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  Meditação da Mulher 2017 – Vivendo Seu Amor

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

Você gostaria de experimentar profundamente o amor de Jesus? Deseja refleti-lo mais completamente? Anseia a segurança de Sua presença em todos os momentos e em cada desafio que surge em sua vida? Às vezes você se sente cansada e parece difícil suportar as cargas?

O convite de Jesus é: “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso. Sejam Meus seguidores e aprendam comigo porque Sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que Eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que Eu ponho sobre vocês é leve” (Mt 11:28-30 NTLH).

Isso não é maravilhoso? Jesus quer não só aliviar seus fardos, mas tornar sua vida feliz e agradável. Ao ler este devocional você encontrará histórias incríveis de mulheres que aprenderam a viver na prática o amor de Jesus e descobrirá a alegria de servir a um Deus que ama incondicionalmente.


Meditação da Mulher –  Vivendo Seu Amor – Janeiro 2017


Domingo, 01 de Janeiro 2017  – O Deus dos Novos Começos


Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante. Neemias 2:17

Exilado na Pérsia, onde servia como copeiro no palácio do rei, Neemias chorou quando soube da lamentável situação de Jerusalém. Ele também jejuou e buscou o auxílio e a direção de Deus. Parecia que entre as ruínas dos muros derrubados de Jerusalém também jaziam as promessas de Deus para Seu povo, junto com suas esperanças aparentemente destruídas.

Deus, contudo, ouviu as orações de Neemias, mostrou-lhe como proceder com a restauração e reconstrução da cidade, e, o mais importante, lembrou Seu servo de que Ele é o Deus dos novos começos. Um dos pedidos da oração de Neemias durante seu prolongado jejum foi que Deus lhe concedesse favor aos olhos do rei Artaxerxes. Um dia, o rei perguntou a Neemias por que ele parecia tão pálido e triste. Pedindo sabedoria em uma oração silenciosa, ele expôs cautelosamente o dilema de Jerusalém.

Deus não só concedeu a Neemias favor aos olhos do rei, mas também ordenou que o rei se tornasse o próprio canal mediante o qual o Céu financiaria o projeto de restauração. Além disso, Artaxerxes deu autoridade para Neemias dirigir o trabalho, a despeito da oposição dos inimigos de Israel, garantindo a segurança tanto da cidade quanto do templo reconstruído, o centro da adoração a Deus na Terra.

O trabalho foi árduo, e a oposição, feroz, mas o muro foi reconstruído. Em agradecimento, Neemias ordenou que todo o povo de Israel participasse de uma celebração de louvor (Ne 8:1) ao Deus da restauração e dos novos começos. Ele disse: “A alegria do Senhor os fortalecerá” (v. 10).

Você tem seu lar, algum relacionamento ou algum sonho desfeito? Deus pode juntar os pedaços e criar um novo começo para você. Ele promete: “Vou compensá-los pelos anos de colheitas que os gafanhotos destruíram” (Jl 2:25). No início deste novo ano, Jesus oferece restauração, esperança e cura. Com Deus, nada é impossível.

Acredite que este é um novo dia. Um novo e empolgante ano para você ter uma experiência única com Deus. “Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor; deem-lhe graças e bendigam o Seu nome” (Sl 100:4).

Aceite Sua restauração. Sua libertação. E tenha um feliz – e muitíssimo abençoado – ano novo!

Maria Raimunda Lopes Costa


 Uma festa para Deus – 2 de janeiro 2017


Agradeçam a Deus, o Senhor, anunciem a Sua grandeza e contem às nações as coisas que Ele fez. Cantem a Deus, cantem louvores a Ele, falem dos Seus atos maravilhosos. Tenham orgulho daquilo que o Santo Deus tem feito. Que fique alegre o coração de todos os que adoram a Deus, o Senhor! Salmo 105:1-3, NTLH

Alguma vez você já ofereceu uma festa para Deus? A maioria das pessoas gosta de festas. Elas são ocasiões de recreação, riso e comemoração da vida. Assim, fazer uma festa para celebrar a Deus seria maravilhoso. Quando leio os versos do Salmo 105, parece-me que o salmista está dizendo que devemos fazer uma festa para nosso Pai celestial.

O verso 3 começa com a expressão “Tenham orgulho” (NTLH) ou “Gloriem-se” (NVI).

Essas expressões vêm da palavra hebraica halal, que pode significar “fazer alarde, gabar-se, empolgar-se, comemorar” Então, o salmista nos diz que cada dia devemos viver uma vida de louvor e glória a Deus. Devemos nos empolgar a respeito de Deus, alegrar-nos em nosso louvor a Ele e até ser vibrantes nesse louvor.

Muitas pessoas sabem que minha palavra favorita é alegria e meu ditado favorito é: “Não deixe ninguém roubar sua alegria.” A maneira que encontrei de conservar a alegria é começar cada dia fazendo uma festa para Deus e continuar essa festa ao longo do dia. Começo meu devocional matutino com louvor e ação de graças a Deus. Eu O louvo com salmos e hinos. E, ao prosseguir o dia e também minha festa para Deus, continuo com o louvor e ações de graça. Busco oportunidades de contar a alguém o que Deus tem feito em minha vida.

No fim do dia, ao encerrar-se a festa, concluo com um momento de gratidão. Todas as noites, antes de ir para a cama, anoto cinco coisas que Deus fez por mim naquele dia. Quero que Deus saiba que eu O amo e Lhe dou graças pelas coisas pequenas e grandes que Ele realiza. Assim, durmo tendo louvor e gratidão a Deus em minha mente.

Isso tudo pode parecer muito fácil, mas não é. Há momentos difíceis, quando louvar e dar graças a Deus é a última coisa que quero fazer. No entanto, ao contemplar minha vida, descubro que, independentemente da provação, sempre existe alguma razão pela qual posso louvar e dar graças a Deus. Então, aconselho você que experimente fazer isso. Ofereça uma festa de louvor e gratidão a Deus e permita que ela dure o dia todo. Seja sincero em seu louvor, em sua empolgação quanto à bondade de Deus em sua vida. Isso é, sim, razão para comemorar!

Heather-Dawn Small


Veste de louvor – 3 de janeiro 2017


E a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado, a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a Sua glória. Isaías 61:3, ARA

Tão logo o avião pousou em Beira, Moçambique, senti que algo estava errado. O tempo para a conexão em Joanesburgo havia sido apertado devido a um atraso, e eu tinha quase certeza de que minhas malas haviam ficado para trás. Dito e feito! Quando passei pela imigração e corri para a área de retirada da bagagem, meus temores se confirmaram. Nada de malas, nada de roupas, nada de nada por cinco dias. Entrei em pânico. O que fazer? Então, gradualmente, percebi que havia música, cânticos de alegria, fora do aeroporto. Eu estava tão aborrecida com minha situação, que nem mesmo ouvira a incrível música. Enquanto escutava, percebi que eu tinha duas escolhas: louvar ou me queixar. Decidi louvar.

Saindo do aeroporto, eu me uni a mais de uma centena de mulheres que cantavam – louvando a Deus por Suas bênçãos e Lhe dando graças porque eu havia chegado ao meu destino em segurança.

Os dias foram cheios de reuniões, treinamento e companheirismo. Senti falta da minha bagagem? Sim, a princípio, mas aprendi rapidamente a viver sem muitas coisas. Sentia-me à vontade e feliz. As senhoras me trouxeram uma capulana, uma peça de tecido que pode ser usada de várias maneiras. Com a capulana, sobrevivi os cinco dias, raramente pensando em minhas malas perdidas. Eu estava aprendendo que, se permitirmos que Deus vista nosso espírito com louvor, começaremos a cantar de novo.

No dia em que saí de Beira, minha bagagem me esperava no aeroporto. Louvei a Deus por trazer as malas de volta, mas também Lhe dei graças por ter me ensinado a viver com menos. Hoje, quando enfrento a mesma experiência (e, por viajar frequentemente, isso de vez em quando acontece), lembro-me daquilo que Deus me ensinou em Moçambique, e minha atitude muda imediatamente para melhor. Por quê? Quando Deus veste nosso coração com louvor, somos capazes de cantar de novo.

Hoje é seu dia de cantar. Talvez você não esteja esperando sua bagagem ou coisas materiais; talvez esteja enfrentando enfermidade, perda ou provações. Peça a Deus que vista seu espírito com louvor e a ajude a dar graças “em tudo’.’ Você descobrirá mudanças em seus pensamentos e conduta, e nunca mais será a mesma. Nesta manhã, e em todas as manhãs, você tem a escolha: louvar ou reclamar. Escolha louvar. Escolha as bênçãos.

Raquel Queiroz da Costa Arrais


Resgatando Luke – 4 de janeiro 2017


Tu, Senhor, preservas tanto os homens e os animais. Como é precioso o Teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das Tuas asas. Salmo 36:6, 7

O gatinho branco de olhos azuis com uma mancha cinza na cabeça estava sentado no alpendre da igreja. A expressão atordoada na carinha do animal de três meses de  idade sugeria que alguém o deixara ali, apesar da chuva torrencial. Eu o vi quando cheguei para o ensaio do coral. Outros membros do coral também o viram. Falamos com ele bondosamente e o acariciamos.

Depois do ensaio, discutimos o que fazer. Ele ronronou quando lhe demos tigelas com água, leite e pão. Mas, e depois? Eu não podia levá-lo, porque os três gatos que eu já tinha não o receberiam bem. Ninguém mais podia levá-lo. Despedimo-nos dele com tristeza.

Em casa, fiz alguns telefonemas, colocando um anúncio a respeito do gatinho em dois jornais locais. Minha amiga Peggy sugeriu que eu ligasse para Lorraine, uma amiga em comum que não fora ao ensaio.

Lorraine prometeu: “Se ninguém mais tiver interesse até domingo, e o gatinho ainda estiver lá, vou levá-lo para minha casa até encontrar um lar para ele.” Orei para que o gatinho estivesse lá quando ela chegasse à igreja. Quando Lorraine o viu, deu-lhe o nome de Luke. E ela o levou para casa.

