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MEDITAÇÃO DIÁRIA

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 Meditação Diária 2017 –  A Caminho do Lar 

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

A Caminho do Lar é uma seleção de textos que abrange alguns dos principais temas sobre os quais Ellen G. White escreveu ao longo de seu ministério profético. Alguns dos assuntos apresentados incluem entrega e aceitação, vitória em Cristo, união da igreja e o grande conflito. Na seção “O Livro dos livros”, encontramos este belíssimo pensamento:
“O Espírito Santo enviado do Céu, pela benevolência do infinito amor, toma as coisas de Deus e as revela a toda pessoa que tem absoluta fé em Cristo. Por Seu poder, as verdades vitais das quais depende a salvação são impressas na mente, e o caminho da vida torna-se tão claro que ninguém precisa se desviar” (Parábolas de Jesus, p. 112,113).

 
Ela também escreveu a célebre declaração: “Nada temos a temer com relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido” (Eventos Finais, p. 72).

 Oramos para que esta obra nos lembre não só de como Deus nos tem conduzido, mas também de Seus ensinos por intermédio de Sua mensageira.

Ellen G. White (1827-1915) é autora de mais de 130 livros, muitos deles compilados e publicados após sua morte, com base em seu extenso arquivo de manuscritos. É uma das escritoras mais traduzidas no mundo – há obras suas em mais de 150 idiomas. Inspirada por Deus, ela exaltava Jesus e sempre apontava para as Sagradas Escrituras como a base de sua fé.


Meditação Diária –  A Caminho do Lar – Março 2017


Assim como Estamos


Assim como estamos – 1° de março 2017


Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados. Mateus 11:28

Alguns pensam que precisam passar por uma prova, e assim demonstrar primeiramente ao Senhor que estão reformados, antes de poder pedir Sua bênção. Entretanto, eles podem pedir a bênção de Deus agora mesmo. Eles pre­cisam de Sua graça, o Espírito de Cristo, para ajudá-los em suas fraquezas, ou não poderão resistir ao mal. Jesus deseja que nos cheguemos a Ele assim como estamos, pecaminosos, desamparados e dependentes. Devemos ir com todas as nossas fraquezas, leviandade e pecaminosidade, e lançar-nos a Seus pés. Ele Se alegra ao envolver-nos em Seus braços de amor, curar nossas feridas e purificar-nos de toda impureza.

É nesse ponto que milhares fracassam. Não creem que Jesus lhes perdoa pes­soalmente e de modo individual. Não põem à prova o que Deus diz. É privilégio de todos os que aceitam as condições saber verificar, por si mesmos, que o per­dão é oferecido amplamente para cada pecado. Afaste qualquer suspeita de que as promessas de Deus não são para você. Elas são direcionadas a cada transgres­sor que se arrepende. Força e graça foram dadas por meio de Cristo para serem levadas por anjos ministradores a todo aquele que crê. Ninguém é tão pecador que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por todos morreu. Ele anela livrar os pecadores de suas vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir neles as vestes brancas da justiça. Ele insiste para que vivam, e não morram.

Deus não nos trata como os seres humanos tratam uns aos outros. Seus pen­samentos são pensamentos de misericórdia, amor e terna compaixão. Ele diz: “Deixe o perverso o seu caminho, e o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem” (Is 44:22). “Não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ez 18:32).

Satanás está pronto para nos roubar as benditas promessas de Deus. Ele quer arrebatar do coração cada lampejo de esperança e todo raio de luz; mas você não deve permitir que ele faça isso. Não dê ouvidos ao tentador, mas diga: “Jesus mor­reu para que eu pudesse viver. Ele me ama e não quer que eu pereça. Tenho um Pai celestial compassivo” (Caminho a Cristo, p. 52, 53).


Perfeição – 2 de março 2017


Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48

A condição para a vida eterna ainda é a mesma que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça, exatamente como era no Paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, a felicidade de todo o universo estaria em perigo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com toda a sua miséria, se perpetuasse.

Antes da queda, Adão podia apresentar um caráter justo, mediante a obedi­ência à lei de Deus. Entretanto, ele fracassou. Em razão de seu pecado, nossa natu­reza se acha decaída. Não podemos, por nós mesmos, alcançar a justiça. Pelo fato de sermos pecadores, profanos, somos incapazes de obedecer perfeitamente à santa lei. Não temos em nós mesmos a justiça necessária para satisfazer as exigên­cias da lei de Deus. No entanto, Cristo nos providenciou uma solução. Ele viveu na Terra em meio a provas e tentações iguais às que temos de enfrentar. E viveu uma vida sem pecar. Morreu por nós e agora Se oferece para tirar-nos os peca­dos e dar-nos Sua justiça. Ao entregar-se a Ele, aceitando-O como seu Salvador, você, por causa dEle, será considerado justo, não importa quão pecaminosa possa ter sido a sua vida. O caráter de Cristo substituirá o seu caráter, e você será aceito diante de Deus exatamente como se não houvesse pecado.

Além de tudo isso, Cristo transformará seu coração. Ali, pela fé, Ele vai habi­tar. Por meio da fé e de uma contínua submissão de sua vontade a Ele, você deve manter essa ligação com Cristo. Assim fazendo, Ele operará em você o querer e o realizar, segundo a vontade dEle. Você poderá dizer: “E esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gl 2:20). Assim disse Jesus a Seus discípulos: “Não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (Mt 10:20). Assim, por intermédio de Cristo, você manifestará o mesmo espírito e as mesmas boas obras – obras de justiça e obediência.

Portanto, nada temos pelo que nos vangloriar, nenhum motivo para exalta­ção própria. Nossa única razão para a esperança está na justiça de Cristo que nos é imputada, como resultado da obra do Espírito Santo, o qual atua em nós e por nosso intermédio (Caminho a Cristo, p. 62, 63).


Somente pela graça- 3 de março 2017


Minha graça é suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12:9, NVI

Por nós mesmos, é impossível escapar ao abismo do pecado em que estamos afundados. Nosso coração é mau, e não podemos mudá-lo. “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!” (Jó 14:4). “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8:7). A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância; porém, nesse caso, não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder no interior, uma vida nova vinda do alto, para que as pessoas passem do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes faculdades espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.

O Salvador disse: “Se alguém não nascer de novo”, ou seja, a menos que receba um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, e passe a viver uma vida nova, “não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3). A ideia de que é preciso apenas desenvolver o bem que existe naturalmente dentro da pessoa é um engano fatal. “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe pare­cem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2:14). “Não te admires de Eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3:7). Está escrito acerca de Cristo: “A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4). Ele é o único “nome, dado entre os homens, pelo qual importa que seja­mos salvos” (At 4:12).

Não basta perceber o compassivo amor de Deus, enxergar a benevolência, a bondade paternal do Seu caráter. Não basta discernir a sabedoria e justiça da Sua lei para ver que ela está alicerçada sobre o eterno princípio do amor. O após­tolo Paulo viu tudo isso quando exclamou: “Consinto com a lei, que é boa”. “A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.” Porém, em desespero, acrescen­tou com o coração amargurado: “Sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7:16, 12-14). Ele anelava a pureza, a justiça, coisas que, por si mesmo, não tinha forças para alcançar e clamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Esse é o clamor que vem de corações atribulados em todas as terras e em todas as épocas. Para todos, existe uma res­posta: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29) (Caminho a Cristo, p. 18, 19).


A escolha é sua – 4 de março


Escolhei, hoje, a quem sirvais. Josué 24:15

Toda pessoa que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente está sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu discerni­mento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeira­mente sereis livres” (Jo 8:36). “A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus” nos liberta “da lei do pecado e da morte” (Rm 8:2).

Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, a pessoa é deixada livre para esco­lher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a pessoa se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da pró­pria alma. Na verdade, não temos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas, quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo e obedecem aos ditames da von­tade em cumprir o querer de Deus.

A única condição em que é possível o libertamento do ser humano é tornar-se ele um com Cristo. “A verdade vos libertará” (Jo 8:32); e Cristo é a verdade. O pecado só pode triunfar enfraquecendo a mente e destruindo a liberdade da alma. A sujeição a Deus é restauração do próprio ser – da verdadeira glória e dig­nidade do ser humano. A lei divina, à qual somos postos em sujeição, é a “lei da liberdade” (Tg 2:12).

