Meditação da Mulher 2017 – Vivendo Seu Amor

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DESCRIÇÃO DO LIVRO

Você gostaria de experimentar profundamente o amor de Jesus? Deseja refleti-lo mais completamente? Anseia a segurança de Sua presença em todos os momentos e em cada desafio que surge em sua vida? Às vezes você se sente cansada e parece difícil suportar as cargas?

O convite de Jesus é: “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso. Sejam Meus seguidores e aprendam comigo porque Sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que Eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que Eu ponho sobre vocês é leve” (Mt 11:28-30 NTLH).

Isso não é maravilhoso? Jesus quer não só aliviar seus fardos, mas tornar sua vida feliz e agradável. Ao ler este devocional você encontrará histórias incríveis de mulheres que aprenderam a viver na prática o amor de Jesus e descobrirá a alegria de servir a um Deus que ama incondicionalmente.


Meditação da Mulher –  Vivendo Seu Amor – Março 2017


Amizade:

sentimento de grande afeição; reciprocidade de afeto, gesto de benevolência.

Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. João 13:34

As histórias a seguir revelam dois tipos de amizade: amizade com Deus e amizade com aqueles que nos rodeiam.

A amizade com Jesus aprofunda-se quando ansiámos por Sua presença e ouvimos Sua voz por meio da Palavra. Torna-se mais forte quando nos apossamos do Seu poder para vencer pecados acariciados. Aprofunda-se quando vigiamos em oração durante nossas experiências no Getsêmani, quando – em meio aos lugares desérticos da vida – buscamos renovação à sombra da cruz. A amizade com Jesus aprofunda-se quando nos damos conta de que Ele não nos deixou sozinhas na viagem rumo ao nosso destino definitivo.

A amizade com os outros aprofunda-se quando honramos os pais, confortamos o cônjuge, lavamos a roupa para uma vizinha enferma, evitamos mexericos, defen­demos os indefesos, prestamos atenção à dor de um coração ferido ou devolvemos o carrinho de compras em vez de deixá-lo no estacionamento para rodar e arranhar o carro de alguém.

A amizade com Jesus nos motiva a tratar os outros como Ele os trataria. A amizade com os outros nos leva a uma intimidade mais profunda com Deus.


Dia de solicitude – 1° de março 2017


Eles também responderão: “Senhor, quando Te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não Te ajudamos?” Ele responderá: “Digo-lhes a verdade: O que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a Mim deixaram de fazê-lo” Mateus 25:44, 45

Eu visitava a cidade onde cresci e frequentei a igreja durante minha infância e início da idade adulta. Nessa ocasião, soube na igreja que havia uma grande preocupação por um dos membros, que estava muito doente. Algumas de nós fizeram planos de ir a sua casa, que ficava a muitos quilômetros de distância.

Chegou o dia em que viajamos até a casa dessa jovem senhora. Ela e eu crescemos juntas, embora ela fosse mais velha. Fiquei um pouco apreensiva diante da perspectiva de vê-la outra vez, depois de tantos anos. Nós a cumprimentamos com calorosos abraços e palavras de conforto e ânimo, porém não pude ignorar as necessidades imediatas que vi enquanto andávamos pela casa. Lavamos roupa, cozinhamos, limpamos a casa, compramos alimentos e cuidamos de cada necessidade dela. Chegou o momento de partir, após o tempo passado juntas em meio a trabalho, riso, conversas e lembranças dos dias de outrora. Oramos ao encerrar as horas maravilhosas passadas com ela. Então, com os melhores desejos, esperança em sua prosperidade e boa saúde para o futuro, partimos.

A enfermidade e o sofrimento prevalecem tanto entre nós que, às vezes, parece que os consideramos coisa comum. Por vezes, até nos esquecemos de nos importar. Preocupamo-nos com a própria vida e felicidade, e com nossos confortáveis arredores. Frequentemente, quando chamadas a suprir as necessidades de outros, recusamos ou negligenciamos fazê-lo por várias razões. No entanto, precisamos lembrar que virá um tempo em que necessitaremos do amor e cuidado dos outros. A Palavra de Deus nos incentiva a amar e a nos doarmos uns aos outros, buscando aquelas coisas lá do alto, não as que são da Terra. Devemos orar com as pessoas e por elas, e confiar em Deus. Além disso, devemos viver uma vida solidária, que compartilha com os outros e traz igualmente paz a nós mesmas.

Descobri grandes bênçãos naquele dia em que visitamos nossa amiga e lhe presta­mos assistência. Hoje, por que não passar um pouquinho de tempo dando atenção a alguém? Você pode, de modo semelhante, receber uma rica recompensa.

Ajuda-nos, Pai celestial, a cuidar dos outros e abençoá-los, assim como somos abençoadas.

Elizabeth Ida Cain


Carregada – 2 de março 2017


Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve. Mateus 11:28-30

Meu lindo filho só começou a falar por volta dos 3 anos de idade. Ele simplesmente apontava e resmungava. Com frequência, erguia os bracinhos para mim e eu entendia que ele queria ser carregado no colo. Quando começou a falar, levantava os braços e simplesmente dizia: “Me leva”! Comecei a tratá-lo afetuosamente pelo nome de “Georgemichael-me-leva”

Com frequência, eu lhe dizia: “Um dia, você vai ser um homem bem grandão, e a mamãe vai ser uma velhinha pequenina. Aí você vai ter que me carregar!” E eu ria.

Quando ele tinha uns 10 anos de idade, tentei lhe ensinar algumas coisas a respeito de Deus. Queria que ele aprendesse a usar sua Bíblia e ver que a Palavra de Deus podia dirigir a vida dele. Queria que ele desenvolvesse seu próprio relacionamento com Jesus. Pedi-lhe que trouxesse sua Bíblia infantil e encontrasse um verso que lhe falasse ao coração. Certa vez, ele escolheu o texto de hoje. Perguntei o que aquilo significava para ele. Ele disse: “Mamãe, todos os dias eu tenho que carregar esta mochila pesada para a escola, e isso machuca minhas costas e meus pés, de verdade. Acho que Jesus quer me ajudar a carregar isso.” Experimentei uma alegria especial com ele nesse dia, quando me contou que queria que Jesus fosse seu melhor Amigo. Suas palavras me lembraram que Deus, meu melhor Amigo também, vai carregar cada fardo que preciso levar.

Não sei de tudo o que aconteceu na vida do meu filho através dos anos, o que lhe causou tanto sofrimento a ponto de um dia ele acabar com sua vida. Seu pai me tele­fonou e disse: “George morreu.” Negação. Desespero. Raiva. Aflição incompreensível! Suicídio? Impensável! Não havia um bilhete de suicida. Minha mente, com frequência, gira mais velozmente que o ventilador de teto acima da minha cabeça. Vertigem nem começa a descrevê-la. O mundo está tão fora de controle, que nem consigo me con­centrar mais. As lágrimas turvam minha visão.

Em uma das minhas últimas conversas com meu filho, ele me contou que o poema “Pegadas na Areia” era um dos seus favoritos. Ele tinha quase 25 anos de idade, mas ainda precisava ser carregado.

Eu verei meu filho outra vez na manhã da ressurreição. Mal posso esperar para apresentá-lo a você.

Seja o que for que você esteja enfrentando na vida hoje, não importa quão triste seja a perspectiva, não importa quão grande o obstáculo, deixe que Deus a carregue para o outro lado. Essa é a minha esperança e minha oração em seu favor.

Kathy Jo Duterrow Jones


Ansiando por Deus – 3 de março 2017


Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Isaías 55:2

Meu coração sentia fome. Eu estava sozinha, frequentemente desalentada. Buscando algo para satisfazer o vazio dolorido no coração, com demasiada frequência eu procurava comida. Chocolate. Sorvete. Biscoitos. Qualquer coisa que aliviasse aquele vazio. Para me sentir melhor. Contudo, essa sensação durava só um momento. O gosto era bom e eu me sentia bem, mas logo voltavam a conhecida solidão, o desâ­nimo e a fome por algo mais.

“Ouvi-Me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (Is 55:2, ARA).

Comer o que é bom. Deleitar-se com abundância. Eu sabia que Deus não estava dizendo que eu comesse apenas alimento saudável. Ele ia mais fundo. Não se tratava de comida. Dizia respeito ao meu coração. Ele conhecia o anseio do meu coração. Sabia o que preencheria aqueles espaços vazios. A solidão. O anelo de ser amada e aceita por aquilo que sou. Sentir-me conectada – aquele senso de pertencer. De saber que alguém me quer.

“Ouvi-Me atentamente.”

“Com amor eterno Eu te amei” (Jr 31:3, ARA).

“Chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is 43:1, ARA).

Deus me ama. Eu sei disso. Sabia disso na maior parte da minha vida. Para começar, tinha sido Seu amor que me atraíra a Ele. Quando criança, aprender que Deus me ama exatamente do jeito que sou me levou a entregar minha vida a Ele. No entanto, de algum modo, à medida que eu crescia, fui perdendo aquela crença profunda de que Deus me ama. Sei que Ele entregou Jesus para morrer por mim, mas a parte do amor se perde quando começo a pensar em mim mesma e em todas as partes de mim que precisam de mudança, de melhora. Como poderia Deus realmente me amar quando eu, na verdade, não me amo?

O que anseio, realmente, não é chocolate ou sorvete ou biscoitos. Aquilo que real­mente anseio é o que Deus oferece: Seu amor incondicional que aceita, que é poderoso, que está sempre acessível, que transforma a vida. Só ele pode satisfazer. Preciso dar atenção a Ele, e não ao inimigo que me diz que sou indigna, um nada, má demais para ser perdoada de novo, e desprezada. Preciso alimentar o coração com essas verdades que me fazem lembrar de quem Ele é e de quem eu sou nEle. Então poderei ser “ar­raigada e alicerçada em amor” e “cheia de toda a plenitude de Deus” (ver Ef 3:17-19). Assim meu coração ficará verdadeiramente satisfeito.

