo. Muitas crianças também seriam apresentadas na mesma ocasião. Uma fila foi formada, e nela estavam José e Maria com Jesus nos braços. Para fazer o ritual, os pais precisavam de um sacrifício. O tipo de oferta evidenciava a classe social da família. Os pais de Jesus chegaram com um casal de pombinhos, a mais simples das oferendas.

O sacerdote responsável pela apresentação estava fazendo seu trabalho de ma­neira tão mecânica que não percebeu o grande privilégio que teria. E a fila andou. Quando chegou a vez de Jesus, ele o pegou nos braços como se nada especial estivesse acontecendo.

Perto de onde estava ocorrendo a cena, havia um homem chamado Simeão. Esse senhor interrompeu a cerimônia, tomou Jesus nos braços e exclamou do fun­do do coração: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação” (Lucas, 2:29, 30, ARA). O sa­cerdote não percebeu nada, mas Simeão, olhando além das aparências, entendeu que o indefeso bebê era o Deus criador de todas as coisas.

O que fez Simeão enxergar o que o sacerdote não conseguiu ver? “Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor” (Lucas 2:25, 26). Bondade, comunhão, esperança e o Espírito Santo na vida. Esses foram os “colírios” que fizeram os olhos daquele velhinho ter visão de raio X espiritual.

E você? O que tem enxergado? Tem conseguido perceber Jesus nas pequenas coisas da vida? Muitas vezes, o Senhor está bem ao nosso lado, e nós não percebe­mos. Sabe aquelas pessoas que precisam de atenção e ajuda? Quer saber quem elas são realmente? São Jesus disfarçado, esperando alguém com visão de raio X perce­bê-los (Mateus 25:37-40). Que tal usar o “colírio” de Simeão e enxergar Jesus hoje?


Ponto de referência – 11 de janeiro


No caminho viram a estrela, a mesma que tinham visto no Oriente. Ela foi adiante deles e parou acima do lugar onde o menino estava. Mateus 2:9

Com um grupo de amigos, eu visitava pela primeira vez a cidade de Washing­ton, DC. Paramos o carro em um estacionamento, próximo a uma esquina na qual havia uma lanchonete bem conhecida. Naquele momento, imaginamos que não haveria ponto de referência melhor. Saímos para o passeio e, depois de cruzar­mos as dezenas de avenidas que nos separavam dos pontos turísticos, a ficha caiu: em praticamente todas as esquinas havia uma lanchonete da mesma rede.

O carro havia ficado muito longe, e a visitação demorou mais do que esperávamos. Para evitar problemas, resolvemos andar bem rápido e voltar na hora certa. Segui bem próximo a um amigo; mas, sem perceber, nos distanciamos do restante do grupo e nos perdemos.

Meu amigo pediu informação e mencionou nosso “inconfundível” ponto de referência. A pessoa riu e disse que havia dezenas por ali e que a mais próxima estava a quilômetros de distância. Meu amigo começou a correr, e eu, muito cansado pela longa caminhada, não consegui acompanhá-lo. Ele sumiu entre uma esquina e outra. Tentei pedir informação, mas as respostas só pioravam a situação.

Depois de estar perdido por 25 minutos, vi um táxi e resolvi para-lo. O motoris­ta, um imigrante que falava uma mistura de inglês com etíope (imagino), pergun­tou o destino. Eu mencionei, com meu “portunglês” (mais português), a conhecida lanchonete. Ele fez uma expressão de desespero, e, em nosso diálogo numa língua que não existe, disse que havia muitos estabelecimentos daquele nas redondezas. Confiante, eu o orientei: siga para a next (próxima). Não sei como, mas ele entendeu e dirigiu para onde eu havia indicado. Deu certo. Meus amigos estavam lá havia uns 30 minutos. Cheguei “triunfante”, contando vantagem por ter tido a experiência adicional de pegar um táxi em Washington. Porém, confesso que preferiria ter um ponto de referência melhor e não ter passado por aquela angústia toda.

Na história do reis magos, o ponto de referência era móvel e sem comparação. Não se tratava de uma estrela a mais entre as trilhões que existem. Eram vários anjos que, juntos, produziam um foco extraordinário de luz no céu. Os magos seguiram aquela “estrela” e não se perderam. A Palavra de Deus é a nossa estrela-guia. Estude-a, pois ela é o inconfundível ponto de referência para todos aqueles que querem encontrar Jesus.


Alarme falso – 12 de janeiro


Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém. Mateus 2:3, ARA

O alarme dispara. Acordo assustado, mas o relógio no celular marca 2h40 da ma­nhã. Ufa! Alarme falso. Restam mais três horas para dormir. Que beleza! Relaxo tanto que esqueço de ativar o alarme na hora certa e durmo cinco horas a mais. Lá se foi a prova no primeiro horário…

Essa situação ajuda a ilustrar um conceito perigoso: o alarmismo, que é a produ­ção de alertas falsos. Desinformação e precipitação são causas desse tipo de coisa.

“Alerta em Jerusalém! Três homens misteriosos anunciam o nascimento do Messias”, poderia ter sido a manchete da Folha de Jerusalém naquele dia. É incrível como os magos do Oriente estavam informados com precisão sobre o nascimento de Jesus, enquanto o rei de Israel e o povo de Jerusalém foram completamente surpreendidos com essa informação. Esses homens eram estudiosos dos astros e viram uma estrela misteriosa. Por não entenderem a procedência dela, buscaram na Palavra de Deus o entendimento real daquele fenômeno. A estrela os encaminhou à Bíblia, e esta os levou a Jesus.

É possível que os alarmes falsos anteriores tenham tirado a atenção dos mo­radores de Jerusalém a respeito dos sinais da primeira vinda de Jesus de tal modo que eles não percebessem a estrela, um dos indicativos da primeira vinda de Jesus. A postura deles é bem parecida com a de alguns hoje em dia que, quando veem alguma catástrofe na TV ou ficam sabendo de alguma interpretação fantasiosa das profecias, resolvem se santificar porque “Jesus está voltando mesmo!”. No entanto, depois que a notícia fica velha, voltam a se comportar do mesmo jeito que antes. Esse tipo de religião não dura porque se baseia só em emoção e em fatos extraordinários.