Os fariseus haviam declarado ser filhos de Abraão. Jesus lhes disse que essa pretensão só poderia ser assegurada mediante a prática das obras de Abraão. Os verdadeiros filhos de Abraão viveram, como ele próprio vivera, uma vida de obediência a Deus. Não buscariam matar Aquele que estava falando a verdade que Lhe fora concedida por Deus. Conspirando contra Cristo, os rabis não esta­vam fazendo as obras de Abraão. Não tinha nenhum valor a simples descendên­cia natural de Abraão. Sem ter com ele ligação espiritual, a qual se manifestaria em possuir o mesmo espírito, e fazer as mesmas obras, não eram seus filhos (O Desejado de Todas as Nações, p. 466, 467).


Ou isto ou aquilo – 5 de março 2017


Quem não é por Mim é contra Mim. Mateus 12:30

Satanás está continuamente procurando vencer o povo de Deus, derrubando as barreiras que os separam do mundo. O antigo Israel foi enredado no pecado quando se aventurou a manter associação proibida com os gentios. De modo semelhante, desvia-se o Israel moderno. “O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4:4). Todos os que não são decididos seguidores de Cristo são servos de Satanás. No coração não regenerado, há amor ao pecado e disposição para acariciá-lo e desculpá-lo. No coração renovado, há ódio ao pecado e decidida resistência contra ele. Quando os cristãos escolhem a sociedade dos ímpios e incrédulos, expõem-se à tentação. Satanás esconde-se das vistas e, furtivamente, estende sobre os olhos deles seu véu enganador. Não podem ver que tal companhia é calculada a fazer-lhes mal; e ao mesmo tempo em que constantemente vão assimilando o mundo, no que respeita ao caráter, palavras e ações, mais e mais cegos se tornam.

A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo. A familiaridade com o pecado inevitavelmente o fará parecer menos repulsivo. Aquele que prefere associar-se aos servos de Satanás logo deixará de temer o senhor deles. Quando, no caminho do dever, somos levados à prova, como o foi Daniel na corte do rei, podemos estar certos de que Deus nos protegerá; mas se nos colocamos sob tentação, mais cedo ou mais tarde cairemos.

O tentador frequentemente atua com muito êxito por meio daqueles de quem menos se suspeita estarem sob seu domínio. Os possuidores de talento e edu­cação são admirados e honrados, como se essas qualidades pudessem suprir a ausência do temor de Deus, ou torná-los dignos de Seu favor. O talento e a cul­tura, considerados em si mesmos, são dons de Deus; mas, quando se faz com que eles preencham o lugar da piedade e quando, em vez de levar a pessoa para mais perto de Deus, a afastam dEle, tornam-se então em maldição e laço. Prevalece, entre muitos, a opinião de que tudo que se mostra como cortesia ou polidez, deve, em certo sentido, pertencer a Cristo. Nunca houve erro maior. Essas qualidades deveriam embelezar o caráter de todo crente, pois exerceriam influência poderosa em favor da verdadeira religião; mas devem ser consagradas a Deus, ou serão também um poder para o mal (O Grande Conflito, p. 508, 509).


Não há desculpas para o pecado – 6 de março 2017


Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:11

O ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que o pensamento humano pode alcançar. “Sede vós pois perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Esse mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa a nosso completo libertamento do poder de Satanás. Cristo separa sempre do pecado a pessoa contrita. Veio para destruir as obras do diabo e tomou providências para que o Espirito Santo fosse comunicado a toda pessoa arrependida, para guardá-la de pecar.

A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer má ação. Satanás fica feliz quando ouve os professos seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição e uma vida cristã são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e crente.

O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo. Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua. Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós. Tinha fome, sede e fadiga. Sustentava-se com ali­mento e refrigerava-se pelo sono. Era Deus em carne. Ele compartilhou da sorte do ser humano; porém, foi o imaculado Filho de Deus. Seu caráter deve ser o nosso. Diz o Senhor dos que nEle creem: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (2Co 6:16).

Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada tivesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Cristo, porém, vem ter com cada um de nós onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em seme­lhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos a glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito o vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5:48, ARC) (O Desejado de Todas as Nações, p. 311, 312).


A maior batalha que enfrentamos – 7 de março 2017


Aparte-se da Injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor. 2 Timóteo 2:19

O coração deve ser entregue a Deus, ou jamais será operada em nós a mudança para restaurar-nos à Sua semelhança. Estamos, por natureza, alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição em palavras como estas: “Mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2:1); “toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo”, “não há nele coisa sã” (Is 1:5, 6). Estamos retidos nos laços de Satanás, “tendo sido feitos cativos por ele para [cumprir] a sua vontade” (2Tm 2:26). Deus deseja nos curar, nos libertar. Como isso requer completa transformação, uma renovação da nossa natureza, devemos nos entregar inteiramente a Ele.

A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia ao eu, a sujeição de tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a pessoa deve submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade.

Ao contrário do que Satanás quer que pensemos, o governo de Deus não é baseado na submissão cega, no domínio sem razão. Ele apela para o intelecto e para a consciência. “Vinde, pois, e arrazoemos” (Is 1:18) é o convite que Ele faz para os seres que criou. Deus não força a vontade de Suas criaturas. Não pode aceitar uma homenagem que não seja uma oferta voluntária e inteligente. Uma submis­são meramente forçada não permitiria o desenvolvimento da mente e do caráter; transformaria a pessoa em máquina. Não é esse o propósito do Criador. Ele deseja que o ser humano, a obra-prima do Seu poder criador, alcance o mais elevado desenvolvimento. Diante de nós, estão as maiores bênçãos que, por meio de Sua graça, Ele quer nos conceder. Deus nos convida a entregar-nos a Ele, a fim de que possa cumprir em nós Sua vontade. Resta-nos escolher se queremos ficar livres da escravidão do pecado para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

Entregando-nos a Deus, temos, necessariamente, de renunciar a tudo que nos separa dEle. Por isso, Ele diz: “Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo” (Lc 14:33). Tudo que afasta nosso cora­ção de Deus deve ser abandonado. […]

Dizer ser cristão sem sentir esse amor profundo é falar de maneira vazia, for­mal e extremamente penosa (Caminho a Cristo, p. 43-45).


Preparo para o tempo de angústia – 8 de março 2017


O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nEle se refugiam. Naum 1:7

O “tempo de angústia como nunca houve” está prestes a manifestar-se sobre nós; e necessitaremos de uma experiência que agora não temos, e que mui­tos são indolentes demais para obter. Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais vivida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova. Naquele tempo de provações, toda pessoa deverá por si mesma estar em pé diante de Deus. “Ainda que Noé, Daniel e Jó” estivessem na Terra, “tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, […] não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida” (Ez 14:20).

Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está fazendo expiação por nós, devemos procurar nos tornar perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pen­samento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Cristo, porém, declarou de Si mesmo: “Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim” (Jo 14:30). O inimigo não conseguiu achar nada no Filho de Deus que habilitasse Satanás a alcançar a vitória. Jesus tinha guardado os man­damentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Essa é a condição em que devem se encontrar os que subsistirão no tempo de angústia.

É nesta vida que devemos nos afastar do pecado, pela fé no sangue expiató­rio de Cristo. Nosso precioso Salvador nos convida a unir-nos a Ele, a ligar nossa fraqueza à Sua força, nossa ignorância à Sua sabedoria, nossa indignidade a Seus méritos. A providência de Deus é a escola na qual devemos aprender a mansi­dão e humildade de Jesus. O Senhor está sempre colocando diante de nós não o caminho que preferiríamos, o qual nos parece mais fácil e agradável, mas os ver­dadeiros objetivos da vida. Devemos cooperar com os meios que o Céu emprega no processo de adaptar nosso caráter ao modelo divino. Ninguém poderá negli­genciar ou adiar essa obra sem grave perigo para a sua vida. […]

A ira de Satanás aumenta à medida que o tempo se abrevia, e sua obra de engano e destruição atingirá o auge no tempo de angústia (O Grande Conflito, p. 622, 623).