A pessoa que anotou meu anúncio no jornal relutou em acrescentar o nome Luke no anúncio, quando telefonei para renová-lo.

– Se ele tem nome, é um bicho de estimação – insistiu ela.

– Mas ele foi abandonado – expliquei. – Sua resgatadora provisória lhe deu esse nome. Ela dá nome a todos os animais sob seu cuidado. Você pode deixar o nome de fora, se achar que deve.

– Não; vou acrescentá-lo – concordou ela, por fim. Depois de Lorraine ter cuidado de Luke por pelo menos um mês, um bondoso casal leu o anúncio e decidiu adotar o gatinho. Assim, eles o buscaram e lhe deram uma casa permanente.

Quando Luke se perdeu, não sabia o que fazer. Nós também, por vezes na vida, podemos nos sentir perdidas, encarando um futuro incerto. No entanto, Deus, que cuida dos membros menores de Sua criação, incluindo pardais (ver Mt 10:29-31), também cuida de nós. Tudo o que precisamos fazer é pedir, e então confiar nEle do mesmo nodo como Luke confiou em nós.

Bonnie Moyers


Ansiosos – 5 de janeiro 2017


Não andem ansiosos por coisa alguma. Filipenses 4:6

– A assistente da professora teve um ataque de ansiedade hoje – disse Melissa, colocando a mochila sobre a mesa de jantar. – Não foi legal – concluiu com sua recente expressão favorita, que ela usava toda vez que podia inseri-la. Rindo sozinha, perguntei o que não havia sido legal. – O comportamento que ela exibiu. Ela estava irritada mesmo, mesmo, mesmo, e gritou com vários meninos – disse Melissa, com ar importante. Ergui a sobrancelha. (Na verdade, ela se ergueu sozinha. Desde a infância, minha sobrancelha tende a subir automaticamente quando meu cérebro pensa em uma pergunta.) Melissa notou minha sobrancelha e respondeu à pergunta que não cheguei a expressar. – Ela fez uma oferta por um apartamento há três dias e até agora não recebeu retorno. Não consegue dormir e naturalmente está muito ansiosa.

– Que pena! – eu disse. – Você acha que a ansiedade dela vai alterar o resultado da oferta?

– Sem chance! Foi por isso que lembrei a assistente da professora a respeito do texto que diz para não andarmos ansiosos por coisa alguma.- respondeu Melissa, balançando a cabeça. “Opa!”, pensei comigo mesma. Isso pode não ter sido uma boa ideia. – Não foi uma boa ideia – falou Melissa, fazendo eco aos meus pensamentos. – Ela me mandou cuidar da minha vida e disse que esse texto não se aplica à situação, porque há algumas coisas sobre as quais é perfeitamente aceitável ficarmos ansiosos.

Melissa fez uma pausa, colocou a mão no queixo, e depois perguntou: – Sobre que coisas é perfeitamente aceitável ficarmos ansiosos? (Eu sabia que “perfeitamente aceitável” apareceria de novo na conversa!)

– Creio que o texto quer dizer exatamente o que ele diz: “Não andem ansiosos por coisa alguma” – comentei. Discutimos a diferença entre resolver problemas, avaliar opções, fazer a melhor escolha que se pode fazer no momento com o conhecimento e a experiência que se possui, e então deixar correr – ou ficar mergulhado em ansiedade. – A ansiedade faz com que o cérebro fique irritável e concentre sua atenção e energia na direção das porções inferiores do sistema nervoso central – expliquei -, por exemplo, na direção do tronco cerebral, que abriga a reação do estresse de lutar ou fugir. As pesquisas mostram o impacto negativo que a ansiedade pode ter sobre o cérebro, o sistema imunológico, a saúde em geral e os comportamentos costumeiros. “Por isso, não andem ansiosos por coisa alguma.”

– Ah! – exclamou Melissa. – Então, já que a assistente da professora não podia sair correndo da escola, ela ficou irritada e gritou.

Você acha que é aceitável ficar ansiosa? Pense duas vezes.

Arlene R. Taylor


Meu melhor amigo – 6 de janeiro 2017


Em todo tempo ama o amigo. Provérbios 17:17, ARA

Ao longo dos anos, tenho sido abençoada com muitos amigos. Considero todos como verdadeiros tesouros, e eles ocupam um lugar especial em meu coração. No entanto, meus amigos de 50 anos ou mais, com quem tenho mantido contato, embora vivamos distantes uns dos outros, são muito especiais. Três casais, que meu falecido esposo e eu conhecemos desde os anos em que nossos filhos nasceram, estão nessa categoria. Nós, os oito, soubemos o que era viver no intervalo entre um dia de receber o salário e o outro, e ainda assim nos divertir juntos enquanto criávamos e educávamos nossos filhos. O falecimento de meu esposo, em 2010, deixou apenas sete no nosso grupo especial. Esses amigos me apoiaram durante aquele período difícil. Um mês após a morte do meu esposo, fiz aniversário. Como esses amigos moram a 65 quilômetros da minha casa atual, as mulheres quiseram se reunir para comemorar. O presente de aniversário que as três me deram foi uma pedra de granito na forma de tijolo, com a gravação destas palavras: ‘Amigas para sempre”

Um dos meus amigos mais recentes se tornou meu grande e melhor amigo. Na verdade, em breve ele se tornará meu esposo. Você não fica feliz ao saber que Deus nos criou como seres sociais, precisando de relacionamentos para enriquecer a vida? Com amigos, podemos rir, chorar, concordar, discordar (continuando amigos mesmo assim), adorar a Deus, brincar e trabalhar, interligando ainda mais os nossos relacionamentos.

A Bíblia tem muito a dizer sobre relacionamentos. As histórias de Davi e Jônatas, Maria e Isabel, e a amizade de Paulo com Silas ilustram as alegrias da amizade.

Por mais especiais que sejam as amizades, há uma que se sobrepõe, muito acima das restantes. É nossa amizade com Jesus. Seu maior desejo é ser nosso melhor e eterno Amigo. Ele promete nunca nos deixar nem abandonar. É Amigo mais chegado que um irmão. Jesus nunca romperá nosso relacionamento. Não importa onde vivemos, o que fazemos ou quão bons ou maus somos, Ele estará conosco.

Jesus está sempre disponível para conversar, no momento que escolhermos. Podemos ficar zangados com Ele, virar-Lhe as costas e recusar ter alguma coisa a ver com Ele. Contudo, Jesus não Se afastará de nós, a menos que Lhe digamos que o faça. Na hora em que desejarmos retomar o relacionamento, Jesus nos receberá de braços abertos. Ele é, verdadeiramente, o Amigo que ama em todo tempo. Como eu O louvo! Com um Amigo como esse, o que mais podemos pedir?

Marian M. Hart-Gay


Neve que engana – 7 de janeiro 2017


Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. João 8:44

Acordei hoje diante de uma cena linda – grandes e macios flocos de neve passavam flutuando pela janela do meu quarto, cobrindo telhados, árvores e grama com um branco cintilante. A neve que cai no noroeste do Pacífico não é como os grandes acúmulos do centro-oeste e nordeste norte-americano. No entanto, a neve, aqui nas Ilhas San Juan, pode ser muito profunda por vários dias ou semanas, e depois sumir dentro de 24 horas, sem deixar sinal.

Uma neve bonita pode, às vezes, ser enganosa. Sob seu lindo cobertor branco, jazem os restos sem vida das belas folhas, flores e grama do último verão. Na verdade, a neve é fria, implacável e potencialmente perigosa à saúde, à vida e aos membros. Um ano atrás, justamente aqui onde moro, Jim, um pobre bêbado da localidade, tropeçou em um monte de neve, caiu e morreu ali mesmo.

O aspecto enganoso da neve me faz lembrar das promessas do nosso inimigo, as quais podem também dar a impressão de que são belas, interessantes e seguras. Contudo, o inimigo é mentiroso. Crer em suas falsas promessas leva à agonia física e mental, e à morte eterna.

Alguns acham que as promessas de nosso amado Pai celestial são insípidas e de­sinteressantes em comparação com as cintilantes promessas do maligno; elas, com frequência, parecem muito ingênuas. As promessas de Deus baseiam-se em Seu amor, no fato de Ele nos ter criado e de saber o que nos fará felizes para sempre. Nosso eterno bem e felicidade são Seu objetivo. Confiar em Suas promessas envolve nossa obediência à Sua lei de amor. Confiança e obediência resultarão em saúde, estilo de vida mais satisfatório, contentamento permanente e vida eterna.

A Palavra de Deus declara que Ele, o Criador do Universo, não pode mentir. Ele é a verdade e a pureza personificadas. Suas muitas promessas incluem o perdão de nossos pecados. Mesmo que sejam “como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1:18). Isto é, neve que não engana. Motivo para louvor!

Amado Pai celestial, que eu sempre escolha as Tuas promessas e não as mentiras do inimigo. Muito obrigada por me amar e desejar partilhar a eternidade comigo. Agradeço a direção dada pela Tua Palavra, que promete eternidade em Tua companhia, vida, saúde e alegria. Eu oro em nome de Jesus. Amém.

Darlene Joan McKibbin Rhine


Seu tempo para corrigir – 8 de janeiro 2017


E Davi implorou a Deus em favor da criança. Ele jejuou e, entrando em casa, passou a noite deitado no chão.2 Samuel 12:16

Vá dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de seu antepassado Davi: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; acrescentarei quinze anos à sua vida. Isaías 38:5

– Papai, não quero falar com a mamãe; ela sempre ama e se dedica a pessoas que tiram proveito dela – disse a garota.

– Sua mãe é uma grande mulher; o coração dela é amoroso e solícito. Obrigá-la a não fazer isso é o mesmo que pedir que ela mande o coração parar de bater. Ela vai se sentir infeliz se você tirar dela essa liberdade – respondeu o pai.

