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MEDITAÇÃO DA MULHER

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  Meditação da Mulher 2017 – Vivendo Seu Amor

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

Você gostaria de experimentar profundamente o amor de Jesus? Deseja refleti-lo mais completamente? Anseia a segurança de Sua presença em todos os momentos e em cada desafio que surge em sua vida? Às vezes você se sente cansada e parece difícil suportar as cargas?

O convite de Jesus é: “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso. Sejam Meus seguidores e aprendam comigo porque Sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que Eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que Eu ponho sobre vocês é leve” (Mt 11:28-30 NTLH).

Isso não é maravilhoso? Jesus quer não só aliviar seus fardos, mas tornar sua vida feliz e agradável. Ao ler este devocional você encontrará histórias incríveis de mulheres que aprenderam a viver na prática o amor de Jesus e descobrirá a alegria de servir a um Deus que ama incondicionalmente.


Meditação da Mulher –  Vivendo Seu Amor – Fevereiro 2017


Amor:

Sentimento de forte ou constante afeição por uma pessoa.

Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. João 13:34

Pessoal e íntimo. Incondicional, porém imerecido. Gratuito, mas não barato. Sem fim. Esses termos descrevem, apenas parcialmente, o amor de Deus por nós. As colaboradoras deste mês experimentaram esse amor em dias comuns, porém de maneiras extraordinárias. Por meio da magistral “pintura” que Deus faz na natureza, ou de um invisível grupo de anjos, ou das palavras aparentemente sem propósito de um cartão de aniversário pós-divórcio, ou das palavras de uma criança recomendando o perdão. O amor de Deus é evidente por toda parte. Estes devocionais também ilustram oportunidades que Deus prepara a fim de que retribuamos o Seu amor – estendendo uma bênção financeira para alguém necessitado, devolvendo o dízimo, sendo paciente diante de uma oração não atendida, ou dando tudo de si, como fez a mãe que correu até ficar exausta para poder alcançar seu filho encarcerado, antes que fosse tarde demais. A melhor maneira de partilhar o amor de Deus e deleitar-se com ele é vivendo-o, saboreando-o, um momento de cada vez.


O amor cobre… – 1° de fevereiro 2017

O amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Ao me ajoelhar para abraçá-la, meu filhotinho de Dobermann pulou nos meus braços, dando-me as boas-vindas ao lar. Então olhei, consternada, o carpete da sala. Cinco pares dos meus sapatos estavam espalhados por ali – todos mastigados. Obvia­mente, eu não havia trancado a porta do closet quando saí para o trabalho. Entediada, Sheba havia buscado entretenimento a manhã toda. E ela aprecia variedade – um pé de cada par – e couro de qualidade também. Juntei os sapatos e os levei ao sapateiro. Devagar, ergui meu sapato favorito, cinza acastanhado de bico fino. Sorri animada para o sapateiro atrás do balcão. Com expressão triste, ele balançou negativamente a cabeça.

– Não dá nem para tentar? – implorei. Ele balançou a cabeça de novo. Levantei o par verde-maçã, que combinava com meu vestido verde-hortelã e vermelho. Ele balançou a cabeça, com mais ênfase dessa vez. Com tristeza, saí com meus sapatos favoritos em uma sacola – para jogá-los fora. Felizmente, a loja onde comprei os calçados tinha uma liquidação anual em andamento, e pude substituir alguns dos meus sapatos.

Isso foi apenas o começo. Sheba mastigou a mangueira do jardim, partindo-a em duas. Arrancou o focinho do meu velho ursinho de estimação, que eu guardava com carinho desde os 2 anos de idade – um conserto que saiu caro. Um dia, voltei ao carro para descobrir que Sheba havia cortado pela metade os cintos de segurança dos dois bancos da frente do meu carro! E também um no banco traseiro. Somei o custo anos mais tarde, e descobri que minha amada Sheba havia mascado centenas de dólares em artigos, mas, ainda assim, eu a amo.

Ela era minha companheira de 50 quilos, gentil e amorosa. Ia comigo a compro­missos de trabalho, mas sem ficar sozinha no carro, naturalmente. Ela me protegia e também se encarregava do meu exercício, enquanto eu fazia caminhadas ao seu lado. A criançada invadia a casa dos meus vizinhos, mas a minha não. Ela deitava a cabeça no meu ombro quando eu a abraçava. Colocava o focinho na minha mão e me olhava com olhos emotivos. Finalmente, ela trocou seus “brinquedos” de mastigar por ossos.

Não digo que eu tenha perdoado Sheba setenta vezes sete, como Jesus recomenda na Bíblia – mas cheguei perto. A Bíblia também diz que o amor cobre uma multidão de pecados. Realmente cobre. O amor protegeu Sheba. Aqueles, entre nós, que têm familiares, ou cônjuge, ou amigos chegados, sabem que o amor cobre uma multidão de erros, contratempos, acidentes e até pecados.

Edna Maye Gallington


O equívoco do policial – 2 de fevereiro 2017

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito. Romanos 8:28

Lembro-me claramente de como foi visitar uma prisão pela primeira vez. Antes que os oficiais me permitissem passar pelas portas trancadas, eles me examinaram e também os meus pertences. Suportei tudo isso a fim de visitar meu amado filho de 15 anos de idade. Ele era usuário de drogas e estava preso por ter assaltado uma loja com uma arma de brinquedo. Ele precisava de um defensor que o amasse.

Fui conduzida por um corredor sem ventilação, com duas celas. Em uma delas estava meu filho. Quando ele me viu, arrastou-se – chorando – na minha direção. Vê-lo naquele trágico estado ultrapassou minha capacidade de suportar. Não consegui conter uma explosão de lágrimas. Uns dez minutos depois, um policial abriu a porta e chamou o nome do meu menino. – Nós vamos levá-lo ao fórum para passar pela avaliação de uma assistente social e um psicólogo.

Assustada, perguntei: – Posso ir com ele? Acabei de chegar aqui para visitá-lo.

–  A senhora pode ir – respondeu o oficial -, mas não conosco. A senhora tem o direito de falar no fórum, se puder ir até lá por conta própria.

Eu sabia onde se localizava o prédio, mas ficava a uma boa distância da prisão. O policial saiu com meu filho. Uma vez do lado de fora, comecei a correr tão rapida­mente quanto podia em direção ao prédio onde meu filho seria avaliado. Enquanto eu corria, minha mente também correu para Romanos 8:28, uma promessa de Deus que reivindiquei incessantemente enquanto me esforçava para manter o ritmo dos passos.

Exausta, cheguei ao fórum no momento certo. Alguns minutos depois, um oficial chamou meu filho, mas se dirigiu a ele por outro nome. Olhando para meu filho, o psicólogo disse: – Esse não é o rapaz que devia estar aqui! – O oficial se desculpou e disse que levaria meu filho de volta à prisão e faria a troca correta do interno. De repente, vendo-me, o psicólogo perguntou: – A senhora é a mãe desse rapaz?

Confirmei com a cabeça.

–  Então deixe o rapaz aqui – ordenou o psicólogo. – Eu gostaria de conversar com o jovem e sua mãe, juntos.

Deus usou o equívoco de um oficial da prisão e minha extenuante corrida para transformar essa situação em uma oportunidade de advogar em favor do meu filho. Anos atrás, Deus também usou os erros da humanidade – e a extenuante corrida terrestre de Cristo – para transformar a queda da raça humana em oportunidade para que Ele advogasse em nossa defesa. Que amor! Que amor paterno incondicional!

Vera Lúcia F. S. Ferrari


Deus cura animais também! – 3 de fevereiro 2017

O justo atenta para a vida dos seus animais. Provérbios 12:10, ARA

Tu, Senhor, preservas tanto os homens quanto os animais. Salmo 36:6

A búfala de Karamjit Kaur estava muito doente. O veterinário foi chamado, e começou a ser ministrada a medicação.

A incerteza continuou por dois meses. Incerteza, porque o sustento da família vinha do leite da búfala. E incerteza também acerca de perder o animal. Afinal de contas, a família tinha considerável apego à búfala e estava muito preocupada com o seu bem-estar. De fato, não seria exagero dizer que existia um laço especial entre a família e o animal. A búfala havia trazido bênçãos para eles. Chegaram a considerá-la como parte da família. Saber que havia pouca esperança de restabelecimento, portanto, causava-lhes grande tristeza.

Um dia, em uma ocasião em que a família estava tentada a desistir de toda esperança de melhora na situação, uma mulher passou por aquela casa. Era uma mulher de fé.

–  Temos certeza de que nossa búfala enferma não vai viver muito tempo mais – disseram eles, com o coração pesado.

–  Já pensaram em fazer uma oração a respeito da situação do animal? – ela perguntou. – Aqui está o número do telefone da Sra. Sunila Gill. O marido dela é pastor nesta região. – A família Karamjit ligou para aquele número. A pessoa do outro lado da linha orou naquele mesmo instante por telefone, tanto pela búfala quanto pela família. Miraculosamente, a búfala começou a dar sinais de melhora!