Justos aos próprios olhos – 9 de março 2017


Não há justo, nem um sequer. Romanos 3:10

A alegação de estarem sem pecado é, em si mesma, evidência de que aquele que a alimenta está longe de ser santo. É porque não tem nenhuma con­cepção verdadeira da infinita pureza e santidade de Deus, ou do que devem ser os que vão se harmonizar com Seu caráter; é porque não aprendeu o verdadeiro conceito da pureza e perfeição supremas de Jesus, bem como da malignidade e horror do pecado, que o ser humano pode considerar-se santo. Quanto maior a distância entre ele e Cristo, e quanto mais impróprias forem suas concepções do caráter e requisitos divinos, mais justo parecerá a seus olhos.

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, alma, e corpo fossem plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1Ts 5:23). Ele escreve outra vez aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifí­cio vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1). No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Caso se descobrisse qualquer defeito no animal apresentado, ele era rejeitado; pois Deus recomendara que a oferta fosse “sem mancha.” Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo “por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Para que isso seja feito, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possí­vel. Todo uso ou costume que enfraqueça a força física ou mental inabilita o ser humano para o serviço de seu Criador. Deus Se agradará com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer? Cristo disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração” (Mt 22:37). Os que amam a Deus de todo o coração desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constan­temente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. Não aviltarão nem mancharão, pela condes­cendência com o apetite ou paixões, a oferta que apresentam a seu Pai celestial. […]

Toda condescendência pecaminosa tende a embotar as faculdades e a destruir o poder de percepção mental e espiritual, e a Palavra ou o Espírito de Deus ape­nas poderão impressionar debilmente o coração (O Grande Conflito, p. 473, 474).


O que Deus pode fazer com você – 10 de março 2017


Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. Atos 2:47

Não havia, nos apóstolos de nosso Senhor, coisa alguma que lhes trouxesse glória. Era evidente que o êxito de seus esforços se devia unicamente a Deus. A vida dessas pessoas, o caráter que desenvolveram e a poderosa obra por Deus operada por intermédio delas são testemunhos do que Ele fará por todos quantos estiverem dispostos a aprender e obedecer.

Aquele que mais ama a Cristo, maior soma de bem fará. Não há limites à uti­lidade de uma pessoa que, pondo de parte o próprio eu, oferece margem à ope­ração do Espírito Santo na alma, e vive uma vida de inteira consagração a Deus. Caso as pessoas suportem a necessária disciplina, sem queixa ou desfalecimento ao longo do caminho, Deus as ensinará a cada hora, a cada dia. Anseia revelar Sua graça. Seu povo deve remover os obstáculos, e o Senhor derramará as águas da salvação em torrentes, mediante os condutos humanos. Se os indivíduos de condição humilde fossem animados a fazer todo o bem ao seu alcance, não hou­vesse sobre eles mãos repressivas a refrear-lhes o zelo, e haveria uma centena de obreiros de Cristo onde temos agora apenas um.

Deus toma as pessoas como são e educa-as para Seu serviço, caso elas se entre­guem a Ele. O Espírito de Deus, recebido na mente, vivificará todas as suas facul­dades. Sob a direção do Espírito Santo, o intelecto que se consagra sem reservas a Deus desenvolve-se harmonicamente e é fortalecido não apenas para compre­ender, mas para cumprir o que Deus requer. O caráter fraco e vacilante trans­forma-se em outro forte e firme. A devoção contínua estabelece uma relação tão íntima entre Jesus e Seu discípulo, que o cristão se torna como Ele em espírito e caráter. Mediante ligação com Cristo, terá visão mais clara e ampla. O discerni­mento se tornará mais penetrante, mais equilibrado o juízo. Aquele que deseja ser útil a Cristo é tão vivificado pelo poder do Sol da Justiça, que é habilitado a produzir muito fruto para glória de Deus.

Pessoas da mais elevada educação em ciências e artes têm aprendido preciosas lições de cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como ignoran­tes. Contudo, esses obscuros discípulos haviam recebido educação na mais alta das escolas. Tinham sentado aos pés dAquele que falava como “jamais alguém falou” (Jo 7:46) (O Desejado de Todas as Nações, p. 250, 251).


O evangelho é para todos – 11 de março 2017


E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. João 12:32

“Deus é Espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24).

Aí se declara a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: “Se alguém não nascer de novo [de cima, diz outra versão], não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3). Não por procurar um monte santo ou um templo sagrado, são as pessoas postas em comunhão com o Céu. Religião não é se limitar a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos corretamente, é necessário nascermos do divino Espírito. Isso puri­ficará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Vai nos proporcionar voluntária obediência a todos os Seus requi­sitos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é proferida, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa pessoa. São esses adoradores que o Senhor busca. Espera recebê-los e torná-los Seus filhos e filhas. […]

O convite evangélico não deve ser amesquinhado e apresentado apenas a uns poucos escolhidos que, supomos, nos farão honra caso o aceitem. A mensagem deve ser dada a todos. Onde quer que haja corações abertos para receber a verdade, Cristo está pronto a instruí-los. Jesus revela a eles não só o Pai, mas o culto aceitá­vel Àquele que lê os corações. Para esses, não emprega nenhuma parábola. Como falou à mulher junto ao poço, Ele lhes diz: “Eu sou, Eu que falo contigo” (Jo 4:26). […]

O Salvador não esperava que se reunissem congregações. Começava muitas vezes Suas lições tendo apenas poucas pessoas em volta de Si; mas, um a um, os transeuntes paravam para escutar, até que uma multidão, maravilhada e respei­tosa, ficava a ouvir as palavras de Deus por intermédio do Mestre, enviado do Céu. O obreiro de Cristo não deve julgar que não pode falar a poucos ouvintes com o mesmo fervor com que o faz a um maior auditório. Poderá haver uma única pessoa a escutar a mensagem; quem poderá, entretanto, dizer até onde se estenderá sua influência? Essa mulher de Samaria parecia ter pouca importância, até mesmo para os discípulos, para que o Salvador gastasse Seu tempo com ela. Ele, porém, racio­cinou mais fervorosa e eloquentemente com ela, do que com reis, conselheiros ou sumo sacerdotes. As lições por Ele dadas àquela mulher têm sido repetidas até aos mais afastados recantos do mundo (O Desejado de Todas as Nações, p. 189, 194, 195).


A obra do Espírito Santo – 12 de março 2017


Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade. João 10:13

A função do Espírito Santo é claramente definida nas palavras de Cristo:  “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8). É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atender à vivificadora influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a importância de obedecer aos requisitos divinos.

Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Ele […] há de receber do que é Meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:14), disse Cristo. “Esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26).

O Espírito é dado como agente de regeneração para tornar eficaz a salvação operada pela morte de nosso Redentor. O Espírito está constantemente buscando atrair a atenção das pessoas para a grande oferta feita na cruz do Calvário, a fim de desvendar ao mundo o amor de Deus e abrir às mentes convictas as precio­sidades das Escrituras.

Trazendo a convicção do pecado, e apresentado perante a mente a norma de justiça, o Espírito Santo afasta as afeições pelas coisas da Terra e enche a pessoa com o desejo de santidade. “Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13), declarou o Salvador. Se os seres humanos se dispuserem a ser moldados, haverá a santificação de todo o ser. O Espírito tomará as coisas de Deus e as gravará em seu cora­ção. Por Seu poder, o caminho da vida se tornará tão claro que ninguém o errará.

Desde o princípio, Deus tem atuado por Seu Espírito Santo, com o auxílio de agentes humanos, para a realização de Seu propósito em benefício da huma­nidade caída. […]

O Espírito do Onipotente está movendo o coração dos seres humanos, e os que respondem a essa influência tornam-se testemunhas de Deus e Sua verdade. Em muitos lugares podem ser vistos homens e mulheres consagrados comuni­cando a outros a luz que lhes iluminou o caminho da salvação mediante Cristo. E enquanto deixam sua luz brilhar, como fizeram os que foram batizados com o Espírito no dia do Pentecostes, recebem mais e mais do poder do Espírito. Assim a Terra é iluminada com a glória de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 52-54).