Depois de uma semana sem falar com a mãe, a moça sonhou que a mãe havia morrido. Não, Jesus, não estou preparada para vê-la partir; por favor, não deixe que ela morra! Prometo que nunca mais vou evitar seus telefonemas de novo, chorou a garota. Caindo aos pés de Deus no sonho, ela clamou: Prometo que nunca vou impedi-la de fazer as coisas certas. Por favor, que isto seja apenas um sonho. E era. Nunca antes suas orações haviam sido atendidas tão rapidamente. Bem cedo, naquela manhã, seu telefonema despertou a mãe.

Mesmo assim, o sonho com a morte da mãe continuou a persegui-la. Três meses depois desse sonho, a mãe caiu e fraturou o braço. Os médicos disseram que ela talvez não pudesse mais usar aquele braço. Senhor, por que permitiste que isso acontecesse com uma pessoa tão bondosa e amorosa?, perguntou a garota. Dentro de pouco tempo, a dolorosa experiência era coisa do passado, e sua mãe pôde usar o braço outra vez. No entanto, não muito tempo depois, a mãe foi diagnosticada com câncer. A moça jejuou e orou, como o rei Davi, para que Deus curasse aquele membro da família. Ela pediu que Deus desse, à sua mãe de 65 anos, mais quinze anos de vida, como havia dado ao rei Ezequias, da Bíblia. Contudo, apenas quatro meses depois do sonho e de ter pedido perdão à mãe, esta faleceu.

Ouvindo essa história, perguntei a mim mesma: De quanto tempo eu preciso para endireitar as coisas com meus amigos, familiares e meu Pai celestial? Quanto tempo você e eu temos? Cada uma de nós precisa fazer escolhas agora mesmo. Graças a Deus porque Ele pode nos dar coragem, forças e o tempo necessário para acertar as coisas cora os outros e com Ele, antes que seja tarde demais.

Suhana Benny Prasad Chikatla


Conexão viva com o Salvador – 9 de janeiro 2017


Pois a sua ira só dura um instante, mas o Seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. Salmo 30:5

Quais têm sido os pedidos que muitas de nós fazemos em oração? Uma viva ligação com nosso Salvador, certo? Fazemos isso ao adorar, louvar, orar, relacionar-nos e testemunhar, onde quer que estejamos. Com o que se parece essa viva ligação na vida cotidiana? Minha amiga me ajuda a entender melhor, pois ela procura viver cada momento em ligação com Cristo. Por exemplo, todos os dias, quando minha amiga vai para o chuveiro, ela usa esse tempo como oportunidade para cantar hinos que louvam e engrandecem o nome de Deus. Às vezes, ela compõe cânticos para glorificá-Lo.

Certa vez, quando essa amiga olhou pela janela da cozinha, viu o formato de uma ovelha nas nuvens. Ela sentiu que aquilo era um lembrete de Deus para ela, de que o Cordeiro que foi “morto desde a criação do mundo” (Ap 13:8) está para voltar um dia, em breve, a fim de levá-la para o lar. Por vezes, minha amiga informa a Deus que tem roupa pendurada lá fora para secar – no caso de ser da vontade dEle segurar a chuva até que ela possa recolher a roupa limpa e seca. Ela conhece bem este texto: “Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera” (Tg 5:7).

Recentemente, tenho pensado sobre como minha ligação com Cristo se relaciona com Sua prometida chuva serôdia. Quando vejo um temporal lavando a terra, lembro-me de que Deus deseja igualmente me purificar por meio da habitação do Seu Espírito em mim. Lembro-me da Sua admoestação: ‘Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus” (At 3:19, 20).

Por meio de nossa ligação diária com Ele, Jesus nos envia a chuva têmpora – por intermédio do Seu Santo Espírito – a fim de nos preparar para crescer e nos assemelhar a Ele no caráter. À medida que nos capacita – mediante Sua misericórdia e graça – a morrer diariamente para o eu, Ele nos torna mais e mais semelhantes a Ele (ver Gl 2:20).

Agora é o tempo de nos aproximarmos de Jesus. Agora é o tempo de abrir o cora­ção à chuva têmpora, para que possamos louvar a Cristo e servi-Lo mais plenamente durante o tempo da chuva serôdia.

Yan Stew Ghiang


Quer ser minha melhor amiga? – 10 de janeiro 2017


O Senhor continua esperando porque Ele quer ser bondoso e ter compaixão de vocês. Isaías 30:18, NTLH

Do banco traseiro do carro, ouvi uma voz infantil dizer: “Vovó, você gostaria de ser minha melhor amiga?” Ah, como aquelas palavras me tocaram o coração! Griffey já ocupava um lugar especial em meu coração. Os netos, assim como as netas, sempre ocupam.

Fazia vários meses desde que eu estivera em Denver para visitar minha filha e sua família. Como Griffey, meu neto, havia crescido! Aos três anos de idade, é impressio­nante ver quão rápido eles passam por vários estágios! O que igualmente me espantou foi como ele já se comunicava bem. Afirmar que desfrutamos o tempo que passamos juntos seria dizer muito pouco. Rimos, nos abraçamos, lemos livros, dirigimos cami­nhões de bombeiros e nos aconchegamos. Ah, como gosto de ser avó! Quando eu o ouvi perguntar se gostaria de ser sua melhor amiga, algo no meu coração certamente se derreteu. Respondi que sim, enquanto segurava lágrimas de alegria. Quero ser sempre sua melhor amiga. Quero desfrutar o tempo e compartilhar a vida com Griffey enquanto ele cresce.

Se nos sentimos tão tocadas por momentos ternos como esse, imagine só como Deus Se sente quando Lhe pedimos que seja nosso “melhor Amigo” Lá está Ele, espe­rando por nós. Sua Palavra nos diz: “O Senhor continua esperando porque Ele quer ser bondoso e ter compaixão de vocês” (Is 30:18, NTLH). Imagine só Aquele que criou os céus e a Terra, esperando que nos aproximemos dEle, pedindo-Lhe que seja nosso melhor Amigo, nossa Vida, nosso Protetor e nossa Salvação. Quero partilhar minha vida com Ele. Aquele que me criou e me conhece melhor do que eu mesma. Aquele que diz: “Estou esperando por você. Gostaria de ser Minha melhor amiga?”

Quando chegou a hora de deixar Denver e viajar de volta para Minnesota, fiquei triste por me separar do meu pequeno Griffey, mas sabia que eu deixaria um pedaço do meu coração lá, com ele. Na verdade, eu o carregaria para minha casa dentro do coração. Ao entrar no carro para ir ao aeroporto, abracei-o e lhe perguntei: “Você será sempre meu melhor amigo?” Seu tímido sorriso e os olhos brilhantes me disseram que ele e eu sempre teríamos um vínculo especial.

Quero que seja assim o meu relacionamento com Deus. Sempre especial! Sempre precioso! Sempre alegre! Sempre envolvendo confiança! Nunca perdido!

Candace Zook


“Muito bem” – 11 de janeiro 2017


O senhor respondeu: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! Mateus 25:23

Ela parecia uma candidata improvável como tia favorita. Tia Florence sofria com problemas de saúde desde o nascimento. Lutou com visão, audição e capacidade intelectual debilitadas. Problemas renais, com frequência, faziam com que as pernas inchassem. Ela também tinha os dentes muito tortos. Mesmo assim, ela foi suficientemente capaz de cuidar de mim e de meus irmãos quando éramos crianças.

Minhas duas irmãs e eu passávamos as férias de verão na casa dos nossos avós, na pequena cidade de Antigo, Wisconsin. Ocupando um quarto no segundo andar, tia Florence se dispunha a nos levar todas as tardes a lugares encantadores. Caminhávamos – aparentemente quilômetros – até a estação ferroviária abandonada, até a fundação alagada de uma casa antiga, até o parque vizinho ou até a loja da esquina em busca de picolés para nos refrescar no calor do verão. Nossa tia sabia os nomes de insetos e aves, e conseguia assobiar a maioria dos cantos dos pássaros.

Dentro de casa, tia Florence nos convencia a participar de uma brincadeira ou ouvir uma história. Gostávamos de deitar em sua cama para ouvir histórias de missionários em outras terras, mesmo depois de nossa própria habilidade na leitura ter ultrapassado a dela, e de, ocasionalmente, ser necessário pronunciar uma palavra que lhe era desconhecida.

Dormíamos no seu quarto no andar de cima, contando histórias no escuro ou confessando sonhos que nunca admitiríamos aos nossos pais. Todas as manhãs, nós a víamos sair da cama e ajoelhar-se. Suas orações eram audíveis, se você prestasse bem atenção. Ela mencionava cada membro da família diante do trono da graça, orando por nossa felicidade, bem-estar e salvação. Suas orações se intensificavam à medida que crescíamos, que nossa vida se complicava, que nossos erros traziam consequências maiores. Os dias dela terminavam do mesmo modo como haviam começado: ajoelhada. Ela louvava a Deus pela inabalável certeza do retorno de nosso Salvador, quando então ela O ouviria dizendo: “Muito bem”

Valorizo, todos os dias, o legado de tia Florence – um amor e devoção que agora transmito aos meus próprios sobrinhos e sobrinhas, que regularmente fazem com que eu me ajoelhe. Toda vez que sou tentada a ser menos do que uma serva boa e fiel, dou graças a Deus pelas lembranças de tia Florence – e me sinto inspirada.

Vicki Mellish


Obras na pista – 12 de janeiro 2017


Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5, ARA

Geralmente, lemos a placa “Obras na Pista” com os dentes cerrados. Essa placa indica que o tráfego será lento e a estrada estará trepidante e perigosa, com as rodas subindo e descendo sobre a superfície irregular. Os cones amarelos enfileirados na estrada nos dizem que a maior parte das obras será realizada durante a escuridão da noite, mas como queremos que acabe logo! Como ansiamos por uma estrada plana!

Alguns dias depois, ao passarmos pela rodovia recapeada, notamos a diferença. Pode não haver nenhuma placa proclamando: “Ei, seu desejo foi atendido!” Ou: “Agradeça a um operário por ter coberto as ranhuras” mas o sofrimento acabou. A lembrança da irritação anterior com trepidação e buracos se esvai ao desfrutarmos o conforto do novo trajeto.