A família Karamjit ficou tão feliz que convidou a Sra. Sunila Gill e seu esposo pastor para uma reunião de oração em casa. Foi assim que começou o estudo da Bíblia no lar daquela família Sikh. Enquanto isso, a búfala se recuperou plenamente e assim nasceu a fé, nessa família, em um Deus que cuidou de seu animal.

Deus, em Seu grande amor, tem Seus próprios meios de alcançar as pessoas. Aquele que fez com que a jumenta de Balaão falasse também pôs Sua mão sobre a búfala e a curou, usando esse fato para converter uma família que agora assiste regularmente à igreja e será batizada em breve. Amém!

Premila Masih


Meu grupo de anjos brilhantes – 4 de fevereiro 2017

“Terei compaixão de você”, diz o Senhor, o seu Redentor. Isaías 54:8

O pesadelo de um casamento desfeito me levou ao ponto mais baixo de minha vida. Meu desespero e aflição rivalizavam com o frio desolador do meio do inverno, que se apegava às janelas e se introduzia sob as portas da velha casa de fazenda. Eu me movia, entorpecida, ao longo dos dias e das noites pavorosas, quando o sono era entrecortado e perturbado. Foi em uma dessas noites que o toque do telefone me trouxe de volta a um estado de consciência indesejado. A voz quase reverente de minha irmã, cobrindo muitos quilômetros, informava que havia visto minha casa em seu sonho no meio da noite, entre campos cobertos de neve que se estendiam para todos os lados. E de repente, bem ali, em pé, ombro a ombro, com os braços unidos em um círculo inquebrantável que rodeava completamente minha casa, ela vira um grupo de anjos resplandecentes. “Achei que você gostaria de saber” ela sussurrou e desligou o telefone.

Virei-me de frente para a janela. Eles estão ali, Senhor? De verdade? Meu quarto estava muito quieto. Muito frio. Gelado, como meu coração. A luz pálida da lua cheia caía de modo frágil sobre o chão, uma lasca de raio da lua que poderia ser estilhaçada em mil respingos de cristal no momento em que meus dedos a tocassem. Eu queria – não, eu precisava – que eles estivessem ali, os meus anjos. Ali, comigo e com meus três filhos, que dormiam do outro lado do corredor. Estávamos tão sozinhos. Tão desprotegidos. Tão mal-amados. Arrastei-me até a janela, sabendo que morreria se não fosse verdade – sabendo que não poderia viver se não olhasse. Palavras sagradas rodopiavam em minha mente: “Pois o seu Criador é o seu marido […]. O Senhor chamará você de volta como se você fosse uma mulher abandonada […], uma mulher que se casou nova apenas para ser rejeitada […]. Embora os montes sejam sacudidos e as colinas sejam removidas, ainda assim a minha fidelidade para com você não será abalada” (Is 54:5-10). Apoiei a testa contra a vidraça. Promessa, Deus? Promessa?

Ergui os olhos e olhei primeiramente mais longe do que poderia mesmo ver, lá onde os campos cobertos de neve terminavam abruptamente contra o céu escuro da noite. Então, centímetro por centímetro, meu olhar se desviou da vidraça para a neve que caía contra as árvores perenes em torno do nosso quintal encharcado de luar. Meus anjos – ombro a ombro, braços unidos, faces voltadas para minha janela. “De maneira nenhuma falharei com você… tampouco deixarei você sem apoio. […] Não a deixarei indefesa, abandonada ou desapontada… [Seguramente não!]” (Hb 13:5, versão amplificada da Bíblia em inglês). E, nesses 36 anos desde então, Ele nunca me deixou.

Jeannette Busby Johnson


Deus cuidara de ti – 5 de fevereiro 2017

O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. Filipenses 4:19

Tenho experimentado o que significa ficar sem ou ter muito pouco do que é necessário na vida. Sendo a mais velha de dez filhos em uma família empobrecida, aprendi bem cedo como não ser egoísta e como partilhar com os meus irmãos qualquer coisa que tivesse. Se eu ganhasse uma maçã ou um bolinho, dava um jeito de fazer a divisão entre todos nós. Isso deixou um exemplo a ser seguido pelos mais novos. Também, de modo semelhante, partilhávamos o que tínhamos com vizinhos e amigos.

Embora meus pais fossem pobres, ainda eram indivíduos que repartiam com os outros. Pessoas que passavam necessidade, com frequência, apelavam a eles por auxílio. Mesmo que a pessoa dê sem outras intenções e sem esperar nada em troca, invariavelmente Deus abençoa o doador. Assim, com pouca idade, aprendi a confiar em Deus e orar Àquele que é fiel para com os que auxiliam outros em necessidade.

Anos mais tarde, muitas vezes, eu não sabia como minhas despesas no ensino médio e na faculdade seriam pagas, mas Deus sempre interveio em meu favor. Eu trabalhava em tempo parcial no campus durante o semestre. Vendia revistas e livros cristãos durante o verão para custear minhas despesas educacionais. De algum modo, eu sempre tinha o dinheiro suficiente, e assim não precisava deixar o colégio e interromper meus estudos.

Durante o último semestre da faculdade, a conta estourou. Eu não via saída. Então, um pastor maravilhoso e sua esposa, que eram generosos como tinham sido meus pais, ofereceram-se para ajudar, permitindo que eu morasse na casa deles, perto do campus, eliminando minhas despesas com o internato. A esposa do pastor, inclusive, pagou meu uniforme.

Com o auxílio do meu Provedor celestial, graduei-me na universidade e obtive emprego em uma escola afiliada à igreja. Ali pude terminar de pagar minha dívida educacional. Dois anos mais tarde, Deus abriu as portas para que eu me mudasse para os Estados Unidos. Uma vez mais, passei por dificuldades financeiras, pois trabalhava e estudava, mas consegui concluir a graduação na área de enfermagem.

Verdadeiramente posso dizer que compensa confiar em Deus e ajudar os outros em Seu nome. Meus pais eram incondicionalmente generosos mesmo tendo tão pouco, e Deus sempre retribui de um modo ou de outro. Quando partilhamos o Seu amor, esse amor tem um jeito de nos encontrar de novo e abrir caminho onde não há caminho.

Kollis Salmon-Fairweather


Aguarde até passar! – 6 de fevereiro 2017

Ele clamará a Mim, e Eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Salmo 91:15

Não sou uma pessoa que vive se queixando; no entanto, parece que meu mundo está se desfazendo. Satanás tem literalmente atacado meu relacionamento com algumas pessoas queridas. Também atacou minhas finanças e saúde. Talvez você esteja sendo igualmente provada e tentada de uma forma que ameaça enfraquecer sua fé. Contudo, vamos revisitar a vida de três personagens bíblicos que escolheram permanecer fiéis a Deus – mesmo sob ataque do inimigo. Desses exemplos de fide­lidade sob fogo, podemos tirar forças e decidir permanecer leais a Deus em nossas dificuldades também.

Penso na fidelidade de Jó enquanto suportava uma perda após outra. A certa altura de suas provações, Jó declarou: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15). Deus, por fim, honrou Jó ao restituir em dobro o que ele havia perdido. Deus permitiu que ele vivesse mais 140 anos e visse quatro gerações de seus descendentes (Jó 42:10, 16).

Depois veio Daniel, o exilado judeu, rodeado pela idolatria. Ele permaneceu fiel ao Deus vivo, a despeito de decretos reais – sob pena de morte – exigindo o contrário. Embora a vida de Daniel não fosse fácil, Deus, em Seu amor, escolheu honrar a fidelidade do profeta, livrando-o, em avançada idade, da morte em uma cova de leões (Dn 6:16, 23).

E temos José, que foi vendido como escravo por seus próprios irmãos, acusado falsamente de adultério e lançado na prisão (Gn 39:14-20). Deus, por fim, honrou José quando Faraó lhe confiou o governo sobre toda a terra do Egito (Gn 41:41).

À semelhança dos pontos baixos na experiência desses personagens bíblicos, você também pode sentir como se o inimigo tivesse puxado o pino de uma granada de mão, jogando-a no meio da sua vida. Nós, assim como esses homens, podemos buscar apoio no amor de Deus e aguardar até que as provações passem. Deus nos fortalecerá assim como os fortaleceu. Se Deus escolher, ou não, honrar nossa fidelidade deste lado do Céu, podemos ainda dizer, junto com José: “Vocês [seja qual for o inimigo que estejamos enfrentando] planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem” (Gn 50:20).

Aguarde até que a prova termine, confiando em Deus. Seja como for, Ele ainda é amor (1Jo 4:8).

Cora A. Walker


Viagem ao passado, presente e futuro – 7 de fevereiro 2017

Apenas tenham cuidado! Tenham muito cuidado para que vocês nunca se esqueçam das coisas que os seus olhos viram; conservem-nas por toda a sua vida na memória. Contem-nas a seus filhos e a seus netos. Deuteronômio 4:9

Na casa dos meus falecidos pais, juntamos muitas caixas contendo velhas cartas.  Meu pai havia guardado todas as cartas e documentos caprichosamente separa­dos e rotulados. Também encontrei minhas cartas escritas aos meus pais. Pouco tempo atrás, comecei a ler cartas que eu havia escrito para eles da África. Foi como fazer uma viagem ao meu passado. Essas cartas eram lembretes de memórias, emoções e eventos há muito esquecidos.