Cura espiritual – 13 de março 2017


Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. Efésios 2: 7

O Salvador viu um caso de suprema miséria. Tratava-se de um homem que fora paralítico por trinta e oito anos. Sua enfermidade era, em grande parte, resultado de seu pecado, sendo considerada um juízo de Deus. Sozinho e sem amigos, sentindo-se excluído da misericórdia divina, o enfermo passara longos anos de miséria. […]

Jesus não pede a esse sofredor que tenha fé nEle. Diz simplesmente: “Levanta-te, toma o teu leito e anda” (Jo 5:8). A fé manifestada pelo homem apo­dera-se daquelas palavras. Cada nervo e músculo vibra de nova vida, e a energia da saúde enche- lhe os membros paralisados. Sem duvidar, determina-se a obedecer à ordem de Cristo, e todos os músculos obedecem-lhe à vontade. Colocando-se repentinamente de pé, sente-se um homem no exercício de suas atividades.

Jesus não lhe dera nenhuma certeza de auxílio divino. O homem podia se deter na dúvida, perdendo a única oportunidade de cura. Entretanto, ele creu na Palavra de Cristo e, agindo com base nela, recebeu a força.

Por meio da mesma fé, podemos receber cura espiritual. Em razão do pecado, fomos separados da vida de Deus. Somos espiritualmente paralíticos. Não somos, por nós mesmos, mais capazes de viver vida santa do que o era aquele homem de andar. Há muitos que compreendem a própria debilidade e anseiam aquela vida espiritual que os porá em harmonia com Deus; estão lutando em vão por obtê-la. Em desespero, clamam: “Desventurado homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Que essas pessoas abatidas e lutadoras olhem para cima. O Salvador inclina-Se sobre a aquisição de Seu sangue, dizendo com inexprimível ternura e piedade: “Você quer ficar curado?” Pede a cada um que se levante com saúde e paz. Não espere sentir que está curado. Creia em Sua Palavra, e ela será cumprida. Coloque a sua vontade do lado de Cristo. Deseje servi-Lo e, agindo sobre Sua Palavra, você receberá força. Seja qual for a prática pecaminosa, a dominante paixão que, devido à longa condescendência, acorrenta alma e corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Comunica vida à pessoa morta em ofensas (Ef 2:1). Ele coloca em liberdade o cativo preso pela fraqueza, o infortúnio e as cadeias do pecado (O Desejado de Todas as, Nações, p. 202, 203).


A purificação do templo – 14 de março 2017


Não sabeis que sois santuário de Deus? 1 Coríntios 3:76

Com a purificação do templo, Jesus anunciou Sua missão como Messias. Aquele templo, construído para morada divina, destinava-se a ser uma lição obje­tiva para Israel e o mundo. Desde os séculos eternos era o desígnio de Deus que todos os seres criados, desde os luminosos e santos serafins até ao ser humano, fossem um templo para morada do Criador. Devido ao pecado, a humanidade cessou de ser o templo de Deus. Obscurecido e contaminado pelo pecado, o cora­ção do ser humano não mais revelava a glória da Divindade. Pela encarnação do Filho de Deus, porém, cumpriu-se o desígnio do Céu. Deus habita na humani­dade e, mediante a salvadora graça, o coração humano se torna novamente um templo. O Senhor tinha em vista que o templo de Jerusalém fosse um testemu­nho contínuo do elevado destino franqueado a todas as pessoas. Os Seus con­temporâneos, no entanto, não haviam compreendido a significação do edifício de que tanto se orgulhavam. Não se entregavam como templos santos para o divino Espírito. O pátio do templo de Jerusalém, cheio do tumulto de um movi­mento profano, representava com exatidão o templo da alma, contaminado por paixões sensuais e pensamentos não santificados. Purificando o templo dos com­pradores e vendedores mundanos, Jesus anunciou Sua missão de limpar a pes­soa da contaminação do pecado – dos desejos terrenos, das ambições egoístas, dos maus hábitos que a corrompem. “De repente virá ao Seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos. Mas quem suportará o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer? Porque Ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Assentar-Se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os afinará como ouro e como prata” (Ml 3:1-3). […]

Ninguém pode, por si mesmo, expulsar a turba má que tomou posse do coração. Somente Cristo pode purificar o templo da alma. Não forçará, porém, a entrada. Não vem ao templo do coração como ao de outrora; mas diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa” (Ap 3:20). Ele virá, não somente por um dia; pois diz: “Habitarei e andarei entre eles; […] e eles serão o Meu povo” (2Co 6:16). “Pisará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Sua pre­sença purificará e santificará a alma, de maneira que ela seja um santo templo para o Senhor, e um “santuário dedicado ao Senhor” (Ef 2:21, 22) (O Desejado de Todas as Nações, p. 161, 162).


Santidade é… – 15 de março 2017


Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1.

Uma vez que é esse o meio pelo qual receberemos poder, por que não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Por que não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que Lhe servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro deve fazer sua petição a Deus pelo batismo diário do Espírito. Grupos de obreiros cristãos se devem reunir para suplicar auxílio espe­cial, sabedoria celestial, para que saibam como planejar e executar sabiamente. Eles devem orar para que Deus batize Seus embaixadores escolhidos nos cam­pos missionários, com uma rica medida de Seu Espírito. A presença do Espírito com os obreiros de Deus dará à proclamação da verdade um poder que nem toda a honra ou glória do mundo dariam.

O Espírito Santo habita no consagrado obreiro de Deus, onde quer que ele possa estar. As palavras dirigidas aos discípulos também são dirigidas a nós. O Consolador é tanto nosso quanto deles. O Espírito concede a força que sustenta a pessoa que se esforça e luta em todas as emergências, em meio ao ódio do mundo e ao reconhecimento de seus fracassos e erros. Em tristezas e aflições, quando as perspectivas se afiguram escuras, e o futuro é aterrador, e nos sentimos desam­parados e sós – é tempo de o Espírito Santo, em resposta à oração da fé, conce­der conforto ao coração.

Manifestar êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias não é prova conclusiva de que uma pessoa é cristã. Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança, descansando em Seu amor.

Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, o “Espírito da ver­dade, que procede dEle [Pai]” (Jo 15:26). É declarado positivamente, a respeito do Espírito Santo, que, em Sua obra de guiar os seres humanos em toda a verdade, “não falará por Si mesmo” (Jo 16:13) (Atos dos Apóstolos, p. 50, 51).


Justiça é… – 16 de março 2017


Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. Mateus 5:6

Justiça é santidade, semelhança com Deus; e “Deus é amor” (1Jo 4:16). É conformidade com a lei de Deus; pois “todos os Teus mandamentos são justiça” (Sl 119:172); e o “cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). Justiça é amor, e o amor é a luz e a vida de Deus. A justiça de Deus se acha concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-o a Ele.

Não é por meio de duras lutas ou trabalho exaustivo, nem de dádivas ou sacri­fícios, que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela tem fome e sede. “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; […] sem dinheiro e sem preço.” “O seu direito que de Mim procede, diz o Senhor” e “este será o nome com que o nomearão: O Senhor Justiça Nossa” (Is 55:1; 54:17; Jr 23:6).

Nenhum agente humano pode suprir aquilo que satisfará a fome e a sede espiritual. No entanto, Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap3:20).[..]

Assim como precisamos de alimento para sustentar nossas forças físicas, também necessitamos de Cristo, o pão do Céu, para manter a vida espiritual e comunicar forças para efetuar as obras de Deus. Assim como o corpo está con­tinuamente recebendo a nutrição que sustem a vida e o vigor, também a alma deve estar constantemente comungando com Cristo, a Ele submissa, e confiando inteiramente nEle. […]

Ao entendermos a perfeição do caráter de nosso Salvador, desejaremos ser inteiramente transformados e renovados à imagem de Sua pureza. Quanto mais conhecermos a Deus, mais elevado será nosso ideal de caráter, e mais veemente o nosso anseio de lhe refletir a imagem. Um elemento divino combina-se com o humano, quando a alma se dilata, em busca de Deus, e o anelante coração pode exclamar: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança” (Sl 62:5).

Se você experimenta um sentimento de necessidade em seu coração, se tem fome e sede de justiça, isso é prova de que Cristo tem operado em seu coração (O Maior Discurso de Cristo, p. 18, 19).