Interessante o que aconteceu com Herodes: ele ficou alarmado e queria encontrar Jesus. Boa coisa? Com certeza não! O rei não queria adorá-lo, mas matá-lo. Quem busca Jesus alarmado geralmente não quer adorá-lo. Como Herodes, muita gente “busca” a Jesus hoje não para “morrer”, mas para “matar” o verdadeiro Cristo e continuar reinando no “trono” da vida. Por isso, se não quiser ser pego de surpresa na volta de Jesus, bus­que-o hoje pelo motivo certo, fique atento aos verdadeiros sinais que a Bíblia dá sobre seu retorno e se prepare para o encontro com ele. Trim! Trim! Trim! Mão no celular. São 5h40 da manhã. Que susto, foi só um sonho! Vou me arrumar. Estou pronto para a prova!


Presentes – 13 de janeiro


Depois abriram os seus cofres e lhe ofereceram presente: ouro, incenso e mirra. Mateus 2:11

Às vezes, os presentes podem revelar nossos pensamentos. Certo pregador, no fim de uma semana de oração, ganhou um presente no mínimo inusitado: um livro com o título mais ou menos assim: “Como aprender a pregar”. Ele ficou um pouco decepcionado.

No quesito presente para a pessoa amada, existe gente que não mede esforços e mete a mão no bolso. O casal Brad Pitt e Angelina Jolie tem se superado. Há um tempo, o ator deu à esposa um relógio no valor de quase um milhão de reais. Ela não deixou barato e retribuiu o mimo com um anel ainda mais caro. Entretanto, a extravagância do casal não parou por aí: Angelina pagou uma fortuna em uma oliveira de 200 anos e a deu ao marido. O ramo de oliveira é visto como símbolo de trégua e paz. Os presentes podem expressar o que sentimos pelas pessoas e como anda nossa relação com elas.

Entretanto, presentes que realmente agradam têm duas características básicas: são dados de coração e estão de acordo com o gosto e a posição de quem recebe. Os magos do Oriente tinham a certeza de que o bebê que nasceria em Belém era o Rei dos reis e queriam presenteá-lo de todo o coração. Naquele tempo, ouro, incenso e mirra eram dados só aos reis. No presente dos magos, estava declarado o que eles pensavam sobre Jesus. Além de dignos, esses presentes foram úteis, pois custearam a longa viagem da família de Jesus ao Egito para fugir da ira invejosa de Herodes.

Pense nos presentes que você tem oferecido a Cristo. São de coração e estão de acordo com o gosto e posição do Senhor? Para Jesus, só serve o melhor. As Escri­turas revelam o que Ele quer receber. Não tente impressionara Deus com dinheiro, sacrifício ou hipocrisia. Você não vai conseguir.

Jesus quer você por completo! Por quê? Ao nos darmos como “presente” para Ele, recebemos em troca a vida eterna. No fim das contas, quem ganha mesmo somos nós. Se você de fato sabe que Jesus é o Senhor de todo o universo e que sua vida e futuro dependem apenas dele, não terá nenhuma dificuldade de ser extrava­gante ao dar tudo para Ele e reconhecê-lo como seu único Deus. Que seu presente para Jesus hoje reflita a letra desta linda canção: “Tudo o que tenho, tudo o que sou, tudo o que espero ser, entrego a ti”, Senhor!


Fuja!- 14 de janeiro


Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja. Mateus 2:13

Nem sempre fugir é sinônimo de covardia. Às vezes, correr é a coisa mais corajo­sa que temos a fazer. A questão é por que, com quem e de quem você vai fugir. No relato de hoje, José, o pai humano do Senhor, fugiu com Jesus, de Herodes, que queria matar o Salvador.

Outro José famoso da Bíblia também fugiu. Quando a mulher do chefe o agarrou à força, “ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela” (Gênesis 39:12, NVI). José fugiu para se tornar, no futuro, um grande líder da nação mais poderosa da Terra.

Para um jovem de nossos dias, fugir pode significar firmeza em não aderir à pro­posta errada de um grupo de amigos. Sabe aquele medo de se sentir um peixe fora d’água só porque não faz o que todo mundo faz? Resista! Seja leal aos princípios da Palavra de Deus, ainda que isso signifique ser chamado de covarde. Nesse contexto, fugir é resistir. No fim das contas, quem vai fugir é o diabo (Tiago 4:7).

Entretanto, há coisas das quais você não pode fugir. Jamais fuja da realidade. Existe gente por aí que, para não encarar os problemas, inventa “viagens” alucinó­genas com drogas, por exemplo. Essa falsa fuga só piora a realidade.

Nunca fuja também de suas responsabilidades. À medida que os anos vão pas­sando, novos compromissos aparecem. Cumpra-os em casa, na escola e na igreja. Não deixe para depois o que deve ser feito agora. Jamais transfira para outros res­ponsabilidades que são suas.

Não fuja também dos desafios. Para vencer na vida, precisamos, em algumas si­tuações, tomar decisões difíceis. Por exemplo, diante de uma verdade da Palavra de Deus, a única opção que temos é praticá-la, ainda que isso tenha um custo alto. Mui­tas pessoas vivem frustradas porque não tiveram coragem de fazer o que é certo.

Quer saber do que você deve fugir mais do que tudo? Do pecado e de quem está comprometido com ele. “Fuja das paixões da mocidade” (1 Timóteo 2:22). O apóstolo Paulo também nos lembra do padrão de moralidade corrompida da maioria das pessoas de nosso tempo. Por isso, ele aconselha: “Foge também destes” (2 Timóteo 3:5, ARA). Lembre-se: não fuja da realidade, das responsabilidades e dos desafios! Por outro lado, espero que hoje você faça uma fuga realmente necessária. Fuja para Deus!


Mister simpatia – 15 de janeiro


Conforme crescia, Jesus ia crescendo também em sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele. Lucas 2:52

Existem pessoas que a gente gosta facilmente: carismáticas, bondosas, sorridentes, prestativas e amáveis. É muito bom estar perto de pessoas assim. Jesus era desse jeito, inclusive na adolescência. O fato de Ele não pular as etapas da vida nem estagnar seu crescimento era uma das causas de sua simpatia.

É muito ruim o relacionamento com pessoas que têm atitudes não compatíveis com a faixa etária. Alguns querem ser mais do que a idade permite; outros infantilizam sua postura e tentam fugir das responsabilidades que o crescimento impõe. Na adolescência, duas críticas comuns são: “Ô, vê se cresce!” Quem diz isso está identificando alguma infantilidade. E a outra é: “Esse aí se acha!” Essa frase sugere que o indivíduo está, de alguma forma, pulando etapas da vida e se comportando como alguém acima de sua faixa etária.