Um dia, durante esse período, li Deuteronômio 4:9 em meu plano de leitura diária da Bíblia. As palavras do texto se destacaram como se eu nunca as tivesse lido antes.

O livro bíblico de Deuteronômio relata o que Moisés desejava dizer ao povo de Israel no final da sua vida. Ele repetiu todas as coisas importantes na experiência do povo, como Deus os tirara do Egito e conduzira através do deserto. Conclamou-os a não se esquecerem de suas experiências e falar a respeito delas aos filhos e netos.

Atualmente, meus filhos estão ocupados demais para manifestar interesse no passado. A cada novo dia, lutam com os desafios da vida. Algum dia, porém, entenderão melhor o quanto podemos aprender com o passado. Isso é particularmente importante para os crentes. Quando vemos como Deus trabalhou na vida de outras pessoas, nossa fé cresce. Foi por isso que Moisés disse, em essência: “Não se esqueçam de como Deus os conduziu. Ele sabe o que é melhor. Sigam Sua direção e vocês irão prosperar. Digam isso a seus filhos e netos para que nada seja esquecido!”

Na Bíblia, Deus nos deu uma “caixa” preciosa, cheia de cartas, experiências, histórias e documentos importantes. Por meio deles, podemos aprender lições valiosas a partir de viagens “virtuais” ao passado. Além disso, o Livro Sagrado é um guia fiel para nossa vida nos dias de hoje. Não só isso, mas as profecias da Bíblia nos dizem o que acontecerá no futuro. A Palavra de Deus é nossa caixa de tesouros. Vamos ler Suas cartas de amor informativas e consoladoras para nós!

Hannele Ottschofski


O jogo do infinito – 8 de fevereiro 2017

[O amor] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:7

Você conhece Seth Godin? Eu gosto muito de seus livros e ideias. Algumas semanas atrás, li um texto interessante acerca do jogo do infinito.

O jogo do infinito é aquele que você continua jogando, não para ganhar ou per­der, mas porque a jornada é essencial e vale a pena. É o jogo no qual você nunca deixa de doar. Nele, você faz um lance mais lento, para que o zagueiro consiga atingir a bola.

Não diz respeito ao que acontece em longo prazo – você conseguir o emprego ou alcançar alguma grande meta, ou seja o que for. Diz respeito àquela risada diária com sua família e seus amigos. É aquela cotidiana sensação de paz, quando você se olha no espelho e não sente vergonha. E você olha para si mesma com aquela alegria do “Sabe de uma coisa? Eu sou quem sou pela bênção de Deus, e Ele me ama muito!”

O clamor e o desejo do meu coração é que façamos isso uns pelos outros! Devemos caminhar ao lado dos outros e fortalecer uns aos outros.

Não se trata de concluir esse projeto ou atingir aquele alvo de arrecadação de fundos ou mesmo começar aquele novo ministério. Essas coisas são importantes principalmente por uma razão: nos conservar no jogo. O alvo é, sempre, ajudar a pessoa, a família à nossa frente, a pôr-se em pé. É isso que precisamos fazer uns pelos outros.

Paulo diz: “Prossigo para alcançá-lo [o alvo], pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:12-14).

Esse é o jogo do infinito! É isso que Deus nos chama a fazer.

Obrigada por continuar no jogo!

Cheri Peters


Mensagens de Deus – 9 de fevereiro 2017

Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão. Jó 12:7

Dizer que minha irmã, Tibby, ama os animais seria dizer pouco. Ela tem, para com eles, uma compreensão e um respeito como não vejo em ninguém que eu conheço. Ela já resgatou muitos animais e procurou lares para eles, e recentemente passou dois anos domesticando sete gatos selvagens. Ela renunciou ao seu quarto por seis meses, trabalhando paciente e amorosamente com eles para cultivar laços especiais. Eles agora dormem no colo dela e de seu esposo e gostam de ficar dentro de casa com eles! Tibby sempre enxergou Deus por meio da natureza e sente que Ele, às vezes, nos dá vislumbres de Si mesmo por meio dos animais que criou (Rm 1:20). Isso nunca foi mais evidente do que nas primeiras horas da manhã de 22 de fevereiro de 2008.

Nossa querida mãe se aproximava do fim da sua vida. Três anos antes, mamãe tinha vindo morar conosco, depois que meu marido, Steven, concluiu o apartamento dela no piso térreo. Foi uma alegria tê-la morando ali. Minha irmã e seu esposo moram a apenas alguns minutos de distância, e assim todos nós pudemos passar com mamãe períodos muito especiais, que recordaremos para sempre.

Em um dia triste, chamamos profissionais de saúde para ajudarem a cuidar de ma­mãe. Por volta das 4 horas da manhã seguinte, Steven e eu descemos para ficar com ela. Naquela mesma hora, um som baixo, emitido por um animal, despertou Tibby na casa dela. Não era um latido ou ganido, mas um audível “uff’.” Tibby olhou para fora da janela do seu quarto e viu dois grandes e bonitos cães brancos, que ela nunca tinha visto antes. Diretamente abaixo da janela, eles olhavam para Tibby. Ela foi para fora e eles se aproximaram lentamente, continuando a observá-la. Tibby teve uma calma sensação do amor de Deus a rodeá-la; uma sensação de que Deus a confortava, já que a saúde frágil de mamãe lhe pesava no coração. Assim, quando lhe telefonamos às 5 horas para dizer que o fim se aproximava, Tibby não se surpreendeu. Nossa mãe adormeceu pacificamente às 6:09 daquela manhã, rodeada por sua família. Os dois cães brancos nunca retornaram à casa de minha irmã.

Será somente quando Jesus voltar e estivermos no lar celestial que compreende­remos plenamente todos os eventos incríveis que ocorreram aqui na Terra e todas as mensagens de esperança e conforto que nosso Pai celestial nos enviou. E teremos a eternidade para ouvir Jesus nos contar o restante dessas histórias.

Jean Dozier Davey


Sr. Jair – 10 de fevereiro 2017

Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3

Conheci o Sr. Jair no momento mais dramático da minha vida e nunca me esquecerei da lição de humildade que aprendi. Nasci na zona rural, filha de um homem cuja família tinha muitas posses. Contudo, devido a uma seca prolongada, perdemos tudo. Meu pai se tornou um empregado, mas ensinou aos filhos acerca do orgulho e da vaidade dos nobres portugueses.

Sou a caçula de cinco irmãos. Sofri abuso na infância, o que me levou a ter uma personalidade introvertida e a uma imensa fobia social. Na adolescência, fomos morar em uma grande área metropolitana, e passei por vários cargos administrativos. Casei-me, tive duas filhas e parei de trabalhar. Minha vida, no entanto, não ia bem. Eu tinha medo das pessoas e me isolava. Devido a uma complicada situação financeira, recebi alegremente uma proposta para trabalhar em casa, costurando para confecções, e minha autoestima melhorou bastante. Depois, a mesma pessoa me convidou para trabalhar em suas instalações de manufatura de vestuário. Sempre quieta, mas trabalhando arduamente, conquistei sua amizade. Ela gradualmente descobriu que eu gostava de ler. E me emprestou vários livros de uma editora cristã, os quais me trouxeram muita paz. Eu tinha um conhecimento avançado da Bíblia e conhecia algumas verdades. Assim, ela me convidou para visitar sua igreja. Tive medo e disse que não possuía roupa apropriada – ou mesmo status social. Minha resposta baseou-se no meu orgulho. Entretanto, ela insistiu, e acabei indo com meu esposo certa noite.

Eu tremia, mas fui muito bem recebida na igreja mais humilde que já vi. Sentado no último banco estava o Sr. Jair. Era um cavalheiro idoso, vestido com roupas amplas e surradas, e chinelos nos pés. As rugas sulcavam sua face marcada pelo tempo, mas que refletia amor e humildade. Um olhar para esse senhor me fez lembrar de minha desculpa esfarrapada para quase não ir à igreja. Pedi o perdão de Deus e comecei a suplicar transformação do meu egoísmo, vaidade e orgulho. Encontrei em outros membros – até os bem-vestidos – o mesmo amor e humildade daquele idoso homem. O Sr. Jair permaneceu um pouco conosco, e depois desapareceu. Ninguém sabia nada a respeito dele. Ainda hoje me lembro da lição de humildade que ele me ensinou – sem dizer uma palavra.

Não é uma coisa característica do Senhor ter colocado o Sr. Jair no meu caminho para me ensinar a ser humilde de espírito e amar despretensiosamente, assim como Jesus faz?