Santificação é… – 17 de março 2017


Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. 1 Tessalonicenses 4:3

Como Deus é santo em Sua esfera, assim deve o ser humano caído, mediante fé em Cristo, ser santo na sua. […]

Em todo o Seu trato com o Seu povo, o objetivo de Deus é a santificação da igreja. Ele os escolheu desde a eternidade para que fossem santos. Deu-lhes seu Filho para morrer por eles, a fim de que pudessem ser santificados pela obedi­ência à verdade, despidos de toda a insignificância do eu. Deles requer traba­lho pessoal e entrega individual. Deus só pode ser honrado pelos que professam crer nEle, quando são moldados à Sua imagem e controlados por Seu Espírito. Então, como testemunhas do Salvador, podem tornar conhecido o que a graça divina fez por eles.

A verdadeira santificação vem por meio da operação do princípio do amor. “Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4:16). A vida daquele em cujo coração Cristo habitar revelará a piedade prática. O caráter será purificado, elevado, enobrecido e glorificado. A doutrina pura estará entrelaçada com as obras de justiça; os preceitos celestiais vão se mis­turar com as práticas santas.

Os que desejam alcançar a bênção da santificação precisam primeiramente aprender o que é a abnegação. […] É o perfume de nosso amor aos semelhantes o que revela nosso amor a Deus. É a paciência no serviço o que traz repouso ao cora­ção. É pelo trabalho humilde, diligente e fiel que se promove o bem-estar de Israel. Deus sustem e fortalece aquele que está disposto a seguir o caminho de Cristo.

A santificação não é obra de um momento, de uma hora, de um dia, mas da vida toda. Não se alcança com um feliz voo dos sentimentos, mas é o resultado de morrer constantemente para o pecado, e viver constantemente para Cristo. Não se pode corrigir os erros nem apresentar reforma de caráter por meio de esforços débeis e intermitentes. Só podemos vencer mediante longos e perseve­rantes esforços, severa disciplina e rigoroso conflito. Não sabemos o quanto será terrível a nossa luta no dia seguinte. Enquanto reinar Satanás, teremos de subju­gar o próprio eu e vencer os pecados que nos assaltam; enquanto durar a vida, não haverá ocasião de repouso, nenhum ponto a que possamos atingir e dizer: “Alcancei tudo completamente.” A santificação é o resultado de uma obediência que dura a vida toda (Atos dos Apóstolos, p. 559-561).


A santificação é uma doutrina bíblica – 18 de março 2017


Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade. João 17: 17

Teoria errôneas sobre a santificação, procedentes da negligência ou rejeição da lei divina, ocupam lugar preeminente nos movimentos religiosos da época. Essas teorias não somente são falsas no que respeita à doutrina, mas tam­bém perigosas nos resultados práticos; e o fato de que estejam tão geralmente alcançando aceitação, torna duplamente essencial que todos tenham clara com­preensão do que as Escrituras ensinam a tal respeito.

A verdadeira santificação é doutrina bíblica, O apóstolo Paulo, em carta à igreja de Tessalônica, declara: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santifica­ção.” E roga: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo” (1Ts 4:3; 5:23). A Bíblia ensina claramente o que é a santificação e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo 17:17). E Paulo ensina que os crentes devem ser santificados pelo Espírito Santo (Rm 15:16). Qual é a obra do Espírito Santo? Disse Jesus aos discípulos: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). E o salmista declara: “Tua lei é a própria verdade” (SI 119:142). Pela Palavra e Espírito de Deus, revelam-se aos seres humanos os grandes princí­pios de justiça incorporados em Sua lei. Como a lei de Deus é santa, justa e boa, e cópia da perfeição divina, consequentemente, o caráter formado pela obedi­ência àquela lei será santo. Cristo é um exemplo perfeito desse caráter. Ele diz: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai.” “Eu faço sempre o que Lhe agrada” (Jo 15:10; 8:29). Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isso é santificação bíblica.

Essa obra somente pode ser efetuada pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. Paulo admoesta aos crentes: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o que­rer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:12, 13). O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele. Aqui é que o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57) (O Grande Conflito, p. 469, 470).


Arrependimento é… – 19 de março 2017


Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação. 2 Coríntios 7:10

Como pode alguém ser considerado justo diante de Deus? Como pode o peca­dor ser justificado? Somente por meio de Cristo podemos ter harmonia com Deus e com a santidade; mas como chegar a Cristo? Muitos fazem a mesma per­gunta que outros fizeram no dia do Pentecostes, quando, convencidos do pecado, clamaram: “Que faremos?” (At 2:37). A primeira palavra da resposta dada por Pedro foi: “Arrependei-vos” (At 2:38). Em outra ocasião, logo depois, ele disse: “Arrependei-vos […] para serem cancelados os vossos pecados” (At 3:19).

O arrependimento inclui a tristeza pelo pecado e o afastamento dele. Não abandonaremos o pecado enquanto não reconhecermos o quanto ele é perigoso. Enquanto não nos afastarmos sinceramente do pecado não haverá mudança real em nossa vida.

Muitas pessoas não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Lamentam seus pecados e até procuram fazer alguma mudança na sua forma de viver por medo de que seus erros lhes causem sofrimentos. Porém, isso não é arrependimento, no sentido bíblico. Essas pessoas querem evitar o sofrimento, mas não o próprio pecado.

Esse foi o tipo de tristeza de Esaú, quando viu que o direito de primogenitura estava perdido para sempre. Balaão, aterrorizado pelo anjo que bloqueava seu caminho com uma espada na mão, chegou a reconhecer sua culpa com medo de morrer; mas não teve um arrependimento genuíno, nem manifestou mudança de propósito ou vontade de abandonar o pecado. Judas Iscariotes, depois de haver traído seu Senhor, exclamou: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27:4).

A confissão brotou de uma mente culpada por um terrível senso de conde­nação e pelo temor do julgamento que o aguardava. As consequências o enchiam de pavor; mas não havia uma tristeza profunda, nem um coração quebrantado por haver traído o imaculado Filho de Deus e negado o Santo de Israel. Faraó, quando sofria sob os juízos de Deus, reconheceu seu pecado para livrar-se de maiores castigos; mas voltou a desafiar o Céu assim que as pragas foram suspen­sas. Todos esses lamentaram os resultados do pecado, mas não se entristeceram pelo próprio pecado (Caminho a Cristo, p. 23, 24).


Em busca de Deus – 20 de março 2017


Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça. Mateus 6:33

Nenhum dos apóstolos e profetas declarou estar sem pecado. Homens que viveram o mais próximo de Deus, que preferiram sacrificar a própria vida a cometer conscientemente um ato mau, homens a quem Deus honrou com luz e poder divinos confessaram o caráter pecaminoso de sua natureza. Eles não colocaram sua confiança na carne nem alegaram possuir justiça própria, mas confia­ram inteiramente na justiça de Cristo.

Assim será com todos que contemplarem a Cristo. Quanto mais nos aproxi­marmos de Jesus e quanto mais claramente distinguirmos a pureza de seu caráter, mais veremos a excessiva malignidade do pecado e nutriremos menos o desejo de nos exaltar. Haverá um contínuo desejo de ir em direção a Deus, uma con­tínua, sincera e contrita confissão de pecado e humilhação do coração perante Ele. A cada passo para frente em nossa experiência cristã, nosso arrependimento se aprofundará. Saberemos que nossa suficiência está somente em Cristo e fare­mos a mesma confissão do apóstolo: “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7:18). “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).

Que os anjos relatores escrevam a história das santas lutas e batalhas do povo de Deus; que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios humanos: “Estou sem pecado; sou santo”. Lábios santificados nunca pronunciarão palavras de tamanha presunção. […]

Que os que se sentem inclinados a fazer alta profissão de santidade se con­templem no espelho da lei de Deus. Ao constatarem o vasto alcance de seus ape­los e compreenderem que ela atua como vigia dos pensamentos e intenções do coração, será possível presumir que não estão sem pecado. “Se dissermos que não temos pecado nenhum”, diz João, não se excluindo de seus irmãos, “a nós mes­mos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. “Se con­fessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:8, 10, 9). […]

Se estivermos em Cristo, se o amor de Deus estiver no coração, nossos sentimentos, pensamentos e ações estarão em harmonia com a vontade de Deus. O coração santificado está em harmonia com os preceitos da lei de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 561-563).


