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MEDITAÇÃO DIÁRIA

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 Meditação Diária 2017 –  A Caminho do Lar 

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

A Caminho do Lar é uma seleção de textos que abrange alguns dos principais temas sobre os quais Ellen G. White escreveu ao longo de seu ministério profético. Alguns dos assuntos apresentados incluem entrega e aceitação, vitória em Cristo, união da igreja e o grande conflito. Na seção “O Livro dos livros”, encontramos este belíssimo pensamento:
“O Espírito Santo enviado do Céu, pela benevolência do infinito amor, toma as coisas de Deus e as revela a toda pessoa que tem absoluta fé em Cristo. Por Seu poder, as verdades vitais das quais depende a salvação são impressas na mente, e o caminho da vida torna-se tão claro que ninguém precisa se desviar” (Parábolas de Jesus, p. 112,113).

 
Ela também escreveu a célebre declaração: “Nada temos a temer com relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido” (Eventos Finais, p. 72).

 Oramos para que esta obra nos lembre não só de como Deus nos tem conduzido, mas também de Seus ensinos por intermédio de Sua mensageira.

Ellen G. White (1827-1915) é autora de mais de 130 livros, muitos deles compilados e publicados após sua morte, com base em seu extenso arquivo de manuscritos. É uma das escritoras mais traduzidas no mundo – há obras suas em mais de 150 idiomas. Inspirada por Deus, ela exaltava Jesus e sempre apontava para as Sagradas Escrituras como a base de sua fé.


Meditação Diária –  A Caminho do Lar – Fevereiro 2017


 Jesus, Presente de Deus

Sacrifício voluntário – 1° de fevereiro 2017

A pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos. Romanos 16:25

O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação “do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos” (Rm 16:25). Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o prin­cípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do ser humano mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergên­cia. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que estabeleceu um pacto de entre­gar Seu Filho unigênito “para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). […]

Foi um sacrifício voluntário. Jesus poderia ter permanecido ao lado de Seu Pai. Poderia ter retido a glória do Céu e as homenagens dos anjos. Entretanto, preferiu entregar o cetro nas mãos de Seu Pai e descer do trono do universo, a fim de trazer luz aos entenebrecidos e vida aos que estavam quase perecendo.

Cerca de dois mil anos atrás, ouviu-se no Céu uma voz de significado mis­terioso, saída do trono de Deus: “Eis aqui estou”. “Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo Me formaste. […] Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a Meu respeito), para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hb 10:5-7). Nessas palavras, anuncia-se o cumprimento do desígnio que havia ficado escondido desde tem­pos eternos. Cristo estava prestes a visitar nosso mundo e a encarnar. Ele diz: “Um corpo Me formaste.” Se Jesus tivesse aparecido com a glória que possuía com o Pai antes que o mundo existisse, não resistiríamos à luz de Sua presença. A manifestação de Sua glória foi velada para que a pudéssemos contemplar e não ser destruídos. Sua divindade ocultou-se na humanidade – a glória invisível na visível forma humana. […]

Assim Cristo estabeleceu Seu tabernáculo no meio de nosso acampamento humano. Estendeu Sua tenda ao lado da dos seres humanos, para que pudesse viver entre nós, e nos familiarizar com Sua vida e Seu caráter divinos (O Desejado de Todas as Nações, p. 22, 23).


Um laço que jamais se partirá – 2 de fevereiro 2017

Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo. 1 Timóteo 3:10, NVI

Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o ser humano e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se desfará. Ele estará ligado a nós por toda a eternidade. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Não o deu somente para levar os nossos peca­dos e morrer em sacrifício por nós; deu-o à humanidade caída. Para nos assegu­rar Seu imutável conselho de paz, Deus concedeu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Essa é a garantia de que Deus cumprirá Sua palavra. […] Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. O “Filho do homem” partilha do trono do universo. […] O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hb 7:26) “não Se envergonha” de nos chamar “irmãos” (Hb 2:11). Em Cristo, estão ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu se acha abrigado na humanidade, e esta, envolvida no seio do Infinito Amor. […]

Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu estão ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.

A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, não será apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do universo divino. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade, onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu, aqui, quando Ele tiver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os seres huma­nos, “com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21:4, ARC). E, ao longo dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, vão louvá-Lo por Seu inefável Dom – Emanuel, “Deus Conosco” (O Desejado de Todas as Nações, p. 25, 26).


Obras maiores – 3 de fevereiro 2017

Crede-Me que estou no Pai, e o Pai, em Mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. João 14:11

Enquanto Cristo dizia essas palavras, a glória de Deus irradiava do Seu semblante. Todos os presentes experimentaram um sagrado respeito ao escutar as Suas palavras com muita atenção. O coração deles foi arrastado para Jesus; e, ao serem atraídos a Ele em maior amor, foram atraídos uns para os outros. Sentiram que o Céu estava muito próximo, e que as palavras que escutavam eram uma mensagem enviada a eles por seu Pai celestial.

“Em verdade, em verdade vos digo”, continuou Cristo, “que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço” (Jo 14:12). O Salvador estava profun­damente ansioso de que Seus discípulos compreendessem o propósito de Sua divindade estar unida à humanidade. Ele veio ao mundo para manifestar a gló­ria de Deus, a fim de que o ser humano fosse erguido por seu poder restaurador. Deus Se revelou em Cristo para que Se pudesse manifestar neles. Jesus não revelou qualidades nem exerceu poderes que as pessoas não possam ter mediante a fé nEle. Sua perfeita humanidade é a que todos os Seus seguidores podem ter se forem sujeitos a Deus como Ele o foi.

“E outras [obras] maiores fará, porque Eu vou para junto do Pai.” Por essas pala­vras, Cristo não queria dizer que as obras dos discípulos seriam de um mais exaltado caráter que as Suas, mas que seriam de maior extensão. Ele não Se refere meramente à operação de milagres, mas a tudo quanto se realiza sob a operação do Espírito Santo.

Depois da ascensão do Senhor, os discípulos compreenderam o cumprimento de Sua promessa. As cenas da crucifixão, ressurreição e ascensão de Cristo foram para eles vivas realidades. Viram que as profecias haviam se cumprido literalmente. Examinaram as Escrituras e aceitaram seu ensino com fé e segurança anterior­mente desconhecidas. Sabiam que o divino Mestre era tudo quanto afirmava ser. Ao contarem o que haviam experimentado e exaltarem o amor de Deus, o coração das pessoas se abrandava e se rendia. Então multidões passavam a crer em Jesus.

A promessa do Salvador a Seus discípulos é uma promessa à Sua igreja até ao fim dos séculos. Não era o desígnio de Deus que Seu maravilhoso plano para redimir os seres humanos alcançasse apenas insignificantes resultados. Todos quantos se puserem ao trabalho, não confiando no que eles próprios podem fazer, mas no que Deus pode realizar por eles e por intermédio deles, certamente verão o cumprimento de Sua promessa. Ele declara: “E outras [obras] maiores fará, por­que Eu vou para junto do Pai” (v. 12) (O Desejado de Todas as Nações, p. 664, 667).


A divindade necessitava da humanidade – 4 de fevereiro 2017

E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós. João 1: 14

Cristo não escolheu, para Seus representantes entre as pessoas, anjos que nunca pecaram, mas seres humanos, indivíduos semelhantes em paixões àqueles a quem buscavam salvar. Cristo tomou sobre Si a humanidade, a fim de chegar à humanidade. A divindade necessitava da humanidade, pois era necessá­rio tanto o divino como o humano para trazer salvação ao mundo. A divindade necessitava da humanidade, a fim de que esta proporcionasse meio de comunica­ção entre Deus e o ser humano. O mesmo se dá com os servos e mensageiros de Cristo. As pessoas necessitam de um poder fora e acima delas para restaurá-las à semelhança com Deus e habilitá-las a fazer Sua obra. Isso, porém, não faz com que o instrumento humano deixe de ser essencial. A humanidade se apodera do poder divino. Cristo habita no coração pela fé; e, por meio da cooperação com o divino, o poder do ser humano se torna eficiente para o bem.