Rose G. S. Matos


O cartão de aniversário – 11 de fevereiro 2017

É forte, respeitada e não tem medo do futuro. Provérbios 31:25, NTLH

Era um cartão novo. Não me lembrava de tê-lo comprado, mas ali estava ele, na mi nha pasta de cartões. As brilhantes palavras “Feliz Aniversário Para Nosso Genro” traziam à tona um leque de emoções. O divórcio da minha filha estaria concluído dentro de poucos dias. As tristes circunstâncias ainda não haviam calado no espírito, mas claramente eu não precisaria mais daquele cartão. Ainda não sei se vou jogá-lo fora. Penso em dá-lo a uma amiga cuja filha é feliz no casamento. Ela poderá usá-lo.

Como pais, por que acreditamos, implicitamente, que estamos preparando nossos filhos para uma vida feliz? Respondendo à minha própria pergunta, suponho que simplesmente não podemos imaginar que deverão estar preparados para a tristeza ou mesmo para um coração partido. No entanto, a realidade sugere uma visão mais pragmática. Minha filha, agora, faz parte dos 50% de casais que se divorciam. Deixan­do os números de lado, lamento por ela e oro em seu favor. Ela é mais do que uma estatística para Deus.

Passado o choque inicial, ela decidiu ir em frente. Fingia empolgação ontem, quando telefonou para descrever a nova casa alugada, enfatizando cuidadosamente o fato de que tem a metade do tamanho da sua casa atual. Na próxima semana, vou ajudá-la a encaixotar as coisas. Terei que demonstrar animação. Não será hora de chorar.

Na verdade, sinto-me aliviada porque ela não entende que as coisas deveriam ser perfeitas. Ela não vive sob a errônea compreensão de que as aflições jamais baterão à sua porta. Ela se dá a licença de lamentar, mas depois se assenta com genuína deter­minação de planejar um novo orçamento.

Sou grata pelo fato de que minha filha acredita que Deus está perto dela, mesmo agora. Ela tem sentido Seu amor e terno conforto durante noites insones. Voltando-se para Ele quando nada fazia sentido, ela tem sido abençoada com nova compreensão e renovada segurança. No início, mostrava-se emotiva, mas agora a objetividade e o realismo consciente precisam assumir o controle. Com o auxílio de Deus, sei que ela passará para a fase seguinte de sua vida com resolução e tenacidade. As perdas de hoje abastecerão as esperanças do amanhã.

Então, o que uma mãe tem a fazer? Eu desejaria tê-la protegido disso, mas preciso ir em frente também. Certamente posso repousar na certeza de que ela cresceu e se tornou uma mulher espiritual – sua fé é sólida. Como sou grata a Deus pela bênção de uma filha – casada ou não!

Linda Nottigham


Você não pode dar mais do que Deus – 12 de fevereiro 2017

Deem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês. Lucas 6:38

Estamos vivendo em tempos difíceis no que diz respeito a finanças. Não é fácil con seguir emprego. Muitos estão lutando. Seus salários, muitas vezes, não duram até o fim do mês. É uma situação complicada, e isso sem pensar no futuro. Se você tem um emprego, sua firma pode ter cortado algumas horas de trabalho. Fazer horas extras não é mais uma opção para muitas pessoas. A execução de hipotecas de casas está ocor­rendo em toda parte. Famílias jovens não conseguem pagar os empréstimos estudantis.

Trabalho para uma empresa como parte da equipe dos gerentes. Estou lá há sete anos. Ouço muitos dos meus companheiros lamentando que não podem mais fazer hora extra. Contudo, desde que comecei a trabalhar nessa empresa, meu empregador agendou para mim 2,5 horas extras de trabalho por semana. Isso significa que recebo dez horas extras a cada mês. Sou muito grata. É Deus quem cumpre Suas promessas. Ele prometeu, em Malaquias 3:10-12 que, se devolvermos um dízimo honesto (10% de nossa renda), Ele nos abençoará. Eu devolvo um dízimo honesto sobre meus ganhos, e Deus cuida de mim, mantendo Suas promessas. Para mim, honrar a Deus por meio do dízimo tem sido meu “remédio” para vencer lutas financeiras. Embora enfrente desafios, Deus, de algum modo, providencia soluções.

Tenho recebido tantas bênçãos de Deus que nem posso contá-las. Por exemplo, certa vez passei por uma cirurgia oftalmológica. Calculei que a conta combinada dos médicos, do hospital e de outros provedores de atendimento daria 8 mil dólares. Meu seguro pagou apenas 1,5 mil dólares desse total, deixando-me com uma conta de 6,5 mil dólares. Entretanto, quando chegou a relação de todas as despesas, o total restante somou apenas 4.830 dólares. De alguma forma, Deus Se encarregou do restante.

Nunca deixei de pagar as contas dentro do prazo, porque minha carteira é prote­gida por Deus. Creio que Ele me honra, de acordo com Sua promessa, porque eu O estou honrando.

Pai, ensina-me, cada dia, a considerar uma bênção devolver fielmente daquilo que Te pertence. Pois és sempre mais do que generoso comigo. Amém.

Orpha Gumbo Maseko


De cinzas para diamantes – 13 de fevereiro 2017

E dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da Sua glória. Isaías 61:3

Na terça-feira, dia 19 de setembro de 2007, Santa Lúcia era um país enlutado. As­sistimos quando o corpo de nosso amado ex-primeiro-ministro Sir John George Melvin Compton foi transportado em sua caminhonete favorita. Lágrimas eram derramadas enquanto os oficiais levavam o esquife sobre os vigorosos ombros, do veículo ao salão do funeral, para a cremação. Deve ter sido difícil para a família do primeiro-ministro entender que seu ente querido seria reduzido a cinzas.

Para mim, cinzas e pó sempre representaram a verdadeira nulidade de tudo. Em sua peça Hamlet (Ato II, Cena II), William Shakespeare habilmente descreve a paradoxal natureza dos mortais: “Que obra de arte é um homem! Como é nobre na razão! Que capacidade infinita! A beleza do mundo! O paradigma dos animais! E, no entanto, para mim, o que é esta quintessência do pó?” Ao falar com Deus, certa vez, Abraão descreveu sua própria humilde condição como “pó e cinza” (Gn 18:27).

É essa a soma da experiência humana?, perguntei a mim mesma no dia em que nos despedimos do nosso primeiro-ministro. Eram, na verdade, pensamentos deprimentes. Então, algum tempo depois, li um artigo incrível sobre o uso das cinzas. A cinza tem valor, sim, como aprendi.

Segundo as descobertas descritas nesse artigo, o carbono liberado durante a cremação pode ser capturado como um pó escuro e depois aquecido para produzir grafita. O autor desse artigo continuou declarando que a grafita, quando enviada a um laboratório, pode ser sintetizada em sofisticadas gemas que se assemelham a diamantes coloridos. Pensei: Se um cientista pode tomar cinzas de uma cremação e transformá-las em “diamantes”, imagine só o que Deus pode fazer conosco enquanto ainda estamos vivos!

Você pode achar que sua vida já é, agora, um grande amontoado de pó e cinzas sem nenhum propósito. Lembre-se, porém, de que Aquele que tão maravilhosa e assombrosamente nos formou do pó da terra prometeu conceder, afinal, “beleza” em lugar de nossas cinzas. O que é o amor senão isso? Apesar dos estragos da vida, somos todos diamantes em formação. Deus transforma!

Judelia Medard-Santiesteban


Cartas de amor – 14 de fevereiro 2017

Depois, aqueles que temiam o Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam o Senhor e honravam o Seu nome. Malaquias 3:16

Se já existiu alguém “romântico” esse foi André. Prestes a se casar, André me procurou, pedindo que eu criasse um livro especial, feito a mão, para guardar as cartas de amor trocadas entre ele e sua futura esposa. O plano de André era surpreendê-la com essa romântica lembrança como presente de casamento, um lugar no qual suas cartas de amor pudessem ser mantidas e entesouradas para sempre! Ele me deu claras especificações. O custo: irrelevante. O tamanho: páginas de 22×30 cm, com orelhas nos cantos para inserir as margens das cartas. Nada muito exagerado ou juvenil. Nada espalhafatoso ou excessivo. Apenas elegante, delicado, artístico, de bom gosto e duradouro como seria o amor deles.

“Quero que ela e eu possamos sempre recordar este período de expectativa em nosso relacionamento, quando nosso amor era recente, viçoso e francamente doce” ele disse. “Quero que minha noiva saiba, para sempre, como eu a valorizo. Quero poder ler e reler sobre o amor que ela também nutre por mim.”

Mal pude esperar para dar início. Escolhi papel reciclado, no tom gelo, para sim­bolizar pureza, e folhas secas naturais de árvores asiáticas e ráfia como enfeite. Orei pedindo que os dois gostassem do livro. Era como ele desejava – simples, natural, mas possuindo um toque artístico.

Enquanto trabalhava no livro especial de recordações de André, meus pensamentos se voltaram para outro livro mencionado na Palavra de Deus, um livro de memórias. Em Malaquias 3:16, Deus disse que Ele escreve nesse livro os nomes daqueles que O temem e se lembram do Seu nome.