Um exemplo de arrependimento – 21 de março 2017


Cria em mim, ó Deus, um coração puro. Salmo 51:10

Quando o coração permite que o Espírito de Deus o influencie, a consciência é despertada, e o pecador discerne a profundidade e santidade da lei de Deus, que é o alicerce de Seu governo no-Céu e na Terra. A “verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo 1:9) chega também aos segredos do coração, e as coisas que estão escondidas são reveladas. Um senso de culpa apo­dera-se da mente e do coração dessa pessoa. Ela passa a sentir a justiça de Jeová e experimenta um sentimento de horror, em sua própria culpa e impureza, diante do Deus que conhece tudo o que vai dentro do coração. Vê o amor de Deus, a beleza da santidade, a alegria da pureza, e deseja ser purificada e ver restaurada sua comunhão com o Céu.

A oração de Davi, após sua queda, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Não houve esforço para minimizar sua culpa. Sua oração não foi inspirada pelo desejo de escapar do jul­gamento que o ameaçava. Davi tomou consciência da grandeza da sua transgres­são, viu a contaminação de sua mente e passou a aborrecer o pecado. Ele não orou somente pelo perdão, mas para ter o coração purificado. Passou a desejar a alegria da santidade e a restauração da harmonia e da comunhão com Deus. […]

Um arrependimento como esse está além de nosso alcance; somente podemos obtê-lo em Cristo, aquele que subiu ao Céu e concedeu dons aos seres humanos. […]

A Bíblia não ensina que o pecador precisa se arrepender antes de atender o convite de Cristo: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28). É a virtude que vem de Cristo que conduz ao ver­dadeiro arrependimento. Pedro esclareceu o assunto em sua declaração aos isra­elitas ao dizer: “Deus, porém, com a Sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5:31). Não podemos nos arrepender sem que o Espírito de Cristo nos desperte a cons­ciência para o fato de que, sem Cristo, não podemos ser perdoados.

Cristo é a fonte de cada impulso correto. Ele é o único que pode implantar no coração a inimizade contra o pecado. Todo desejo de verdade e pureza, toda convicção da nossa pecaminosidade é uma evidência de que seu Espírito está atuando em nosso coração (Caminho a Cristo, p. 24-26).


O primeiro passo na aceitação – 22 de março 2017


O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Provérbios 28:13

Os que não se humilharam diante de Deus, reconhecendo sua culpa, ainda não cumpriram a primeira condição para que sejam aceitos. Se ainda não expe­rimentamos o arrependimento completo e definitivo e não confessamos nosso pecado com verdadeira humildade e espírito quebrantado, aborrecendo nossa iniquidade, não estamos buscando o perdão dos nossos pecados com sinceri­dade. E, procedendo assim, jamais encontraremos a paz de Deus. A única razão para não termos nossos pecados perdoados é não estarmos dispostos a humi­lhar o coração e aceitar as condições da Palavra da verdade. As instruções a res­peito dessa questão são bem claras: A confissão do pecado, seja ele público ou oculto, deve ser feita de maneira franca e sincera. O pecador não deve ser forçado a confessar. Também não deve ser feita de maneira displicente e descuidada, nem exigida daqueles que não reconhecem o terrível caráter do pecado. Aquela con­fissão que é o desafogar do coração é a que chega até o Deus da infinita miseri­córdia. Diz o salmista: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (Sl 34:18).

A confissão verdadeira sempre tem um caráter específico e reconhece cada pecado em particular. Esses pecados podem ser do tipo que devem ser levados unicamente a Deus; podem ser erros que precisam ser confessados àqueles que sofreram a ofensa; ou podem ter um caráter público, devendo, então, ser confes­sados em público. Entretanto, toda confissão deve ser objetiva e direta, reconhe­cendo os pecados dos quais somos culpados. […]

A confissão não é aceitável a Deus sem sincero arrependimento e reforma. É preciso que haja mudanças decisivas na vida; tudo que for ofensivo a Deus deve ser afastado. Isso será o resultado de uma genuína tristeza pelo pecado. A obra que devemos realizar está claramente diante de nós: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1:16, 17). […] Paulo diz, ao falar da obra do arrependimento: “Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes ino­centes neste assunto” (2Co 7:11) (Caminho a Cristo, p. 37-39).


Ore pedindo arrependimento – 23 de março 2017


A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento. Romanos 2:4

A mente divina, que atua na natureza, é a mesma que fala ao coração das pessoas e cria nelas um irresistível desejo de obter algo que não possuem. As coisas do mundo não as satisfazem mais. O Espírito de Deus insiste com elas para que busquem aquilo que de fato pode trazer paz e descanso – a graça de Cristo, a alegria da santidade. Por influências visíveis e invisíveis, nosso Salvador está constantemente agindo para atrair a mente das pessoas dos prazeres ilu­sórios do pecado para as bênçãos infinitas que, por meio dele, podem alcançar. Para aqueles que estão tentando matar sua sede com a poluição deste mundo é dada a mensagem: “Aquele quem tem sede venha; e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17).

Você que tem no coração o desejo de obter algo melhor do que aquilo que o mundo pode dar, reconheça nessa necessidade a voz de Deus falando à sua mente. Peça que Ele lhe conceda arrependimento e que lhe revele Cristo em Seu infi­nito amor e perfeita pureza. Na vida do Salvador, os princípios da lei de Deus – amar a Deus e ao próximo – foram perfeitamente simplificados. A benevolência e o amor altruísta eram a razão da Sua vida. Quando contemplamos o Salvador, e Sua luz nos ilumina, é que podemos ver a pecaminosidade do nosso coração.

Pode ser que, como Nicodemos, nos orgulhemos em dizer que temos vivido de maneira justa, que nossa conduta moral é correta e, assim, pensar que não pre­cisamos humilhar o coração diante de Deus como um pecador comum. Porém, quando a luz que vem de Cristo brilha em nosso coração, passamos a ver como somos impuros; discernimos nossos motivos egoístas, nossa inimizade contra Deus, que tem manchado cada ato de nossa vida. Só então reconheceremos que nossa justiça, na verdade, é como trapos sujos, e somente o sangue de Cristo pode limpar-nos da impureza do pecado e renovar nosso coração à sua semelhança.

Um simples raio da glória de Deus, um lampejo da pureza de Cristo que entre no coração torna dolorosamente visível cada mancha impura e revela claramente a deformidade e os defeitos do caráter humano. […]

O coração tocado dessa maneira passa a odiar seu egoísmo e amor-próprio. A solução que resta é, pela justiça de Cristo, buscar a pureza de coração que está em harmonia com a lei de Deus e o caráter de Cristo (Caminho a Cristo, p. 28, 29).


Qual é o problema da procrastinação? – 24 de março 2017


Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei. Atos 24:25

Cuidado com os adiamentos! Não deixe para depois a decisão de abandonar seus pecados e buscar a pureza de coração por intermédio de Jesus. É nesse ponto que milhares têm errado e se perderão para sempre. Não vou me demo­rar aqui sobre a brevidade e as incertezas da vida. Entretanto, há um perigo ter­rível – e não suficientemente compreendido – em adiar o atender ao chamado do Santo Espírito, preferindo permanecer no pecado, pois é isso que acontece quando esse adiamento ocorre. O pecado, por menor que possa parecer, implica risco da perda da vida eterna. Aquilo que não vencermos acabará por nos ven­cer, e causará a nossa destruição.

Adão e Eva se convenceram de que comer o fruto proibido era algo tão insignificante que não poderia causar as terríveis consequências declaradas por Deus. Porém, essa desobediência considerada de pouca importância era a transgressão da imutável e santa lei divina, e resultou em separar o ser humano de Deus, per­mitindo a entrada da morte e trazendo sobre o mundo todo tipo de sofrimento. Século após século tem-se ouvido um contínuo lamento sobre a Terra, e toda a criação geme e agoniza de dor por causa da desobediência do ser humano. O próprio Céu sentiu os efeitos da rebelião contra Deus. O Calvário tornou-se um monumento do enorme sacrifício necessário para expiar a transgressão da lei divina. Não consideremos o pecado algo banal.