Aquele que chamou os pescadores da Galileia ainda chama pessoas a Seu serviço. Ele está tão disposto a manifestar Seu poder por nosso intermédio, assim como por meio dos primeiros discípulos. Por mais imperfeitos e pecadores que possamos ser, o Senhor oferece-nos Sua comunhão e o aprendizado com Ele. Convida-nos a colocar-nos sob as instruções divinas, para que, unindo-nos a Cristo, possamos realizar as obras de Deus.

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2Co 4:7). Foi por isso que a pregação do evangelho foi confiada a indivíduos falíveis e não aos anjos. Fica evidente que o poder que opera por meio das fraquezas da humanidade é o poder divino; e somos assim animados a crer que o poder que auxilia a outros, tão fracos como nós, também pode nos ajudar. Os que se acham rodeados de fraqueza devem “com­padecer-se ternamente dos ignorantes e errados” (Hb 5:2, ARC). Por terem eles mesmos estado em perigo, acham-se familiarizados com os riscos e dificuldades do caminho e, por esse motivo, são chamados a esforçar-se por outros em perigo idêntico. Existem pessoas perplexas pela dúvida, oprimidas pelas fraquezas, fra­cas na fé, incapazes de se apegar ao Invisível; mas um amigo a quem podem ver, aproximando-se dessas pessoas em lugar de Cristo, pode ser um elo para firmar sua fé vacilante no Filho de Deus.

Devemos trabalhar em unidade com os anjos celestiais para apresentar Jesus ao mundo (O Desejado de Todas as Nações, p. 296, 297).


O Mestre divino – 5 de fevereiro 2017

O Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9.6

No Mestre enviado de Deus, o Céu deu aos seres humanos o que tinha de melhor e maior. Aquele que tomara parte nos conselhos do Altíssimo, que habitara no íntimo do santuário do Eterno, foi o escolhido para, em pessoa, reve­lar à humanidade o conhecimento de Deus.

Todo raio de luz divina que já atingiu o nosso mundo decaído foi transmi­tido por meio de Cristo. É Ele que tem falado por intermédio de todos os que, em todos os tempos, têm declarado a Palavra de Deus à humanidade. Toda a exce­lência manifestada nos maiores e mais nobres da Terra é reflexo dEle. A pureza e beneficência de José; a fé, mansidão, longanimidade de Moisés; a firmeza de Elias; a nobre integridade e firmeza de Daniel; o fervor e abnegação de Paulo; o poder mental e espiritual revelado em todos esses homens e em todos os outros que viveram na Terra foram apenas centelhas vindas do resplendor de Sua glória. NEle estava o perfeito ideal.

Cristo veio ao mundo a fim de revelar esse ideal como o único verdadeiro modelo a ser seguido e mostrar o que todo ser humano poderia se tornar; o que, mediante a habitação da divindade na humanidade, se tornariam todos os que o recebessem. Veio para mostrar como homens e mulheres devem ser ensinados conforme convém a filhos de Deus; como devem praticar na Terra os princípios do Céu e viver a vida celestial.

O maior dom de Deus foi concedido a fim de satisfazer a maior necessidade do ser humano. A luz apareceu quando as trevas do mundo eram mais intensas. Por meio de falsos ensinos, a mente das pessoas estivera por muito tempo afas­tada de Deus. No sistema de educação que então prevalecia, a filosofia humana havia tomado o lugar da revelação divina. Em vez do padrão de verdade oferecida pelo Céu, as pessoas haviam aceitado outro, de sua própria invenção. Tinham-se desviado da Luz da vida para caminhar nas fagulhas que eles haviam acendido.

Todo aquele que procura transformar a humanidade deve compreender ele próprio a humanidade. Unicamente pela empatia, pela fé e pelo amor, as pessoas podem ser alcançadas e enobrecidas. Nesse ponto, Cristo Se revela o Mestre por excelência; de todos os que viveram na Terra, somente Ele tem perfeita compre­ensão da natureza humana (Educação, p. 73, 74, 78).


Amor abnegado – 6 de fevereiro 2017

Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. João 3:17

O brilho do “conhecimento da glória de Deus” vê-se “na face de Jesus Cristo” (2Co 4:6). Desde os dias da eternidade, o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era “a imagem de Deus”, a imagem de Sua grandeza e majestade, “o resplendor da glória” (Hb 1:3). Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado para revelar a luz do amor de Deus, para ser “Deus conosco” (Mt 1:23). Portanto, a Seu respeito foi profetizado: “Será o Seu nome Emanuel” (Is 7:14).

Vindo habitar conosco, Jesus deveria revelar Deus tanto aos seres huma­nos como aos anjos. Ele era a Palavra de Deus – o pensamento de Deus tornado audível. Em Sua oração pelos discípulos, diz: “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome” – “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” -“a fim de que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu neles esteja” (Jo 17:26; Êx 34:6). Entretanto, essa revelação não era feita somente a Seus filhos nascidos na Terra. Nosso pequenino mundo é o livro de estudo do universo. O maravi­lhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema que “anjos anelam perscrutar” (1Pe 1:12), e será seu estudo ao longo dos séculos sem fim. Mas os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciên­cia e seu cântico. Ficará evidente que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. Ficará evidente, à luz do Calvário, que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que “não procura os seus interesses” (1Co 13:5) tem sua fonte no coração de Deus; e que, no manso e humilde Jesus, é revelado o caráter dAquele que habita na luz ina­cessível ao ser humano.

No princípio, Deus Se manifestava em todas as obras da criação. Foi Cristo que estendeu os céus e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua mão que sus­pendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo. Ele “converteu o mar em terra firme” (Sl 66:6). “DEle é o mar, pois Ele o fez” (Sl 95:5). Foi Ele quem encheu a Terra de beleza, e de cânticos o ar. E sobre todas as coisas na terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai (O Desejado de Todas as Nações, p. 19, 20).


Lúcifer desmascarado – 7 de fevereiro 2017

Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Colossenses 2:15

Ao banir Satanás do Céu, Deus declarou Sua justiça e manteve a honra de Seu trono. Quando, porém, o homem e a mulher pecaram, cedendo aos enganos desse espírito apóstata, Deus ofereceu uma prova de Seu amor, entre­gando o Filho unigênito para morrer pela humanidade decaída. Na expiação, o caráter de Deus é revelado. O poderoso argumento da cruz demonstra a todo o universo que o caminho do pecado, escolhido por Lúcifer, de maneira alguma era atribuível ao governo de Deus.

Na luta entre Cristo e Satanás, durante o ministério terrestre do Salvador, foi desmascarado o caráter do grande enganador. Nada poderia tão eficazmente ter desarraigado de Satanás as afeições dos anjos celestiais e de todo o universo fiel, como o fez a sua guerra cruel ao Redentor do mundo. A ousada blasfêmia de sua pretensão de que Cristo lhe rendesse homenagem, seu pretensioso atrevimento ao levá-lo ao cume da montanha e ao pináculo do templo, o mau intuito que se denuncia ao insistir com Ele para que Se lançasse da vertiginosa altura, a malignidade vigilante com a qual assaltava Jesus de um lugar a outro, inspirando o cora­ção de sacerdotes e do povo a rejeitarem Seu amor, e o brado final: “Crucifica-O, crucifica-O” – tudo isso despertou o assombro e a indignação do universo.

Foi Satanás que promoveu a rejeição a Cristo por parte do mundo. O prín­cipe do mal exerceu todo o seu poder e engano a fim de destruir Jesus, pois viu que a misericórdia e o amor do Salvador, Sua compaixão e terna brandura esta­vam representando ao mundo o caráter de Deus. Satanás contestava tudo a que o Filho do homem pretendia, empregando pessoas como seus agentes a fim de encher de sofrimento e tristeza a vida do Salvador. O engano e falsidade pelos quais havia procurado atrapalhar a obra de Jesus, o ódio demonstrado por meio dos filhos da desobediência, suas cruéis acusações contra Aquele cuja vida era de bondade sem precedentes, tudo proveio de um sentimento de vingança profun­damente arraigado. Os fogos da inveja e maldade, ódio e vingança, que se acha­vam contidos, irromperam no Calvário contra o Filho de Deus, ao mesmo tempo que o Céu todo contemplava a cena em silencioso horror. […]

A culpa de Satanás foi apresentada então sem retoque. Ele tinha revelado seu verdadeiro caráter como mentiroso e assassino (O Grande Conflito, p. 500, 502).