De fato, a Bíblia toda é uma coleção das cartas de amor de Deus para nós. Ela declara como Seu amor levou à morte do amado Filho na cruz, em nosso lugar, para que pudéssemos ter vida eterna mediante o sangue que Jesus derramou em favor dos infelizes pecadores que somos. As cartas de amor de Deus nos dizem que Ele está preparando um lugar onde viveremos com Ele. Elas contam que, mesmo agora, Ele cuida de cada uma de nós pessoalmente, individualmente, como se fôssemos Seu único amor. Assim como o livro das cartas de amor de André era para sua noiva, a Bíblia é uma coleção atemporal de cartas de amor de nosso Noivo para Sua Noiva – você e eu – Suas amadas. Vamos lê-las muitas vezes!

Cathy Shannon


O caminho terapêutico do perdão – 15 de fevereiro 2017

Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. Isaías 43:18, 19

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mateus 6:14

Você, alguma vez, já foi perdoada? Como faz bem, não é? Você, alguma vez, já ofereceu perdão a alguém que a magoou? Se você é como eu, pode identificar-se com essas questões. Todas já experimentamos a realidade de sermos feridas e de termos que tomar a decisão de andar ou não pela trilha do perdão.

Entretanto, andar por essa trilha só é possível com Cristo no coração. No que de­pender de nós, acharíamos impossível perdoar. É uma jornada que não somos capazes de empreender por conta própria. Deus sabe que, sem Ele, não podemos lidar com a montanha-russa emocional que acompanha um processo tão desafiador. Contudo, em Seu amor, podemos estender esse amor a outros mediante o perdão.

O perdão é uma via de mão dupla. Tanto o perdoador quanto o perdoado se benefi­ciam igualmente do processo. Somos admoestados, na Bíblia, de que receber o perdão de Deus é condicional; depende de primeiro perdoarmos aos outros. Mais uma vez, só podemos fazer isso com a Sua ajuda.

Você sabia que, segundo publicações científicas, podemos experimentar maiores níveis de bem-estar espiritual, físico, mental, social e emocional ao longo da trilha do perdão?

Espiritualmente, perdoar aos outros nos permite experimentar mais identificação com Deus. Não podemos alcançar essa unicidade se o coração está em desavença com nosso semelhante.

Fisicamente, perdoar aos outros nos ajuda a experimentar menos incidência de hipertensão, ataques cardíacos, diabetes e insônia.

Mentalmente, perdoar aos outros reforça nossos processos de pensamento positivo e ajuda a aliviar desordens como depressão e ansiedade.

Socialmente, perdoar aos outros restaura e fortalece relacionamentos.

Emocionalmente, perdoar aos outros remove o fardo da culpa – para os dois lados.

Senhor, ajuda-nos a escolher o caminho do perdão, hoje.

Althea Y. Boxx


Deus no controle – 16 de fevereiro 2017

Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24

A providência de Deus é maravilhosa. Deus supre nossas necessidades, e, frequentemente, com antecedência. Você já passou por isso? Às vezes, demoramos bastante para perceber o que Ele fez por nós, até olharmos para trás e vermos as coisas extraordinárias que Ele tem realizado em nossa vida.

Em fevereiro de 2009, encontrei-me em uma situação maravilhosamente incomum. Eu havia conduzido meus alunos de física ao longo de todo o roteiro, exceto a última seção. Eles tinham completado todas as experiências de laboratório e os relatórios. Isso significava que estavam bastante adiantados para completar o currículo até março. Eu estava entusiasmada. Teríamos um bom tempo para recapitular e para responder a perguntas de exames anteriores, antes que os alunos fizessem os exames oficiais naquele ano.

Então, inesperadamente, adoeci. Fiquei tão mal, na verdade, que precisei deixar de lecionar durante o restante do período letivo. Quando voltei para o colégio, tive apenas tempo suficiente para apresentar de modo rápido a última seção do progra­ma de física, que ainda não tínhamos visto antes da minha doença. E depois chegou a hora de meus alunos prestarem os exames.

De acordo com os resultados dos testes daquele ano, meus alunos se saíram bem, sendo que somente um deles foi reprovado. Louvei a Deus por esse resultado, a despeito de minha ausência da classe por causa da enfermidade. Deus sabia que eu perderia sete semanas de aula, e assegurou – com antecedência – que os experimentos e o trabalho de laboratório dos meus alunos fossem concluídos e registrados antes do prazo. Capacitou meus alunos a compreender conceitos-chave, de modo que conseguissem finalizar a maior parte do programa antecipadamente. Eu não precisaria me preocupar com os alunos durante minha doença. Deus já havia tomado providências em favor deles muito antes de eu adoecer. Desde aquele ano letivo, tenho tentado, em vão, completar a mesma quantidade de matéria como aconteceu em 2009.

Ellen G. White, no livro A Ciência do Bom Viver, escreveu: “Nosso Pai celestial tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os que aceitam como princípio dar lugar supremo ao serviço de Deus verão desvanecidas as perplexidades e terão caminho plano diante de si” (p. 481). Cada vez que se sentir desanimada, lembre-se de que Deus é fiel e não só ama você, mas conhece – e suprirá – todas as suas necessidades.

Andréa Francis


Lugar de refúgio – 17 de fevereiro 2017

Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. 1 João 3:20, ARA

São 2h30 da madrugada, poucas e preciosas horas antes que meus bebês acordem, e comece de novo o trabalho diário. Estou exausta, mas não consigo dormir. Sinto-me assombrada por um desassossego, um senso persistente de culpa e inadequação. Nestes últimos dias, tenho sentido um anseio por me achegar à sala do trono do meu Pai, onde, tenho certeza, posso encontrar refúgio e paz.

Tento imaginar como seria deslizar para dentro desse lugar tranquilo a fim de des­cansar um pouco. Não preciso de nenhum tratamento especial. Ficaria satisfeita em sentar num cantinho confortável qualquer – melhor ainda, atrás do Seu trono, onde ninguém me visse a não ser Ele. Imagino que meus acusadores chegariam alvoroçados atrás de mim, apontando dedos maldosos, com vozes denunciando minhas faltas, que quase posso ouvir.

“Ela não leva o trabalho a sério!” “Ela desperdiça muito tempo!” “Ela não cuida direito dos filhos” “Ela levanta muito tarde!” “Ela diz um bocado de coisas tolas!” “Ela não aprecia suficientemente o marido!”

“Ela é indisciplinada!” “Ela não dá conta dos seus afazeres!” “Ela não contribui para o sustento da família com um centavo sequer, embora tenha instrução!” “Ela tem aspi­rações, mas pouca motivação!” “Ela cobiça uma casa maior e um corpo mais definido!” “Ela pensa e diz coisas indelicadas!”

E eu, tremendo atrás do trono, estou pronta a dizer: “É verdade. É tudo verdade, e fico muito envergonhada.” Entretanto, eu não preciso dizer nada, porque meu Pai já sabe tudo. Para Ele, não é necessário que eu responda. Os dedos que apontam para mim não podem passar por Ele. Na verdade, não O incomodam nem um pouco.

Eu não precisaria ouvir o que Ele diz em reposta às vozes acusadoras. Não precisaria ver o que Ele escreve no pó. Só gostaria de ouvi-Lo dizendo: “Mulher, onde estão os teus acusadores?” E eu olharia para cima e descobriria um pátio vazio.

Depois eu daria qualquer coisa, só por um minuto, para ser criança outra vez, para simplesmente subir no Seu colo e, sem a mínima preocupação na vida, cair no sono por um pouco de tempo, e repousar.

Faltam apenas três horas agora, até que comece outro Dia F (ou seja, Dia de Fralda). Contudo, se eu não cair no sono, ainda estarei descansando em Seu coração, e Ele no meu. Essas serão três horas bem empregadas.

Adel Arrabito Torres


Cartas que continuam falando – 18 de fevereiro 2017

Vejam com que letras grandes estou lhes escrevendo de próprio punho. Gálatas 6:11

Minha mãe Lila, então com 67 anos de idade, começou a dizer carinhosamente aos membros da família que, caso desejássemos algo pertencente a ela depois de sua partida, lhe disséssemos logo. Mamãe fazia referência ao fato de que, a partir dos 60 anos, ela vivia em tempo emprestado, que poderia terminar a qualquer momento. Minha filha Andréa, com 37 anos, pediu que a vó Lila fizesse uma seleção em sua enorme caixa contendo cartões e cartas que recebeu da família e de amigos ao longo da vida. Andréa queria ter de volta aquelas cartas que ela escreveu para sua preciosa avó. Então, na manhã de 26 de novembro de 2009, Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos, três dias antes do aniversário de 77 anos da vó Lila, começamos a tarefa de seleção. Juntas, passamos várias horas relembrando tempos passados, com o objetivo de devolver “preciosas lembranças” para Andréa no Canadá. Ela sempre se sentirá abençoada com ânimo e forças para a sua jornada, ao ler de novo, e, retrospec­tivamente, ver de maneira clara como nossa família foi salva para servir nosso Senhor.