Espiritualmente falando, às vezes não nos impacientamos com as “obras na pista” na jornada de nossa vida, aquelas provações que nos irritam? Os incômodos que nos fazem perguntar Por que eu? Queremos gritar: “Quando é que essas provas passarão? Quando voltarão nossas rodovias planas?” Queremos uma viagem fácil, agradável, esquecendo-nos de que, antes do conforto, deve acontecer a “obra na pista” para refinar nosso caráter.

Primeiramente, um trecho da estrada é escolhido e marcado para o conserto e recapeamento. Assim como aqueles que trabalham nas superfícies das estradas, o Espírito Santo faz escavações profundas para remover as camadas antigas. Isso pode machucar! Esse processo de remoção expõe os danos causados pelas gélidas tormentas e as tórridas temperaturas das experiências da vida. Expõe, inclusive, o dano resultante de nossos pecados secretos. O Espírito Santo atua constantemente em nosso caráter, escavando, fazendo sulcos, examinando e nos preparando para o novo fundamento e a superfície. Mesmo assim, sou grata a Deus pelo “asfalto” aquecido e aplicado por pressão – aquelas provas abrasadoras da nossa fé – que repetidamente nos levam ao pé da cruz. Estou disposta a tolerar obras nas pistas da minha cidade porque sei que, com o tempo, apreciarei ruas planas. Que Deus também cure minha impaciência durante a reconstrução do meu caráter.

Senhor, dá-me paciência para esperar, sabendo que estás trabalhando na minha vida e que o trabalho ainda está longe de acabar. Ajuda-me a ter fé na Tua liderança, mesmo quando a pista for esburacada. Ajuda-me a lembrar que, após noites escuras de reconstrução, a alegria virá pela manhã.

Annette Walwyn Michael


Outra vez no ônibus – 13 de janeiro 2017


Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na Terra? Lucas 18:8

Uma vez mais, eu estava em um ônibus com longas oito horas pela frente, antes  de chegar à cidade na qual trabalhava. Eu retornava de um feriado, no qual meu esposo e eu ficamos na casa de alguns amigos. Foi muito bom vê-los de novo e maravilhoso passar algum tempo com eles. Contudo, agora era hora de voltar para Vitória da Conquista.

Pouco depois de embarcar no ônibus, notei que o assento ao meu lado já estava ocupado. Olhando de lado, vi um rapaz alto e forte. Pensei: Como vou passar a noite perto desse indivíduo? A verdade é que julguei mal o rapaz porque, para mim, ele tinha uma aparência muito assustadora.

Após uma hora de viagem, o ônibus apresentou um problema, e tivemos que parar na área da Polícia Federal para aguardar outro ônibus. Dormi enquanto espe­rávamos o outro veículo. Duas horas depois, chegou o outro ônibus. Embarcamos nele e procuramos nossos assentos. Eu me preocupava com o atraso porque teria que começar o trabalho às 7 horas na manhã seguinte. Comecei a conversar com meu companheiro de assento. A princípio, falamos sobre nossas respectivas profissões, o ambiente, religião e, por fim, sobre nossa experiência espiritual. Fiquei impressionada com a jornada espiritual, os conflitos e a sinceridade do rapaz. Ele levava a sério seu relacionamento com Deus, pensava em seus erros e buscava a direção divina. Era uma ovelha perdida, querendo encontrar o aprisco do Pastor. Fiquei surpresa por estar conversando com um filho de Deus que ainda procurava por Ele.

Contei ao jovem um pouco do meu próprio retorno ao Senhor e o animei a não desistir. No fim da conversa, ele me agradeceu e disse que eu o havia ajudado.

No entanto, senti como se fosse eu a pessoa abençoada. Uma vez mais, Deus me fez lembrar de que Ele pode encontrar fé nos corações mais improváveis. Louvei a Deus silenciosamente pelo lembrete de que Suas ovelhas estão ao nosso redor e devemos ter consciência disso. Também pedi perdão por ter feito um julgamento precipitado, já que havia tirado conclusões sobre meu companheiro de viagem com base em sua aparência.

Na manhã seguinte, desembarquei antes do ponto final do ônibus. O jovem ao meu lado dormia, e eu não quis despertá-lo. Enquanto retirava minha bagagem, pedi que Deus continuasse guiando aquele rapaz – e outros – à segurança do redil, ao descanso e à paz. E Lhe dei graças por ser tão disposto a fazer isso, sempre.

Iani Dias Lauer-Leite


Confiando em Deus em tempos de aflição – 14 de janeiro 2017


Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me protegem. Salmo 23:4

Vários anos atrás, passamos por grandes dificuldades financeiras quando meu esposo perdeu o emprego. O resultado foi uma turbulência emocional e financeira. Para ser honesta, senti como se a vida despencasse em espiral e não houvesse como escapar desse tenebroso vale de desespero. Tudo ao redor parecia escuro e desolador. Eu me sentia sem amigos, sem esperança e aflita por sentir que ninguém entendia nossas dificuldades. Nossa filha era caloura na faculdade. Nosso filho estava começando o ensino médio. Ambos precisavam de suporte, inclusive financeiro. Como manter nossos filhos estudando em tais condições?

Frequentemente lemos passagens bíblicas conhecidas, como o Salmo 23, mas não paramos para interpretar cada verso. Há momentos na vida em que enfrentamos obs­táculos que consideramos intransponíveis, e clamamos a Deus por socorro. É durante esses momentos que passagens como o texto de hoje se tornam nosso maior auxílio. Creio que todos os que apelam para o nome do Senhor serão resgatados, apesar de muito choro e súplicas. Jesus é sempre a resposta, mas quão frequentemente deixamos de clamar a Ele quando nos encontramos no escuro vale do desespero. Durante esse período conturbado da nossa família, a voz mansa e suave de Deus frequentemente me impressionava a jejuar e orar. Eu experimentava força renovada e a certeza de que Ele nunca nos deixaria ou abandonaria.

Em um dado momento, nossa conta de energia elétrica venceu e não havia dinheiro para pagá-la. Não contei nada a ninguém, exceto Àquele a quem pertence o gado sobre mil colinas. Orei: “Ah, Deus, por favor, tem misericórdia! Envia auxílio, para que nossas instalações elétricas não sejam desligadas!” Fui à Bíblia, e Deus me fez lembrar de Isaías 65:24: “Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei’.’

Fui à caixa de correspondência um dia, como de costume. Abri uma carta inesperada de meu pai, que morava a 1.600 quilômetros de distância. Ele escrevera: “Senti o impulso de ir ao banco e retirar algum dinheiro para lhe enviar. Está anexado.”

Quinhentos dólares! Eu não havia pedido o dinheiro, nem sequer me queixado das nossas necessidades. Entretanto, Deus viu minha crise e, bem antes que eu clamasse, providenciou aquilo de que necessitávamos. Os 500 dólares pagaram a conta da energia elétrica e compraram mantimentos para nossa família. Como nós O louvamos!

Confie no Senhor quando estiver no tenebroso vale do desespero. Ele tem todas as soluções.

Eveythe Kennedy Cargill


O máximo em proteção – 15 de janeiro 2017


Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. 2 Timóteo 1:7

Você já experimentou a sensação de invasão de privacidade? Três semanas atrás, experimentei: minha casa foi arrombada. O ladrão entrou pela janela da cozinha. Naquela noite, assim que entrei pela porta da frente, percebi que um intruso, não convidado e não bem-vindo, invadira o espaço pessoal da família e saqueara nossos pertences. Um conjunto de fortes emoções me dominou.

Chamei a polícia e a companhia de seguro. Durante os dias seguintes, providenciei alguns itens para tornar a casa mais segura. Mandei verificar e ajustar a tranca da porta de entrada. Substituí a porta dos fundos por uma porta de metal com duas trancas. Troquei a janela da cozinha e coloquei um cadeado adicional na porta que leva à va­randa. Acrescentei dois trincos à porta de saída da varanda e instalei dois alarmes nos pontos de entrada e saída. Minha missão era evitar qualquer invasão futura. A despeito de tudo o que fiz para proteger a residência, ainda fico um pouco nervosa, estando em casa neste primeiro final de semana após a invasão.

Hoje pela manhã, enquanto fazia minha devoção pessoal, ouvi alguns ruídos na parte térrea da casa e corri para investigar. Descobri que era uma estação de rádio pela internet que eu havia deixado ligada à noite, antes de ir para a cama. Evidente­mente, o computador havia reinicializado em algum momento durante a madrugada, interrompendo a música. Encontrei o site da internet e sintonizei novamente o rádio. O cântico que tocava era uma oração pedindo a Deus a proteção que se acha apenas em Seus braços de amor, nos quais não há razão para o medo.

Viva! Que segurança!, exultou minha mente. Em voz alta, exclamei: “Eu Te ouço, Pai! Muito obrigada, Jesus!” Quando oramos e louvamos, não é incrível como Deus Se dirige à nossa situação presente e afasta nossos temores -às vezes tão logo surgem pensamentos perturbadores, se é que não até antes? Satanás procura manter os filhos de Deus em estado de medo, mas não precisamos temer porque estamos cobertos por nosso Senhor Jesus. Deus não nos deu “espírito de covardia” mas nos dá Seu poder, amor e uma mente sã. Deus tem um plano para cada uma de nós, e Ele permite que aconteçam em nossa vida apenas aquelas coisas que nos transformam nas pessoas que Ele deseja que nos tornemos, a fim de cumprir Seu propósito.

Florence E. Callender


Guiados por uma criancinha – 16 de janeiro 2017


Uma criança os guiará. Isaías 11:6

O Colégio Adventista da Etiópia está situado a somente 30 quilômetros do lago Langano, no belo Vale Etíope. De vez em quando, nós, as famílias de missionários, podíamos passar um final de semana ali, para apreciar sua beleza, relaxar e passar um tempo tranquilo com o Senhor.