Tamyra Horst


Criada à imagem de Deus – 4 de março 2017


Criou Deus o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27

Minha mãe me contou que, quando ela se casou, meu pai queria ter muitos filhos, como os homens africanos costumam querer. A primogênita foi uma menina. Meus pais não se importaram com o gênero do primeiro bebê que tiveram.

O segundo também foi uma menina, e meu pai começou a reclamar que ele não queria meninas – ele precisava de meninos. O terceiro bebê nasceu menina. Isso perturbou meu pai, e ele gritou para minha mãe que estava “por aqui” de meninas. Precisava de filhos “de verdade”

Minha mãe disse que ela fez tudo o que podia para ter um menino, porque, segundo meu pai, ele ainda não tinha filhos. Mamãe orou fervorosamente a Deus, que lhe deu um menino. Ela o chamou de Samuel. Meu pai, dessa vez, ficou feliz. “Você só começou agora a dar à luz filhos de verdade” ele disse.

Feliz ou infelizmente, as três crianças seguintes foram meninas – elas foram a quinta, a sexta e a sétima entre os filhos. Isso frustrou e desapontou ainda mais o meu pai.

Mamãe tentou, pela oitava vez, ter um menino. Quando ela foi ao hospital para dar à luz, meu pai nem sequer a acompanhou. Em vez disso, mandou um mensageiro para se informar sobre o sexo do mais novo bebê.

Essa criança também foi uma menina, a que está escrevendo esta história. Meu pai não foi pagar a conta hospitalar. Minha mãe e eu ficamos retidas no hospital, à espera do pagamento pendente das contas da maternidade. Mais tarde, meu tio materno foi ao hospital e quitou as contas médicas. Tão logo minha mãe voltou para casa, papai se casou com uma segunda esposa, para que esta lhe desse o tipo de filhos pelos quais ele ansiava – meninos. Meu pai morreu frustrado e desapontado, porque a segunda esposa com quem ele se casou deu à luz cinco meninas, consecutivamente, e nenhum menino.

Essa experiência de vida me ajudou a concluir que todas as crianças são dádivas de Deus. Sou muito grata porque Ele não favorece um gênero ou etnia ou nacionali­dade em detrimento de outro. Deus criou homem e mulher à Sua imagem. Que esse conhecimento nos capacite a aceitar, amparar, amar e acolher todos os filhos de Deus, porque todos somos herdeiros do gratuito dom divino da vida eterna.

Sarah Nyende


Fator medo versus fator fé – 5 de março 2017


Busquei o Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Salmo 34:4

Pobre cãozinho! Seu nome é Peach [Pêssego]. Quando sente medo, ele fica muito ofegante. Late. Não sabe o que fazer consigo mesmo. Tem medo de trovoada, de tiroteio, de qualquer som alto. Por que ele entra em pânico, sendo que nenhuma dessas coisas o machucou alguma vez? Com muita frequência, ele parece viver no seu mundo com o “fator medo”

Ontem à noite, quando começaram as trovoadas, Peach não parava de latir. Deixei que ele entrasse em casa, e ele se escondeu sob a mesa da cozinha. Ele se sente con­fortado ao estar dentro de casa conosco, já que somos seus melhores “amigos” Quão semelhante, porém, é o seu comportamento com o nosso! Quando estamos com medo, queremos ficar com alguém. A presença de outra pessoa nos ajuda a dissipar e desvanecer o temor. Infelizmente, Piche não pode ficar dentro de casa à noite, devido ao risco de acidentes. Uma vez tentei fazer um cantinho onde ele pudesse permanecer, mas ele ficava arranhando para sair. Por algum motivo, aquele dormitório improvisado não lhe servia. Assim, precisava ir para fora, para o pátio dos fundos, e enfrentar seus medos. Ali ele tem sua casinha, mas, às vezes, não se sente seguro nela. Ele procura um local bem no fundo do galpão, onde ninguém possa vê-lo.

Em uma noite tempestuosa, deixei Peach entrar em casa para acabar com seus latidos. Ele se acomodou logo, mas em pouco tempo chegou a minha hora de dormir. Coloquei Peach de volta no quintal. Au! Au! Au! Quero entrar! Em vez de satisfazer seu desejo, saí para ficar com ele. Ele pôs a cabeça sobre meus joelhos enquanto eu o acariciava e falava com ele. Peach se acalmou e, felizmente, aconteceu o mesmo com a tormenta. Acabaram-se os trovões. Nada mais de barulho. Peach sentiu segurança suficiente para dormir na casinha, sem mais problemas naquela noite. Muito obrigada, Senhor, por acalmares o temporal.

Ninguém gosta de sentir medo. Às vezes, como Peach, vivo em meio ao fator medo, em vez de viver com o fator fé. Quando faço minha caminhada pela manhã, muitas vezes temo que algum cachorro solto apareça e tente me morder. Percebo que não consigo desfrutar esses momentos se estou com medo. Assim, agora, antes de sair para caminhar, oro pedindo que Deus cuide de mim. Alguns versos me vêm à mente, como: “O meu Deus enviou o Seu anjo, que fechou a boca dos leões” (Dn 6:22). Seguramente, se Deus pode lidar com leões, Ele pode também impedir que cães e outros perigos me “mordam”.

Senhor, Tuas palavras me acalmam os temores. Mostra-nos com frequência que, à semelhança de um bom amigo, estás sempre conosco, oferecendo-nos paz por inter­médio da Tua Palavra quando os temores nos ameaçam. Transforma nosso medo em fé.

Rosemarie Clardy


Má notícia/boa notícia – 6 de março 2017


Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar. Gênesis 3:15

Alguma vez, alguém já deve ter lhe dito: “Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?” Geralmente respondemos: ‘A má.” Porque queremos que a boa notícia (seja qual for) nos deixe com uma sensação de conforto e esperança.

Nossa igreja estava estudando o livro intitulado O Grande Conflito, de Ellen G. White. Enquanto lia o capítulo 30, “O Pior Inimigo do Homem, e Como Vencê-lo” a princípio, fiquei horrorizada; depois, surpreendentemente aliviada. Percebi que o capítulo apresentava primeiro a má notícia, seguida pela boa notícia, que me trouxe tanto o conforto quanto a esperança. Esse capítulo me ajudou a perceber que, antes de os seres humanos terem sido criados nesta planeta, uma guerra entre Cristo e Satanás já estava sendo travada. E nosso generoso Deus criou a humanidade – nós – para estarmos do Seu lado na guerra, Seus companheiros do lado vencedor. Que Amigo temos nEle!

No entanto, Eva, no jardim do Éden, escolheu duvidar da bondade de Deus. Escolheu acreditar em mentiras acerca do Seu caráter, contadas a ela por Satanás (disfarçado de serpente). Eva agiu com base em mentiras, e Adão veio logo atrás. Sua escolha de pecar era a má notícia, pois significava que agora viveriam longe da amizade com Deus e em território inimigo. Então Deus foi até eles, e prometeu pôr inimizade entre Satanás e a humanidade. Inimizade era a boa notícia! Satanás sabia que somente a morte poderia satisfazer as justas exigências de um Deus santo. Ele sabia que Deus dissera a Adão e Eva que eles morreriam se pecassem. Imagine a surpresa de Satanás quando percebeu que Deus e Seu Filho tinham um plano pronto para pagar a penalidade do pecado por toda a raça humana – por todos os que aceitassem, em seu lugar, o sacrifício de Cristo na cruz. A inimizade posta por Deus (Seu poder dentro de nós) não só nos permitiria escolher o Seu lado no grande conflito, mas também nos capacitaria a fazer essa escolha crucial.

Satanás roubou nossos primeiros pais por meio do engano, mas você pode ficar feliz porque Deus atua por intermédio de Suas próprias regras justas. Ele não nos engana ou nos força a voltar para o Seu lado. Ele nos dá o dom da inimizade contra o mal para possibilitar nossas escolhas. Enquanto esteve na Terra, Jesus nos deu um exemplo de como depender da força do Pai para fazer as escolhas certas na vida. E a “boa obra” que começou em nós, Ele terminará. Não é de admirar que possamos fazer referência tanto à inimizade quanto à história do evangelho como boas notícias!

Lana Fletcher


Dra. Princesa – 7 de março 2017


É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças. Salmo 103:3

Quando eu crescer, quero ser uma princesa-doutora” disse Tori, minha sobrinha-bisneta de 5 anos. Puxando-me na direção de sua gasta mesinha do “consultório médico” ela acrescentou: “Venha ao meu consultório e me deixe verificar sua saúde.” Sentei-me no chão da sua área de brincar, e ela começou o trabalho.

Tori (soprando um balão, não ligado a mim): Tia Carolyn, o açúcar no seu sangue está mesmo ruim.

Eu: Você quer dizer que a minha pressão sanguínea está ruim?

Tori: Não, o seu açúcar no sangue. Preciso lhe dar um remédio – que não tenha açú­car! Agora vamos ver seus olhos (apontando para um pequeno cartaz de faz de conta).

Eu: Posso ler tudo com os dois olhos – embora meu olho esquerdo não veja tão bem quanto o direito.

Tori: Então a gente precisa tirar seu olho esquerdo agora mesmo! Vou lhe dar um novo olho esquerdo e você estará pronta para sair. Tia Carolyn, também tirei uma foto dos seus ossos, que estão parecidos com isto (entregando-me uma “radiografia” de plástico claro, com algo parecido com a cabeça do Pato Donald).

Eu: Bem, acho que se é assim que pareço, então é assim que sou. Está tudo bem, certo?

Tori: Não, não está bem, e isso quer dizer mais remédio para você!

Eu: Dra. Princesa, por favor, não existe alguma coisa em mim que possa estar saudável?

Tori: Isso depende do seu exame de respiração. Aqui, sopre dentro desta máscara. (Eu sopro.) Oh, não!

Eu: E agora, o que há de errado? Minha respiração não está normal?

Tori: Não, com certeza não! Na verdade, esse exame mostra que você simplesmente não está respirando! Aqui, mais um pouco de remédio. E volte ao consultório daqui a dois dias.