O Egoísmo é incapaz de compreender o amor – 8 de fevereiro 2017

Acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono […] e serei semelhante ao Altíssimo. Isaías 14:13, 14

Por ocasião do nascimento de Jesus, Satanás compreendeu que viera alguém, divinamente comissionado, para lhe disputar o domínio. Tremeu ante a mensagem dos anjos que atestava a autoridade do recém-nascido Rei. Satanás bem sabia a posição ocupada por Cristo no Céu, como o Amado do Pai. Que o Filho de Deus viesse à Terra como homem, encheu-o de assombro e apreen­são. Não podia decifrar o mistério desse grande sacrifício. Seu coração egoísta não compreendia tal amor pela humanidade iludida. A glória e a paz do Céu, e a alegria da comunhão com Deus não eram senão fracamente percebidas pelos seres humanos; mas Lúcifer, o querubim cobridor, as conhecia muito bem. Desde que perdera o Céu, estava decidido a vingar-se levando outros a partilhar de sua queda. Ele faria isso induzindo-os a desvalorizar as coisas celestiais e a pôr o cora­ção nas terrestres. […]

A imagem de Deus era manifestada em Cristo, e, nos conselhos de Satanás, se decidiu que Jesus fosse vencido. Não viera ainda ao mundo algum ser humano que escapasse ao poder do enganador. Foram-Lhe colocadas no encalço as for­ças da confederação do mal, empenhando-se contra Ele, no intuito de, se pos­sível, vencê-Lo.

Na ocasião do batismo de Cristo, Satanás estava entre os espectadores. Viu a glória do Pai cobrir o Filho. Ouviu a voz de Jeová testificando da divindade de Jesus. Desde o pecado de Adão, a humanidade estivera cortada da comunhão direta com Deus; a comunicação entre o Céu e a Terra fizera-se por meio de Cristo; mas, agora que Jesus viera “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), o próprio Pai falou. Antes, comunicava-Se com a humanidade por intermé­dio de Cristo; agora o fazia em Cristo. Satanás esperava que, devido ao aborreci­mento de Deus pelo pecado, haveria eterna separação entre o Céu e a Terra. No entanto, a ligação entre Deus e o ser humano havia sido restaurada.

Satanás viu que, ou venceria, ou seria vencido. Os resultados do conflito envol­viam algo muito importante para ser ele confiado aos anjos confederados. Ele próprio devia dirigir em pessoa o conflito. Todas as forças da apostasia se puse­ram a postos contra o Filho de Deus. Cristo Se tornou o alvo de todas as armas do mal (O Desejado de Todas as Nações, p. 115, 116).


Deus entende – 9 de fevereiro 2017

Porque todos nós temos recebido da Sua plenitude e graça sobre graça. João 1:16

Desde que Cristo veio habitar entre nós, sabemos que Deus está relacionado com as nossas provações e Se compadece de nossas dores. Todo filho e filha de Adão pode compreender que nosso Criador é o amigo dos pecadores. Pois em toda doutrina de graça, toda promessa de alegria, todo ato de amor, toda atração divina apresentada na vida do Salvador na Terra, vemos “Deus conosco” (Mt 1:23).

Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer aos preceitos divinos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando as pessoas a olha­rem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus iria desmas­carar esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso, tomou sobre Si a nossa natureza e passou por nossas provas. “Convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos” (Hb 2:17). Se tivésse­mos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança” (Hb 4:15). Sofreu toda prova­ção a que estamos sujeitos. E não exerceu em proveito próprio nenhum poder que não seja abundantemente concedido a nós. Como homem, enfrentou a ten­tação e venceu-a no poder que lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração” (Sl 40:8, ARC). Enquanto andava fazendo o bem e curando todos os afligidos pelo diabo, tornava claro às pessoas o caráter da lei de Deus e a natureza de Seu ser­viço. Sua vida testifica ser possível também para nós obedecermos à lei de Deus.

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firmou-se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, deu-nos poder para obedecer. Foi Cristo que, do monte Horebe, falou a Moisés, dizendo: “Eu Sou o Que Sou. […] A nós Ele diz: “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10:11); “Eu sou o Pão Vivo” (Jo 6:51); “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” (Jo 14:6); “Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra” (Mt 28:18). “Eu sou a certeza da promessa.” “Eu Sou, não tema.” “Deus conosco” é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu (O Desejado de Todas as Nações, p. 24, 25).


A história de Belém – 10 de fevereiro 2017

É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:11

O Céu e a Terra não estão mais distanciados hoje do que no tempo em que os pastores ouviram o cântico dos anjos. A humanidade ainda é objeto da solicitude celestial da mesma maneira que o era quando pessoas comuns, ocu­pando posições humildes, encontravam-se à luz do dia com anjos e falavam com os mensageiros nas vinhas e nos campos. Enquanto nos movemos em nossos afa­zeres comuns, podemos ter o Céu bem perto. Anjos das cortes do alto assistirão os passos dos que vão e vêm às ordens de Deus.

A história de Belém é inesgotável. Nela está escondida a “profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus” (Rm 11:33). Ficamos maravilhados com o sacrifício do Salvador em trocar o trono do Céu pela manjedoura, e a companhia dos anjos que O adoravam pela companhia dos animais da estrebaria. O orgulho e presunção humanos são repreendidos na presença de Cristo. No entanto, esse passo não era senão o princípio de Sua maravilhosa con­descendência. Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência no Éden. Entretanto, Jesus aceitou a humanidade quando esta havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. Esses resulta­dos manifestam-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa here­ditariedade para experimentar nossas dores e tentações, para nos dar o exemplo de uma vida impecável.

Satanás havia odiado a Cristo no Céu por causa de Sua posição nas cortes de Deus. Ele O odiou mais ainda quando se sentiu ele próprio destronado. Odiou Aquele que Se empenhou em redimir uma raça de pecadores. Apesar de Satanás ter a intenção de dominar o mundo, Deus permitiu que Seu Filho viesse, impo­tente criancinha, sujeito à fraqueza da humanidade. Permitiu que enfrentasse os perigos da vida assim como todo ser humano, combatesse o combate como qual­quer filho da humanidade tem que fazer, com risco de fracasso e ruína eterna. […]

Deus concedeu Seu Filho unigênito para que o caminho da vida fosse assegu­rado aos nossos pequeninos. “Nisto consiste o amor” (1Jo 4:10). Maravilhem-se, ó céus! E assombre-se, ó Terra! (O Desejado de Todas as Nações, p. 48, 49).


Compreendendo Sua missão – 11 de fevereiro

Quando Ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Lucas 2:42

A Páscoa era seguida pela festa dos sete dias de pães asmos. No segundo dia da festa, os primeiros frutos da colheita anual, um feixe de cevada, eram apresentados ao Senhor. Todas as cerimônias da festa eram símbolos da obra de Cristo. A libertação de Israel do Egito era uma lição objetiva da redenção, que a Páscoa se destinava a conservar na memória. O cordeiro imolado, o pão asmo e o feixe dos primeiros frutos representavam o Salvador.

No tempo de Cristo, a observância dessa festa havia se tornado mera for­malidade para a maioria das pessoas. Porém, era grande seu significado para o Filho de Deus!