Não foi assim com Jesus. À medida que crescia fisicamente, ele se desenvolvia também nos outros aspectos da vida. Porém, convenhamos: isso não é coisa fácil para a maioria das pessoas, especialmente na adolescência. Nessa fase, estamos no meio do caminho entre a infância e a fase adulta. É muito comum, nesse período, sonharmos com as vantagens de ser adulto, mas rejeitarmos as responsabilidades.

O segredo de as pessoas gostarem tanto de Jesus na adolescência era o fato de Ele saber onde estava a fonte do crescimento. O texto diz que Jesus crescia em sabedoria. Essa palavra inclui o relacionamento com Deus e o conhecimento prático de coisas importantes da vida. Quando aprendemos a respeitar o Senhor e obedecer-lhe, manifestamos essas virtudes também em relação aos outros.

Além disso, quem cresce em sabedoria sempre tem um bom assunto para conversar. É bom estar ao lado de quem fala palavras agradáveis, sensatas e inteligen­tes. A partir da adolescência, os temas da vida vão ficando cada vez mais complexos: futuro, namoro, sexualidade, trabalho, etc. É preciso crescer em sabedoria para ter boas opiniões sobre esses temas e não boiar na vida.

Se você deseja ser simpático como Jesus, siga o exemplo dele. Permita que seu cérebro e coração cresçam na proporção de seu corpo. Ao mesmo tempo, cuidado para não “crescer” demais e parecer chato. Tenha em sua vida o respeito e a obediência a Deus. Assim, você vai saber como lidar com as pessoas.


Extraterrestres- 16 de janeiro


Ele usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato. Marcos 1:6

– Pessoal, está tudo certo para hoje? Vai ser demais nossa turma reunida assistindo àquele filme fantástico no cinema novo do shopping. Você vai, não é João?

– Com certeza não, turma.

– O quê?! Por que não?

– Entendo pela Bíblia que o cinema não é um bom lugar para um cristão estar. Além do que, os filmes que geralmente passam lá não são apropriados.

– Não acredito no que estou ouvindo! Pare com isso, João! Não podemos ir sem você.

Depois de usar todos os argumentos possíveis, e o grupo não aceitar, João, cheio de convicção, com um tom meio sinistro e olhos bem arregalados, pergunta, apontando para o horizonte:

Vocês querem saber mesmo por que não vou?

Fala logo!

Eu sou um ET! Isso mesmo, um extraterrestre. Não sou deste mundo. Por isso, não posso ir aonde vocês vão hoje.

Sem entender muita coisa e até com um pouco de medo, a turma resolve ir ao cinema sem João.

Você já se sentiu como um ET, trafegando com sua espaçonave na contramão das aerovias do mundo? Isso é ser cristão!

João Batista era assim. Você pode estar pensando agora: “Quer dizer que eu tenho que ser como ele? Mas onde vou conseguir roupas de pelo de camelo? Outra coisa: mel até que vai, mas gafanhoto nem pensar!” Calma! A questão é ser diferente do mundo. Isso significa seguir à risca o que a Bíblia ensina sobre como deve ser nosso pensamento e comportamento (Rm 12:2). É essa atitude que Deus espera de nós. Com a mente renovada pelo Espírito Santo, você saberá o que pensar sobre temas como namoro, sexualidade, família, comida, vestuário e outras coisas mais.

Não tenha medo de ser diferente, pois você será muito feliz seguindo o que Jesus lhe pede. É como disse C. S. Lewis certa vez: “Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo.” Viu? Você não é daqui.


Humildade – 17 de janeiro


Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele. Marcos 1:7

Atualmente, assistimos a uma onda avassaladora de auto-exposição nas redes sociais. As pessoas andam narcisisticamente apaixonadas por si mesmas. Como a madrasta malvada de A Branca de Neve e os Sete Anões, milhares perguntam todos os dias: “Facebook, Facebook meu, existe alguém mais bonito, inteligente e espiritual do que eu?” Nada contra a selfie, mas a publicação exagerada desse tipo de imagem pode ser um sintoma grave de orgulho.

É possível que essa tendência de auto-exposição seja para alguns a tentativa de publicar sua pretensa superioridade. Imagens em viagens luxuosas, com pessoas famosas, em hotéis e restaurantes caros compõem o cardápio da ostentação na internet. Alguns beiram o ridículo, ao postar fotos até do prato de comida. Ovo frito ninguém publica, mas refeição chique não pode ficar sem ser clicada e divulgada. Vaidade e orgulho.

C. S. Lewis disse: “O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa do lado. […] As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras.” Orgulho é olhar para a vida e ver apenas um espelho. Talvez venha daí a volúpia das fotos com o celular na mão diante da própria imagem refletida, na súplica por curtidas e elogios.

No íntimo, o orgulho está ligado a seu originador, Satanás. Ele se sente tão apai­xonado por si mesmo que não consegue imaginar ninguém acima de si, nem mes­mo Deus. É mais ou menos assim também no ateísmo, pois quem nega a existência de um ser divino acha que a humanidade está no topo do universo.

Veja o contraste entre a atitude orgulhosa de Lúcifer e a humildade de João Batista. Enquanto o primeiro queria ser maior que Jesus, o segundo não se sentia digno de abaixar e “desamarrar as correias das sandálias” do Senhor.

A dependência total de Deus completa o quadro. Pessoas que se refugiam em Jesus não precisam do orgulho para ter a sensação de saciedade na vida. Agostinho pensava assim e disse: “Fizeste-nos, Senhor, para ti e nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti.”

Não se ache melhor do que ninguém, confie sempre em Deus. Fazendo isso, você estará livre do orgulho em todas as formas em que ele se manifesta.


Orgulho do Pai – 18 de janeiro


Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria! Mateus 3:17

“Pai, tenho uma coisa para mostrar para você”, diz o garoto de 12 anos, com brilho nos olhos e o boletim na mão. O pai pega o papel, passa os olhos por to­das as disciplinas, abraça com força o garoto e diz: “Filho, eu tenho orgulho de você!”

A garota abre o guarda-roupa e constata: “Há roupas demais aqui.” Imediata­mente, ela seleciona algumas e sai para encontrar a amiga carente. A mãe observa, sem interferir, mas compreendendo tudo. Quando a garota volta, a mulher a recebe e, com lágrimas nos olhos, diz: “Filha, eu tenho orgulho de você!”

De forma geral, os pais sonham para os filhos sempre o melhor e projetam neles suas expectativas e sonhos. Ver um filho se destacar nas importantes áreas da vida enche de orgulho qualquer pai. A Bíblia confirma isso: “O filho que ama a sabedoria é o orgulho do seu pai” (Provérbios 29:3). O contrário também é verdade (Provérbios 19:13).