Um envelope, em particular, chamou-me a atenção – não apenas por seu belo selo, mas também porque reconheci a letra de minha avó Moore, mãe de Lila. Fiquei impressionada ao ler a carta de minha avó endereçada a minha mãe (despachada de Portland, Oregon, no dia 22 de fevereiro de 1996). Fiquei contente porque aprendi a confiar completamente na direção do Espírito Santo e a segui-la. A carta foi escrita em papel de carta do Dia de Ação de Graças, e as maçãs enfeitando o papel me fizeram sorrir. Quase no fim da carta, vovó Moore escreveu: “Debbie (referindo-se a mim) me manda cartas com frequência para me animar. Ela é uma pessoa realmente boa e tenta convencer os outros a fazerem o que é direito. Embora suas palavras caiam em muitos ouvidos surdos, ela tenta. Foi bom ver toda a família que esteve aqui durante minha internação no hospital. Eles se revezaram, dormindo à noite em uma cadeira. […] Por enquanto é só. Eu te amo. Que Deus a abençoe. [Assinado] Mamãe.” A vovó Moore (com 87 anos) faleceu dois meses depois, uma semana antes do casamento de Andréa.

Algum dia, na eternidade, quando vovó Moore e eu nos reunirmos, ela falará: ‘Aleluia! Louvado seja Deus!” quando ouvir a história da minha vida. Ela também en­contrará minhas “amigas para sempre” que fiz ao longo dos anos e que leram minhas “cartas” (devocionais) nos livros da Meditação da Mulher, por meio das quais tenho testemunhado perante outras pessoas da família de Deus.

Deborah Sanders


Está meu nome escrito ali? – 19 de fevereiro 2017

Nela Jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21:27

Em uma recente viagem de Fayetteville, Carolina do Norte, para Oakland, Califórnia, meu esposo e eu desfrutamos as planejadas férias de Natal com nossos filhos e netos, além de uma visita a minha mãe e parentes em Ohio. Fizemos as malas com cuidado. Em lugar da bolsa, eu usei um objeto que poderia ser usado ao redor do pescoço, contendo os documentos de identidade e do plano de saúde, juntamente com nosso dinheiro.

Os implantes no meu joelho ativaram o alarme do dispositivo de segurança do aeroporto. Um funcionário me pediu que removesse o objeto pendurado no meu pescoço. Depois, ele se concentrou no meu esposo. Outro agente me fez passar pelo sistema de raio X a fim de confirmar se eu tinha, realmente, joelhos artificiais. Por fim, disseram que podíamos entrar na área de embarque/desembarque.

Embora tanto meu esposo quanto eu tenhamos problemas médicos, queríamos viajar de qualquer maneira. Não nos importamos de passar pelos procedimentos de segurança no check-in. Sabíamos que estar com nossos queridos valeria o desconforto e as inconveniências da viagem.

Depois de semanas desfrutando o tempo com os familiares, chegou a hora de re­tornar para casa. Enquanto refazíamos as malas, não conseguimos encontrar nossas identidades e cartões do plano de saúde.

Procuramos desesperadamente. Sem nosso nome em documentos oficiais, não havia possibilidade de embarcar no avião e chegar a nossa casa. Sem a carteira de habilitação, como provar nossa identidade? Pai, orei, sei que tens um plano mestre. Mostra-nos qual é. Soubemos que podíamos confirmar a identidade de outra maneira. A firma da hipoteca tinha cópia da nossa carteira de habilitação e nos passou cópia por fax. Depois de fazer vários telefonemas para a empresa aérea, conseguimos confirmar nossa reserva para o retorno!

Mais uma vez, o funcionário da segurança nos pôs de lado no aeroporto. Seu su­pervisor se aproximou e nos perguntou: “Vocês tomam algum medicamento? Neste caso, preciso ver os frascos e os seus nomes sobre eles.” Quando ele leu os nomes nos frascos, permitiu que passássemos pelo portão.

Assim como aconteceu nessa viagem, estou disposta a suportar qualquer in­conveniência de “percurso” na jornada rumo ao Céu. Naquela primeira manhã da ressurreição, desejo poder me levantar e entrar no reino com meu Senhor, porque Ele terá escrito meu nome no livro da vida do Cordeiro.

Betty Glover Perry


Planos para vocês – 20 de fevereiro 2017

“Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:12

Nosso veículo serpenteava ao descer pela estrada estreita, obscurecida pelo nevoeiro e pela chuva, e com um barro tão profundo que senti medo de ficarmos atolados. Por que eu tive que ir a essa remota parte de Papua-Nova Guiné a fim de partilhar a Palavra de Deus? Estive a ponto de perder a direção da minha vida ao longo dos dois últimos anos. Uma prostração pós-divórcio causara a perda da fé e da esperança de que Deus tivesse algum plano bom para mim. Mesmo assim, quando me pediram que fosse ajudar pessoas nessas áreas remotas e frequentemente perigosas, Deus renovou minha fé em Suas promessas bíblicas.

Agora, viajava por áreas onde nenhuma estrada nova fora construída nos últimos 30 anos. Muitas pessoas não se aventuravam a sair de suas vilas, por falta de transporte. Eu sorria diante dos gritos de “mulher branca!” quando as pessoas entreviam meu rosto espiando pela janela do veículo. Eu sabia que Deus havia me conduzido até ali por uma razão. Na primeira noite, dormi sobre um colchão fininho, no chão de um quarto em que mal podia acomodar minha pequena mala ao lado da cama. Jantei na cozinha onde o alimento era preparado sobre um fogão à lenha.

Ao me levantar, logo ao romper do dia, e me dirigir ao rio a fim de tomar banho em uma água de correnteza rápida, duas mulheres me acompanharam. Pareciam empol­gadas por eu estar ali para tomar banho com elas ao alvorecer, e logo fiquei sabendo o porquê. Ao desfrutarmos o revigorante friozinho do rio, elas disseram que haviam orado por alguém que viesse e lhes contasse a respeito de Deus. As duas contaram os sonhos que tiveram – um, muitos anos antes, e o outro, durante o ano anterior – no qual elas me viram chegar a sua vila. Por meio dos sonhos, elas souberam que eu ficaria na casa da família pastoral e lhes falaria na igreja. A mulher que contava seu sonho, o mais recente, disse: “Não acreditei no anjo do meu sonho, porque nenhuma mulher branca viria para esta região remota a fim de viver como nós vivemos. Acreditei somente quando eu a vi sair do veículo, ontem.”

Ouvi, espantada, essas duas dedicadas guerreiras da oração. Relembrei o passado da minha vida e me maravilhei diante de um Deus, que, a despeito do meu divórcio, dos dias escuros, da perda da fé, ainda tinha planos – não para me fazer mal, mas planos para dar-me esperança e um futuro. Mais tarde, enquanto viajava de volta para minha casa, soube que nunca mais duvidaria de Seu amor e de Sua direção para minha vida.

Barbara Parkins


Pinturas do nosso Deus – 21 de fevereiro 2017

Forneci grande quantidade de recursos para o trabalho do templo do meu Deus: ouro, prata, bronze, ferro e madeira, bem como ônix para os engastes, e ainda turquesas, pedras de várias cores e todo tipo de pedras preciosas, e mármore. 1 Crônicas 29:2

Ergui os olhos da leitura devocional para olhar a vista além da janela e quase engoli r em seco diante da beleza. O sol havia acabado de atingir o sopé dos montes cobertos de neve, e as nuvens começavam a se dispersar ao redor do cume do pico Long, de 4.346 metros.

O que me chamou a atenção foram as cores. Você já percebeu como Deus usa o pincel? Ele ama as cores e as espalha generosamente diante de nós. E, naquela manhã, os montes cobertos de neve tinham um glorioso tom rosado. Fiquei sentada em si­lêncio, observando a cor se intensificar e depois esmaecer. E pensei em outros dias e momentos em que as cores da natureza me chamaram a atenção.

Pense agora em como fica o mundo após uma chuva de verão. As cores não apenas se intensificam, mas brilham. É a pintura incrível de Deus. Ou que tal a luz suave de um entardecer de fim de primavera ou verão nos campos e nas colinas? Essa luz, às vezes, é chamada de luz “doce” e é muito difícil de ser captada por pintores humanos.

Nenhum ser humano consegue pintar como Deus pinta o céu ao amanhecer e ao entardecer. Há um antigo ditado que diz: “Céu vermelho pela manhã, aviso aos ma­rinheiros; céu vermelho ao anoitecer, encanto dos marinheiros” Tenho visto algumas alvoradas incríveis, arrebatadoras, aqui no Colorado – e elas precedem a uma tormenta. E tem havido inumeráveis e esplêndidos ocasos sobre as Montanhas Rochosas. Que escolha das cores! Tenho frequentemente pensado que, se eu tivesse que pôr essas cores em uma tela, provavelmente elas pareceriam algo espalhafatoso ou irreal, mas Deus sempre acerta.