Pela primeira vez, o menino Jesus contemplou o templo. Viu os sacerdotes de vestes brancas realizando seu solene ministério. Viu a ensanguentada vítima sobre o altar do sacrifício. Com os adoradores, inclinou-Se em oração, enquanto ascendia perante Deus a nuvem de incenso. Testemunhou os impressionantes ritos da cerimônia pascal. Dia a dia, observava mais claramente a significação dos mesmos. Cada ato parecia estar ligado à Sua própria vida. No íntimo, des­pertaram nEle novos impulsos. Silencioso e absorto, parecia estudar a solução de um grande problema. O mistério de Sua missão desvendava-se ao Salvador.

Enlevado pela contemplação dessas cenas, não permaneceu ao lado dos pais. Buscou estar sozinho. Ao terminarem as cerimônias pascais, demorou-Se ainda no pátio do templo; e, ao partirem os adoradores de Jerusalém, Jesus foi deixado ali. Naquela visita a Jerusalém, os pais de Jesus desejavam pô-Lo em contato com os grandes mestres de Israel. Por mais que fosse obediente em todos os particulares à Palavra de Deus, não Se conformava com os ritos e usos dos rabis. José e Maria esperavam que fosse levado a reverenciar os eruditos rabinos e a atender mais diligentemente a suas exigências. Entretanto, Jesus havia sido instruído por Deus no templo. Aquilo que havia recebido, começou imediatamente a comunicar. […]

Se fossem seguidos, os traços da verdade indicados por Ele teriam operado uma reforma na religião da época. Teria sido despertado um profundo interesse nas coisas espirituais; e, quando começasse Seu ministério, muitos estariam pre­parados para receber Jesus (O Desejado de Todas as Nações, p. 77-79).


Os “negócios de Meu Pai” – 12 de fevereiro 2017

Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai? Lucas 2:49, ARC

“Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?” (Lc 2:49, ARC). E, como parecessem não compreender Suas palavras, apontou para cima. Havia em Seu rosto uma luz que os levou a meditar. A divindade estava irradiando através da humanidade. Encontrando-O no templo, haviam escutado o que se passava entre Ele e os rabis e ficaram admi­rados de Suas perguntas e respostas. Suas palavras despertaram uma corrente de ideias que nunca mais seriam esquecidas. […]

Era natural que os pais de Jesus O considerassem como seu filho, pois estava diariamente com eles. Em muitos aspectos, Sua vida era como a das outras crian­ças, e era difícil para José e Maria compreender que Ele era o Filho de Deus. Estavam em risco de deixar de apreciar a bênção a eles concedida pela presença do Redentor do mundo. O desgosto de terem se separado dele e a branda repro­vação contida nas palavras de Jesus tinham o objetivo de impressioná-los quanto à santidade do depósito que lhes havia sido confiado.

Na resposta dada à Sua mãe, Jesus mostrou pela primeira vez que compreen­dia Sua relação para com Deus. Antes de Seu nascimento, o anjo dissera a Maria: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, Lhe dará o trono de Davi, Seu pai; Ele reinará eternamente na casa de Jacó” (Lc 1:32, 33). Maria havia ponderado aquelas palavras em seu coração; no entanto, ao passo que acreditava que seu filho havia de ser o Salvador de Israel, não compreendia Sua missão. Agora, não entendeu Suas palavras; mas sabia que havia negado Seu parentesco com José, e declarado Sua filiação divina.

Jesus não havia deixado de respeitar Sua relação para com os pais terrestres. Voltou de Jerusalém com eles e ajudou-os em sua vida de labor. Escondia dentro de Si mesmo o mistério de sua missão, esperando submisso o tempo designado para iniciar Sua obra. Durante dezoito anos, depois de haver reconhecido ser o Filho de Deus, reconheceu também os laços que O ligavam ao lar de Nazaré e cumpriu os deveres de filho, irmão, amigo e cidadão (O Desejado de Todas as Nações, p. 81, 82).


Problemas familiares – 13 de fevereiro 2017

Pois nem mesmo os Seus irmãos criam nEle. João 7:5

Desde pequeno, Jesus começara a agir por Si na formação de Seu caráter, e nem mesmo o respeito e o amor aos pais podiam desviá-Lo de obedecer à Palavra de Deus. “Está escrito” era Sua razão para cada ato que destoasse dos costumes domésticos. A influência dos rabinos, porém, tornou Sua vida amarga. Mesmo na mocidade, Ele teve que aprender a dura lição do silêncio e da paciên­cia no sofrimento.

Seus irmãos, como eram chamados os filhos de José, defendiam os rabinos. Insistiam em que a tradição deveria ser atendida, como se fossem ordens divi­nas. Consideravam até os preceitos humanos como mais altos que a Palavra de Deus e ficavam muito aborrecidos com o claro discernimento de Jesus em dis­tinguir entre o falso e o verdadeiro. Sua estrita obediência à lei de Deus, eles con­denavam como obstinação. Ficavam surpresos com o conhecimento e sabedoria que revelava em Suas respostas aos rabis. Sabiam que não havia recebido instru­ções dos sábios e, no entanto, não podiam deixar de perceber que era um instru­tor para eles. Reconheciam que Sua educação era de mais alta ordem que a deles próprios. Não discerniam, entretanto, que Ele havia tido acesso à árvore da vida, fonte de saber para eles desconhecida. […]

Em todos os tempos e lugares demonstrava amorável interesse pelas pessoas, irradiando em torno a luz de uma corajosa piedade. Tudo isso era uma censura aos fariseus. Mostrava que a religião não consiste em egoísmo, e que sua mórbida dedicação ao interesse pessoal estava longe de ser verdadeira piedade. Isso des­pertara a inimizade deles para com Jesus, de modo a buscarem forçá-Lo a con­formar-Se com seus regulamentos. […]

Tudo isso desgostava os irmãos. Sendo mais velhos que Jesus, achavam que Ele deveria estar sob sua direção. Acusavam Jesus de Se julgar superior a eles, e O reprovavam por Se colocar acima dos mestres, sacerdotes e príncipes do povo. Muitas vezes, O ameaçavam e procuravam intimidá-Lo; mas Ele seguia em frente, tomando por guia as Escrituras.

Jesus amava Seus irmãos e os tratava com incansável bondade, mas eles tinham ciúmes, manifestando a mais decidida incredulidade e também des­prezo. Não conseguiam entender Seu comportamento (O Desejado de Todas as Nações, p. 86, 87).


Paciência – 14 de fevereiro 2017

Podeis vós beber o cálice que Eu bebo? Marcos 10:38

Da amargura que cabe em sorte à humanidade, não houve quinhão que Jesus não provasse. Não faltou quem procurasse lançar sobre Ele desprezo por causa de Seu nascimento, e, mesmo na infância, teve de enfrentar olhares desdenhosos e murmurações. Se tivesse respondido com uma palavra ou olhar impaciente, se tivesse cedido aos irmãos em um único ato errado que fosse, teria fracassado em ser exemplo perfeito. Tivesse admitido haver uma desculpa para o pecado, e Satanás triunfaria, ficando o mundo perdido. Foi por isso que o ten­tador trabalhou para tornar-Lhe a vida o mais probante possível, a fim de que fosse levado a pecar.

Para cada tentação, porém, tinha uma única resposta: “Está escrito.” Raramente censurava qualquer mau procedimento dos irmãos, mas tinha uma palavra de Deus para lhes dirigir. Era frequentemente acusado de covardia por Se negar a unir-Se a eles em algum ato proibido. Sua resposta, no entanto, era: Está escrito: “O temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28:28, ARC).

Alguns O procuravam e sentiam-se em paz em Sua presença; muitos, no entanto, evitavam Jesus, pois sentiam-se reprovados por Sua vida imaculada. […]

Perguntavam-Lhe muitas vezes: Por que Te aplicas a ser tão singular, tão dife­rente de todos nós? Está escrito, dizia Ele: “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam as Suas prescrições, e O buscam de todo o coração; não praticam iniquidade e andam nos Seus caminhos” (Sl 119:1-3).