Em uma conversa em outro momento, naquela noite, Tori disse: “Tia Carolyn, só de olhar posso dizer que você está se sentindo melhor agora. Você nem precisa voltar ao meu consultório daqui a dois dias.”

Essa entrevista “médica” com a Dra. Princesa me fez rir. Ela também me fez lembrar do tempo que desperdicei ao “diagnosticar” as “doenças” aparentes que julguei ver nos outros. Tempo que eu poderia ter empregado melhor encaminhando-as para o Grande Médico, o único que pode dar diagnósticos corretos, junto com Seu toque de cura.

Senhor, enche-me com o Teu Espírito Santo hoje. Perdoa-me por todas as vezes que brinquei de “doutora” em vez de descansar – em Ti – e ser uma autêntica amiga de corações feridos.

Carolyn Rathbun Sutton


Atraso no voo – 8 de março 2017


Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito. Romanos 8:28

Minha amiga, Annie Korup, e eu estávamos retidas na alfândega por causa de verificações de rotina de um pacote de arroz integral que eu havia trazido de Papua-Nova Guiné para a Austrália. O embarque do nosso voo para Newcastle ocorreria em 50 minutos. Perder o vôo significaria taxas adicionais à minha passagem promocional. Para complicar, Annie tinha problemas de visão e, a fim de acomodar suas necessidades especiais, precisávamos caminhar mais lentamente.

Depois de sermos liberadas da alfândega, entramos na fila do check-in internacional para nossa conexão doméstica. Quando chegamos ao balcão, a funcionária da Qantas Airlines nos informou que nossa reserva era para a Jetstar. Devíamos ir ao terminal doméstico para o check-in. A essa altura, entendi que não conseguiríamos fazer a conexão faltando somente 30 minutos para o embarque.

“Por favor, Senhor” sussurrei. “Assume a partir de agora e permite que cheguemos a tempo para embarcar no nosso voo. Protege Annie de perigos, já que precisaremos correr.” Deslizei meu braço direito sob o esquerdo de Annie e a conduzi pelo meio do terminal lotado. Acenei para um táxi. Uma vez dentro, anunciei nosso destino e ele, relutantemente, nos levou ao terminal doméstico ao preço de 20 dólares. Suspeitei que ele fez um desvio desnecessário, porque pareceu que levou mais tempo do que deveria para chegar lá.

No terminal doméstico, achamos desanimadora a longa fila na área de segurança. Algo em Annie fez com que o alarme da segurança desligasse duas vezes. Mais cinco minutos perdidos. A essa altura, eu tinha perdido toda esperança de chegar a tempo ao portão 26, o último no terminal.

Agora tínhamos uma caminhada de 15 minutos, além de uma parada necessária na banca de revistas para comprar um cartão de chamadas telefônicas. Sem ele, não teríamos como entrar em contato com nossos anfitriões em Newcastle, Robert e Julie Norris. Durante o tempo todo, orei pedindo a intervenção de Deus em nosso favor.

Chegando tarde ao portão 26, encontramos a área de espera vazia. Sentei pesada­mente em um banco e tirei o bilhete eletrônico para conferir o número do voo no painel. O quê? Nosso voo de conexão atrasaria 20 minutos! “Muito obrigada, Deus!” suspirei. Annie e eu tínhamos alguns momentos inesperados para relaxar, comer e chegar a tempo ao nosso destino. Anime-se! Embora Deus possa dar a impressão de ser muito do “último minuto” Sua promessa nos garante que Ele aparece sempre no tempo certo.

Fulori Sususewa Bola


Não o fim, mas o início – 9 de março 2017


Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. Isaías 43:19

Fazia mais de um ano desde que meu esposo não cristão havia começado seus tratamentos com diálise, quatro horas, duas vezes por semana, a duas horas de carro de onde morávamos. Um dia, quando a enfermeira o tirou da máquina, a fala do meu esposo ficou enrolada e ele começou a cantar. A enfermeira reconheceu que sua pressão sanguínea estava muito elevada e telefonou ao médico para que viesse rapidamente.

–  Que idade o senhor tem?

–  Dezoito – respondeu meu marido de 39 anos. A maioria de suas outras respostas tampouco fazia sentido.

–  Levem o Sr. Marshall ao hospital geral, imediatamente – ordenou o médico. Eu não conhecia o caminho pela cidade. Meu esposo, em seu estado sonolento, teve que me orientar para chegarmos ao hospital.

“Senhor, por favor, não permitas que meu esposo morra esta noite” implorei, en­quanto um novo médico ordenava que se fizesse um novo procedimento. Sabendo que o procedimento seria doloroso, perguntei: – Meu esposo está correndo algum perigo real? – O médico respondeu com um sonoro sim!

Telefonei para minha irmã, alertando-a para que pedisse aos membros de nossa igreja que orassem por meu esposo. A sós com Deus, eu lia alternadamente um livro intitulado Pray for the Sick [Ore Pelos Enfermos] e olhava para uma placa na parede que dizia: “Isto não é o fim de nada; é apenas o início”

Orei incessantemente porque, além de tudo isso, os enfermeiros estavam em greve. O equipamento que os médicos haviam ligado não estava funcionando como deveria, e pedi à única enfermeira de plantão que o desligasse.

Durante a noite toda, orei com meu esposo. Conversamos sobre a importância de ele entregar a vida ao Senhor. Em algum momento, durante aquela noite longa e sofrida, meu esposo entregou o coração a um novo Amigo – Jesus. Hoje, dezenove anos depois, ainda agradecemos e louvamos ao Senhor juntos.

Você precisa de uma intervenção de Deus em seu deserto agora mesmo? Lembre-se de que aquilo que você pode ver apenas como um fim, Deus pode ver como o início de uma “coisa nova” que Ele quer fazer por você. Peça o poder dEle para apegar-se às Suas promessas e ter a confiança de que Ele a fará superar tudo.

Marilyn Thompson Marshall


Mudanças – 10 de março 2017


Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. 1 Coríntios 13:12

Lembro-me das visitas à casa da vovó em Moruga, Trinidad e Tobago, quando eu era criança. Essas visitas aconteciam durante as férias escolares. Aguardávamos ansiosos por essas visitas, porque elas significavam mais espaço para correr, árvores para subir, e todas as guloseimas que pudéssemos imaginar, desde sorvete feito em casa até tortas e pão de aipim. As visitas, porém, não vinham sem os seus horrores, pois a vovó nos colocava em fila para tomar chá de sene (um laxante usado na época para eliminar vermes). Essa era a pior de todas as experiências. O gosto, o cheiro – mesmo que ela pusesse leite dentro e tentasse disfarçar o sabor, você ainda sabia o que era.

Outro ponto alto era usar a pinça. Vovó me chamava em particular, já que eu era a mais velha, para pinçar os cabelos brancos no contorno do couro cabeludo e na nuca (naquele tempo ainda não havia tintura para o cabelo), uma tarefa que podia levar horas, já que parecia haver muito cabelo branco.

Os anos passaram e observei minha avó envelhecer, ficar doente e frágil, e então descansar. Agora eu me olho no espelho e vejo os cabelos brancos aparecendo acima da testa. Olho meu corpo e me lembro de quando era delgada e ágil. Agora, subir um lance de escada pode fazer estrago nos meus joelhos, e não tenho mais a mesma medida na cintura. Os anos simplesmente voaram, trazendo com eles mudanças que foram bem recebidas ou indesejadas, morte e vida, perdas e ganhos.

A mudança final que aguardo é a que trará paz infinita e júbilo interminável. Por enquanto, as mudanças que vêm ao nosso corpo são mudanças da idade avançada, enfermidade e morte. Ainda que nos exercitemos e comamos de maneira correta, ainda passamos por mudanças por causa do pecado. Nossa compreensão é limitada e nossa visão é fraca. No entanto, um dia, conheceremos como somos conhecidos; um dia, olharemos o espelho e nos veremos do modo como Deus sempre nos viu. Um dia, o próprio Cristo chamará nosso nome. Ao caminharmos por gloriosas ruas de ouro, olhando para o nosso próprio reflexo embaixo, não veremos o corpo que precisa “eliminar vermes” ou o cabelo grisalho que chega com a idade. Em vez disso, olharemos ao redor e veremos trajes brancos cobrindo corações agradecidos, a saudável cintilação de um corpo livre do pecado e, melhor que tudo, os olhos de nosso Pai. Ah, que mudança será essa!

Greta Michelle Joachim-Fox-Dyett 


Detalhes – 11 de março 2017


Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito. Lucas 16:10

Alguma coisa havia mudado. Quando uma colega entrou no consultório médico de nossa organização em busca de formulários para a cirurgia a que seria submetida, vi que algo estava diferente nela. Enquanto conversávamos por alguns minutos a respeito da cirurgia, notei que sua linguagem não estava mais apimentada com palavras de maldição. Ela começou a me contar sobre a decisão recente que ela e seu esposo haviam tomado no sentido de entregar a vida ao Senhor. Essa era uma mudança radical para eles, e pude ver a paz de Deus refletida na face dela. A tristeza, porém, maculara sua alegria porque muitos de seus antigos amigos não mais se associavam com eles.

Pude contar a ela muito daquilo que o Senhor significava para mim e incentivá-la a permitir que Ele governasse cada área da sua vida – até em pequenos detalhes. O que Jesus faria – é isso que deve determinar como lidamos com cada situação na vida. Dei a ela o exemplo de como, após colocar produtos do supermercado no meu carro, seria muito fácil abandonar simplesmente o carrinho de compras e ir embora, em vez de devolvê-lo ao lugar correspondente. Porém, se eu abandonasse o carrinho, ele poderia rodar até atingir outro veículo e arranhá-lo. Assim, embora mesmo tentada a partir e deixá-lo, tento fazer o que eu creio que Jesus faria nessa situação – devolver o carrinho. Após essa conversa, minha colega e eu nos abraçamos. Ela foi para o hospital, e eu tinha uma nova amiga.