Já tive o privilégio de visitar algumas famosas exposições de arte em São Petersburgo, no Louvre em Paris, no Museu Metropolitano de Arte em Nova York e nos museus de arte em Washington, DC, e Los Angeles. E até mesmo no museu bem aqui, em Loveland – que é bem conhecida na região devido à arte em todas as formas, especial­mente escultura. Tenho apreciado todas, mas nenhuma delas me preenche o coração e o espírito como as pinturas que Deus proporciona a cada dia, independentemente do local em que eu me encontre. “E Deus viu que ficou bom” (Gn 1:25). Eu também!

Ardis Dick Stenbakken


Novo cântico – 22 de fevereiro 2017

Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor. Salmo 40:3

Abri a gaveta dos vegetais, na geladeira, e senti um cheiro incomum. Preciso verificar isso, logo, logo, pensei. Apressada, peguei ingredientes para a salada e comecei os preparativos para a refeição. Na tarde seguinte, quando abri a gaveta dos vegetais, um odor forte me chamou a atenção. Tirei cenouras e alface da frente da gaveta. Pepino e aipo. Atrás deles, brócolis, couve-flor e nabo. No canto dos fundos, havia um saco com três talos de cebolinhas verdes estragadas. Eu havia usado a maior parte do maço de cebolinhas, e depois me esquecera do restante, que escorregara para o fundo, ficando oculto atrás dos outros vegetais. Quando tirei o saco, suas dobras se abriram. O odor de cebolinha estragada se espalhou. Segurando a embalagem com o braço esticado, corri para fora, até o recipiente de compostagem, e depositei na lata de lixo externa os restos malcheirosos de três cebolinhas que tempos atrás teriam sido saborosas.

Poucos dias depois, li o Salmo 40 em minha Bíblia. A frase “novo cântico” no verso 3, me chamou a atenção. Por que um “novo cântico”? Por que ele não disse apenas “cântico”? Procurei o significado da palavra hebraica para novo. “Coisa nova, fresca.” Novos pensamentos começaram a se formar. Nosso corpo muda – células morrem, novas células nascem. As emoções mudam – novas tristezas nos causam dor, novas alegrias nos elevam. A vida espiritual também muda – estamos crescendo ou então morrendo.

Ao passar, cada dia, tempo com a Palavra de Deus, comunicando-me com Ele em oração, servindo-O na vida cotidiana, minha vida espiritual muda. Um texto que li antes ganha um significado novo. Um hino ou cântico evangélico me toca o coração de um modo novo. Enquanto cresço no relacionamento com Deus, Ele me coloca na mente pensamentos novos, fresquinhos. Põe cânticos novos e novos louvores em meu coração.

Novo. Como produtos frescos – crocantes, preciosos, deleitosos. De modo seme­lhante, um cristão em crescimento exala novas e alegres perspectivas.

Senhor, orei, conserva-me perto de Ti, crescendo com novos pensamentos e novos cânticos. Permite que minha satisfação ao viver em Tua presença inspire em outros o respeito, o amor e a confiança para contigo.

Helen Heavirland


Jesus na sala do tribunal – 23 de fevereiro 2017

Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dize-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer. Mateus 10:19

Senhor, não sei de que outra maneira posso provar minha inocência, orei. Esta audiência tem que ver contigo, não comigo. Eu aguardava o veredito do júri em um país que não era o meu. Anos antes, eu havia emigrado e me matriculado em uma faculda­de para obter um diploma. Trabalhei arduamente horas extras para pagar o colégio e sustentar minha família. Então, dois meses antes de vencer o visto inicial, procurei as autoridades do colégio pedindo que o visto em meu passaporte fosse submetido a renovação. Eu havia economizado dinheiro suficiente para pagar a taxa com esse fim.

Oportunamente, o passaporte me foi devolvido, contendo o selo de um novo visto, concedendo-me dois anos adicionais, tempo durante o qual eu poderia permanecer naquele país. Encontrei emprego e parecia estar bem estabelecida. Os dois anos que me foram concedidos na renovação do visto passaram rapidamente, e eu precisaria renovar o visto novamente. Dessa vez, a empresa para a qual eu trabalhava concordou em obter, para mim, uma permissão para trabalhar. Meu gerente escreveu uma carta em meu favor para que eu a levasse ao Ministério do Interior e a apresentasse com meu pedido de permissão de trabalho.

Pessoalmente, apresentei o passaporte ao Ministério, com os documentos comprobatórios. O funcionário que me atendia disse em que data eu deveria retornar para buscar o passaporte com a permissão de trabalho. Como fiquei empolgada diante da perspectiva de obter meu passaporte de volta! No dia designado, entrei no Ministério do Interior. Nada havia me preparado para aquilo que estava por acontecer. Aproxi­mei-me do funcionário que me ajudara a renovar o visto pela primeira vez. “Eu me lembro de você” ele disse. “Por favor, acompanhe-me.” No outro lado de um corredor, dois policiais esperavam por mim.

Um deles explicou: “O selo do seu visto anterior foi forjado. É uma falsificação. Você vai ser presa por estar neste país com documentação falsa.” O caso foi ao tribunal, e eu colaborei plenamente com as autoridades. Meu caso foi transferido ao júri da Corte da Coroa. Somente Deus e os amigos que oravam me sustentaram durante esse período de provação. Depois de apresentadas as evidências, o júri se retirou para debater e retornou com o veredito: “Inocente”

“Inocente!” Esse é o mesmo veredito que Deus pronuncia no tribunal celestial quando vê as marcas dos cravos nas mãos de Jesus e pesa as evidências do sangue de Cristo derramado por mim.

Regina Ncube


Bolsas de estudo enviadas por Deus – 24 de fevereiro 2017

Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração. Salmo 66:20

Minha avó foi, para mim, a pessoa mais incrível no mundo. Ela costumava me levar aos estudos bíblicos dados na casa das pessoas; e antes de completar 10 anos, frequentemente eu ia com ela à igreja cada domingo e quarta-feira à noite. Essa mulher piedosa incutiu em mim não só o temor de Deus, mas também amor por Ele e a crença no poder da oração.

Não éramos ricos de bens deste mundo, mas éramos ricos na fé e confiança em Deus. Como ambiciosa adolescente, eu desejava continuar os estudos, mas não tinha os meios para fazê-lo.

Um dia, o pastor da nossa igreja nos visitou e perguntou: – Mocinha, você planeja ir para o colégio?

– Sim! – foi minha pronta resposta. – Mas no momento não tenho o dinheiro.

Tendo lecionado por dois anos em uma das escolas da igreja, eu me qualificava para receber uma bolsa de estudos de dois anos.

Depois de seguir o conselho do pastor no sentido de me inscrever para obter uma bolsa, minha avó me incentivou. Ela jejuou e orou comigo acerca do pedido. Pela graça de Deus, a comissão das bolsas considerou favoravelmente meu pedido e recebi uma bolsa integral para o Colégio da União do Caribe (hoje Universidade do Sul do Caribe).

Muitas foram as valiosas lições que aprendi e as amizades que fiz. Meu relaciona­mento com Deus cresceu forte, assim como o meu desejo de servir, em resposta ao Seu amor por mim.

Após a formatura, fui encaminhada à área da Sua vinha que Deus havia preparado. Depois de dois anos de trabalho naquela ilha, nosso pastor, que então se tornava diretor de educação, despediu-se da congregação.

Antes que ele saísse, eu disse a ele: “Pastor, algum dia eu gostaria de obter um ba­charelado. Quando o senhor estiver na nova função, lembre-se de mim.” Ele sugeriu que eu me inscrevesse para outra bolsa de estudos. Uma vez mais, Deus me abençoou – dessa vez com uma bolsa para o que agora é a Universidade do Norte do Caribe, na qual obtive o bacharelado em educação.

Deus providenciou para mim uma educação cristã em nível superior. Assim como minha avó exemplificou o amor de Deus para mim, estou fazendo o mesmo hoje por meus netos, incentivando-os em suas conquistas educacionais e ajudando a financiar seus estudos.

Hyacinth V. Caleb


O sonho – 25 de fevereiro 2017

O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. Filipenses 4:19

Geralmente, não me lembro do que sonhei depois de acordar, cada manhã. Certo dia, porém, acordei e tive uma viva lembrança daquilo que havia sonhado durante a noite. No sonho, eu estava em uma quadra de vôlei com minhas amigas da igreja. No fim do jogo, eu me dirigi a uma das mulheres – amiga minha – e lhe estendi uma nota de 100 dólares, recomendando-lhe que não a perdesse. No sonho, vi quando ela guardou a nota em segurança.

Ao longo do dia, não pude parar de pensar no sonho. Perguntei a Deus o que Ele queria que eu fizesse. Certamente, Ele não pediria que eu desse a minha amiga uma nota de 100 dólares! Mentalmente, tentei negociar com Deus algo de menor valor, como 50 dólares. Não funcionou. Com os olhos da mente, eu via apenas a nota novinha de 100 dólares do meu sonho.