Cada ato de transgressão, cada negligência ou rejeição da graça de Cristo cai sobre você mesmo, endurecendo o coração, tornando a vontade depravada, entor­pecendo o entendimento e deixando-o cada vez menos sensível ao chamado do Espírito Santo de Deus. […]

Até mesmo um mau traço de caráter, um desejo pecaminoso cultivado, poderá neutralizar o poder do evangelho. Qualquer tolerância com o pecado fortalecerá a inimizade da pessoa contra Deus. Aquele que persistir na infidelidade ou permanecer indiferente à verdade divina colherá o que plantou. Em toda a Bíblia, não há um alerta mais assustador contra a leviandade em relação «o pecado do que as palavras de Salomão: “As suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Pv 5:22) (Caminho a Cristo, p. 32-34).


O Poder da Vontade – 25 de março 2017


Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Filipenses 2:13

O Redentor do mundo aceita as pessoas como são, com todas as suas defici­ências, imperfeições e fraquezas. Ele não só purifica do pecado e concede redenção pelo Seu sangue, como também satisfaz aos anseios do coração daque­les que consentem em carregar o seu jugo. Seu propósito é dar paz e descanso a todos os que vão a Ele em busca do pão da vida. Ele requer apenas que cum­pramos os deveres que nos guiarão às alturas da bem-aventurança, às quais os desobedientes jamais poderão alcançar. A verdadeira felicidade é ter Cristo, a esperança da glória, no coração.

Muitos perguntam: “Como devo fazer a entrega do próprio eu a Deus?” Você deseja entregar-se a Ele, mas não tem força moral, é escravo da dúvida e contro­lado pelos hábitos de sua vida de pecado. Suas promessas e resoluções são como palavras escritas na areia. Você não consegue controlar os pensamentos, os impul­sos e afeições. O conhecimento de suas promessas não cumpridas e dos votos violados enfraquece sua confiança na própria sinceridade, fazendo com que você pense que Deus não pode aceitá-lo. Entretanto, você não precisa se desesperar. Só precisa compreender a verdadeira força da vontade. Este é o poder que governa a natureza humana: o poder de decidir, escolher. Tudo depende da ação correta da vontade. O poder da escolha que Deus concedeu ao ser humano deve ser exerci­tado. Você não pode mudar o próprio coração, nem, por si mesmo, entregar suas afeições a Deus; mas pode escolher servir a Deus. Pode dar-Lhe sua vontade. Ele então operará em você o querer e o fazer, segundo Sua graça. Desse modo, toda sua natureza estará sob o controle do Espírito de Cristo; suas afeições ficarão cen­tralizadas nEle, e seus pensamentos estarão em harmonia com Ele.

É correto desejar ser bom e viver uma vida santificada. No entanto, nada disso tem valor se ficar apenas no desejo. Muitos se perderão enquanto espe­ram e desejam ser cristãos. Eles não chegam ao ponto de entregar sua vontade a Deus. Não escolhem agora ser cristãos.

Mediante o correto exercício da vontade, uma transformação completa pode ocorrer em sua vida. Entregando a vontade a Cristo, você se une com o poder que está acima de todos os outros. Obterá força do alto para permanecer firme e, pela constante entrega a Deus, será capacitado a viver a nova vida, a vida da fé (Caminho a Cristo, p. 46-48).


O Novo Nascimento – 26 de março 2017


Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3

A declaração de que Cristo, por Sua morte, aboliu a lei do Pai não tem fundamento. Se tivesse sido possível anular a lei, ou mudá-la, não teria sido neces­sário que Cristo morresse para salvar as pessoas da condenação do pecado. A morte de Cristo, longe de abolir a lei, prova que ela é imutável. […]

A lei de Deus, por sua natureza, é imutável. É uma revelação da vontade e caráter do Autor. Deus é amor, e Sua lei é amor. Seus dois grandes princípios são amor a Deus e amor ao ser humano. “O cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). O caráter de Deus é justiça e verdade; essa é a natureza de Sua lei. Diz o salmista: “Tua lei é a verdade”; “todos os Teus mandamentos são justiça” (Sl 119:142, 172). E o apóstolo Paulo declara: “A lei é santa; e o mandamento santo, e justo e bom” (Rm 7:12). A lei, sendo expressão do pensamento e vontade de Deus, deve ser tão duradoura como o seu Autor.

É obra da conversão e santificação reconciliar as pessoas com Deus, colocan­do-as em harmonia com os princípios de Sua lei. No princípio, o ser humano foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus. Os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração. O pecado, porém, afastou-o do Criador. Não refletia mais a imagem divina. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. “O pendor da carne é inimizade con­tra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8:7). Porém, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16, ARC) para que as pessoas pudessem reconciliar-se com Ele. Pelos méri­tos de Cristo, o ser humano pode se restabelecer à harmonia com o Criador. O coração deve ser renovado pela graça divina. Deve receber nova vida de cima. Essa mudança é o novo nascimento, sem o qual, Jesus diz que o ser humano “não pode ver o reino de Deus”.

O primeiro passo na reconciliação com Deus é a convicção do que é o pecado. “Pecado é a transgressão da lei.” “Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (1Jo 3:4; Rm 3:20). Para enxergar sua culpa, o pecador deve provar o próprio cará­ter pela grande norma divina de justiça. É um espelho que mostra a perfeição de um viver justo, ajudando o pecador a reconhecer seus defeitos de caráter (O Grande Conflito, p. 466, 467).


Creia no que Deus diz – 27 de Março 2017


Não temas, crê somente. Marcos 5:36

Não se pode expiar os pecados do passado, nem mudar o coração e tornar-se um santo. Deus, porém, promete fazer tudo isso por meio de Cristo. É pre­ciso crer nessa promessa. Em seguida, confessar os pecados e entregar-se a Deus. Desejar servi-Lo. Ao fazer isso, Deus certamente cumprirá Sua palavra. Se crer­mos na promessa – crermos que estamos perdoados e purificados – Deus supre o que falta. Somos curados da mesma forma como Cristo deu força ao paralítico para caminhar quando ele creu que estava curado. Assim é, se crermos.

Não esperemos sentir que estamos curados, mas digamos: “Eu creio, e assim é, não porque eu o sinta, mas porque Deus o prometeu” (Caminho a Cristo, p. 51).

A lei revela ao ser humano os seus pecados, mas não prove remédio. Ao mesmo tempo que promete vida ao obediente, declara que a morte é o destino do transgressor. Somente o evangelho de Cristo pode livrá-lo da condenação ou contaminação do pecado. Ele deve exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. Assim, ele obtém “remissão dos pecados passados”, e se torna participante da natureza divina. É filho de Deus, tendo recebido o espírito de adoção, pelo qual clama: “Aba, Pai!” […]

No novo nascimento, o coração é posto em harmonia com Deus, ao colocar-se em conformidade com a Sua lei. Quando acontece essa poderosa transfor­mação no pecador, ele passa da morte para a vida, do pecado para a santidade, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. Termina a velha vida de afastamento de Deus e começa a nova vida de reconciliação, de fé e amor. Então, “o preceito da lei” se cumpre “em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8:4). E a linguagem do coração passa a ser: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação, todo o dia” (Sl 119:97). […]

Sem a lei, as pessoas não têm uma concepção justa da pureza e santidade de Deus, ou da culpa e impureza delas mesmas. Não têm verdadeira convicção do pecado e não sentem necessidade de arrependimento. Não vendo a sua condição perdida, como transgressores da lei de Deus, não se convencem da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança de salvação é aceita sem a mudança radi­cal do coração ou reforma da vida. São muitas as conversões superficiais, e multi­dões que nunca se uniram a Cristo se unem às igrejas (O Grande Conflito, p. 468).


À Sombra da Cruz – 28 de março 2017


Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Gálatas 6: 14

Não pode haver exaltação própria, arrogante pretensão à libertação do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Eles sen­tem que seu pecado foi o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e esse pensamento os levará à humilhação. Os que vivem mais perto de Jesus reconhecem mais claramente a fragilidade e a condição de pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.