Quando interrogado sobre o motivo de Ele não tomar parte nos frívolos passatempos dos jovens de Nazaré, dizia: Está escrito: “Mais Me regozijo com o caminho dos Teus testemunhos do que com todas as riquezas. Meditarei nos Teus preceitos e às Tuas veredas terei respeito. Terei prazer nos Teus decretos; não Me esquecerei da Tua palavra” (Sl 119:14-16).

Jesus não discutia por Seus direitos. Muitas vezes, por ser voluntário e não Se queixar, Seu trabalho era tornado desnecessariamente penoso. No entanto, não fracassava nem ficava desanimado. Vivia acima dessas dificuldades, como à luz da face de Deus. Não Se vingava, quando rudemente tratado, mas sofria com paciência o insulto (O Desejado de Todas as Nações, p. 88, 89).


Mantenha o foco em Cristo – 15 de fevereiro 2017

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura. 2 Coríntios 5:17

Quando Se revestiu da natureza humana, Cristo ligou a Si a humanidade por um laço de amor que jamais pode ser desfeito por poder algum, exceto a escolha do próprio indivíduo. Satanás constantemente tentará nos seduzir para desfazermos esse laço, escolhendo separar-nos de Cristo. É aqui que precisamos vigiar, lutar e orar para que nada nos induza a escolher outro mestre; pois seremos sempre livres para assim fazer. Fixemos, porém, nossos olhos em Jesus, e Ele nos preservará. Se olharmos para Jesus, estaremos a salvo. Nada pode nos arrancar de Sua mão. Contemplando-O constantemente, “somos transformados, de gló­ria em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18).

Foi dessa maneira que os primeiros discípulos alcançaram a semelhança com o amado Salvador. Quando ouviram as palavras de Jesus, esses discípulos senti­ram a necessidade que tinham dEle. Eles O buscaram, O encontraram e O segui­ram. Estavam com Jesus em casa, à mesa, nos aposentos mais reservados e no campo. Estavam com Ele como alunos com seu professor, recebendo diariamente de Seus lábios lições de santa verdade. Olhavam para Ele, como servos para seu senhor, para saber o que tinham que fazer. Esses discípulos eram homens sujei­tos “aos mesmos sentimentos” que temos (Tg 5:17). Como nós, também tinham que lutar contra o pecado. Precisavam da mesma graça para viver vida santificada.

Mesmo João, o discípulo amado, aquele que melhor refletia a semelhança do Salvador, não tinha caráter amável. Não somente era arrogante e ambicioso por honras, como também era impetuoso e ressentido ao ser ofendido. Porém, ao manifestar-se o caráter do que é Divino, ele viu sua deficiência e, reconhe­cendo isso, humilhou-se. A força e a paciência, o poder e a ternura, a majestade e a mansidão que contemplava na vida diária do Filho de Deus enchiam sua alma de admiração e amor. Dia a dia, seu coração era atraído para Cristo, até perder de vista a si próprio, por amor ao Mestre. Seu temperamento ressentido e ambicioso deu lugar ao poder modelador de Cristo. A influência regeneradora do Espírito Santo renovou seu coração. O poder do amor de Cristo operou a transformação do seu caráter. Esse é o resultado da união com Jesus. Quando Cristo habita o coração, toda a natureza é transformada. O Espírito de Cristo e Seu amor abran­dam o coração, subjugam a alma e erguem os pensamentos e desejos para Deus e o Céu (Caminho a Cristo, p. 72, 73).


Amor mais forte que a morte – 16 de fevereiro 2017

Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. Romanos 5:5

Precisamos cair sobre a Rocha e despedaçar-nos, antes de poder ser elevados em Cristo. Se quisermos conhecer a glória do reino espiritual, o eu tem que ser destronado, abatido o orgulho. […]

À luz da vida do Salvador, o que há no coração de todos, desde o Criador ao príncipe das trevas, é manifestado. Satanás tem representado a Deus como ego­ísta e opressor, como pretendendo tudo e não dando nada, como reclamando o serviço de Suas criaturas para Sua própria glória, e não fazendo nenhum sacri­fício em favor delas. Mas o dom de Cristo revela o coração do Pai. Ele testifica que os pensamentos de Deus a nosso respeito são “pensamentos de paz e não de mal” (Jr 29:11). Declara que, ao passo que o ódio de Deus para com o pecado é forte como a morte, Seu amor para com o pecador é ainda mais forte do que a morte. Tendo empreendido nossa redenção, não poupará coisa alguma, por pre­ciosa que Lhe seja, se necessário for à finalização de Sua obra. Nenhuma verdade essencial à nossa salvação é retida; nenhum milagre de misericórdia, negligen­ciado; nenhum instrumento divino, deixado de ser posto em ação. Os favores amontoam-se aos favores, as dádivas acrescentam-se às dádivas. Todo o tesouro do Céu está à disposição daqueles que Ele busca salvar. Tendo coletado as rique­zas do universo e aberto os recursos do infinito poder, entrega tudo nas mãos de Cristo e diz: Tudo isso é para o ser humano. Utilize tudo isso para lhe provar que não há amor maior que o Meu na Terra e no Céu. A maior felicidade que terão será encontrada em Me amar.

Na cruz do Calvário, o amor e o egoísmo encontraram-se face a face. Ali teve lugar sua suprema manifestação. Cristo vivera unicamente para confortar e bene­ficiar, e, ao levá-Lo à morte, Satanás manifestou a malignidade de seu ódio contra Deus. Tornou evidente que o real desígnio de sua rebelião era destronar o Senhor e destruir Aquele por meio de quem o Seu amor se manifestava.

Pela vida e morte de Cristo, os pensamentos humanos também são trazidos à luz. Da manjedoura à cruz, a vida do Salvador foi um convite à entrega e à par­ticipação no sofrimento. Revelou o desígnio das pessoas. Jesus veio com a ver­dade do Céu, e todos quantos ouviam a voz do Espírito Santo foram atraídos a Ele. Os adoradores do próprio eu pertenciam ao reino de Satanás. Em sua ati­tude em relação a Cristo, todos manifestariam de que lado se achavam. E assim todos trazem sobre si mesmos o juízo (O Desejado de Todas as Nações, p. 57).


O bom Pastor – 17 de fevereiro 2017

Eu sou o bom pastor. João 10: 11

Jesus conhece cada pessoa como se ela fosse a única por quem tivesse morrido.  As dores de cada uma tocam Seu coração. O grito de socorro chega-Lhe ao ouvido. Veio para atrair a Si todos os seres humanos. Ordena a eles: “Segue-Me”, e Seu Espírito lhes comove a alma, atraindo-os para Ele. Muitos recusam ser atra­ídos. Jesus sabe quem são. Também sabe quem ouve de boa vontade o Seu cha­mado e está pronto a colocar-se sob Seu pastoral cuidado. Ele diz: “As minhas ovelhas ouvem a Minha voz; Eu as conheço, e elas Me seguem” (Jo 10:27). Cuida de cada uma, como se não houvesse nenhuma outra na face da Terra. […]

Não é o medo do castigo nem a esperança da recompensa eterna que leva os discípulos de Cristo a segui-Lo. Contemplam o incomparável amor do Salvador revelado em Sua peregrinação na Terra, da manjedoura de Belém à cruz do Calvário, e essa visão dEle atrai, abranda e subjuga o coração. O amor é desper­tado no coração dos que O contemplam. Ouvem-Lhe a voz e seguem-nO.

Como o pastor vai adiante das ovelhas, enfrentando primeiro o perigo do caminho, assim faz Jesus com Seu povo. “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas” (v. 4). O caminho para o Céu é consagrado pelas pegadas do Salvador. A vereda pode ser íngreme e acidentada, mas Jesus passou por ela; Seus pés calcaram os cruéis espinhos, a fim de tornar mais fácil o tri­lho para nós. Todo fardo que somos chamados a suportar, Ele próprio o levou.