Em geral, os pais querem que os filhos sigam seus passos. Por volta dos meus dez anos, meus pais estavam preocupados com minha vida espiritual, principal­mente porque alguns amigos meus estavam abandonando a igreja. Em uma con­versa marcante, eu disse a eles com uma convicção muito forte: “Não se preocupem, eu nunca vou deixar os caminhos de Deus!”

Há pouco tempo, tive a tristeza de fazer o sermão fúnebre no sepultamento de meu pai. Naquele dia, destaquei o legado daquele homem para mim. Eu disse que ele não havia me deixado bens materiais, mas que plantara em meu coração o forte desejo de ver Jesus voltar.

Durante as condolências, fiquei muito emocionado ao ouvir uma tia mencionar uma conversa que teve com meu pai na qual ele dizia do orgulho que sentia por mim. Enquanto escrevo isso, sinto formar um nó em minha garganta, e surge um desejo enorme de reencontrar meu pai.

Na Trindade, também existe orgulho de Pai. Depois do batismo de Jesus, Deus, o Pai, fez uma declaração de amor pública ao Filho. Ele proclamou toda a alegria que sentia pela disposição do Filho em salvar a humanidade.

A missão de Jesus ainda não acabou, e Ele continua a dar muitas alegrias a Deus, o Pai. Em breve, Deus vai pedir ao Filho para vir nos buscar e, assim, sua alegria es­tará completa. Naquele dia, muitos filhos reencontrarão pais cheios de orgulho por vê-los ali também.


Fortes – 19 de janeiro


O Espírito Santo fez com que Jesus fosse para o deserto. Jesus ficou lá quarenta dias sendo tentado por Satanás. Marcos 1:12, 13

Quer saber como um jovem pode ser forte e vencer a guerra contra a tentação? preciso conhecer as estratégias que o inimigo usa. O apóstolo João as resu­me em três partes: “Concupiscência da carne”, “concupiscência dos olhos” e “soberba da vida” (1Jo  2:1 6,  ARA).

Desde o Éden, a estratégia é a mesma. Eva foi seduzida exatamente com essa tentação tripartida. Para ela, “a árvore era boa para se comer” (tentação da carne), “agradável aos olhos” (tentação dos olhos) e “desejável para dar entendimento”, ou seja, para ser mais “inteligente” que Deus (tentação da soberba; Gn 3:6, ARA).

Com Jesus, no deserto, foi a mesma coisa. Na primeira tentativa, Satanás propôs mais ou menos o seguinte ao Senhor: “Você não está com fome? Então, transforme essas pedras em pães” (tentação da carne).

Na segunda, ele disse: “Desista desse negócio de salvar o mundo, vai ser muito duro para você. Dê uma olhada nas glórias, riqueza e fama que preparei para você, caso abra mão desse projeto maluco de salvar essa gente que não merece” (tenta­ção dos olhos).

Na terceira, ele mirou o ego: “Prove que você é o Filho de Deus se jogando daqui e sendo salvo pelos anjos” (tentação da soberba).

No Éden, Eva perdeu a batalha, pois, em vez de usar a Palavra de Deus, ela re­solveu duvidar do que o Senhor havia dito. Jesus, por sua vez, no deserto, venceu porque suas respostas foram iniciadas com: “Está escrito.” A lição que fica, portanto, é: Quem deseja ser forte e vencer precisa usar a Palavra como espada e escudo.

Nessa batalha, você tem um aliado imprescindível: Jesus. Veja o que ele pensa a seu respeito: “Vocês, jovens, [. . .] são fortes. A mensagem de Deus vive em vocês, e vocês já venceram o Maligno” (1Jo 2:14). Essa mensagem está em toda a Bíblia.

O salmista, por exemplo, pergunta e responde: “Como pode um jovem conser­var pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos. [. . .] Guardo a tua palavra no coração para não pecar contra ti” (Sl 119:9, 11).

Jovem, “vá com toda a sua força”! (Jz 6:14).


Cheio – 20 de janeiro


Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e foi levado pelo Espírito Santo ao deserto. Lucas 4: 1

O Espírito Santo é meu estado de origem. Tive o privilégio de viver e trabalhar lá por vários anos. Quando me mudei para São Paulo, um colega disse, em tom de brincadeira: “O Vinícius veio para cá, porque está cheio do Espírito Santo.” Como as palavras podem assumir mais de um sentido, “cheio” significa tanto “completo” quanto “cansado de”, “aborrecido”, “entediado”. Além der rir com essa frase de duplo sentido, foi inevitável refletir sobre como tem andado minha relação com a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Cheio ou “cheio”?

Pessoas cheias do Espírito Santo manifestam o “fruto do Espírito”. Transbordando Deus, esse tipo de gente compartilha amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. Como dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, a presença do Espírito Santo expulsa tudo o que é mau e reina absoluta na vida do cristão.

Infelizmente, muitos andam “cheios” do Espírito Santo. Aborrecidos com sua constante influência, resolvem fechar os ouvidos para aquele cuja missão é, entre outras coisas, convencer-nos do pecado. Ele trabalha, por exemplo, quando alguém ouve na consciência que a mentira é pecado, bem depois de ter falado o que não devia; ou quando lemos a Bíblia e compreendemos a vontade de Deus; ou mes­mo quando pais sensatos aconselham os filhos. Porém, se ficamos “cheios” dessas orientações, acabamos aborrecendo o Espírito (Efésios 4:30).

No deserto, Jesus estava repleto do Espírito. Isso significa dizer que Ele estava tão ligado ao Pai que não havia espaço nele para outra influência que não fosse a do Espírito Santo. O resultado foi que o Senhor venceu a batalha contra o tentador. O Espírito o encheu de discernimento, e Ele conseguiu perceber todas as estraté­gias do mal.

Cheios do Espírito Santo, ficamos como bexigas com gás hélio. Elas sobem; nós também subimos. Por outro lado, pessoas “cheias” do Espírito Santo acabam se esvaziando dele. Em vez de subir, caem murchas e sem esperança. “Cheias” dele, rejeitam sua orientação e cometem o pecado sem perdão (Marcos 3:28-30). Por isso, deixe Deus preencher sua vida. Isso vai fazer de você um vencedor e, como Jesus, cheio do Espírito Santo, inevitavelmente você também vai subir para o Céu.