Várias semanas depois, eu andava apressada pela mercearia e me encontrei com ela. Atualizamos os assuntos, e conversamos sobre sua recuperação depois da cirurgia. A hora do jantar se aproximava, e nós duas corremos para terminar nossas compras. Escurecia naquele chuvoso dia de inverno. O joelho da minha própria cirurgia estava doendo, e eu realmente não queria levar o carrinho do mercado à área apropriada, mas o pensamento cruzou minha mente: O que Jesus faria? Devagar, empurrei o carrinho de compras ao seu lugar. De repente, ouvi meu nome. Olhei e vi minha amiga em­purrando seu carrinho para o mesmo lugar também. Ela riu e comentou: “Nunca me esquecerei do que você me disse sobre fazer o que Jesus faria, e devolver o carrinho.”

Quantos detalhes da nossa vida testificam de nosso compromisso de refletir a Jesus em tudo o que fazemos e dizemos? O que minha colega pensaria de mim se eu não tivesse devolvido o carrinho do mercado naquele dia, indo embora simplesmente? O que ela pensaria de Jesus?

Sandi B. Cook


A oração consegue bons resultados – 12 de março 2017


Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. Tiago 5:16

Meu esposo, Murray, tem uma sobrinha-neta chamada Heidi, que é socorrista de ambulância. Seu esposo, Ian, policial, frequentemente ajuda a dar aulas para os quatro filhos em casa. Contudo, o desejo do coração deles era fazer trabalho voluntário para o Senhor. Assim, venderam sua casa na Austrália e se mudaram para perto de um orfanato no Nepal. Nesse país, conseguiram uma residência em um alto prédio de apartamentos e se viram rodeados de muitas famílias que ali moravam também.

Em seu ministério em favor dos órfãos, Heidi atualizou o arquivo médico para cada criança, já que essa documentação médica era escassa. Ela está atualizando registros anteriores, a fim de que seja mais fácil localizar problemas de saúde que as crianças tiveram, bem como o tratamento ministrado. Mais de 150 crianças residem no orfa­nato. Algumas têm os mesmos nomes, o que também complica os registros que Heidi mantém. Ela planeja dirigir um curso básico de primeiros socorros para todos os pais, a fim de que saibam o que fazer quando ocorrem acidentes ou surgem emergências médicas. E acidentes acontecem, na verdade.

Um dia, um garotinho de dois anos de idade, Yuv Raj, que morava um andar abaixo do apartamento da família de Heidi, subiu por cima da grade da sacada. Dali, caiu de cabeça no concreto, embaixo. Sofreu grave traumatismo craniano e danos no cérebro. Heidi, imediatamente, ofereceu sua experiência médica para ajudar a criança. Contudo, para obter um horário de consulta nessa parte do país, a pessoa precisa estar na fila às 7 horas da manhã a fim de obter a senha. Apenas 40 senhas são distribuídas de cada vez. Heidi ficou na fila em nome de Yuv Raj e conseguiu obter a senha número 35, bem como socorro para ele. Depois do acidente de Yuv Raj, Heidi e Ian mandaram e-mails para amigos e parentes na Austrália, pedindo que orassem pela recuperação e pelas despesas médicas do menino. Como resultado da oração, Yuv Raj começou a se restabelecer. Hoje ele frequenta a escola com seus amiguinhos.

As orações dos amigos e familiares foram a fonte de energia diária para o progresso na desafiadora obra missionária de Heidi. E a oração é, igualmente, a sua fonte de forças, ao você permitir que Deus cumpra por seu intermédio, a cada dia, o propósito que Ele tem para o ministério da sua vida.

Joan D. L. Jaensch


Quem sabe? – 13 de março 2017


Deus dá um lar aos solitários. Salmo 68:6

Sempre fui uma pessoa caseira, morando com meus pais. Contudo, em 2005, decidi que teria uma aventura educacional no segundo ano da universidade, estudando em outro país. Minha intenção, quando nervosamente deixei minha família por oito meses completos, era passar apenas aquele ano na Inglaterra e depois retornar para casa, a fim de concluir os estudos na universidade que meus pais e minha irmã haviam frequentado antes de mim.

Eu me consolava com o pensamento: Pelo menos, vou para casa no Natal. Desse modo, sem ter estado fora de casa por período nenhum de tempo, obtive o passaporte e viajei por conta própria para o Newbold College, na Inglaterra, com meu plano em mente.

Que posso dizer? Aqui estou, ainda morando no Reino Unido após sete anos! E, na verdade, eles têm sido os melhores sete anos da minha vida! Deus tinha um plano diferente. Ele sabe quão importante é a família para mim, mas também sabe o que é melhor. Sabia que, aos 19 anos, eu precisava começar a construir vida própria. Precisava crescer e me conhecer como indivíduo independente dos meus pais. E Deus orquestrou Seu plano por intermédio de uma amizade nova com uma pessoa muito especial.

Eu nunca havia conhecido alguém da Sérvia, e agora sou casada com o homem sérvio mais maravilhoso que conheci na Inglaterra. Não posso ser mais feliz. Deus sabia o que estava fazendo, como sempre sabe. É evidente que tanto meu esposo quanto eu gostaríamos de ver nossas famílias com mais frequência, mas Deus nos tem mostrado constantemente que cuida de tudo para nós. Ele nos abençoou além da nossa imaginação e tem fielmente nos guiado em Seu plano para nossa vida juntos.

Todos os dias, fazemos planos. No entanto, são planos que nem sempre se concre­tizam como esperamos.

Deus, porém, o Todo-poderoso e Onisciente, está no controle soberano da nossa vida e sempre leva em consideração os nossos melhores interesses. Fico feliz porque é Ele que tem esse tipo de controle, não eu.

Que nós busquemos sempre os planos de Deus para a nossa vida, à semelhança do perfeito Exemplo e melhor Amigo, Jesus. Seremos mais felizes ao buscarmos conhecer Sua vontade e acreditar que Ele nos acompanhará e guiará a cada passo do caminho. Temos a promessa: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Fp 4:19).

Taylor Bajic


Testemunhando como voluntária – 14 de março 2017


E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14

As pessoas testemunham de Deus de várias maneiras. Algumas testemunham como donas de casa, algumas como professoras, outras como evangelistas e outras escrevem livros para nos ajudar a compreender a Bíblia. Tenho o privilégio de ser professora, bem como mãe, esposa, bibliotecária, auxiliar de enfermagem e vendedora de imóveis. Agora, aposentada, tenho uma nova maneira de testemunhar – como voluntária na comunidade.

Eu queria fazer a diferença para Jesus, e agora trabalho como defensora especial, nomeada pelo tribunal, no sistema judiciário juvenil do meu país. Ajudo crianças que foram removidas de seus pais por várias razões, como agressão física, abuso domés­tico, abuso de drogas ou álcool ou, simplesmente, negligência. Lamento suas terríveis circunstâncias, mas aprecio lidar com detalhes que ajudam a encontrar lares seguros e permanentes para essas crianças.

Como preparo para esse trabalho, passei por 30 horas de treinamento e fiz 30 horas de estudo independente, que incluiu observação na vara da infância. Cada caso é intei­ramente diferente do outro. Aprendo algo novo todos os dias. Parte do meu trabalho envolve colaborar com até cinco advogados, o Departamento de Serviços da Infância e o juiz do tribunal juvenil. Além disso, estão os pais, de variadas personalidades, e os filhos com quem interajo. Algumas das crianças são bebês nascidos de mães viciadas em metanfetamina. Assim, os bebês passam agora por testes para identificar drogas que possam estar em seu organismo devido ao vício da mãe.

Um funcionário é nomeado para cuidar do caso de cada criança; ela é colocada com um parente ou em um lar adotivo, até que a mãe ou os pais compareçam ao tribunal. Se for um caso difícil, o juiz pode solicitar que um voluntário da defensoria infantil especial também trabalhe no caso.

Se eu me sinto gratificada ao ver meus esforços como testemunha e voluntária para Jesus resultarem no fato de crianças feridas encontrarem um lar seguro e permanente, pense no júbilo que Cristo – que Se apresentou espontaneamente para morrer em nosso lugar – experimentará um dia, quando vier para levar Seus filhos ao seguro, permanente, belo e eterno lar!

Loraine F. Sweetland


Encontrando Joan – 15 de março 2017


Existe amigo mais apegado que um irmão. Provérbios 18:24

Joan Scher. Há mais de 40 anos, essa senhora foi enviada para nossa casa campestre. Ela não estava bem; chegou com sua filha de 6 anos de idade, Belinda, e seu cachorro. O único quarto onde podiam dormir era o da escola maternal. O sofá se abria para formar uma cama, e ali elas se instalaram.

Belinda acompanhou meu filho John à Escola Parque Stanborough, onde meu esposo, Cyril, lecionava. Eu não sabia que Joan era artista, mas ela transformou as paredes da escola maternal com belas flores e animais. Disse que pintar fazia com que se sentisse melhor. Certamente fez com que todos nós nos sentíssemos melhor. Ela viera para passar um breve período, mas ficou por longo tempo.

Quando já estava bem, voltou para o seu esposo. Eles se mudaram para Yorkshire, já que ela era natural da região, e achei que aquele fosse o fim da história. Certamente não era. Na verdade, ficamos na casa deles em Yorkshire com nossos três filhos.

A essa altura, eu estava plenamente envolvida em meu trabalho com crianças disléxicas. Descobrimos que Joan era disléxica. Isso era responsável por suas lutas na escola. Posteriormente, eles se mudaram para Kent. Nossa amizade estava consolidada a essa altura. Começamos a escrever livros juntas. O maior deles intitulava-se My Journey to Dyslexia [Minha Jornada Rumo à Dislexia]. Os desenhos dela são tão notáveis, que fazem o livro parecer vivo. Temos passado, juntas, muitas horas maravilhosas. Fizemos muitos livros menores também. Eles são chamados How Books [Os Livros do Como] e, com detalhes coloridos, explicam os passos a serem dados para transformar a vida de uma criança disléxica em uma vida de sucesso: como transformar o “não posso” em “posso” (é só tirar o não).