Embora agora tenha ascendido à presença de Deus e compartilhe o trono do universo, Jesus não perdeu nada de Sua compassiva natureza. O mesmo coração terno, pleno de simpatia, encontra-se hoje aberto a todas as misérias da humani­dade. A mão traspassada estende-se agora para abençoar ainda mais abundante­mente os Seus que estão no mundo. “Jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da Minha mão” (v. 28). A pessoa que se entregou a Cristo é mais preciosa a Seus olhos do que todo o mundo. O Salvador teria passado pela agonia do Calvário para que uma única pessoa fosse salva em Seu reino. Jamais abandonará aquele por quem morreu. A menos que Seus seguidores O queiram deixar, Ele os susterá firmemente (O Desejado de Todas as Nações, p. 480-483).


O teste da divindade de Cristo  – 18 de fevereiro 2017

Lázaro, vem para fora! João 11:43

Jesus sentiu toda a forte dor da agonia quando disse aos discípulos: “Nosso amigo Lázaro adormeceu” (Jo 11:11). Mas Cristo não tinha somente os ama­dos de Betânia em quem pensar; o preparo de Seus discípulos exigia-Lhe a con­sideração. Deviam ser Seus representantes perante o mundo, para que a bênção do Pai a todos pudesse abranger. Por amor a eles permitiu que Lázaro morresse. Se Jesus tivesse restabelecido a saúde de Lázaro, não se teria realizado o milagre que é a mais positiva prova de seu caráter divino. […]

Retardando sua ida para junto de Lázaro, Cristo tinha um desígnio de mise­ricórdia para com os que O não receberam. Demorou-Se para que, erguendo Lázaro dos mortos, pudesse dar a Seu incrédulo e obstinado povo, outra prova de que era na verdade “a ressurreição e a vida”. Custava-Lhe renunciar a toda esperança quanto ao povo, as pobres e extraviadas ovelhas da casa de Israel. Seu coração doía por causa da impenitência deles. Em Sua misericórdia, determinou dar mais uma prova de que era o Restaurador, aquele que, unicamente, poderia trazer à luz a vida e a imortalidade. Seria um testemunho que os sacerdotes não poderiam distorcer. Foi essa a causa de Sua demora em ir a Betânia. Esse mila­gre, a coroa dos milagres do Salvador – a ressurreição de Lázaro – deveria pôr o selo de Deus em Sua obra e em Sua reivindicação à divindade. […]

Lázaro fora depositado em uma cova na rocha, sendo colocado na porta um bloco de pedra. “Tirai a pedra” (v. 39), disse Cristo. Julgando que desejasse ape­nas ver o morto, Marta se opôs, dizendo que o corpo fora enterrado havia qua­tro dias, tendo já começado o processo de decomposição. Essa afirmativa, feita antes de Lázaro ressuscitar, não deixou margem a que os inimigos de Cristo dis­sessem que havia sido fraude. […]

“E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, sai para fora!” (v. 43). Sua voz, clara e penetrante, soa aos ouvidos do morto. Ao falar, a divindade irrompe atra­vés da humanidade. Em Seu rosto, iluminado pela glória de Deus, vê o povo a cer­teza de Seu poder. Todos os olhos se acham fixos na entrada do sepulcro. Todos os ouvidos, atentos ao mais leve som. Com intenso e doloroso interesse, aguar­dam todos a prova da divindade de Cristo, o testemunho que há de comprovar Sua declaração de ser o Filho de Deus, ou para sempre extinguir a esperança.

Há um ruído na silenciosa tumba, e o que estivera morto aparece à entrada da mesma (O Desejado de Todas as Nações, p. 528, 529, 534, 536).


Entrada triunfal – 19 de fevereiro 2017

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. Zacarias 9:9

Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. O animal que montava era o mesmo cavalgado pelos reis de Israel, e a profecia predissera que assim viria o Messias a Seu reino. Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande grito de triunfo ecoou pelos ares. A multidão aclamou-O como o Messias, seu Rei. Jesus aceitou agora a homenagem que nunca antes permitira, e os discí­pulos consideraram isso como prova de que suas alegres esperanças se realiza­riam, vendo-O estabelecido no trono. O povo ficou convencido de aproximar-se a hora de sua emancipação. Em pensamento, viram os exércitos romanos expul­sos de Jerusalém, e Israel mais uma vez nação independente. Todos estavam con­tentes e animados. Disputavam entre si o render-Lhe honras. Não podiam exibir pompas e esplendores, mas prestaram-Lhe o culto de corações felizes. Eles não podiam Lhe dar presentes caros, mas estendiam as vestes exteriores como um tapete em Seu caminho e também espalhavam ramos de oliveira e palmas por onde devia passar. Não podiam abrir o cortejo triunfal com bandeiras reais, mas cortavam ramos de palmeira, os emblemas de vitória da natureza, e os agitavam no ar com altas aclamações e hosanas.

À medida que avançavam, a multidão aumentava com a chegada dos que tinham ouvido da vinda de Jesus e se apressavam a tomar parte naquela marcha. […] Todos tinham ouvido falar de Jesus e esperavam que Ele fosse a Jerusalém; mas sabiam que até então Ele Se esquivara a qualquer esforço para O colocar no trono e ficavam muito surpreendidos de saber que este era Ele. Cogitavam sobre o que teria operado essa grande mudança nAquele que dissera que Seu reino não era deste mundo. (…)

Em Sua vida terrestre, Jesus ainda não tinha permitido essa demonstração. Previa claramente o resultado. Isso o levaria à cruz. […] Desse modo, era preciso que os olhos de todo o povo fossem dirigidos a Ele. Os acontecimentos que pre­cederam Seu grande sacrifício deviam ser de molde a chamar a atenção para o próprio sacrifício. Depois de uma demonstração como a que acompanhou Sua entrada em Jerusalém, todos os olhos Lhe seguiram a rápida marcha para a cena final (O Desejado de Todas as Nações, p. 570, 571).


Jesus veio para glorificar a Deus – 20 de fevereiro 2017

Precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o Teu nome. João 12:27, 28

A mensagem dos gregos, prenunciando a reunião dos gentios, trouxe à mente de Jesus Sua inteira missão. A obra da redenção passou por diante dEle, desde o tempo em que, no Céu, foi elaborado o plano, até a morte, tão próxima agora. Uma misteriosa nuvem pareceu envolver o Filho de Deus. Sua sombra foi sentida pelos que O rodeavam. Ele permaneceu concentrado em Seus pensa­mentos. […]

Veio então a divina submissão à vontade do Pai. “Precisamente com este propósito vim para esta hora”, disse. “Pai, glorifica o Teu nome” (Jo 12:27, 28). Somente pela morte de Cristo poderia ser vencido o reino de Satanás. Só assim o ser humano poderia ser redimido; e Deus, glorificado. Jesus consentiu na agonia, aceitou o sacrifício. A Majestade do Céu consentiu em sofrer como o que levou sobre Si o pecado. “Pai, glorifica o Teu nome”, disse Ele. Ao Cristo profe­rir essas palavras, veio, da nuvem que pairava sobre Sua cabeça, a resposta: “Eu já O glorifiquei e ainda O glorificarei” (v. 28). Da manjedoura ao tempo em que essas palavras foram proferidas, toda a vida de Cristo havia glorificado a Deus; e, na provação que se aproximava, Seus sofrimentos divino-humanos teriam que, verdadeiramente, glorificar o nome de Seu Pai.

Ao ser ouvida a voz, um clarão irrompeu da nuvem, circundando a Cristo, como se os braços do Poder Infinito se atirassem em torno dEle como muralha de fogo. O povo contemplou essa cena com espanto e terror. Ninguém ousou falar. Lábios cerrados e respiração suspensa, todos permaneceram com os olhos fixos em Jesus. Dado o testemunho do Pai, ergueu-se a nuvem dispersando-se no céu. Por um momento, cessara a comunhão visível entre o Pai e o Filho.

“A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um tro­vão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou” (v. 29). Porém, os indagadores gre­gos viram a nuvem, ouviram a voz, compreenderam seu sentido e discerniram, na verdade, a Cristo; foi revelado a eles como o Enviado de Deus.