Espelho, espelho meu- 21 de janeiro


E depois de passar quarenta dias e quarenta noites sem comer, Jesus estava com fome. Então, o Diabo chegou perto dele. Mateus 4:2

Diante do espelho, a menina que sonha em ser modelo internacional diz para si mesma: “Como estou gorda! Esse pneuzinho não sai nunca! Preciso comer menos.” A vontade de emagrecer pode ser um problema quando se torna uma compulsão. Isso tem nome: anorexia. Trata-se de um distúrbio de imagem que faz algumas pessoas se sentirem sempre acima do peso.

Entre adolescentes, essa doença tem sido comum. A mídia e a sociedade têm grande responsabilidade nessa questão porque disseminam um padrão de beleza praticamente inalcançável.

Além dos malefícios estéticos, a anorexia debilita fortemente o organismo. Em geral, resulta em depressão, mente confusa, juízo e memória deficientes, problemas de pele e imunidade baixa. O corpo debilitado pela falta de nutrientes abre portas para a doença e a morte.

Na vida espiritual, ocorre algo parecido. O inimigo sempre espera o momento em que estamos mais fracos para nos atacar. Com Jesus, ele agiu quando imagina­va ser o momento certo. Após quarenta dias sem comer, Cristo estava faminto. No entanto, o que o diabo parecia não saber é que o jejum do Senhor o tornava mais forte.

O inimigo não foi bem-sucedido com Jesus, mas conosco não tem sido bem assim. Ele procura nos enfraquecer para facilitar seu trabalho. Age para que predo­mine a falta de amor em muitas famílias a fim de machucar os filhos, tornando-os presa fácil para as drogas. Promove brigas no lar com o propósito de preparar o terreno para o adultério. Torna as pessoas cada vez mais ansiosas para favorecer a fuga da realidade, por meio de pornografia, bebida alcoólica, drogas, entre outros.

Caso não queira ser atingido em cheio pelo mal, você precisa estar atento às artimanhas de Satanás e não deve se esquecer de que a debilitação não justifica o pecado. Não permita que o inimigo torne você em um anoréxico espiritual. Ele quer destruí-lo. Não o ajude.

Olhe no espelho do coração e enxergue sua verdadeira face: um pecador pelo qual Jesus morreu. Não “emagreça” nem um “quilo” dessa imagem. É com essa for­ma que você vai brilhar nas passarelas do Céu.


Pedras e pães – 22 de janeiro


Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra vire pão. Lucas 4:3

Cuidar bem dos dentes é um fator fundamental de saúde. Esse cuidado passa inclusive pelo preparo adequado dos alimentos. Coisa chata e dolorosa é, sem saber, mastigar com gosto uma pedrinha no meio da comida. Muito dente já foi quebrado porque alguém catou o feijão sem cuidado.

Pedra é pedra, comida é comida. Não dá para confundir essas coisas, muito me­nos transformar uma na outra. Jesus sabia disso. Por esse motivo, recusou a oferta do tentador, embora estivesse com muita fome.

A primeira tentação de Cristo no deserto está alinhada com algo que todos nós conhecemos bem: os desejos do corpo humano. Todos nós temos vontades biológicas naturais, com as quais o próprio Deus nos dotou. Fome, sono e libido são estímulos lícitos em si mesmos. Dentro do contexto adequado, a comida, o descan­so e a sexualidade são uma bênção e podemos dizer que são “pães”.

O problema é que o inimigo tem feito a proposta inversa em relação à que fez a Jesus. Para o Senhor, ele disse: “Transforme pedras em pães.” Para muitos jovens hoje, ele diz: “Transforme ‘pães’ em ‘pedras’.” Como assim? Comida, sono e sexualidade na perspectiva do inimigo são glutonaria, preguiça e perversão. Viu como “pães” viram “pe­dras” facilmente? Alimentação errada e/ou em excesso, dormir mais que a cama e deixar de fazer o que deve, poluir a mente com impurezas sexuais e desrespeitar os limites do casamento são, em resumo, a transformação dos “pães” de Deus nas “pedras” do diabo.

Não se iluda, pois o inimigo tem uma “fábrica” de “pedras” funcionando ati­vamente. E ela está bem perto de você. Do mesmo jeito que fez com Cristo, ele oferece esses “produtos” como se fossem a melhor coisa do mundo.

Depois de 40 dias, Jesus estava faminto e, em seu redor, havia muitas pedras pare­cidas com pães. Então, o inimigo saiu com esta: “Você não está com fome? Então é sim­ples. Aí estão as pedras, transforme-as em pães!” Para Jesus, porém, estava claro: pedra é pedra, pão é pão! Quem come pedras quebra os dentes. Um dente quebrado provoca uma dor bem grande e, dependendo do estrago, as marcas podem ficar para sempre.

Por isso, o conselho de Deus para você hoje é: não coma “pedras”. Siga as orien­tações divinas e espere o momento ideal para as coisas acontecerem em sua vida. Os “pães” de Deus sempre saem “quentinhos” na hora certa. Esperá-los é sempre a melhor opção!


Sobremesa – 23 de janeiro


O ser humano não vive só de pão, mas de tudo o que Deus diz. Mateus 4:4

Na época do namoro, eu e a família de minha esposa resolvemos mudar, aos poucos, nossa alimentação. Em um sábado, lá estava eu “batendo ponto” no almoço na casa de meus sogros com um casal de amigos, que também estava no processo de mudança alimentar. A comida estava maravilhosa. Minha namorada ficou responsável pela sobremesa.

Como estudante de pedagogia, ela resolveu equilibrar o processo de “ensino-aprendizagem” de nossa nova dieta. Fez, então, duas sobremesas: uma “do bem” e outra nem tanto. Porém, Ariane cometeu um erro estratégico. Serviu primeiro a açucarada maria-mole. Caímos de cabeça no doce. Depois de um tempo, minha namorada disse: “Agora vem a outra.” Nunca vou me esquecer daquela sobremesa “do bem”: abacaxi com ricota. Eu não sei se abacaxi com ricota é gostoso (até por­que Ariane engavetou a receita definitivamente). Mesmo que fosse, naquele dia jamais seria, porque nossa boca estava contaminada com o açúcar.

Isso me faz pensar que o sabor da Palavra de Deus é infinitamente superior ao do pecado. Foi mais ou menos isso que Jesus quis dizer, no versículo de hoje, ecoando seu ensino de séculos antes. No deserto, os israelitas estavam chamando o maná, que o Senhor providenciara para sustentá-los todos os dias, de “pão terrível”, enquanto salivavam pelas panelas de carne do Egito.