Em um fim de semana, nós, os professores, com os alunos do colégio, pudemos participar de um retiro nesse bonito lugar. Tanto os alunos quanto os professores des­frutaram o programa do pôr do sol na sexta-feira e uma boa noite de sono. Bem cedo na manhã de sábado, porém, antes das seis horas, ouvimos passos rápidos na direção de nossa barraca. Então ouvimos o som de batida na barraca ao lado da nossa, que estava ocupada por Amarech, a ajudante da nossa família. Saindo da nossa barraca, vimos alunos tentando apagar o fogo que estava destruindo a sua tenda. Rapidamente, meu esposo entrou na barraca de Amarech, a fim de desligar o botijão de gás que ela estivera usando para preparar o desjejum.

– Por que sua barraca queimou? – perguntamos a Amarech depois que o fogo foi extinto. Ela contou que estivera cozinhando dentro da barraca e havia decidido fazer uma rápida visita ao sanitário. No entanto, deixara a chama acesa no fogão.

– E acho que deixei um prato de plástico perto demais do fogão – acrescentou ela. – Ele deve ter pegado fogo e queimado rapidamente. A barraca já estava queimada pela metade quando voltei. – Sua voz trêmula demonstrava o temor das consequências que poderiam resultar de seu descuido. Todos os membros da nossa família tomaram o desjejum em silêncio. Então nosso filho mais velho, Jojie, que tinha apenas uns quatro anos de idade na ocasião, rompeu o silêncio.

– Mamãe, papai, o que vocês vão fazer com Amarech? Vocês vão condená-la? Vocês sabem que ela tem sido uma trabalhadora muito boa. É verdade que ela cometeu um grande erro hoje de manhã, mas todos cometem erros. – Meu esposo e eu trocamos olhares, sentindo-nos profundamente tocados pelo espírito perdoador do nosso garotinho.

Depois daquela mediação informal de uma criança, tivemos a certeza de que a única coisa que poderíamos fazer seria perdoar nossa ajudante – assim como Deus aceita a mediação de nosso Salvador.

Amarech sentiu-se muito agradecida, permanecendo como nossa leal ajudante até deixarmos a Etiópia, anos mais tarde. Louvo a Deus por usar coisas simples, como uma criança, para nos fazer lembrar de amar como Ele ama.

Forsythia Catane Galgao


Poderia ser mais claro? – 17 de janeiro 2017


Para Deus todas as coisas são possíveis. Mateus 19:26

Por vários anos, eu havia trocado e-mails com Jennifer, uma jovem mãe desacompanhada na África. Ela esperava melhorar a vida com uma carreira da qual gostasse, e também poder sustentar seus filhos e a si mesma. Com frequência, orávamos juntas. Ela finalmente conseguiu entrar em um curso para professores, com o qual poderia realizar seus sonhos.

Jennifer fez arranjos para que os filhos fossem morar com a mãe dela durante o ano letivo, a fim de que pudesse estudar e trabalhar para pagar as contas. Então, no ano passado, Jennifer mencionou que lhe faltava certa quantia a fim de concluir o ano letivo. Como a necessidade financeira dela não era uma soma grande, meu esposo e eu fizemos a transferência do valor para o colégio. Ela ficou muito agradecida por nosso auxílio, e todos esperávamos que ela conseguisse concluir o segundo ano com seus próprios recursos.

Porém, chegou outro e-mail, no qual Jennifer me contou que precisava de um pouco mais de auxílio financeiro antes de poder prestar os exames. Normalmente, teríamos feito a transferência de dinheiro para ela, mas devido a algumas despesas imprevistas, nós mesmos estávamos com um saldo reduzido. Informamos a ela o motivo por que não podíamos ajudá-la. Ela disse que entendia e continuaria a orar por nós, para que pudéssemos cumprir nossas próprias obrigações financeiras. Ela não estava pensando apenas em si, mas em nós também.

Certa manhã, enquanto meu esposo e eu falávamos acerca das necessidades financeiras de Jennifer, senti o impulso de orar pedindo a Deus que deixasse muito claro a nós se era da Sua vontade que a ajudássemos e que, por favor, o fizesse naquele mesmo dia. Nossa correspondência, geralmente, chega no fim da tarde, mas naquela dia chegou logo após o almoço. Ao verificarmos a correspondência, havia dois cheques que simplesmente não esperávamos. Um tinha um valor muito pequeno, mas o outro era na quantia exata que Jennifer precisava para prestar os exames. Meu esposo e eu nos olhamos com lágrimas nos olhos. Ficamos sem fala por um momento, e ambos concordamos que não podia ter sido mais claro que Deus havia respondido às nossas orações de modo marcante. Fomos ao banco logo que foi possível e transferimos a soma para a escola de Jennifer. A necessidade dela era maior que a nossa.

Embora não pudéssemos ajudar Jennifer, Deus podia. Para Ele, todas as coisas são possíveis. Com gratidão, nós O glorificamos por ter respondido às nossas orações em favor dela – e de um modo tão notável!

Anna May Radke Waters


Não toquem nos Meus ungidos – 18 de janeiro 2017


O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que você tropece […]. O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre. Salmo 121:2, 3, 7-8

Anos atrás, eu trabalhava para uma empresa bem conhecida de transporte de valores na área de Los Angeles. Em menos de um ano, o supervisor da agência me promoveu de modo inesperado como gerente do cofre da empresa. Com espírito de oração, aceitei o novo cargo, que fez de mim a primeira negra e a primeira mulher gerente na empresa, embora eu estivesse apenas na faixa dos vinte anos. Recentemente, eu havia sugerido uma solução bem-sucedida para um problema sério causado por um supervisor. Meu chefe notou isso. Trabalhei arduamente, administrando o dinheiro e fazendo o faturamento, não só para o cofre, mas também para a sala das moedas. Essa última responsabilidade, porém, aborreceu o gerente anterior, que começou a tramar minha queda, tornando minha vida muito difícil. Pela graça de Deus, sempre mantive a cabeça fria e me recusei a reagir a atitudes negativas para comigo. Muitas vezes me sentia como uma ovelha rodeada por lobos. Começava cada dia com oração. Em um negócio predominantemente masculino, às vezes eu me recolhia ao sanitário feminino para chorar, orar e deixar que o Senhor pusesse de novo um calmo sorriso no meu rosto.

Certo dia, Rex*, um dos gerentes, chamou-me para uma reunião. Diante de uma sala repleta com outros gerentes, ele começou a disparar as razões pelas quais eu não era “a pessoa certa para o cargo” O Espírito Santo me deu uma resposta forte para cada uma das acusações de Rex. No fim da reunião, o supervisor da agência repreendeu os outros gerentes por terem causado uma perda de tempo para todos, “agindo como crianças”, conforme ele se expressou. “Nosso setor bancário e eu também estamos muito satis­feitos com o trabalho de Sherilyn e não temos queixas” ele afirmou. Embora magoada com as mentiras, senti-me agradecida pelo resultado, ainda que o desapontamento dos homens aumentasse o seu tratamento cruel. Diariamente, eu pedia a Deus que Se manifestasse em meu favor. Eu O louvava, pela fé, por agir assim. Sabia que Satanás não poderia me remover, a menos que Deus permitisse.

Chegando ao trabalho, certa manhã, vi uma grande placa, fixada na entrada, dizendo que Rex não trabalhava mais ali, e que sua presença não seria permitida nas dependên­cias da empresa. Logo depois, fiquei sabendo que outro gerente mais agressivo fora transferido. Trabalhei em paz por mais três anos, até sair para uma colocação que me pagava melhor, no Banco Central. A Bíblia diz: “Não toquem nos Meus ungidos” (SI 105:15). Em qualquer dificuldade na vida, Deus é seu guarda-costas também.

Sherilyn R. Flowers
*Pseudônimo.


Vou chegar à minha casa – 19 de janeiro 2017 


Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu Te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Salmo 139:13, 14

Uma antiga canção tem ecoado em minha cabeça constantemente nos últimos tempos. É uma do gênero que, por muitos anos, foi rotulado como Negro Spiritual. Provém da experiência dos escravos. O verso que se repete é: “Às vezes me sinto como uma criança, bem longe de casa.”

É um lamento, com certeza, e por vezes soa como um canto fúnebre. Sua tonalidade menor e a letra solene me levam a um lugar de tristeza, perda e desespero. Pelo menos, tenho pensado por muitos anos que viajei àquele lugar chamado desespero sobre as asas dessa canção.

Muitas mulheres empreenderam essa viagem.

Recentemente, percebi que a verdade era justamente o oposto. Foi essa canção que acionou o reconhecimento de que eu estava para afundar em um lugar profundo. Foi uma advertência e um corretivo. Ela me disse que eu estava a ponto de permitir que a vida me derrubasse e me levasse a esquecer quem sou e a quem pertenço. Foi meu toque de despertar. Foi uma lição, na verdade.

Como você sabe, os Negro Spirituals usam mensagens concebidas e cantadas em múltiplos níveis, para comunicar esperança e apontar uma direção. Isto é, suas men­sagens explícitas não eram o seu verdadeiro significado.

Com frequência, as letras dessas canções eram a antítese de sua verdadeira mensa­gem. Essas canções aparentemente simples eram parábolas musicais com o desígnio de dar esperança, embora soassem desesperançadas.

“Às vezes me sinto como uma criança sem mãe, bem longe de casa” realmente me diz: “Embora pareça que não tenho origem, nem raízes, nem casa, na verdade tenho uma rica origem, a imagem de Deus, e um lar maravilhoso, bem longe – física e men­talmente – deste lugar de sofrimento.”

Ela diz que minha confiante esperança é voltar para lá algum dia.

Todas nós temos um lar bem longe daqui; e a esperança de cada filha de Deus é voltar para lá em breve.

Outra canção me faz lembrar de que, se formos fiéis, chegaremos lá um dia.