Joan ainda pinta, e embora tenha hoje 83 anos de idade, ainda gostamos de escrever histórias juntas. Ela ainda consegue ilustrá-las, todas, de um modo muito lindo. Joan tem um grande senso de humor. Escreve poemas deslumbrantes, nos quais borbulha o seu humor.

Que felicidade foi o fato de Joan ter chegado à nossa casa há muitos anos, quando estava tão doente! Na época, sua fé era muito frágil, mas agora oramos juntas por muitas pessoas. Nunca imaginamos, naquele tempo distante em que nossa amizade começou, que ela resultaria no desdobrar de uma bênção.

Não é simplesmente maravilhoso o modo como Deus nos traz amigos? Oramos uns pelos outros, e a amizade nos fortalece a fé e abençoa outras pessoas.

Monica Vesey


A mudança das estações – 16 de março 2017


De uma Lua nova a outra […] toda a humanidade virá e se inclinará diante de Mim. Isaías 66:23

Recentemente, enquanto refletia sobre a variada beleza que as quatro estações trazem, aqui no Hemisfério Norte, não pude deixar de pensar no impacto que a experiência da vida em diferentes fases pode exercer sobre uma pessoa. Deixe-me explicar.

Assim como um ambiente primaveril favorece gentilmente uma tenra planta, nossos primeiros anos, desde o nascimento e ao longo da infância, são mais bem vividos em um ambiente seguro que supra nossas necessidades básicas, tanto físicas quanto espirituais.

A adolescência e o início da idade adulta nos introduzem ao verão da vida. Em meio à natureza, o calor e as chuvas de verão estimulam o rápido crescimento da planta, até atingir a maturidade. Eu me considero uma “pessoa-verão” já que parece ser essa a estação em que meu nível pessoal de energia alcança o pico.

Minha estação preferida, porém, é o outono (em termos gerais, de setembro a novembro, onde moro). As folhas verdes do verão se transformam em vividos tons de amarelo, laranja e vermelho, que se revelam aos nossos olhos com magnífico esplendor. O outono é a época do ano – e a etapa da vida – em que podemos desfrutar os frutos do nosso labor. Canteiros bem cuidados produzem sua farta colheita que, preservada por vários métodos, garante o sustento durante a estação menos produtiva do inverno. O outono me traz à mente as palavras de Cristo: “Sim, o meio de identificar uma árvore, ou uma pessoa, é pela qualidade do fruto que dá” (Mt 7:20, BV).

Não demora muito, e o inverno segue o outono. Gosto das primeiras nevadas dessa estação. No entanto, depois de uma ou duas tempestades de neve, começo a me sentir como se estivesse hibernando. Apesar do clima gelado, não há motivo de lamentação para os fazendeiros e agricultores que trabalharam bem ao longo das estações mais amenas. Eles podem descansar do seu labor, sobrevivendo aos ventos do inverno.

Como ocorre com as estações da natureza, assim deve ser com as estações da vida se tivermos sido fiéis ao nosso celestial Companheiro de viagem. Quando o último vento frio soprar sobre a paisagem da nossa vida, seremos capazes de dizer, assim como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm4:7, ARA).

Doreen Evans-Yorke


Na hora certa – 17 de março 2017


Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Eclesiastes 3:11

Em um sábado pela manhã, sentei-me na igreja com o espírito abatido. Mesmo durante o sermão, sentimentos de depressão me oprimiam. Não conseguia me concentrar na mensagem sem me lembrar de minhas orações não atendidas, e decidi, simplesmente, ir embora. Nesse momento, ouvi o ancião que pregava dizer: “Deus não vai nos tirar do vale neste momento, mas promete estar conosco.”

É isso, pensei, estou em um vale de depressão. Enquanto me levantava para sair, o ancião citava Filipenses 2:5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (ARA).

Para ser honesta, embora estivesse do lado de fora da igreja, não conseguia ir para casa. Precisava de carona. Dei a volta até os fundos da igreja, onde eu podia ficar sozinha, para esperar e simplesmente pensar.

Tentei memorizar Filipenses 2:5, percebendo então que eu precisava de um novo sentimento, um novo caráter, para sair daquele estado. Uma onda de raiva me cobriu enquanto relembrava as muitas vezes em que havia buscado conselho na Palavra de Deus e orado acerca dos meus problemas, muitos dos quais simplesmente não haviam ido embora. Nesse momento, fiz o propósito de deixar de orar, porque de qualquer maneira não estava obtendo o que queria. Desanimada, decidi resolver as coisas sem qualquer intervenção espiritual.

Poucos minutos depois, peguei carona com uma irmã da igreja que estava saindo do culto da manhã. Geralmente, eu saía do carro na rua principal, me despedia e então caminhava cinco minutos até minha casa. Naquele dia em particular, porém, minha amiga me deixou diretamente em frente à minha porta. Quando saí do veículo, a tira do meu calçado se partiu. Estava na hora mesmo, pensei, o sapato já deu o que tinha que dar. Descartei aquele par de sapatos logo que entrei em casa. Então senti um clique nos meus pensamentos. Eu estivera zangada com Deus, que não havia respondido a todas as minhas orações quando eu queria que Ele fizesse. Enquanto eu pensava no sapato estragado, o Espírito Santo me ajudou a entender que Deus sempre agirá na hora certa para mim também. Sim, pensei, ainda me encontro no vale. Contudo, assim como Deus evitou que eu tivesse que caminhar até minha casa com o sapato estragado, Ele não me permitirá andar o resto do caminho para “casa” com uma vida quebrada.

Nos momentos de maior fraqueza, podemos saber que Deus demonstrará que não nos esqueceu e que nos resgatará na hora exata. Sua demora não é negação, pois Ele tem o domínio perfeito do tempo certo.

Kimasha Pauline Williams


Eu conheço você – 18 de março 2017


Eu o chamei pelo nome; você é meu. Isaias 43:1

Eu era a oradora convidada para o congresso do Ministério da Mulher em Hartenbos, na África do Sul. Embora o evento estivesse programado para terminar no domingo ao meio-dia, eu tinha que fazer minha última apresentação e sair cedo para a conexão rumo ao meu compromisso seguinte, na segunda-feira.

Após a apresentação, sobravam-me apenas 30 minutos para chegar ao aeroporto, que ficava a 30 quilômetros de distância. As mulheres me ajudaram a carregar a bagagem até o carro, enquanto nos despedíamos. Corremos para o aeroporto com tremenda velocidade. A uns dez minutos de percurso, comecei a reunir meus documentos de viagem, para não perder tempo quando chegasse ao balcão do check-in.

No meu colo estava a bagagem de mão, e eu a abri para tirar a bolsinha. Descobri que ela não estava ali. Imaginei que podia estar no porta-malas do carro, já que as bagagens haviam sido jogadas ali devido à pressão do tempo. Aceleramos até o esta­cionamento e abrimos imediatamente o porta-malas para eu pegar a bolsa. Também não estava ali! Concluí, então, que ela devia ter ficado a 30 quilômetros de distância. Telefonamos para o local da reunião e confirmaram que minha bolsa ainda se encon­trava sob a última cadeira na qual eu me sentara. Corri até a funcionária do check-in, já que restavam apenas dez minutos para que se encerrasse o embarque. Eu queria perguntar se me deixariam passar sem meu documento de identidade. A funcionária chamou o supervisor, que disse ser impossível, mas sugeriu que eu pedisse ao policial responsável uma declaração escrita. O policial disse que não era possível emitir essa declaração sem a prova do meu documento de identidade.

Eu me senti impotente e atônita. Não tinha nenhum documento de identidade comigo. Embora disposta, a pessoa que me levara ao aeroporto não teve permissão de fazer um juramento dizendo que conhecia a mim e a minha identidade. Ninguém podia dar testemunho de que me conhecia. Finalmente, permitiram que eu embarcasse após produzir uma cópia escaneada do passaporte no meu computador. No meu destino, tive que esperar quatro horas no aeroporto para que a bolsa chegasse. Provei o que significa não ter ninguém para me servir de testemunha. Neste mundo, as pessoas podem não conhecer ou reconhecer você. Pode ser que você não tenha credenciais, mas existe um Deus no Céu que conhece a você e a mim. Ele conhece nosso sentar e nosso levantar. O Senhor compreende nossos pensamentos. Que segurança! Que confirmação!

Querido Senhor, eu me regozijo com o pensamento de que Tu me conheces desde a época em que eu estava no ventre da minha mãe.

Caroline Chola


Todos os dias da sua vida – 19 de março 2017


Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. Efésios 6:2, 3, ARA

Nunca compreendi plenamente o que o quinto mandamento diz acerca de honrar os  pais, até chegar aos meus anos dourados e me encontrar na extremidade honrada do mandamento. Mais do que nunca, aprecio que Deus peça aos filhos que honrem os pais mesmo quando envelhecemos – em vez de, por assim dizer, nos colocarem em uma prateleira como algum bibelô para acumular pó. Especialmente aqueles entre nós que podem desenvolver doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. Deus nunca pretendeu que pais idosos fossem abandonados à solidão e depressão, mas que, em vez disso, desfrutassem o tempo com os filhos tanto quanto possível.

O que significa honrar nossos pais? Significa cultivar um espírito de gratidão, porque os pais fizeram muito mais do que podemos chegar a saber. Fizeram por nós sacrifícios que apenas parcialmente entendemos. O quinto mandamento “recai sobre crianças e jovens, sobre os de meia-idade e os idosos. Não há na vida nenhum período em que os filhos fiquem isentos da honra aos pais. Essa solene obrigação recai sobre cada filho ou filha, e é uma das condições de prolongamento de sua vida na terra que o Senhor dará aos fiéis. […].

“O quinto mandamento exige que os filhos não somente tributem respeito, submis­são e obediência a seus pais, mas também lhes proporcionem amor e ternura, aliviem os seus cuidados, zelem de seu nome, e os socorram e consolem na velhice” (O Lar Adventista, p. 292, 293).