O problema não estava com o maná, que certamente era delicioso, pois era feito na “padaria” do Céu, e Deus não faz nada ruim. A questão era o paladar contaminado do povo, acostumado apenas com a dieta egípcia. Isso indica que, se quisermos ter prazer no que Deus oferece, precisamos nos “desintoxicar” das coisas pervertidas do mundo.

Por exemplo, não dá para ter prazer em assistir ao culto da igreja se passamos a semana inteira na internet ou na frente da TV e não dedicamos tempo de qualidade para buscar a Deus. Assim, as coisas do Céu vão parecer sempre chatas mesmo, e o banquete que o Senhor serve todos os dias será para nós como “abacaxi com ricota”, porque nossa boca está cheia da maria-mole do pecado.

Por isso, resolva hoje tirar de sua vida tudo que impede você de sentir prazer em Deus. Faça do Senhor a sua fonte prioritária de alegria. Sabe o que vai acontecer? As coisas de Deus vão assumir um novo sabor, e você, a cada dia, vai se deliciar com as sobremesas de Deus.


Pule o anúncio – 24 de janeiro


O Diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. Lucas 4:5, NVI

“Pular ou não pular esse anúncio?” Essa é a “dúvida cruel” de muita gente ao tentar assistir a um vídeo no YouTube. O que parecia ser uma batalha perdi­da para os anunciantes virou páreo duro, pois os publicitários resolveram caprichar.

“A propaganda é a alma do negócio.” Essa frase antiga revela o valor que o ser humano dá às aparências. Para muitos, o que está em jogo não é o produto, mas a embalagem e a forma como a coisa é apresentada.

Em certo sentido, as propagandas criam necessidades que não existem. Quem disse que você precisa trocar de celular o tempo todo? Onde está escrito que um homem, para ser feliz, tem que tomar o refrigerante do comercial da TV?

Sedução. Essa é a palavra. “Você não pode deixar de ter esse produto revolucionário! Sua vida nunca mais será a mesma. E toda essa abundância de felicidade, em suaves prestações de…” Porém, o empolgado e estridente ator da propaganda não menciona os juros, que podem até triplicar o valor, se o produto for comprado a prazo; e, o que é pior, não revela a completa inutilidade real daquilo que ele tenta convencer você a comprar.

O diabo usou uma estratégia publicitária para tentar desviar Jesus da cruz. “Você já parou para pensar no tamanho do sofrimento pelo qual passará? Essa gente não merece, eles vão rejeitar você e, no fim, ainda vão matá-lo. Não vale a pena. Ofereço todos os reinos do mundo pelo ‘precinho’ de se ajoelhar diante de mim e me adorar!”

Além da ousadia de tentar o Senhor, ele omitiu a realidade, caso acontecesse o que propunha: a humanidade ficaria para sempre perdida e sem esperança. Essa apresentação tem todos os ingredientes de uma peça publicitária viral: rápida, persuasiva e sedutora. O inimigo oferece o que não pode dar. Aqueles reinos nunca foram dele. E a história se repete todo o dia. Ao tentar “vender” felicidade por meio do consumismo, por exemplo, ele mente. A gente só pode ser feliz ao adorar o ver­dadeiro Deus. A resposta de Jesus foi nessa linha: “Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a Ele” (Lucas 4:8).

Por isso, a melhor coisa a fazer hoje e sempre é “pular” todas as “propagandas” do inimigo e seguir assistindo ao “vídeo” de salvação que Deus nos oferece de gra­ça no canal da vida. Não se esqueça de curtir e compartilhar.


Quem é você? – 25 de janeiro


Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui. Lucas 4:9

A irritação do homem era muito grande porque seu voo estava atrasado. Ele furou a fila dos demais insatisfeitos e reclamou aos gritos. A atendente pediu que ele esperasse a vez. Com arrogância, o homem bradou: “Você sabe com quem está falando?” A atendente, então, pegou o microfone e perguntou para a multidão no saguão do aeroporto: “Algum psicólogo ou mesmo psiquiatra poderia ajudar esse senhor? Ele está com crise de identidade, não sabe quem é.”

Em virtude de insegurança emocional e desconforto com a própria personalidade muita gente vive em busca contínua por autoafirmação. Em geral, pessoas assim sen­tem uma dificuldade de autoaceitação e necessidade desmedida de receber elogios.

É mais fácil perceber a insegurança quando ela se manifesta em sua face frágil. Geralmente, o inseguro fraco foge de responsabilidades e desafios em virtude do medo de não fazer o que é certo. Por isso, perde excelentes oportunidades na vida.

Em alguns, porém, a insegurança se esconde atrás de uma máscara de força. Sabe o garoto machão que bate em todo o mundo na escola ou a menina vaidosa que vive querendo ser a mais bonita da turma? É possível que ainda não saibam quem realmente são. Vivem em busca de reconhecimento e aprovação alheia, na Ilusão de ser o que alguns pensam sobre eles.

Na última tentação, o diabo quis testar Jesus nesse ponto. “Você está vendo aquelas pessoas lá embaixo? Elas nem sonham que você é o Filho de Deus. Não é para menos! Com essas roupas simplórias, essa atitude humildezinha e aparência lastimável depois de 40 dias sem comer, ninguém nunca imaginaria que você é o Messias! Tenho uma dica infalível para dar up na sua ‘carreira’ messiânica. Pule daqui, o ponto mais alto do templo, e, com certeza, os anjos vão aparecer. Assim, ninguém terá dúvida de que você é o Filho de Deus.”

Entretanto, Jesus não dependia da opinião dos outros para definir sua identi­dade. Para Ele, o pensamento do Pai era suficiente: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!” (Mateus 3:17). Jesus nunca esteve inseguro a respeito de sua identidade porque era a Palavra de Deus que o definia.

Se quiser saber exatamente quem é você, preste atenção: “O Espírito de Deus se une com o nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus” (Romanos 8:17, Itálico acrescentado). Se acreditar, é isso que você será!


Estratégia – 26 de janeiro


Tendo terminado todas essas tentações, o Diabo o deixou até ocasião oportuna. Lucas 4:13, NVI

As guerras não são ganhas só com força. Por trás de soldados corajosos e armamentos de ponta, estão brilhantes mentes estrategistas. O termo estratégia está relacionado à palavra grega stratego, que, literalmente, significa general.

O grande general Napoleão não contava que do lado russo havia também es­pertos estrategistas. O poderoso exército francês foi dizimado em Moscou, vítima de uma estratégia muito sagaz. Napoleão havia conquistado quase toda a Europa e, então, marchava com o imenso exército de 600 mil soldados para dominar a Rússia. Parecia uma vitória fácil, especialmente porque os russos estavam evitando o confronto e recuando as tropas para dentro do país.