A santificação que adquire preeminência no mundo religioso traz consigo o espírito de exaltação própria e o desrespeito pela lei de Deus, os quais a estigma­tizam como estranha à religião da Escritura Sagrada. Seus defensores ensinam que a santificação é obra instantânea, pela qual, mediante a fé apenas, alcançam perfeita santidade. “Apenas creia”, dizem, “e a bênção será sua”. Nenhum outro esforço, por parte do que recebe, se pressupõe necessário. Ao mesmo tempo, eles negam a autoridade da lei de Deus, insistindo em que estão livres da obrigação de guardar os mandamentos. Entretanto, é possível aos seres humanos ser san­tos, de acordo com a vontade e caráter de Deus, sem ficar em harmonia com os princípios que são a expressão de Sua natureza e vontade, e que mostram o que Lhe é agradável?

O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia nem ruptura com as loucuras do mundo tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente. Porém, o que diz a Palavra de Deus? […]

O testemunho da Palavra de Deus é contra essa doutrina perigosa da fé sem as obras. Não é fé pretender o favor do Céu sem cumprir as condições necessá­rias para que a graça seja concedida: é presunção; porque a fé genuína se funda­menta nas promessas e disposições das Escrituras.

Ninguém se engane com a crença de que pode se tornar santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. Insistir em cometer o pecado conhecido faz silenciar a voz do Espírito e separa a alma de Deus. […] Não podemos atribuir santidade a qualquer pessoa sem julgá-la pela medida da única norma divina de santidade, no Céu e na Terra (O Grande Conflito, p. 471, 472).


A Graça do Salvador – 29 de Março 2017


Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

Precisamos aprender na escola de Cristo. Nada, a não ser Sua justiça pode dar-nos direito a uma única das bênçãos do concerto da graça. Por muito tempo, desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos por­que temos acariciado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tor­nar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo. Não devemos pensar que nossa graça e nossos méritos nos salvem; a graça de Cristo é nossa única esperança de salvação. Por meio de Seu profeta, o Senhor promete: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). Precisamos crer na clara promessa e não aceitar os sentimentos em lugar da fé. Quando confiarmos plena­mente em Deus, quando nos apoiarmos nos méritos de Jesus como Salvador que perdoa os pecados, receberemos todo o auxílio que possamos desejar.

Olhamos para nós mesmos como se tivéssemos poder para nos salvar; mas Jesus morreu por nós porque somos incapazes de fazer isso. NEle está nossa espe­rança, nossa justificação, nossa justiça. Não devemos ficar desanimados, temendo não termos um Salvador, ou que Ele não tenha pensamentos de misericórdia para conosco. Agora mesmo, Ele está prosseguindo em Sua obra em nosso favor, convidando-nos para nos chegarmos a Ele em nosso desamparo, e sermos sal­vos. Desonramos Jesus com nossa incredulidade. É espantoso como tratamos o melhor de nossos amigos e depositamos tão pouca confiança nAquele que é capaz de nos salvar perfeitamente, e que nos deu toda prova de Seu grande amor. […]

Que ninguém julgue que seu caso seja sem esperança; porque não é. Você sabe que é pecador e está arruinado; mas é justamente por esse motivo que pre­cisa de um Salvador. Se tem pecados a confessar, não perca tempo. Esses momen­tos são valiosos. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9). Os que têm fome e sede de justiça serão fartos, pois Jesus o prometeu. Precioso Salvador! Seus bra­ços estão abertos para nos receber, e Seu grande coração de amor está à espera para nos abençoar. (Mensagem escolhidas, vol. l, p. 351-353).


Um Exemplo de Santificação Verdadeira – 30 de Março 2017


E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro. 1 João 3:3

A verdadeira santificação é exemplificada na vida do discípulo João. Durante os anos de seu próximo relacionamento com Cristo, ele foi advertido e aconselhado pelo Salvador muitas vezes; e aceitou essas repreensões. Quando o caráter do Ser divino lhe foi manifestado, João viu as próprias deficiências e tor­nou-se humilde pela revelação. Dia a dia, em contraste com seu espírito violento, ele observava a ternura e longanimidade de Jesus e ouvia-Lhe as lições de humil­dade e paciência. Dia a dia, seu coração era atraído para Cristo, até que perdeu de vista o próprio eu no amor pelo Mestre. O poder e a ternura, a majestade e a brandura, o vigor e a paciência que ele via na vida diária do Filho de Deus enche­ram seu coração de admiração. Ele submeteu seu temperamento ambicioso e vingativo ao poder modelador de Cristo, e o divino amor operou nele a transfor­mação do caráter. […]

Uma transformação de caráter como a que se vê na vida de João é sempre o resultado da comunhão com Cristo. Mesmo que haja defeitos acentuados na vida de um indivíduo, quando ele se torna um verdadeiro discípulo de Cristo, o poder da divina graça transforma-o e o santifica. Contemplando a glória do Senhor como em um espelho, a pessoa é transformada de glória em glória, até alcançar a semelhança daquele a quem adora.

João ensinava a santidade e, em suas cartas à igreja, estabeleceu regras infa­líveis para a conduta do cristão. “Todo o que nEle tem essa esperança”, escreveu, “a si mesmo se purifica, assim como Ele é puro” (1Jo 3:3). “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo 2:6). Ele ensinava que o cristão precisa ser puro de coração e de vida. Jamais deve ficar satisfeito com uma profissão vazia. Como Deus é santo em Sua esfera, assim deve o ser humano, mediante fé em Cristo, ser santo na sua.

“Esta é a vontade de Deus”, escreve o apóstolo Paulo, “a vossa santificação” (1Ts 4:3). Em todo o trato com Seu povo, o objetivo de Deus é a santificação da igreja. Ele os escolheu desde a eternidade para que fossem santos. Deu Seu Filho para morrer por eles, para que pudessem ser santificados pela obediência à ver­dade, livres de todo o egoísmo. Requer deles trabalho pessoal e entrega indivi­dual (Atos dos Apóstolos, p. 557, 558).


Em Harmonia com a Vontade de Deus – 31 de Março 2017


Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho. Romanos 8:29

Muitos cometem o erro de tentar definir, detalhadamente, a tênue linha de distinção entre justificação e santificação. Muitas vezes, eles trazem para as definições dos dois termos as próprias ideias e especulações. Por que tentar ser mais exato do que a Inspiração no que diz respeito à questão vital da justifi­cação pela fé? Por que tentar decifrar cada ponto, como se a salvação da pessoa dependesse de todos terem a mesma compreensão que você tem sobre o assunto? Nem todos enxergam sob o mesmo ponto de vista. Você corre o risco de trans­formar um átomo num mundo, e o mundo num átomo.

Quando os pecadores arrependidos, contritos perante Deus, discernem a expiação de Cristo em seu favor e aceitam essa expiação como sua única espe­rança para esta vida e a futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé. Toda pessoa que crê deve conciliar sua vontade inteiramente com a von­tade de Deus e se manter em um estado de arrependimento e contrição, deposi­tando sua fé nos méritos expiatórios do Redentor e avançando de força em força, de glória em glória. Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. […]

Justificação é o oposto de condenação. A misericórdia sem limites de Deus é exercida para com aqueles que são totalmente indignos. Ele perdoa transgres­sões e pecados por amor de Jesus, que Se tornou a propiciação por nossos peca­dos. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é trazido ao favor de Deus e à forte esperança de vida eterna.

A transgressão de Davi foi perdoada porque ele humilhou seu coração perante Deus em arrependimento e contrição de alma e creu que a promessa do per­dão de Deus se cumpriria. Confessou seu pecado, arrependeu-se e se reconver­teu. Feliz por causa da garantia do perdão, exclamou: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (Sl 32:1, 2). A bênção vem por causa do perdão; o perdão vem pela fé em Jesus, que assume o pecado confessado pelo transgressor. Portanto, é de Cristo que provêm todas as nossas bênçãos. Sua morte foi um sacrifício expiatório por nossos pecados. Ele é o grande mediador por meio de quem recebemos a misericórdia e o favor de Deus. Ele é, na realidade, o Originador, o Autor e o Consumador de nossa fé (Cristo Triunfante, p. 149).


 

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