Não importa a idade, os filhos podem suavizar a trilha dos pais até a sepultura com bondade, amor e assistência. Esse é o plano de Deus. Seu próprio Filho, Jesus, mostrou compaixão e cuidado para com Sua mãe, mesmo pregado na cruz. “Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem Ele amava, disse à Sua mãe: ‘Aí está o seu filho,’ e ao discípulo: ‘Aí está a sua mãe.’ Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua família” (Jo 19:26, 27).

Honrar nossos pais é sagrada obrigação e privilégio, todos os dias da nossa vida.

Camilla E. Cassell


Mais do que tudo – 20 de março 2017


Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o Seu poder que atua em nós. Efésios 3:20

Durante anos, acumulamos pontos para adquirir passagens aéreas. Precisando de passagens em junho, telefonei para a companhia aérea a fim de reservar nosso voo, e fui incentivada a investir em um cartão de crédito ouro, economizando, assim, 25%. O novo cartão levaria duas semanas para chegar e custaria 160 dólares em taxas anuais. Eu não tinha tempo para me cadastrar, de modo que agradeci e comprei as passagens como antes.

Precisando de bilhetes novamente em setembro, fizeram-me o lembrete – durante o telefonema – sobre a economia de 25% se eu tivesse um cartão ouro. Mais uma vez, agradeci. No dia seguinte, enquanto fazia compras, percebi que deveria ter providenciado o cartão em junho. Estávamos construindo uma casa, e passávamos grandes somas em nosso cartão de crédito, o que significava aumento de pontos que poderiam comprar passagens aéreas. Fui diretamente para casa, liguei para a empresa dos cartões e perguntei se, caso me inscrevesse naquele mesmo dia, receberia os pontos “extras” retroativos a junho. O atencioso funcionário disse que não poderiam aceitar minha solicitação. Quando pedi para falar com seu supervisor, o funcionário me pediu que aguardasse.

Orei fervorosamente. “Senhor, por favor impressiona esse supervisor a responder sim ao meu pedido. Senhor, é o Teu dinheiro que temos economizado, e procuro ser uma boa administradora.”

Voltando à linha, o funcionário disse novamente: “Não, não podemos concordar com esse pedido.” Fiquei desapontada. O funcionário, porém, continuou falando. “Embora não possamos ajudá-la a começar em junho, podemos lhe conceder 500 pontos e não cobrar a taxa anual para este ano, se a senhora se inscrever hoje.” Ainda achando que perdia pontos pelo fato de o funcionário não fazer as coisas “do meu jeito” concordei com sua última sugestão. Justamente antes de o funcionário concluir a atualização dos meus dados, ele disse: “Também podemos lhe dar um bônus de 150 pontos pelos três meses, se a senhora tiver um dispêndio de 2 mil dólares por mês.” Quando calculei e comparei a opção dada pela empresa de cartões, percebi que havia recebido 235 pontos a mais, ao me inscrever naquele dia, do que teria conseguido se o funcionário concordasse com minha primeira proposta. Além disso, não tínhamos taxa anual a pagar!

Deus é capaz de fazer muito mais do que podemos pedir ou imaginar. Que lição aprendi naquele dia! Quando parei de dizer a Deus o que fazer e como fazê-lo – ques­tionando Seu poder, amor e interesse por mim – e simplesmente deixei que Ele fosse Deus, quão abundantemente Ele me abençoou!

Beth Versteegh Odiyar


Ouça aquela voz – Parte l – 21 de março 2017


Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra. Salmo 46:10, ARA

O dia começara com uma bendita comunhão com meu melhor Amigo, em oração e estudo da Bíblia. Então, logo depois, a família se apressou nos preparativos para ir à igreja.

Louvo Seu nome porque, após deixar meus momentos devocionais, continuei a ouvir Seu Espírito. E Deus pôde me usar naquele dia, de maneira simples, mas pode­rosa, para tocar uma vida.

Após o programa da Escola Sabatina, reuni minha família e encontramos assentos para o culto das 11 horas, que transcorreu como de costume. No entanto, quando nos levantamos para cantar, olhei por cima do meu ombro e vi uma visitante ocupar o assento atrás de nós.

Era uma senhora bonita, bem vestida, com uma echarpe dispendiosa, envolvendo com classe o seu pescoço. O cabelo bem penteado da mulher proporcionava o toque de acabamento ao seu elegante porte.

O modo como se apresentava sugeria autoconfiança. Seus gestos graciosos, mas solenes, criavam discretamente a aura de alguém que detém perfeito controle da vida. Com certeza, concluí, essa mulher transmite segurança! Mesmo assim, as aparências podem ser enganosas, como dentro de pouco tempo eu descobriria.

Enquanto cantávamos o hino inicial, ouvi uma forte voz dizendo: Vire-se e cumpri­mente essa mulher. Pensei: Vou fazer isso quando for mais conveniente.

Na quietude do meu coração, ouvi: Vire-se e cumprimente a senhora.

Temerosa de parecer sem jeito e embaraçada, continuei a resistir àquela forte impressão. Mais uma vez, a voz disse, com maior ênfase: Vire-se agora. Não espere!

Então percebi que era o Espírito Santo falando comigo.

Atônita, respondi sem palavras: OK, Senhor. Vou escutar.

Como é fácil buscar comunhão e amizade com Deus durante nossa hora tranquila pela manhã! Entretanto, saímos desse lugar de quietude e partimos para o dia agitado – e até para a igreja – esquecendo-nos, com demasiada frequência, de que Ele deseja que continuemos ouvindo Sua voz e experimentando bem de perto Sua companhia ao longo do dia.

Vonda Beerman


Ouça aquela voz – Parte 2 – 22 de março 2017


Fala, Senhor, porque o teu servo está ouvindo. 1 Samuel 3:9

Virei-me e me dirigi à bela visitante. – Oi, meu nome é Vonda – eu disse. – Fico muito feliz por você estar conosco hoje. De onde você é?

Revelando surpresa, ela disse: – Meu nome é Joan, e moro em uma cidade próxima. – Sorri e virei o rosto para a frente da igreja outra vez.

Alguns instantes depois, Joan me passou um bilhete. Eu li: “Muito obrigada por notar minha presença. Você não sabe como Deus a usou nesta manhã.” Então, antes mesmo que o sermão começasse, ela discretamente deixou seu assento e saiu pela porta dos fundos da igreja.

A essa altura, eu estava plenamente sintonizada com as mensagens do Espírito Santo e obedeci de imediato à impressão de seguir Joan. Eu a alcancei no saguão, antes que ela tivesse tempo de sair da igreja. – Você está bem? – perguntei.

Com lágrimas nos olhos, ela confidenciou: – Tenho assistido à série evangelística de Doug Batchelor pela TV, e Deus me convenceu de que Ele quer que eu O adore no Seu sábado. Senti o impulso de vir a esta igreja hoje, mesmo tendo-a visitado antes… sem que nenhuma pessoa tenha notado a minha presença.

– Sinto muito – eu disse.

Joan continuou: – E até que você se apresentou, ninguém me disse uma palavra sequer nesta manhã. Assim, desanimada, orei silenciosamente: “Senhor, se me queres nesta igreja, por favor, mostra-me. Impressiona alguém a falar comigo.” Alguns segundos somente antes de Joan deixar a igreja, eu havia falado com ela! Nós duas estávamos impressionadas. – Alguém está esperando por mim no carro, hoje – explicou Joan -, mas como Deus respondeu à minha oração por seu intermédio, eu voltarei!

Muito obrigada!, orei. Senhor, eu não tinha ideia de que Joan, como tantas outras, estava desanimada, solitária e em busca de cristãos amáveis que compartilham suas novas convicções.

Hoje, pela graça de Deus, Joan é membro batizado de nossa igreja.

Amiga, você está escutando a voz de Deus? Cada momento é precioso. Não des­perdice um sequer. Ouça aquela Voz terna e suave. Depois obedeça a ela. Deus usará você de maneira poderosa!

Vonda Beerman


Terremoto! – 23 de março 2017


Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas. O nosso Deus é um Deus que salva; Ele é o Soberano, Ele é o Senhor que nos livra da morte. Salmo 68:19, 20

Minha amiga e sua irmã mais velha mudaram-se para o seu primeiro apartamento em 1976. Mais tarde, naquele ano, o restante da família mudou-se para lá também. Eles viveram ali, confortavelmente, por vários anos. Então, certa noite, o pai da minha amiga sentiu a cama tremer. Nervoso, suspeitou que uma grande serpente estivesse sob a cama. Uma rápida procura, porém, não revelou cobra nenhuma. No dia seguinte, os relatos dos jornais contavam detalhes de um terremoto na Indonésia. Isso explicava o tremor.

Após essa experiência, a família de minha amiga começou a notar, de tempos em tempos, tremores em maior número. Em uma noite, ocorreu um terremoto tão forte que muitos residentes dos prédios de apartamentos no quarteirão vizinho saíram em disparada pelas portas da frente, correndo para um amplo campo em busca de segurança. Contudo, a família da minha amiga permaneceu dentro do apartamento, já que uma criança pequena dormia profundamente. À medida que os tremores continuavam, eles notaram que uma placa pendurada acima da porta começava a balançar de um lado para outro,

“Olhem!” gritou um membro da família. “Os utensílios no balcão da cozinha estão se movendo!” Minha amiga permaneceu na cadeira de balanço, orando pela mão protetora de Deus sobre sua família e toda a população da cidade. Embora parecesse que todo o prédio residencial sacudia, ela continuou orando até que os movimentos oscilatórios parassem.

Louvado seja o Deus Todo-poderoso por Suas incríveis maravilhas e Seu amor! A experiência da minha amiga me fez lembrar da noite no mar da Galileia, quando os discípulos de Cristo se dirigiram a Ele gritando, já que Ele dormia no barco em meio a uma terrível tempestade. Depois de despertar, Cristo acalmou a tormenta (ver Mt 8:26). Embora experimentemos respostas maravilhosas às nossas orações agora, quando levamos nossos fardos a Cristo, a maior de todas as maravilhas será o dia em que Ele nos convidar para estar em pé diante dEle, salvas para sempre, no lar celestial!