O imperador francês não estava percebendo a estratégia. Os russos estavam adiando o combate para que ele ocorresse no interior do país no auge do intenso inverno da Rússia. A tática deu certo. Os russos acuaram as tropas napoleônicas em Moscou. Desguarnecidos, os invasores só tinham uma opção: fugir.

No texto bíblico de hoje, percebemos que o diabo, depois de ter sido derrotado na batalha do deserto, resolveu também usar a estratégia do recuo contra Jesus. Entretanto, sabemos que, com o Senhor, essa tática não funcionou.

Na guerra em que nós lutamos contra o mal, às vezes parece que o inimigo desistiu. Cuidado, ele pode estar esperando o momento certo para dar o bote. Ele gosta de dar corda e usar iscas cada vez mais apetitosas para tentar nos levar a um caminho sem volta. Festas, shows, bebida, prazer e fama fazem parte da tática para nos atrair.

O que fazer para não ser enganado? Preste atenção a este conselho inspirado: “Estejam preparados. [….] Aceitem toda a ajuda que puderem […]. A Palavra de Deus é uma arma indispensável. A oração também é essencial nesta luta incessan­te” (Efésios 6:13-16, A Mensagem).

Se as coisas estão indo bem, louve ao Senhor, mas nunca deixe de usar as armas de Deus para vencer. Jamais vá ao território do inimigo, mantenha seu radar espiri­tual sempre ligado e decida seguir a infalível estratégia de Jesus, o nosso invencível general.


Big Brother – 27 de janeiro


Jesus voltou para a Galileia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. Lucas 4:14, NVI

No ano de 1966, John Lennon, o fundador da banda inglesa The Beatles, afirmou: “O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. […] Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo.” Porém, no dia 31 de dezembro de 1970, a banda não existia mais e, em 8 de dezembro de 1980, ao voltar para casa na companhia da esposa, Lennon morreu, alvejado com cinco tiros.

Com mais de 2 mil anos, o cristianismo vai muito bem, obrigado! É a religião mais popular do planeta, com cerca de 2,3 bilhões de adeptos. Seu fundador, Jesus Cristo, ao nascer, dividiu a história em duas partes, viveu 33 anos de modo simples, pregou os sermões mais lindos de todos os tempos, foi pendurado numa cruz, tornando esse rústico instrumento de tortura o mais respeitado símbolo religioso da história, e foi sepultado numa tumba de onde saiu ressuscitado no terceiro dia. Subiu ao Céu para interceder por todos e prometeu voltar para buscar seus discípulos.

Muita gente daria tudo pela fama, outros como John Lennon, estão dispostos a supervalorizar a que conseguiram com o objetivo de se exaltar ainda mais. Contu­do, o que é a verdadeira fama e o que fazer para conquistá-la? Se você pensou que a resposta é entrar no BBB está big enganado, brotherl Com raríssimas exceções, os que se submetem àquela exposição teatralizada da vida, após os meses de confinamento, são restringidos à insignificância e, quando muito, passam a ser conhecidos pelo depreciativo termo “ex-BBB”.

Jesus é o exemplo máximo de uma verdadeira celebridade. Na contramão do glamour fama, “Ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de ser­vo, tornando-se assim igual aos seres humanos (Filipenses 2:7).

Essa postura de humildade e serviço resultou na verdadeira glória que cerca a personalidade de Cristo: “Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que […] todas as criaturas no céu, na terra […] caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é Senhor” (Filipenses 2:9-11). Não se chateie se você não conhece algum famoso deste mundo. Conheça e ame Jesus, que é o verdadeiro Big Brother (Grande Irmão). No paredão da vida, Ele não elimina você.


Opções? – 28 de janeiro


Sem ao menos fazer uma pergunta, eles simplesmente largaram as redes e foram com Ele. Mateus 4:20, A Mensagem

Diante do guarda-roupa aberto, com uma infinidade de peças, a menina não consegue escolher o vestido para o culto. Engenharia, direito, teologia ou me­dicina é a dúvida do garoto, com o cartão de inscrição do vestibular na mão.

Quanto maior o leque de possibilidades, mais difícil é escolher. Você precisa comprar um tênis, vai à loja especializada e se sente quase oprimido pela infinidade de opções disponíveis.

E não é só com calçado. Atualmente estamos sempre diante de um mar de opções. Na grande prateleira da vida, muita gente tem a ilusão de que escolher o caminho de Deus é mais uma das possibilidades para a felicidade.

Ao ouvir o convite de Jesus, surge na mente as outras “opções”. “A propaganda da concorrência parece mais colorida e oferece mais vantagens”, racionaliza o jovem, sem perceber que não tem as opções que imagina. Muita gente deixa para o futuro, o que pode ter sido a última chance.

André, Pedro, Tiago e João não pensaram duas vezes para atender ao apelo de Jesus. O Senhor fez para eles o convite de amor: “Venham comigo. Vocês pescam peixes, mas vou ensiná-los a pescar homens.”

Para eles, ficou claro que havia apenas duas opções: continuar como desconhe­cidos pescadores sem esperança ou se tornar discípulos de Cristo e compor a mais importante equipe da história.

É verdade que decisões como casamento e profissão não podem ser tomadas rapidamente. Muita gente se precipita nessas áreas e acaba sofrendo graves consequências. Por isso, para escolher corretamente, pense bastante, analise todas as variáveis, aconselhe-se com gente sábia e, acima de tudo, ore muito.

A decisão de viver ao lado de Cristo, embora seja a mais importante escolha da vida, não pode ser deixada para depois. Cristo é única opção para a felicidade. Ou você é “pescado” por Ele, ou o mar da vida vai lhe seduzir com ilusões e afogá-lo com a perdição eterna. Diante disso, qual é sua escolha?


Obediência – 29 de janeiro


Imaginem, até os espíritos imundos obedecem às ordens dele! Marcos 1:27, Nova Bíblia Viva

A obediência é o reconhecimento da autoridade de outra pessoa. No entanto, só a autoridade verdadeira produz a obediência verdadeira. Pessoas com conhecimento e experiência, que agem e orientam para o bem, exercem autoridade real.

Nem sempre, porém, autoridade resulta em obediência. Isso porque, infelizmente, existe a rebeldia, que é a negação da autoridade legítima de alguém. Um dia, Lúcifer se rebelou contra Deus e o acusou de produzir leis injustas que não podem ser seguidas. Com essa acusação, ele manipulou a terça parte dos anjos, a quem usa para iludir os seres humanos com a mentira de que é impossível ser obediente a Deus.