Por fim, como eu não tinha dinheiro, fui ao caixa eletrônico do banco e saquei 100 dólares. Coloquei o dinheiro em um envelope e o levei à igreja no dia seguinte. A mulher (do meu sonho) não estava lá. Então vi seu filho adolescente e lhe dei o envelope, com instruções claras no sentido de ir diretamente para casa e dá-lo a sua mãe. Quando ele saiu, meu pensamento imediato foi que, talvez, eu não devesse confiar de maneira tão cega em um adolescente, e decidi telefonar para a mãe dele. Eu disse: “Seu filho está a caminho de casa e leva algo que estou lhe mandando.”

Ali, pelo telefone, senti o impulso de contar o sonho para minha amiga. Ela come­çou a rir e a gritar, dizendo o quanto seu Pai celestial a ama. Quando ela finalmente se acalmou, contou-me que sua filha mais nova estava muito doente. Ela havia levado a filhinha ao médico. Contudo, a medicação que ele receitara custava 97 dólares. Minha amiga não tinha o dinheiro para comprar o remédio – nem conhecia alguma fonte de recursos. Tudo o que podia fazer era a escolha de não se desesperar e simplesmente confiar que Deus tomaria providências. E Ele tomou. Fiquei espantada diante das coisas incríveis que podem acontecer quando alguém está ligado a Deus. Eu me senti muito humilde diante dessa experiência de ser Sua resposta à oração da minha amiga!

Ouça, hoje, essa Voz terna e suave. Estenda a mão e abençoe alguém. Você, em compensação, será abençoada.

Sharon Long Brown


Pode ou não Pode – 26 de fevereiro 2017

Desde o ventre materno dependo de Ti. Salmo 71:6

A idade pode fazer algumas brincadeiras engraçadas na nossa mente. Sei que ela faz na minha – especialmente nas áreas daquilo que ainda posso fazer e daquilo que não posso mais fazer. Enquanto envelheço, gosto de pensar que consigo fazer mais do que tenho condições fisicamente. Isso é um desafio para mim, porque o lema da minha vida tem sido um pensamento atribuído a D. L. Moody. Diz mais ou menos assim: “A menos que você tente fazer mais do que acha que pode, você nunca fará tudo o que pode fazer.

Por outro lado, nós, idosas, às vezes achamos que somos incapazes de fazer mais do que aquilo que fazemos. Assim, nos acomodamos mais do que deveríamos, e o corpo começa a se debilitar. Os músculos se atrofiam porque não os estamos usando. Deixamos de fazer atividades que outrora nos fortaleciam, quando tínhamos menos idade. Às vezes, somos tentadas a dizer: “Agora sou mais velha e menos capaz. Não vou forçar a barra” Você já ouviu o ditado: “É usar ou perder”? As pessoas, com frequência, usam essa expressão para descrever sucintamente como a imobilidade leva à deterioração.

Precisamos de equilíbrio para aceitar a realidade de nossa fraqueza relacionada à idade e pedir que Deus nos fortaleça para continuar em ação de maneiras que sejam razoáveis. Afinal, Deus é Aquele que nos sustenta o tempo todo. Ele não desiste de nós enquanto Seu propósito não se cumpre.

Aquilo que dizemos sobre o exercício e o corpo também é verdade quanto à força da alma. Ao envelhecermos, tomamos mais tempo para nos “exercitar” espiritualmen­te? Passamos mais tempo do que antes em oração e no estudo da Palavra de Deus? Partilhamos o que sabemos acerca do Seu amor com os outros?

Carregar alguns anos a mais não significa que tenhamos o direito de nos sentar e não fazer nada – física ou espiritualmente. Considere por quanto tempo Deus nos tem amado e trabalhado em favor da nossa salvação. Assim, os soldados não se aposentam automaticamente do Seu exército ao completarem um determinado aniversário. Ainda há uma guerra espiritual a travar. Paulo descreveu a armadura espiritual: o cinturão da verdade firmemente afivelado, a couraça do viver justo no devido lugar, o escudo da fé empunhado, o capacete da salvação que nos garante a eterna proteção de Deus (ver Ef 6:12-17). Estamos diariamente revestidas dessa armadura?

Mesmo que você tenha frequentado a igreja por 100 anos, Deus continuará a cumprir Seu propósito em você. O Seu amor não a deixa de lado. Então, não O deixe de lado tampouco!

Angie Joseph


Ode a um fiador – 27 de fevereiro 2017

Quem serve de fiador certamente sofrerá, mas quem se nega a fazê-lo está seguro. Provérbios 11:15

Fiador pode ser definido, em parte, como uma pessoa que dá garantia no que se refere a qualidade ou desempenho. Durante a infância, embora eu gostasse de cantar salmos com minha família ou em pequenos eventos, ficava fora de questão, para mim, cantar solo ou dueto em público. Faltava-me coragem. Eu também gostava de ler, memorizar, escrever e recitar odes (um poema meditativo). Minha primeira professora promoveu meu amor à poesia e me incentivou a compor poemas, como fez minha professora de botânica.

Certa vez, com 15 anos, eu estava sentada ao lado de uma garota em um ônibus que nos levava a outra igreja. No ônibus, uníamos as vozes em cânticos, e minha companheira de assento notou minha voz e fez um comentário. Ela propôs que cantássemos juntas, em público, um salmo de adoração. Embora desejando recusar por causa da minha timidez, eu não queria ofendê-la. Ela garantiu que o desempenho seria bom, de modo que concordei. Depois de obter experiência em apresentações públicas, logo passei a participar de um grupo musical que louvava a Deus em diferentes programas da igreja.

Olhando para trás, agora percebo que precisava de alguém que me amasse o suficiente para notar minha capacidade e me incentivasse a usá-la no ministério. Precisava de alguém que me apoiasse e abrisse diante de mim novos horizontes e possibilidades. Partilhar nossos dons diz respeito a dar glória a Deus. Paulo escreveu: “Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10). Meus incentivadores incluem professores, oficiais da igreja, esposas de pastor, amigos e muitas outras pessoas.

Hoje, o departamento do Ministério da Mulher de nossa igreja, mediante a venda destes livros devocionais, também incentiva e apoia jovens mulheres ao redor do mundo, a fim de ajudá-las a obter educação e a viver a vida em plenitude para Deus. Ao mesmo tempo, é importante que cada uma de nós observe os dons de jovens mulheres ao nosso redor e bondosamente as incentive a serem tudo o que podem para Deus – usando seus dons para Ele. Nossa vida pode ser uma poética ode, investindo no futuro daqueles que precisam de nosso estímulo para tirá-los de sua timidez, e partilhando as palavras encorajadoras de Deus (como em Is 41:10 e Jr 29:11). Você será fiadora para alguém?

Raisa Ostrovskaya


Deus cuidara de você – 28 de fevereiro 2017

[O Senhor] protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre. Salmo 121:7, 8

Morris, meu esposo, preparava-se para uma viagem internacional, para o funeral  do seu tio. Tudo estava certo, com exceção do meu incômodo temor a respeito de sua segurança em sua cidade natal. Para piorar a situação, ele havia recebido um telefonema de um estranho, fazendo perguntas incomuns e pedindo informações sobre o seu voo.

Chegamos a Atlanta, de onde partiria o avião, mas, durante a noite, o sono me fugiu enquanto eu me preocupava com o seu bem-estar. Sentada na cama, na manhã seguinte, exausta pela insônia, lembrei-me das palavras do meu neto, Nikolas: “Vovó, se você ora, não se preocupe. Se você se preocupa, não ore.” Lamentavelmente, não segui o seu bom conselho.

Levantando cedo, abri a Bíblia e meus olhos caíram sobre estas palavras: “[Ele] protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre.” Interpretei essa passagem como a afirmação de Deus de que protegeria meu esposo.

No aeroporto, acompanhei Morris até onde os funcionários da segurança permitiram. Então lhe acenei o adeus. No retorno para casa, pensei outra vez sobre os telefonemas do estranho e orei pela proteção de Deus sobre meu esposo. Na manhã seguinte, quando abri o livro devocional da mulher, Notas Divinas, meus olhos caíram sobre o seguinte texto: “Porque aos Seus anjos Ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos” (Sl 91:11). Empolgada, falei: “Senhor, muito obrigada!” Orei e comecei meu dia, confiante na presença de Deus com meu esposo e comigo.

Aproximadamente duas horas mais tarde, em meio aos compromissos, fiquei agi­tada quando um carro da polícia parecia me seguir. Verifiquei o velocímetro. Estava dentro da velocidade. Então, liguei o aparelho de som e comecei a cantar em voz alta juntamente com meu CD favorito. Por fim, o carro da polícia entrou em uma travessa. Meu esposo chegou ao seu destino em segurança e voltou para casa do mesmo modo.

Dei graças a Deus por Sua proteção sobre nós dois – e por Suas palavras que nos garantiam que Ele cuidaria de nós e nos livraria dos males.

Amiga, você está enfrentando tempos turbulentos e os problemas parecem esmagá-la? Entregue suas preocupações a Jesus, que cuida de você e a acalma com Seu amor.

Shirley C. Iheanacho

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