A voz de Deus se fizera ouvir no batismo de Jesus, ao princípio de Seu ministério, e outra vez no monte da transfiguração. Agora, ao fim desse ministério, era ouvida pela terceira vez, por maior número de pessoas, e sob circunstâncias especiais (O Desejado de Todas as Nações, p. 624, 625).


O evangelho ao mundo – 21 de fevereiro 2017

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mateus 24:14

Cristo deu sinais de Sua vinda. Declarou que podemos reconhecer quando Ele estiver perto, às portas. Ele disse daqueles que veem essas coisas: “Não pas­sará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24:34). Esses sinais aparece­ram. Agora sabemos, com certeza, que a vinda do Senhor está às portas. “O céu e a Terra passarão, mas as Minhas palavras não passarão” (Mt 24:35). […]

O tempo exato da segunda vinda do Filho do homem é mistério de Deus. […]

Na profecia da destruição de Jerusalém, Cristo disse: “Por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:12-14). Essa profecia terá outra vez seu cumprimento. A abundante iniquidade daquela época encon­tra seu paralelo nesta geração. Assim será quanto à predição referente à pregação do evangelho. Antes da queda de Jerusalém, Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, declarou que o evangelho fora pregado a “toda criatura debaixo do céu” (Cl 1:23). Assim agora, antes da vinda do Filho do homem, o evangelho eterno tem que ser pregado a “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6, 14). Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça” (At 17:31). Cristo nos diz quando terá lugar aquele dia. Ele não diz que todo o mundo se converterá, mas que “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14). Apresentando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. Não nos cabe apenas aguardar, mas apressar o dia de Deus (2Pe 3:12). Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe era designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro teria sido antes advertido, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória. […]

Os que vigiam, à espera da vinda do Senhor, não aguardam em ociosa expec­tativa. […] Com a vigilante espera, combinam ativo serviço. Como sabem que o Senhor está às portas, seu zelo é avivado para cooperar com as forças divinas para a salvação de pessoas (O Desejado de Todas as Nações, p. 632-634).


Vós estais limpos – 22 de fevereiro 2017

Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos. João 13:10

Essas palavras querem dizer mais que a limpeza do corpo. Cristo está falando ainda da mais alta purificação, ilustrada pela menor. Aquele que viera do banho estava limpo, mas os pés, calçados de sandálias, logo se encheram de pó e necessitavam novamente de ser lavados. Assim, Pedro e seus irmãos tinham sido lavados na grande fonte aberta para o pecado e a impureza. Cristo os reco­nhecia como Seus. Mas a tentação os levara ao mal, e necessitavam ainda de Sua graça purificadora. Quando Jesus Se cingira com a toalha para lhes lavar o pó dos pés, desejava, por meio daquele ato, lavar-lhes do coração a discórdia, o ciúme e o orgulho. Isso era de muito mais importância que a limpeza de seus pés empoeirados. Com o espírito que então os animava, nenhum deles estava preparado para a comunhão com Cristo. Enquanto não fossem levados a um estado de humildade e amor, não estavam preparados para participar na ceia pascal nem tomar parte no serviço comemorativo que Cristo estava para instituir. Seu cora­ção deveria ser limpo. O orgulho e o interesse egoísta haviam criado dissensão e ódio, mas tudo isso Cristo limpou ao lavar os pés dos discípulos. Operou-se uma mudança de sentimentos. Olhando para eles, Jesus podia dizer: “Vós estais limpos” (Jo 13:10). Agora havia união de coração, amor de um para com o outro. Tornaram-se humildes e dóceis. […]

Quando os crentes se reúnem para celebrar as ordenanças, mensageiros invisíveis aos olhos humanos estão presentes. Talvez haja um Judas no grupo, e, se assim for, mensageiros do príncipe das trevas ali estão, pois acompanham a todo que recusa ser regido pelo Espírito Santo. Anjos celestiais também estão ali. Esses invisíveis visitantes se acham presentes em toda ocasião como essa. Podem entrar pessoas que não são, no íntimo, servos da verdade e da santidade, mas que desejem tomar parte no serviço. Não devem ser proibidas. Acham-se ali testemu­nhas que estavam presentes quando Jesus lavou os pés dos discípulos e de Judas. Olhos mais que humanos contemplam a cena. […]

Ninguém deve se excluir da comunhão por estar presente, talvez, alguém que seja indigno. Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal. É nessas ocasiões, indicadas por Ele mesmo, que Cristo Se encontra com Seu povo e os revigora por Sua presença (O Desejado de Todas as Nações, p. 646, 656).


O ladrão arrependido – 23 de fevereiro 2017

Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino. Lucas 23:42

A Cristo, em Sua agonia na cruz, sobreveio um raio de conforto. Foi a súplica do ladrão arrependido. Ambos os homens que estavam crucificados com Jesus a princípio O injuriaram; e um deles, sob os sofrimentos, tornara-se cada vez mais agressivo e provocador. Assim não foi, porém, com o companheiro. Este não era um criminoso endurecido. Extraviara-se por más companhias, mas era menos culpado que muitos dos que ali se achavam ao pé da cruz, injuriando o Salvador. Vira e ouvira Jesus, e ficara convencido por Seus ensinos, mas dEle fora desviado pelos sacerdotes e príncipes. Procurando abafar a convicção, imergira mais e mais fundo no pecado, até que foi preso, julgado como criminoso e condenado a morrer na cruz. No tribunal e a caminho para o Calvário, estivera em companhia de Jesus. Ouvira Pilatos declarar: “Não acho nEle crime algum” (Jo 19:4). Notara-Lhe o porte divino, e Seu piedoso perdão aos que O atormenta­vam. Na cruz, vê os muitos grandes doutores religiosos estenderem desdenhosamente a língua, e ridicularizarem o Senhor Jesus. Vê o menear das cabeças. Ouve a ultrajante linguagem repetida por seu companheiro de culpa. “Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós” (Lc 23:39). Ouve, entre os transeuntes, muitos a defenderem Jesus. Ouve-os repetindo-Lhe as palavras, narrando-Lhe as obras. Volve-lhe a convicção de que este é o Cristo. Voltando-se para seu compa­nheiro no crime, diz: “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?” (Lc 23:40). Os ladrões, à beira da morte, não mais têm a temer os seres huma­nos. Um deles, porém, é tomado pela convicção de que há um Deus a temer, um futuro a fazê-lo tremer. E agora, todo poluído pelo pecado como se acha, a his­tória de sua vida está a findar. “Nós, na verdade, com justiça”, geme ele, “porque recebemos o que nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lc 23:41). […]

O Espírito Santo ilumina sua mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das pro­vas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desam­parada alma, prestes a morrer, atira-se sobre o agonizante Salvador. “Jesus, lem­bra-Te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc 23:42).

A resposta veio rapidamente. Com voz suave e melodiosa, cheia de amor, de compaixão e de poder foram ditas as palavras: “Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso” (Lc 23:43, Trinitariana) (O Desejado de Todas as Nações, p. 749, 750).


Está consumado – 24 de fevereiro 2017

Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. João 19:30

Satanás torturava com cruéis tentações o coração de Jesus. O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não Lhe apre­sentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que sua separação tivesse que ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experi­mentar o pecador quando a misericórdia não mais interceder pela humanidade culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como subs­tituto do ser humano, que tornou tão amargo o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus. […]

Deus e Seus santos anjos estavam ao pé da cruz. O Pai estava com o Filho. Sua presença, no entanto, não foi revelada. Se Sua glória tivesse irrompido da nuvem, todo espectador humano teria sido morto. Naquele momento terrível, Cristo não deveria ser confortado com a presença do Pai. Pisou sozinho o lagar. […]

Para os anjos e os mundos não caídos, o brado “Está consumado” teve pro­funda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Eles compartilham conosco os frutos da vitória de Cristo.