Ella Louise Smith Simmons


O decidido mergulhador – 20 de janeiro 2017


Mas eu não me sinto envergonhado, pois o Senhor Deus me ajuda. Por isso, eu fico firme como uma rocha e sei que não serei humilhado. Isaias 50:7, NTLH

O verão estava terminando. Os esparsos carvalhos soltavam folhas de um marrom enferrujado sob o dossel das altaneiras árvores perenes. Nosso veículo de passeio estava estacionado em um recanto quieto, na extremidade da área do acampamento. Com o aroma estimulante dos pinheiros e salgueiros, e a suave e murmurante música do rio Feather, ali perto, meu esposo e eu nos sentíamos envolvidos pela paz de Deus. Ao nosso redor estavam os pequenos montes de resíduos deixados pela corrida do ouro de 1849, na Califórnia. O rio havia produzido vastas quantidades de ouro para aqueles mineiros de outrora, mas o ouro que eu levaria para casa não podia ser medido em dólares e centavos. Vinha da determinação férrea de uma pequena ave.

Certa manhã, durante a caminhada pelo camping na direção rio acima, aventurei-me sobre a saliência de um rochedo, com vista para um bom trecho do rio. Um pequeno pássaro cinzento me chamou a atenção. Era um melro-d’água, também conhecido como mergulhão americano. Fascinada, comecei a observá-lo. Constantes flexões mantinham seu corpo em perpétuo movimento, mesmo quando as ondas que se quebravam em sua direção ameaçavam encobri-lo (pelo menos aparentemente). A despeito da espuma que rolava sobre ele, o pequeno pássaro se mantinha tenazmente apegado à rocha. Na verdade, parecia que ele apreciava as circundantes torrentes de água. Observei que o mergulhão periodicamente mergulhava até o fundo arenoso do rio gelado em busca de ocultas larvas de insetos aquáticos. Apesar de suas repetidas tentativas, somente uma vez eu o vi com um pequeno verme semelhante a um gravetinho no bico. Esse magro resultado, porém, não deteve o pássaro em sua constante busca por alimento.

Descobri que Deus providenciou um impressionante leque de auxílio para aquela criatura única um tampão escamoso para as narinas, plumagem densa, garras fortes, pálpebras especiais para protegê-lo contra os respingos da água e uma glândula para impermeabilizar suas penas. Como posso não louvá-Lo por prover aquilo de que também necessito?

Com quatro bisnetos, percebo que a força da minha juventude declina. No entanto, a inflexível determinação dessa pequena ave me inspirou. Com o auxílio de Deus, eu também decido usar todos os talentos que Ele me deu, a fim de atrair outros para mais perto dEle. Nos anos que me restam, fico firme como uma rocha, decidida a fazer Sua vontade com todas as minhas forças, e ajudar a apressar o retorno do meu soberano Senhor. Você fará o mesmo?

Donna Lee Sharp


O momento em que “a ficha caiu” – 21 de janeiro 2017


Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle. Salmo 37:5

Nestes últimos anos, tenho me encontrado face a face com muitas provas e tribulações – financeiras, emocionais e pessoais. Fui prejudicada em transações comerciais, l N perdi uma grande quantia de dinheiro que emprestei para alguém próximo a mim, alguém que nunca me fez a restituição e nem fala mais comigo. Passeei por um novo casamento, pela morte devastadora de minha mãe, e depressão. A última gota d’água foi quando nosso marceneiro morreu de repente, logo depois de tê-lo contratado e pago para fazer um trabalho grande. Isso foi seguido por más decisões de trabalhadores inexperientes e nada profissionais.

Durante todas essas crises, frequentemente eu pensava: Porque tudo isso está acontecendo comigo, quando a vida era tão boa antes e havia tanta fartura? Eu tinha uma carreira fantástica e uma ótima vida pessoal, sem maiores problemas. De repente, minha vida virou um desastre após outro! Por quê? Especialmente quando sempre fui uma pessoa bondosa e bem-sucedida nos negócios. Além disso, sou ética, honesta e inteligente. Embora eu seja treinada para entender rapidamente os desafios e tomar decisões para lidar de maneira eficaz com eles, por que agora, de uma hora para outra, sinto-me tão impotente? Os desafios que atualmente enfrento, não consigo nem evitar nem resolver!

Esses pensamentos produziam preocupação, perda do sono e episódios de choro, enquanto eu ruminava meus sentimentos de mágoa, raiva e desesperança. Não me sentia em paz, nem com o mundo nem comigo mesma. Bem diferente da letra de uma canção que conheço, a qual promete paz mesmo que o mundo se desfaça.

Certo dia, enquanto falava com Deus acerca de todos os meus desgostos, Ele me concedeu um momento revelador. Mostrou-me que eu estivera tentando assumir o controle de tudo na vida, em vez de permitir que Ele Se encarregasse da direção. Impressionou-me com a ideia de que, ao permitir que Ele assumisse o controle, esses fardos seriam tirados dos meus ombros. Deus os carregaria para min! Assim, pedi que me ajudasse a confiar em Sua direção e cuidado. Na verdade, quero entregar meu caminho ao Senhor e confiar nEle. Quero que minha vida O louve, especialmente quando percebo o quanto Deus me ama e o tremendo propósito que tem para a minha vida. Caso contrário, Ele não teria me amparado por tanto tempo.

Muito obrigada, Senhor, por não ter desistido de mim até que eu entendesse que, na verdade, é minha falta de fé que não me dá a paz interior que só urra entrega total a Ti pode alcançar!

Joelcira F. Maller-Cavedon


Relaxar e confiar – 22 de janeiro 2017


Portanto não fiquem preocupados com o dia de amanhã. Deus cuidará do dia de amanhã para vocês também. Já é suficiente a preocupação de cada dia. Mateus 6:34, A Bíblia Viva

Sou uma mulher muito independente! Não gosto de pedir ajuda. Sou mais do que disposta a ajudar os outros, mas não peço ajuda! Recentemente, porém, tenho enfrentado limitações.

Eu estava a caminho da ilha de Samoa, via Auckland, para ministrar às mulheres da região, quando caí no aeroporto e fraturei o ombro direito, embora não soubesse disso naquele momento.

Mesmo caída no chão do terminal em Auckland, recusei ajuda e quis ficar em pé por conta própria! No entanto, tive que aceitar auxílio das pessoas que me viram cair e correram em minha direção, pois eu não conseguia me erguer.

A dor era absolutamente lancinante.

Para encurtar uma história longa, segui para Samoa a fim de apresentar minhas pa­lestras, já que os paramédicos não achavam que tivesse algo grave comigo. Certamente eu não estava gritando de dor! Não sei quanto a você, mas quando dei à luz meus dois filhos, não gritei de dor. Por que agora seria diferente?

Entretanto, quando voltei para Sidney, fiquei sabendo que havia fraturado o ombro! E senti como se um enorme fardo tivesse sido tirado de mim. Eu não estava apenas imaginando a dor. Havia algo muito errado!

Desde então, tenho aprendido a me apoiar no meu esposo para tomar banho, me enxugar e me vestir! Minha filha me leva de carro ao médico. Minhas companheiras do Ministério da Mulher me trazem alimento. Amigas limpam a casa e fazem outras tarefas.

Devo admitir que, no começo, foi muito difícil aceitar toda essa ajuda, mas agora en­tendo que precisamos uns dos outros, e realmente valorizo o amor que estou recebendo.

A princípio, eu me preocupava em como fazer as coisas simples da vida, como tomar banho no chuveiro, mas aprendi bastante sobre humildade, como nunca havia aprendido antes. Ser dependente de outros para todas as coisas não é fácil, mas me ensinou que não só preciso deles, mas preciso de Deus ainda mais do que antes.

Finalmente, estou aprendendo a renunciar à minha independência e permitir que Deus seja o encarregado da minha vida.

Erna Johnson


Ouvidos atentos – 23 de janeiro 2017


Todo aquele que o Pai Me der virá a Mim, e quem vier a Mim Eu jamais, rejeitarei. João 6:37

Um dia, ouvi três garotos conversando.

– Estou tendo problemas com meus pais – disse um deles.

– O que isso tem que ver conosco? – perguntou outro.

– É – respondeu o terceiro -, seus pais são problema seu, não nosso. – O primeiro rapazinho, cabisbaixo, encerrou a conversa.

Alguma vez você procurou um ouvido atento e acabou decepcionada? Depois de ter testemunhado essa conversa, perguntei a mim mesma: “O que teria acontecido se Cristo tivesse respondido às pessoas da forma como fizeram aqueles dois “amigos” batendo a porta na cara de alguém que precisava de compaixão?” Corno reagiríamos se fôssemos contar a Deus os nossos problemas, e Ele nos ignorasse e Se afastasse de nós, deixando-nos sofrer sozinhas, com nossa dor e incertezas? Graças à Sua grande misericórdia, Ele não faz isso. Ele diz que, se sabemos dar o melhor aos nossos filhos, Ele faz muito mais por nós (Mt 7:11), e isso inclui escutar os problemas que levamos a Ele. Também disse que, ainda que uma mãe se esquecesse de seu filho, Ele nunca Se esqueceria de nós (Is 49:15).

Durante o tempo em que esteve na Terra, Cristo ouviu os problemas contados por todo tipo de pessoas: a história lastimável da mulher com hemorragia; a confissão de Zaqueu, o coletor de impostos; os apelos de pais de crianças possuídas por demônios. Ele ouvia as próprias crianças bem como os pescadores que se queixavam de uma noite infrutífera de pescaria. Deu atenção até mesmo ao ladrão na cruz.

A missão de Cristo aqui na Terra era refazer a ligação da humanidade caída com seu Criador, restabelecendo os laços de amor que haviam sido rompidos. Era por isso que Ele sempre ouvia atentamente cada pedido e cada clamor. Supria as necessidades de cada pessoa que se aproximasse dEle e apontava para elas o Seu Pai celestial.

Ainda hoje, o divino Ouvinte jamais fecha os ouvidos diante de alguém. Ele Se dispõe livremente para nos ouvir, 24 horas por dia. Devemos dar graças pelo fato de que, ao contrário de alguns números de telefone que discamos, Sua linha nunca está ocupada ou “fora de área” Depois de ouvir nossas orações, Ele oferecerá orientarão, conforto e ânimo. Que nós também tenhamos para os outros ouvidos atentos, como o de Jesus.