Na realidade, Deus sempre quis que nossa obediência fosse motivada por amor. Ele poderia, por exemplo, ter destruído Satanás e seus anjos, exercer seu poder e forçar todos a adorá-lo. Porém, não fez isso. Ele escolheu nos fazer livres e conquistar nosso amor. Por que Deus age assim? Philip Yancey responde: “Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós” (O Jesus que Nunca Conheci, p. 72).

Mesmo os terríveis demônios do versículo de hoje tiveram que “obedecer” a Jesus, pois, as ordens de Cristo para salvar seus filhos são inegociáveis. Deus impõe seu poder até sobre o reino do mal para garantir que nós tenhamos liberdade de escolha. A “obediência” dos espíritos imundos impressionou as pessoas no tempo de Jesus. Entretanto, o que mais impressiona não é o fato de os demônios “obedecerem”, mas a maioria dos seres humanos continuar em rebeldia contra Deus, contra os pais, professores e outras autoridades legítimas.

Se a “obediência” forçada dos demônios impressionou muita gente, fico pensando no impacto positivo da obediência motivada por amor. No mundo com tanta desobediência, em que as pessoas acreditam ser impossível obedecer a Deus, quem obedece se torna diferente, um espetáculo da atuação da graça de Jesus no coração. Então lembre-se de que, com sua obediência hoje, você poderá levar alguém a dizer: “Imaginem, pela graça divina, até um ser humano pecador pode obedecer a Deus!”


Preguiça – 30 de janeiro


A febre a deixou, e ela começou a servir a todos. Marcos 1:31 Nova Bíblia Viva

A preguiça é a companheira de muita gente. Por conta dela, coisas importantes deixam de ser feitas e potenciais são desperdiçados. Mais interessado em sa­tisfazer o próprio ego, o preguiçoso não percebe que o principal prejudicado é ele mesmo.

Até o famoso bicho-preguiça está sendo vítima de sua principal característica. As 14 horas de sono por dia e o fato de não fazer mais nada além de comer quando está acordado expõem o bicho-preguiça ao risco de extinção, por conta das quei­madas constantes nas florestas brasileiras. É óbvio que a culpa não é do animal, mas a “preguiça” da preguiça pode ilustrar o motivo do fracasso de muita gente.

A vida impõe desafios para todos e, para cumpri-los, precisamos jogar a pregui­ça fora (não o bicho). Uma postura diligente é o ingrediente que falta para que o sucesso seja uma realidade para algumas pessoas.

O versículo de hoje deixa transparecer a postura de alguém que não conhecia a preguiça. A sogra de Pedro estava acamada, bastante doente. Jesus foi à casa dela, curou sua febre, e o resultado imediato foi o que o texto bíblico apresenta: “Ela começou a servir a todos.” Não houve nada de: “Vou continuar deitada aqui para me recuperar…” Ela simplesmente se levantou e passou a trabalhar, sem preguiça.

Para vencer a preguiça, é importante saber que ela pode ser o sintoma de al­gum problema maior. Se você se sente indisposto para tudo, talvez seja hora de procurar ajuda médica e investigar a causa disso. Se for só cansaço mesmo, descan­se o suficiente e depois encare suas tarefas com ânimo.

Se a questão é medo e insegurança, avalie a necessidade real de seu desafio. Se for realmente importante, como estudar e trabalhar, livre-se desse medo e encare o problema com a ajuda de Deus. Estabeleça metas reais e persiga-as. Não deixe que a preguiça tire as grandes possibilidades de realização na vida.

O mais bonito da passagem bíblica de hoje é o fato de que foi o toque de Jesus que curou a sogra de Pedro e isso a motivou a trabalhar por Cristo e pelas pessoas. Se a “febre” da preguiça pegou você e está bloqueando seu potencial de servir a Deus e ao próximo, permita que o Senhor toque sua vida. Ele deseja fazer isso agora mesmo. Deixe-o tomar sua mão e, então, viva este dia com toda a disposição que só Deus pode oferecer.


Foco – 31 de janeiro


Devemos prosseguir para outros lugares aqui por perto, e apresentar-lhes também a minha mensagem, porque foi para isso que Eu vim. Marcos 1:38, Nova Bíblia Viva

Na fotografia, o foco é o ajuste que se faz para dar mais nitidez ao objeto que terá destaque na imagem. Selfie com a metade do rosto, paisagem e pessoa numa relação desproporcional, elementos que não deveriam fazer parte da foto e outras coisas mais revelam a falta de foco numa fotografia.

Na foto da vida, também é preciso definir com precisão o que queremos destacar. Os amigos de carne e osso, os virtuais, o smartphone, a escola, os pais, o vestibular, o trabalho, a igreja, as crises, os elogios, as derrotas, as vitórias são apenas uma parte dos ângulos disponíveis. Com tanta coisa para “clicar”, ter foco parece ser uma missão impossível, mas não é. E você vai precisar disso, se quiser ser bem-sucedido.

Precisamos impedir que nosso tempo precioso seja roubado. Por exemplo, cuidado com a internet. Embora seja uma fonte incrível de conhecimento, a web pode ser uma grande vilã. Imagine alguém, cheio de boas intenções, tentando fazer uma pesquisa acadêmica com o aplicativo do Facebook aberto, que, como um ímã, fica atraindo sua atenção, do importante para o desnecessário. Os dois minutos de pesquisa séria acabam virando duas, três horas de tempo inútil. Assim, em vez de navegar, a pessoa boia. Em vez de se conectar à rede, fica presa na teia.

No texto bíblico de hoje, Jesus exemplifica como manter o foco. Ele havia feito muitos milagres em uma determinada região, e as pessoas daquele lugar estavam Impressionadas. No dia seguinte, elas o procuravam com ansiedade em busca de mais curas. Antes que os aplausos e a insistência tentassem desviá-lo de levar o evangelho a outros lugares, o Senhor havia levantado cedo para orar (Marcos 1:35).

Com essa atitude, Ele alinhou sua agenda com a do Pai, que projetara sua missão para outros lugares além daquele. Saber o que Deus pensa sempre nos ajuda a permanecer nos trilhos certos da vida.

Se quiser manter o foco, peça para que Deus torne clara a sua missão. Cuidado com os roubadores de tempo. Corra atrás de seus objetivos e não permita que nada tire seu foco. Colocando isso em prática, não tenha dúvidas: você vai ficar bem na foto!


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