Até a morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente reve­lado aos anjos e mundos não caídos. O arquiapóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião. […]

Era desígnio divino colocar as coisas numa base de segurança eterna, sendo decidido nos conselhos celestiais que se concedesse tempo a Satanás para desen­volver seus princípios, o fundamento de seu sistema de governo. Ele afirmava que estes eram superiores aos princípios divinos. Foi concedido tempo para que os princípios de Satanás operassem, a fim de serem vistos pelo universo celestial. […]

Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador. Embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do ser humano era certa e que o universo estava para sempre a salvo (O Desejado de Todas as Nações, p. 753, 754, 758, 759, 764).


Ele ressuscitou – 25 de fevereiro 2017

Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde Ele jazia. Mateus 28:6

Um terremoto assinalara a hora em que Jesus depusera a vida. Outro terremoto indicou o momento em que a retomou em triunfo. Aquele que ven­cera a morte e a sepultura saiu do túmulo com o passo do vencedor, por entre o cambalear da terra, o fuzilar dos relâmpagos e o ribombar dos trovões. […]

Cristo saiu do sepulcro glorificado, e a guarda romana O contemplou. Seus olhos fixaram-se no rosto dAquele a quem, pouco antes, tinham escarnecido e ridicularizado. Nesse Ser glorificado, viram o Prisioneiro que tinham contem­plado no tribunal, aquele para quem haviam tecido uma coroa de espinhos. […]

À vista dos anjos e do Salvador glorificado, os guardas romanos desmaiaram e ficaram como mortos. Quando a comitiva celestial foi oculta a seus olhos, eles se ergueram e, tão rápido como lhes permitiram os trêmulos membros, encami­nharam-se para a porta do horto. Cambaleando como bêbados, precipitaram-se para a cidade, dando as maravilhosas novas àqueles com quem se encontravam. Iam em busca de Pilatos, mas sua narração foi levada às autoridades judaicas, e os principais dos sacerdotes e os príncipes mandaram buscá-los primeiramente à sua presença. O aspecto daqueles soldados era estranho. Tremendo de temor, faces desmaiadas, testificaram da ressurreição de Cristo. Disseram tudo, exatamente como tinham visto; não haviam tido tempo de pensar ou falar qualquer coisa que não fosse a verdade. Com voz dolorosa, disseram: “Foi o Filho de Deus que foi crucificado; ouvimos um anjo proclamá-Lo a Majestade do Céu, o Rei da glória.”

O rosto dos sacerdotes estava como o de um morto. Caifás tentou falar. Seus lábios se moveram, mas não conseguiram emitir nenhum som. […] Uma história mentirosa foi então posta na boca dos soldados. […]

Quando Jesus foi posto no sepulcro, Satanás triunfou. Ousou esperar que o Salvador não retomaria novamente a vida. Reclamava o corpo do Senhor e pôs sua guarda em torno do túmulo, procurando manter Cristo prisioneiro. Ficou furioso quando seus anjos fugiram diante do mensageiro celestial. Ao ver Cristo sair em triunfo, compreendeu que seu reino se acabaria, e que ele devia morrer afinal (O Desejado de Todas as Nações, p. 780-782).


Ele é o Rei da glória – 26 de fevereiro 2017

Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Salmo 24-7

Chegou o momento de Cristo ascender ao trono do Pai. Estava prestes a vol­tar para as cortes celestiais, como divino vencedor, levando consigo os tro­féus da vitória. […]

Com os onze discípulos, Jesus dirige-Se agora para o monte. Ao passarem pela porta de Jerusalém, muitos olhares curiosos seguem o pequeno grupo, che­fiado por Aquele que, poucas semanas antes, fora condenado pelos principais, e crucificado. […]

Com as mãos estendidas numa bênção, e como numa firme promessa de Seu protetor cuidado, Jesus ascende lentamente dentre eles, atraído para o céu por um poder mais forte que qualquer atração terrestre. […]

Enquanto os discípulos continuam a olhar para cima, ouvem, como música agradável, vozes que se dirigem a eles. Voltam-se e veem dois anjos em forma humana, os quais lhes falam, dizendo: “Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao Céu, voltará da mesma forma como O viram subir” (At 1:11, NVI).

Esses anjos eram do grupo que estivera esperando, em uma nuvem brilhante, para acompanhar Jesus à morada celestial. Os mais exaltados, dentre a multidão angélica, eram os dois que foram ao sepulcro na ressurreição de Cristo e, com Ele, estiveram durante sua vida na Terra. Ardente era o desejo com que o Céu aguar­dava o fim de Sua estada num mundo manchado pela maldição do pecado. […]

Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cor­tes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva.

Ao aproximar-se da cidade de Deus, os anjos que compõem o séquito can­tam, como em desafio:

“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória”! (O Desejado de Todas as Nações, p. 829-833).


A coroação de Cristo e suas consequências – 27 de fevereiro 2017

Jesus […] está assentado à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2

A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Por ela, deveriam esperar antes de iniciar a obra que lhes fora ordenada. Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimônia conclu­ída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eterni­dade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a con­firmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo. […]

Durante Sua vida na Terra, Ele semeara a semente da verdade e a regara com Seu sangue. As conversões ocorridas no dia do Pentecostes foram resultado dessa semeadura, a colheita da obra de Cristo, revelando o poder de Seus ensinos.

Apenas os argumentos dos apóstolos, conquanto convincentes e claros, não teriam removido o preconceito que resistira a tanta evidência. Porém, o Espírito Santo, com divino poder, convenceu os corações pelos argumentos. As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo-poderoso, convencendo as pes­soas de sua terrível culpa por haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória.

Sob a influência dos ensinos de Cristo, os discípulos tinham sido induzidos a sentir sua necessidade do Espírito. Mediante a instrução do Espírito receberam a habilitação final, saindo no desempenho de sua vocação. Não mais eram igno­rantes e iletrados. Haviam deixado de ser um grupo de unidades independen­tes, ou elementos discordantes em conflito. Sua esperança não mais repousava sobre a grandeza terrestre. Todos eram “unânimes” (At 2:46) e “era um o coração e a alma da multidão dos que criam” (At 4:32, ARC). Cristo lhes enchia os pensa­mentos; e eles visavam ao progresso de Seu reino. Na mente e no caráter, haviam se tornado semelhantes a Seu Mestre. […]

O Pentecostes trouxe-lhes uma iluminação celestial. As verdades que não puderam compreender enquanto Cristo estava com eles, eram agora reveladas. Com uma fé e certeza que nunca antes conheceram, aceitaram os ensinamentos da Sagrada Palavra (Atos dos Apóstolos, p. 38, 39, 45, 46).


A intercessão de Cristo – 28 de fevereiro 2017

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:76

O santuário no Céu é o centro da obra de Cristo em favor dos seres humanos. Diz respeito a cada pessoa que vive sobre a Terra. Patenteia-nos o plano da redenção, transportando-nos mesmo até ao final do tempo e revelando o desfe­cho triunfante da controvérsia entre a justiça e o pecado. É da máxima importân­cia que todos investiguem acuradamente esses assuntos e possam dar resposta a qualquer um que lhes peça a razão da esperança que neles há.

A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte, iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de res­surgir. Pela fé, devemos adentrar o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós (Hb 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção. A salvação das pessoas se efetua a preço infinito para o Céu; o sacrifício feito é igual aos mais amplos requisitos da violada lei de Deus. Jesus abriu o caminho para o trono do Pai e, por meio de Sua mediação, pode ser apresentado a Deus o desejo sincero de todos os que a Ele se chegam pela fé. […]

Vivemos hoje no grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma pelo arrependimento do pecado e pela humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quan­tos desejem que seu nome seja conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel. O espírito leviano e superficial, alimentado por tantos cristãos professos, deve ser deixado. Há uma luta intensa diante de todos os que dese­jam subjugar as más tendências que insistem em predominar. A obra de prepa­ração é uma obra individual. Não somos salvos em grupo. A pureza e devoção de um não suprirão a falta dessas qualidades em outro. Embora todas as nações devam passar em juízo perante Deus, Ele examinará o caso de cada indivíduo, com um exame tão íntimo e profundo como se não houvesse outro ser na Terra (O Grande Conflito, p. 488-490).

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