Carmen Virgínia dos Santos Paulo


Bênçãos celestiais – 24 de janeiro 2017


Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24

No momento em que aconteceu, parecia uma coisa pequena, mas, no fim do dia, ao refletir sobre como meu Deus é bom, percebi o milagre com o qual Ele me abençoara naquele dia.

Eu havia acordado cedo. Saí correndo de casa sem o desjejum, para começar um dia cheio de atendimento aos pacientes, por seis horas sem interrupção. Por volta das 11h30, enquanto atendia uma paciente, percebi que eu suava um pouco e senti a cabeça leve. Meu nível de açúcar estava caindo. Precisava de um intervalo e algo para comer. Minha paciente seguinte, Dolores, trouxe um presente para mim em uma tigelinha – salada de uva!

Antes mesmo que eu pudesse pedir a Deus, Ele providenciara um lanche saudável por intermédio dessa paciente. Como me senti grata a ela e a Deus! Dolores me in­centivou a comer a salada de uva, enquanto ela me contava o que estava acontecendo. Agradeci e concordei. Estava delicioso, e era justamente o que eu precisava para ter condições de enfrentar as horas restantes!

Deus promete suprir nossas necessidades em cada área da vida (Filipenses 4:19). Fique atenta às pequenas bênçãos celestiais que aparecem em seu caminho. Se as coisas ficam difíceis financeiramente, você pode encontrar um envelope inesperado entre a correspondência, ou suas contas a pagar podem aparecer menores do que são normalmente. Alguém na igreja pode convidá-la para um “junta-panelas” o que eco­nomizará dinheiro com compra de alimentos. Se você está emocionalmente abatida, é provável que haja alguém se sentindo pior que você. Procure essa pessoa. Ao abençoar os outros, você mesma será abençoada. Está sofrendo uma enfermidade física? Deus ainda é o grande Médico. Ele vai encaminhá-la a um profissional que pode ajudá-la com o diagnóstico e o tratamento corretos ou pode escolher curá-la. Se a cura não for o que Deus escolher, não se esqueça de que Ele não a deixará percorrer sozinha sua difícil jornada. Reivindique para si as promessas do Salmo 1. Seja o que for que Ele escolher para nós, tomemos a decisão de louvá-Lo.

Ellen G. White escreveu estas confortadoras palavras: “Sejam quais forem suas ansiedades e provações, exponham o caso perante o Senhor. O espírito será forta­lecido para a resistência. O caminho se abrirá para os libertarem de todo embaraço e dificuldade. Quanto mais fraco e impotente se reconhecerem, tanto mais forte se tornarão em Sua força. Quanto mais pesados os seus fardos, tanto mais abençoado o descanso em os lançar sobre seu Ajudador” (O Desejado de Todas as Nações, p. 329).

Fique atenta a essas bênçãos celestiais!

Sharon Michael Palmer


O efeito sonoro de Deus 25 de janeiro 2017


Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, Sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mateus 1:18

Às vezes, Deus atende às nossas orações de maneiras muito inesperadas e inte­ressantes. Meu esposo e eu trabalhamos como missionários na África por alguns anos. Ele trabalhava como auditor, e eu o acompanhava em algumas de suas longas viagens. Em uma das viagens de auditoria, o pastor da igreja local me convidou para apresentar o sermão no fim de semana.

Naquela ocasião, eu havia acabado de perder minha mãe, e meu coração sentia a perda e a solidão de maneira muito aguda. Cedo, na manhã em que eu devia falar, abri um envelope que continha fotografias de minha mãe. Elas me levaram às lágrimas. Chorei por mais ou menos uma hora. Uma olhada no espelho revelou meus olhos inchados. Eu simplesmente não podia me apresentar diante de uma congregação daquele jeito! Orei fervorosamente para ser liberada do compromisso de falar. “Por favor, Deus” eu pedi, “envia alguém para assumir o meu lugar. Poupa-me.”

Fui cedo para a igreja, esperando encontrar outro pastor ou algum missionário visitante – ou qualquer pessoa que pudesse pregar. Ocupando um assento na fila dos fundos, observei cada pessoa que entrava no santuário. Logo chegou a hora do culto e tive que me preparar para o púlpito. Deus não havia mandado ninguém, e tive que pregar. Admito, porém, que fui com um espírito relutante, como o de Jonas.

Poucos minutos depois do início do sermão, contei uma parábola africana que envolvia a erupção de um vulcão. De maneira muito expressiva declarei em tom dramático: “De repente, uma explosão tremenda cortou o ar!” A palavra “ar” mal havia saído da minha boca, quando uma sonora trovoada assustou a todos na igreja. Esperei alguns instantes para que tudo se acalmasse. Olhei a congregação e rotei alguns olhares divertidos. No fim do culto, várias pessoas comentaram o “efeito do áudio’.’ Um dos homens perguntou: “Você encomendou a Deus aquele trovão?” Admiti que não, e que ele viera como uma perfeita surpresa, pois o céu daquela manhã estava claro.

Gosto de pensar que ouvi Deus naquela trovoada, ribombando 5ua aprovação por eu ter cumprido meu compromisso de pregar – a despeito de minta dor emocional.

Bienvisa Ladion Nebres


Quando você vai ficar radiante de novo? – 26 de janeiro 2017 


Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Mateus 6:16

Quando meu filho, Luca, tinha 3 anos de idade, entramos em choque por causa de um assunto não muito importante. Mesmo assim, continuei um pouco zangada com ele e carreguei meu mau humor ao longo do dia, embora tentando não dei­xar que Luca visse como eu me sentia. Mais tarde, quando chamei meus filhos para o almoço, Luca entrou na cozinha. Olhou para mim com um ar um tanto crítico e perguntou: “Mamãe, quando você vai ficar alegre de novo?” Tive que rir. Obviamente, ele pôde ver, além do meu rosto, meus reais sentimentos. Evidente que, para ele, eu estava muito “sombria”

Esse pequeno incidente deixou claro para mim quão importante é que tenhamos consciência de que aquilo que sentimos é o que outras pessoas costumam ver em nós – especialmente se não somos boas atrizes! Espiritualmente falando, os sentimentos e atitudes que abrigo sob uma pretensa fachada também podem afetar as pessoas com quem me encontro.

Sou uma cristã que vai à igreja por convicção própria, sentindo-me segura em Cristo, ou simplesmente “brinco de igreja”? Leio a Bíblia porque necessito dela na minha vida pessoal ou quero apenas conhecimento bíblico para impressionar os outros? Minha preocupação exterior pelos outros reflete, na verdade, uma profunda vida de oração, com Jesus vivendo em mim? Quando pessoas observadoras olham além da minha “aparência externa” o que elas veem? Alguém que radiantemente brilha por Jesus – e O louva por meio da própria vida? Ou alguém que procura mascarar a escuridão interior? Deus deixou uma promessa que nos ajuda a nos concentrar nEle e a deixar nossa luz brilhar por Ele: “Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa” (Is 41:10).

Meu desejo é ser capaz de me concentrar no fato de que Deus está comigo – não importa como está o meu humor. A sábia observação do pequeno Luca incutiu em mim o desejo de não apenas “parecer alegre” mas também deixar que Sua luz brilhe verdadeiramente a partir do meu íntimo. Afinal de contas, Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo […]. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos Céus” (Mt 5:14,16). Decidamos brilhar para a glória de Deus.

Caroline Naumann


Guia perdido – 27 de janeiro 2017


Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. João 10:4

Kru Yai Noparat, nosso guia, sumira de novo. Embora fosse um guarda-florestal no maior parque nacional aqui na Tailândia, ele evidentemente não havia sido guia por muito tempo. Pelo menos, tinha dificuldade para permanecer com o nosso grupo. Conforme os planos para o fim da semana, nós, estudantes e profes­sores, havíamos saboreado um rápido desjejum antes das 6 horas da manhã, a fim de completar uma caminhada leve antes de nossa saída programada para as 10 horas. Começamos a caminhada seguindo nosso guia. Depois, ele “desapareceu” Não era a primeira vez que ele nos deixava, mas este foi, definidamente, o mais longo período de tempo em que ele se ausentara. Havíamos seguido a direção que ele nos dera no início da caminhada e andamos por duas horas antes de chegar a um belo regato.

– Meu coração está em disparada outra vez – disse Arlyn, uma das professoras. – Prefiro voltar para o caminhão. – Quando ela deu meia-volta trilha acima, o restante do grupo fez uma pausa para orar em favor de sua segurança. E depois oramos para que o guia voltasse. Ele não só era nosso guia, como também um dos motoristas dos nossos caminhões!

– Seria melhor voltarmos – alguém sugeriu. – Se levamos duas horas para descer até aqui, não chegaremos aos caminhões em tempo de começar a caminhada até nosso próximo acampamento. – No entanto, quatro horas depois, perguntando-nos se as quedas d’água haviam mudado de lugar, soubemos que estávamos perdidos.

– Há muitos animais selvagens neste parque nacional – observou um dos meus alunos, com voz nervosa. – E olhem! Sanguessugas por toda parte! Estas rochas são muito escorregadias. Não podemos telefonar para dizer onde estamos, porque não há antenas aqui. Tudo o que podemos fazer é orar, confiar em Deus e simplesmente desfrutar a caminhada.

Quando, finalmente, o guia apareceu, ficamos aliviados, embora ele parecesse ter dificuldade em nos conduzir de volta. Mais tarde, enquanto os estudantes encena­vam os eventos de nossa trilha de oito horas e meia, fiquei impressionada diante da frequência com que a oração fizera parte da aventura daquele dia! Mais de um aluno disse: “Jesus foi nosso verdadeiro Guia. Ele nunca Se perde.” Quanta verdade! E Suas ovelhas conhecem a Sua voz. Louvemos a Jesus por ser nosso Guia hoje – e todos os dias. Ele conhece o caminho, e nunca nos deixará.