Yan Siew Ghiang


Não pudestes vigiar comigo? – 24 de março 2017

Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Mateus 26:40, ARA

Às vezes, quando devo lutar para permanecer alerta, caio em letargia. Permanecer vigilante exige tanto esforço! A história de Jesus no Getsêmani me faz lembrar de quão perigoso é ficar apática, quando eu deveria ser observadora.

Contemplemos atentamente a Jesus. “Amem-se uns aos outros como Eu os amei”, Ele diz. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15:12, 13). Você prestou atenção a isso? Jesus está falando em morte outra vez. Ali, no tranquilo jardim do Getsêmani. Ele está falando de Si mesmo ou de algum de nós?

Jesus continua: “Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus” (Jo 16:2). Inconcebível! Estre­mecemos, só de pensar. Logo depois Jesus Se afasta para orar a sós, após nos aconselhar a vigiar e orar. De repente, Ele fala de novo. Não conseguimos manter os olhos abertos enquanto Ele pergunta: “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?” (Mt 26:40). Mais uma vez, Jesus nos encontra dormindo. Tiago permanece acordado por tempo suficiente para ouvir o Senhor gemer, em oração, enquanto fala sobre um cálice de terrível dificuldade. O cálice! Ele se lembra da predição de Jesus: “Vocês beberão o cálice que estou bebendo” (Mc 10:39). Mesmo sonolento, Tiago reconhece que o cálice é significativo; mas seus olhos se fecham. Por enquanto, o cálice de Tiago está oculto em seu estupor, escondido como o cálice de José no saco de grãos de Benjamim.

Jesus encena outra vez a longa noite da luta de Jacó, enquanto trava a Sua própria batalha épica. Nessa noite, todos os discípulos estão envolvidos em uma luta de Jacó. Precisam de oração em busca de poder e proteção; particularmente Pedro, João e Tiago, cujo cálice é revelado em primeiro lugar.

Por que vim ao jardim de oração? Está o meu coração travando uma luta de vida e morte contra o inimigo? Estou fervorosamente orando para permanecer alerta – sem cair em tentação? Estou agarrada à poderosa destra de Deus? Imploro a Ele que me sus­tente quando meu cálice for revelado; que eu tenha forças para beber fielmente o cálice da vontade do Pai? Ou me sinto à vontade demais para reconhecer que meu coração está acomodado na inércia, imune ao apelo do Mestre no sentido de “vigiar e orar”?

Rebecca Timon


“Por que Me desamparaste?” – 25 de março 2017


Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste? Marcos 15:34, ARA

Às vezes, na solidão da minha alma, as palavras nem chegam a se formar, e simplesmente choro. Esta história me garante que, se eu me achegar bem junto a Ele, Deus preenche o vazio.

Durante a refeição pascal, Jesus prediz que um de nós O trairá. Ficamos atônitos quando João é o primeiro a perguntar: “Sou eu, Senhor?” Por que João pensaria que ele poderia trair Jesus? Mesmo assim, João se inclina, junto ao coração de Jesus. Já vimos o filho do trovão andar com Jesus e responder ao amado Mestre. Não pode ser! João ama a Jesus.

João segue a Jesus de perto durante Seu aprisionamento e acusação. Seguimos tristemente, junto com a multidão no dia seguinte, quando o açoitado e condenado Homem, nosso Mestre, é levado a um monte chamado Gólgota.

Somos cegadas pela escuridão sobrenatural que cobre Jerusalém. No vazio daquele momento escuro, Jesus clama: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Somente um discípulo não O abandonou. Em desamparada angústia, a cabeça do Senhor pende. Com os olhos baixos e o fôlego a expirar, Ele se fixa na figura sombria de João, apegado ao pé da Sua cruz. Jesus não precisa perguntar: “Amigo, a que vieste?” Esse discípulo que ama a Jesus mais do que tudo – e sabe que Jesus o ama, mais do que tudo – está novamente próximo como alguém que ama, ali junto, ao Seu lado.

Olhe! Eis o angustiado discípulo que precisa de consolo, mas ainda assim leva conforto ao crucificado Senhor. Ali está um amigo mais chegado que um irmão, que cuidará da lacrimejante e aflita mãe, como se fosse sua. Ali está um filho a quem a mãe amará. Ali está o fiel seguidor, transformando-se no discípulo amado que contará ao mundo inteiro que Cristo Jesus ama e salva, dá vida e vive.

E agora Jesus olha para mim, a quem Ele ama, e pergunta: “Minha amiga, por que você veio para olhar de longe? Você Me abandonará ou permitirá que Eu a ame completamente, para suprir cada necessidade sua, e tomar providências quanto ao seu futuro? Você está, descuidadamente, seguindo a multidão que Me insulta? Ou se aproximará porque vê o Filho do homem morrendo para lhe conceder vida? Minha amada, você crê verdadeiramente que Eu a amo mais do que tudo?”

Rebecca Timon


Quanto custou? – 26 de março 2017


Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o Seu amor por nós é tanto […]. Pela graça de Deus vocês são salvos. Efésios 2:4, 5, NTLH

Quantas, entre nós, aguardam com expectativa a mudança para um novo lugar especialmente se nos mudamos bastante ao longo da vida? É sempre estressante deixar nossos amigos, membros da família e a rotina que nos é familiar a fim de nos mudarmos para um local desconhecido.

Com frequência, a mudança significa escolher novas escolas para os filhos, procurar novos médicos, aprender onde comprar produtos pelos melhores preços, encontrar uma casa dentro do nosso orçamento e num bairro seguro. Depois, vem a tristeza por sentir falta dos velhos amigos e o esforço para fazer novas amizades. Mesmo assim, com o tempo, a congregação da nova igreja se torna a nossa nova “família’.’

Quando éramos jovens no ministério, nunca desencaixotei todos os nossos pertences porque sabia que, no início do verão seguinte, durante a reunião campal, provavelmente nos mudaríamos de novo. Dito e feito! Quase antes de perceber, lá íamos nós para uma nova aventura. Contudo, ao ficarmos um pouco mais velhos, mudar de localidade se tornou mais parecido com trabalho do que com aventura!

Eu me pergunto se é possível imaginar as mudanças dramáticas que Jesus experi­mentou ao mudar-Se do Seu lar celestial para viver neste planeta desolador por mais de 33 anos! Deixou para trás uma beleza indescritível, a adoração dos anjos, amizades harmoniosas e a comunhão face a face com o Pai. Deixou tudo isso para vir a esta Terra como o Cordeiro sacrificai de Deus, que viveria, sofreria e morreria entre nós. Sabendo disso, Jesus ainda assim mudou-Se para um novo local.

Aos 12 anos de idade, Cristo reconheceu Sua relação com Deus, Seu Pai celestial. No entanto, não permitiu que Sua humanidade O fizesse de vítima. Assumiu o papel crucial que devia desempenhar a fim de nos salvar. Hora após hora, Ele confiou na força e na direção de Seu Pai. Sabendo de Seu futuro terrestre, mesmo assim era alegre, perdoador e cheio de ânimo para dar aos outros. O próprio Filho de Deus, tão maltratado por aqueles a quem viera salvar, era cheio de amor incondicional, abnegação e perdão.

Pense nisso. A vida dEle, inteira, foi um sacrifício por nós. Jesus considerou que valia a pena morrer por você e por mim! Isso deveria nos tornar dispostas a renunciar a tudo por Ele e nos preparar para aquela mudança que me faz vibrar – a mudança para o Lar que Ele está preparando para nós (ver Jo 14:1-3).

Louise Driver


Não mais um mistério – 27 de março 2017


O anjo disse às mulheres: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui […]. Venham ver o lugar onde Ele jazia. Mateus 28:5, 6

Você não tem fascínio por um mistério? A Bíblia apresenta um dos melhores, e as mulheres desempenham um papel importante à medida que ele se desenrola. O mistério começou com um corpo desaparecido. As mulheres sabiam onde ele devia estar; Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago, haviam observado quando José de Arimateia e Nicodemos colocaram Jesus no sepulcro novo na sexta-feira (Lc 23:55). Então, no domingo pela manhã, quando se dirigiram novamente à tumba, foi um choque descobrir que o corpo havia sumido!

É um pouco difícil saber exatamente quem veio, quem foi e em que momento, mas Lucas 24 diz que Maria Madalena e outras mulheres correram para informar o desaparecimento do corpo aos discípulos. Não é grande surpresa o fato de que os homens não acreditaram nas mulheres, mas Pedro e João, apesar disso, foram verificar a questão, e depois partiram de novo. Maria, porém, ficou para trás, e como resultado descobriu a solução para o mistério (Mc 16:9, 10) – Jesus havia ressuscitado!

Nós sabemos, naturalmente, que “sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu dos céus e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela” (Mt 28:2). Como em uma história moderna de conspiração, os soldados foram subornados para mentir sobre o que acontecera, mas as mulheres sabiam a verdade e você pode ter a certeza de que elas contaram tudo às outras mulheres que encontraram perto das pedras de moinho, dos poços de água e no mercado. Na verdade, Maria anunciou o Salvador ressuscitado! (Ver Ellen G. White, Evangelismo, p. 471, 472).

Naquele mesmo dia, Jesus acompanhou Cleopas e outro seguidor no caminho para Emaús. Você pode ter certeza de que os dois, do seu jeito e para os seus ouvintes, testemunharam que Jesus havia ressuscitado. E não foram os únicos. Paulo nos diz que o Jesus ressurreto apareceu a mais de 500 pessoas (1Co 15:6). Não era mais um mistério. Era um fato maravilhoso, glorioso, redentor, que Jesus ressuscitara! Aleluia!