Rojean Vasquez Marcia


Ações ou palavras? – 28 de janeiro 2017


Sim, o meio de identificar uma árvore, ou uma pessoa, é pela qualidade do fruto que dá. Mateus 7:20, A Bíblia Viva

Tive hemorragia em uma corda vocal na primavera de 2013, no final de uma rigorosa agenda de programas de rádio e um tour de concertos na Austrália. Muitas viagens, uso intenso da voz e refluxo ácido causaram o problema. Embora minha voz se sentisse “fatigada” por várias semanas, não lhe dei muita atenção, já que nunca havia tido problemas no passado. Eu era fiel com o aquecimento vocal e o desaquecimento durante as apresentações. Arrasada, olhei a radiografia da minha ensanguentada corda vocal no consultório do laringologista, sem saber se poderia cantar outra vez.

Recomendaram-me repouso vocal estrito (nada de rir, tossir, espirrar ou pigarrear) por duas semanas, que se transformaram em quatro semanas. O temor de possíveis cancelamentos ou adiamentos de concertos me dominou. Pior de tudo seria o evento que eu não poderia adiar – o casamento do meu irmão! Bem no meio do meu silêncio por ordem médica!

Fiz uma graciosa echarpe para enrolar no pescoço, com um letreiro avisando sobre minha dificuldade. Não será estranho assistir a um evento tão alegre, cheio de familiares, sem poder expressar coisa nenhuma?, pensei. Não vejo alguns parentes há anos, e agora não vou poder falar com eles! Nos dias que antecederam o casamento, saí com minhas sobrinhas e meu sobrinho que, surpreendentemente, não pareciam se importar com minha incapacidade de falar. Ao contrário, eles pareciam até mais próximos de mim. Diferentemente dos adultos, que se sentiam esquisitos na minha presença (felizmente, encontrei um aplicativo de celular que podia falar quando eu digitava), as crianças pareciam querer ficar comigo o tempo todo, enquanto estavam acordadas. Notei que aquelas crianças entre dois anos e quase quatro anos de idade “ouviam” atentamente minha guia e orientação, embora eu pudesse apenas usar simples gestos com a mão e expressões faciais. Notável! Eu não precisava de palavras! Louvado seja Deus! Até hoje, continuo como sua “titia” favorita! Eles conquistaram meu coração, e parece que causei uma impressão enorme no deles.

Creio que, às vezes, colocamos demasiada ênfase sobre as palavras, quando a comu­nicação se constrói sobre outras coisas (linguagem corporal, energia, expressões faciais e ações). Minha experiência com cordas vocais danificadas me fez ver o mundo de modo diferente e me leva a fazer a seguinte pergunta: Se você não pudesse, verbalmente, dizer a alguém que é cristã, a pessoa ainda saberia? Nesse caso, como? “Com isso todos saberão que vocês são Meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35).

Naomi Striemer


Cuide do meu pai – 29 de janeiro 2017


Dirige os meus passos. Salmo 119:133

Um dia, eu examinava algumas das redações antigas dos meus filhos e encontrei um trabalho na pasta da minha filha mais velha. Ela lhe dera o título “O que você quer ser quando crescer?”

Sorri e comecei a ler, porque queria ver exatamente quanto ela havia se aproxi­mado do seu objetivo! Sabe, Kathy agora é adulta, com o título de enfermeira prática licenciada, e também cursa a faculdade de enfermagem porque planeja conquistar o diploma de enfermeira padrão. Kathy também é casada, tem nove filhos e nove netos. Enquanto eu rapidamente lia a redação infantil de Kathy, descobri que ela havia escrito várias vezes: “Quando eu crescer, quero ser enfermeira para poder cuidar do meu pai.”

Bem, depois que Kathy se tornou adulta, seu pai ficou cego. Recentemente, ele estava enfrentando problemas médicos e durante esse período foi hospitalizado para três dias de exames. Nosso filho, que mora a duas horas e meia de distância, veio e ficou conosco até que seu pai voltasse para casa. Kathy não pôde vir nessa ocasião por causa de seu trabalho e do apertado horário da faculdade de enfermagem.

Um dia, ela telefonou e disse: “Mãe, a escola fecha durante o verão. Vou poder tirar uma licença para ficar com a família. Quero ir e ajudar a cuidar do meu pai.” Assim, foi isso que ela fez, dando-me uma folga muito necessária. O pai de Kathy colaborou plenamente e ficou realizado por ter sua própria enfermeira particular. Ele também estava orgulhoso porque a enfermeira era sua filha.

O sonho de Kathy, de ser enfermeira para poder cuidar do seu pai, havia se tornado realidade. Deus plantara esse desejo em seu coração trinta e sete anos antes, como preparação para essa crise médica, bem como para o cumprimento do Seu divino plano para a vida dela. Verdadeiramente, Ele dirigiu os seus passos!

Nosso Pai do Céu também dirige nossos passos. Ele nos conheceu antes que nas­cêssemos. Ele sabe o que vamos fazer antes que o façamos. E sabe inclusive o número de fios de cabelo em nossa cabeça.

Como não vamos Te adorar, ó Deus, por guiarei nossos passes?

Elaine J. Johnson


Convertido por sua esposa! – 30 de janeiro 2017


Você, mulher, como sabe se salvará seu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará sua mulher? 1 Coríntios 7:16

O Senhor está com aqueles que trabalham em Sua vinha. Certamente sou testemunha disso! Meu esposo, Edward, não se uniu a mim no batismo quando me tornei cristã e passei a fazer parte da igreja em 1997. No entanto, ele começou a visitar a igreja comigo ocasionalmente. Uns dez anos após ter me unido à igreja, de repente senti o desejo de pregar em uma série de reuniões evangelísticas. Fiquei empolgada, portanto, quando a sede da igreja no sul de Botsuana ofereceu um curso de treinamento em evangelismo para pessoas que nunca haviam sido formalmente preparadas como pregadoras. Com esse recurso, nossa igreja local decidiu realizar uma série evangelística. Meus irmãos da igreja me escolheram como pregadora!

Com humildade, busquei meu maravilhoso Senhor em oração. “Senhor, trabalha em meu favor enquanto trabalho para Ti. Tu conheces o fardo que levo em relação ao meu esposo. Permite-me poder louvar-Te ao final das duas semanas por aquilo que fizeste!” Essa ousada prece veio das profundezas do meu coração.

A essa altura, Edward estava assistindo regularmente à igreja comigo, mas nunca havia tomado uma decisão pelo batismo. Eu esperava que ele fosse comigo às reuniões todos os dias, mas ele só foi três vezes. No último dia da campanha evangelística, preguei sobre a importância do batismo. Contei a história do carcereiro convertido, encontrada em Atos 16. Então, fiz um apelo ao auditório. “Se, como aquele carcereiro” implorei, “você não quer perder mais tempo antes de tomar sua decisão pelo batismo, por favor, levante a mão.”

Uma das mãos que se ergueram foi a de Edward, meu esposo! Estimulada, fiz um apelo adicional: “Se você levantou a mão, por favor, venha para a frente.” Edward ergueu-se e se dirigiu para a frente, enquanto eu silenciosamente louvava o nome de Deus.

Quando, mais tarde, perguntei a Edward por que não havia tomado antes a decisão pelo batismo, ele respondeu: “Quase fiz isso durante os dois últimos batismos que assisti, mas simplesmente não pude.” Naquele momento, percebi que Deus havia reservado a decisão do meu esposo para que eu visse claramente como Ele estava honrando minha fé, meus esforços por Ele e minhas fiéis orações em favor de Edward.

O tempo e os caminhos de Deus são os melhores. Então, mulheres que oram, tenham ânimo!

Bogadi Koosaletse


Perdidos e achados – 31 de janeiro 2017


Ele clamará a Mim, e Eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Salmo 91:15

“Preciso passar correndo pelo supermercado antes de ir para o trabalho, a fim de comprar sorvete para a confraternização no escritório, hoje. Posso trazer alguma coisa para você?” perguntou minha amiga por telefone Eu pedi que da me trou­xesse algo quente para eu beber naquela manhã fria de segunda-feira. Cerca de uma hora depois, ela telefonou de novo: “Você pode me encontrar na entrada do escritório para pegar seu chá?” Através da janela aberta do seu carro, ela entregou o copo.

– Qual é o problema? – perguntei, notando que ela não parecia animada como de costume.

– Como o dia está ensolarado hoje, usei meus óculos de sol favoritos, mas acho que os deixei cair no mercado. Estou voltando para ver se alguém os encontrou e guardou. – ela respondeu. Vendo seu rosto triste, eu me ofereci para ir junto com ela. Antes de entrar no carro, procurei cuidadosamente em volta do assento e no piso, para ver se, por casualidade, os óculos estariam em um cantinho qualquer.

– Já olhei por todo lado no carro – ela disse, embora eu insistisse em procurar no assento traseiro e no porta-malas. Meus esforços não trouxeram de volta os óculos.

– Ninguém entregou óculos – um funcionário do serviço de atendimento ao cliente do supermercado disse à minha amiga, enquanto eu percorria o caminho que ela havia feito, pelo setor do freezer até os caixas na saída. Nada, ainda, de óculos.

Senhor, por favor, orei, ajuda-nos a encontrar os óculos de sol. Continuei orando e louvando a Deus por aquilo que Ele faria. “Gastei muito tempo para encontrar óculos como aqueles” soluçou minha amiga enquanto voltávamos para o carro. Em silêncio, ela tentou se recompor, enquanto eu continuava minha vigília de oração. Sentamo-nos no carro por um momento, antes que ela ligasse o motor.

Senhor, continuei orando, não se trata realmente dos óculos de sol; trata-se de que minha amiga saiba que Tu cuidas dos detalhes da nossa vida. Abaixei-me para pegar o chá quente do qual havia me esquecido, a fim de tomar um gole. Ao fazê-lo, minha mão bateu em algo duro. Automaticamente, levantei o objeto. Os óculos! Em resposta ao olhar interrogativo – e jubiloso – de minha amiga, respondi: “Não sei o que aconteceu. Orei e o Senhor simplesmente os colocou na minha mão.”

Clamei. Ele respondeu. Exatamente como prometeu fazer – por todos nós!

Jemima Dollosa Orillosa


 

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