Isso não é a mesma coisa que lermos um livro comum de mistério e depois guar­dá-lo, satisfeitas. É algo sobre o qual precisamos tomar uma decisão. O que você e eu faremos a respeito do Salvador que ressuscitou? Cada uma de nós, individualmente, dará seu desfecho à história. Qual é a sua decisão hoje?

Ardis Dick Stenbakken


A certeza de Sua promessa – 28 de março 2017


Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Apocalipse 21:4

Da sacada do apartamento no segundo andar, onde moro aqui no Brasil, vejo uma linda palmeira. Sempre que posso, contemplo a sua beleza, e também me deleito em observar a vida dos pássaros, que se desdobra em meio à sua copa. A pomba-rola é muito comum no meu país, e não foi surpresa, um dia, ver um casal delas nos ramos. Suspeitei que estivessem à procura de um lugar seguro para construir seu ninho.

Foi isso mesmo! A seguir, durante vários dias, as duas aves trabalharam incansa­velmente. Uma pousava com um raminho no bico. Então levantava voo, quase se encontrando com o companheiro que chegava trazendo uma longa folha de grama seca para entretecer no ninho em crescimento. Com que fidelidade, cuidado e carinho trabalhavam, sem reclamar! Fiquei empolgada na manhã em que pude vislumbrar pela primeira vez os dois ovinhos brancos no ninho, enquanto os papais trocavam de vigília no processo de incubação. Eu também aguardava o dia em que vida nova abriria seu caminho, bicando aquelas minúsculas casquinhas de ovo.

Então, em uma tarde, o céu escureceu. De repente, uma forte tormenta desabou sobre nós. Pela janela, observei os ramos da palmeira balançando em meio à forte ventania. Temi pelo pequeno ninho. Então, com o coração dolorido, vi quando uma rajada arrancou da copa da árvore o ninho cuidadosamente preparado. Com tristeza, vi os dois ovinhos quebrados no chão. A boa notícia, porém, é que os pais passarinhos sobreviveram e começaram a construir um ninho novo.

Que lição objetiva isso representou para mim! Essa tempestuosa perda, sofrida por um casal de rolinhas, me faz lembrar que a dor humana, em escala muito maior, causa estragos sobre milhões a cada dia, enquanto Satanás sopra suas cruéis e furiosas tormentas sobre nossa vida. Talvez você tenha experimentado, recentemente, um desses dolorosos temporais em sua vida. No entanto, por causa de quem Deus é, e por aquilo que Seu Filho fez por nós na cruz, podemos ter esperança – como aqueles pássaros – de que tempos melhores ainda virão. Assim, conservamos o ânimo. O Cristo ressurreto prometeu que voltaria e nos levaria para um lugar em que não haverá mais lágrimas, morte, aflição ou tristeza. Enquanto isso, hoje, podemos ter a certeza de que, mediante a habitação do Espírito Santo, nunca estamos sós em nossas tempestades.

Maria Bellesi Guilhem


Uma árvore comum  – 29 de março 2017


Pois Tu tens sido o meu refúgio, uma torre forte contra o inimigo. Salmo 61:3

Era apenas uma árvore comum, partilhando sua sombra com viajantes cansados como nós. Após um dia quente e longo de viagem pelo interior, entramos em um parque para trailers a fim de passar a noite. E ali estava ela – uma árvore solitária em um parque inteiro! Ela oferecia a única sombra naquela propriedade. Embora outra dupla de acampantes tivesse se acomodado sob sua sombra a um lado do tronco, deram-nos as boas-vindas ao nos sentarmos sob os espessos galhos do outro lado.

Meu esposo, Keith, e eu relaxávamos. Olhando para os ramos da árvore, acima, ficamos admirados diante do grande número de pássaros que a visitavam no fim da tarde. Ao pôr do sol, muitas andorinhas se acomodaram em meio à folhagem. Depois de voarem um pouco ao redor, começaram a se aconchegar umas às outras sobre um galho, como é seu comportamento normal. Contamos 24 andorinhas, todas olhando na mesma direção, sobre um galho, enquanto o sol se punha. Talvez essa árvore fosse o seu local regular de descanso. Sendo ou não, aquela era uma das poucas árvores à margem do deserto que, naquela noite, partilhávamos com elas.

No poema de Dorothea McKellar, “Eu amo um país queimado de sol” ela relata seu amor pelas belezas naturais, pela diversidade e pelas mudanças que se observam nessa região da Austrália. Eu faço eco a esse amor que ela sente. Contudo, sei por experiência que, quanto mais se avança pelo interior, mais árida se torna a topografia australiana. Ela não é apenas árida, mas também isolada, quente e seca. Não existe água potável. Não há árvores. Esse luxo ficou para trás.

Aquela única árvore no parque dos trailers me fez ponderar o valor de uma árvore. E me pergunto com que frequência uma determinada árvore ofereceu sombra aos cansados. Quantos pássaros ela abrigou antes de ser cortada?

E me lembro de outra árvore solitária. Aquela à qual o apóstolo Paulo se referiu quando disse: “O Deus dos nossos antepassados ressuscitou Jesus, a quem os senhores mataram, suspendendo-o num madeiro” (At 5:30). Como poderíamos calcular o valor daquela árvore? Entretanto, quando ponderamos o seu valor e propósito, quão gratos podemos ser. Na verdade, ela é a árvore pela qual sou mais agradecida, pois, à sombra da Cruz – em meio aos sedentos e desérticos lugares da existência -, esta cansada viajante encontra abrigo, refúgio, forças e descanso.

Lyn Welk-Sandy


A Ilha desconhecida – Parte 1 – 30 de março 2017


Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem? Mateus 8:27

Em seu livrinho intitulado O Conto da Ilha Desconhecida1 José Saramago relata a história de um homem que entra no palácio do rei pela Porta das Petições, com o fim de solicitar um barco. Decidido a ter sua solicitação atendida, o homem deita-se diante da Porta das Petições e declara: – Não sairei daqui enquanto meu pedido não for ouvido e atendido.

Vendo sua determinação, o rei abandona o conforto da sala do trono e vai até a Porta das Petições para atender aquele homem impertinente e seu estranho pedido.

–  Por que você quer um barco? – pergunta o rei.

–  Quero içar velas rumo à ilha desconhecida.

–  Não há mais nenhuma ilha desconhecida. Todas as ilhas já foram descobertas – disse o rei, torcendo o nariz com desdém.

Então o homem responde: – Sou um tosco homem da terra, e até eu sei que todas as ilhas, mesmo as que já foram descobertas, são desconhecidas até que desembar­quemos nelas.

A essa altura, Saramago aborda um antigo tema humano: a busca. Na embarcação da vida, todos nós estamos envolvidos em uma busca que preencherá nossas mais profundas necessidades e nossas mais elevadas aspirações. Chegar a esse destino envolverá passar por muitas provas e tribulações, mas se encontrarmos aquilo que nossa alma anseia, descobriremos uma profunda e transcendente paz “que excede todo o entendimento” (Fp 4:7).

Em sua maior parte, os discípulos de Jesus eram pescadores e compreendiam os perigos potenciais envolvidos na chegada ao porto seguro. Uma noite, ao partirem com Jesus para o outro lado do mar da Galileia, “sobreveio uma tempestade de vento no lago” (Lc 8:23, ARA) e ameaçou afundar a frágil embarcação. Exausto após atender as demandas da multidão naquele dia, Jesus dormiu, embora o barco fosse jogado de um lado para outro e se enchesse de água. Desesperados, ao perceber que seus esforços para jogar água para fora do barco eram cada vez mais inúteis, esses aparentemente indefesos homens externaram sua última esperança de sobrevivência: “Mestre, Mestre, estamos perecendo!” Jesus despertou e “repreendeu o vento e a fúria da água” (v. 24, ARA), e instantaneamente sobreveio a bonança. Quer tenham entendido, quer não, aqueles homens já haviam desembarcado em uma ilha não descoberta chamada Jesus.

Lourdes Morales-Gudmundsson

1Nota da tradutora: Editado pela Companhia das Letras, São Paulo, 1998.


A Ilha desconhecida – Parte 2 – 31 de março 2017


Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o Meu Pai. Já agora vocês O conhecem e O têm visto. […]. Quem Me vê, vê o Pai. João 14:6, 7, 9

Os discípulos não imaginavam que o objeto de sua busca espiritual estava presente justamente ali, no barco da vida deles. Tudo o que precisavam fazer era clamar a Jesus, e as tormentas da vida se acalmariam. Não poderiam saber disso a Seu respeito até que experimentassem por si mesmos, até que reconhecessem a Jesus como a Ilha da Segurança e viessem a conhece-Lo assim como eram conhecidos.

Esse encontro com Jesus naquela tempestuosa noite no mar da Galileia aprofundou seu conhecimento a respeito dEle e de si mesmos.

Por um lado, sua pergunta que misturava reverência e espanto – “Quem é este que até aos ventos e às ondas dá ordens, e eles Lhe obedecem?” (Lc 8:25) – não era tanto uma pergunta em busca de informação, mas uma expressão solene na presença de Alguém que reconheciam como todo-poderoso. Por outro lado, o reconhecimento de sua frágil fé os levara a serem vencidos pelas agitadas ondas do temor.

Quando o protagonista do conto de Saramago (ver a parte 1) pergunta à “mulher da limpeza” por que ela deseja participar da aventura de procurar e encontrar a ilha desconhecida, ela responde que deseja saber quem ela é.

O homem responde: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Exercer fé é uma forma de deixar a si mesmo para trás, deixar o eu que foi criado pelos temores e fragilidades dos seus pais e pelo contexto social no qual você cresceu. É necessário ter fé para mover-se além dessas mensagens formativas que não nos per­mitem reconhecer o convite de Deus para participar da jornada da fé em Sua direção, por meio de Jesus.

Ao apontar para a fé, Jesus atraca firmemente Seus amados discípulos no porto seguro, garantindo-lhes que seu temor despertou não da ausência de Deus, mas de sua própria e frágil incapacidade para crer que Jesus estava com eles na jornada rumo ao Pai – seu destino final.

Lourdes Morales-Gudmundsson